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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

Um Mar de Pensamentos

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13
Mar19

Sobre os programas da Sic e Tvi: a minha opinião.

No domingo passado, eu e o meu namorado decidimos assistir ao programa de estreia da SIC, Quem quer namorar com o agricultor?. Pessoalmente, este género de programas, quer o da SIC quer o da TVI - Quem quer casar com o meu filho? e que acabei por ver uma parte no dia seguinte - não me atraem, tal como não me cativou os similares que os mencionados canais já transmitiram no passado. Todavia, assisti para também puder falar e argumentar sobre os mesmo. 

 

Quem-Quer-Casar-Shifter.jpg

 

Muito se escreveu sobre eles: sobre a falta de criatividade das televisões portuguesas, sobre a procura de exposição mediática dos participantes, sobre a objectivação da mulher e a reprodução de estereótipos. A Cristina Ferreira, no seu instagram, defendeu o formato transmitido pela SIC, como sendo uma forma de mostrar que Portugal é mais do que Lisboa: "Portugal não é Lisboa. Portugal não é urbe. Portugal é também campo, isolamento, tradição e solidão. Para perceberes o pensamento tens de perceber as condições. A minha tarefa é ajudar na mudança. Mas é também perceber a diferença. E saber que tudo muda, mas devagarinho." Sim, de facto o formato mostra uma realidade que talvez poucos conhecem mas não deixa de colocar a mulher numa posição ingrata e desvalorizar o amor. Mas, tal como o formato mostra o outro lado de Portugal, também acredito que os criativos de conteúdo do canal de Paços de Arcos conseguiriam fazer nascer um programa que mostrasse esse lado desconhecido, sem expor as mulheres como gado. Em oposição, o programa da concorrência mostra-nos meninos de 20, 21, 22 anos com desejos de casar (eu, com 30, não tenho esse desejo mas, cada um com a sua tolice), em que as mamãs dos pequenos avaliam e escolhem as futuras noras, com base em premissas como o saber cozinhar ou arrumar a casa, fumar ou ter filhos. Resumindo, se um coloca as mulheres como se de uma venda de gado se tratasse, o outro opta por retroceder no tempo como se as mulheres de hoje se assemelhassem às nossas avós, bisavós e às do século XVIII.

 

Os formatos são errados mas, infelizmente, traduzem e reflectem a realidade. A luta das mulheres pela igualdade não termina nem terminará nos próximos tempos e estes programas mostram-nos. A SIC e a TVI são, com os programas do género que já transmitiram e pretendem transmitir, o espelho da sociedade. Ficamos chocados com a forma como uma mãe questiona uma mulher sobre os conhecimentos de cozinha para, futuramente, alimentar o seu filho... mas, quantas de nós já não ouviu o choque de outrem, homens e mulheres, por não sabermos cozinhar? Ou quantos de nós, homens e mulheres, não fomos condenados por termos filhos fora do casamento ou assumirem novo relacionamento com filhos de outrem? Quantos de nós, homens e mulheres, não recebemos olhares negativos relativamente ao aspecto físico? Nada disto é correcto mas, infelizmente, é a realidade e este género de programas demonstra-os. Obviamente que, na guerra das audiências, o objectivo dos programas não é educar ou fazer-nos reflectir sobre o que precisamos de mudar, mas acabam por ser um género de chamada de atenção para todos nós e na forma errada como educamos... seria de prever que esta geração de mamãs e filhos fosse menos retrogada mas enganamo-nos redondamente. 

 

Cabe a cada um de nós, homens e mulheres, saber educar para quebrar o reflexo que estes programas transmitem. Não é objectivo dos canais privados educar a sociedade, mas cabe a cada um de nós, homens e mulheres, educar para a igualdade. É chocante e revoltante a forma que ambos os programas assumem, mostrando um retrocesso nos direitos e na luta das mulheres mas, e se, no fundo, esse progresso em que tantos de nós acreditavamos estar a acontecer, na verdade, nunca tivesse passado de uma ilusão? Existe tanto por fazer, tanto por lutar, tanto por mudar.

 

No meio de tudo o que já se escreveu e que eu mesma escrevi, saltaram-me algumas questões à mente, como:*

 

O que é que leva mulheres jovens e bonitas a participar neste género de programas? O que leva jovens citadinas e independentes a considerarem que o amor das suas vidas está no campo? E o que leva aqueles homens a acharam que é num programa televisivo que vão encontrar a parceira ideal?

 

O que é que leva jovens bonitos de 20, 21, 22 anos a desejarem casar? E, sobretudo, porque é que consideram que a escolha da mãe seja a mais acertada? O que é que aquelas mães andaram a ensinar aos seus filhos sobre o que é uma mulher para casar?

 

Onde é que entra realmente o amor nestes género de programas?

 

Porque é que os mesmos formatos foram sucesso de audiências noutros países e, em Portugal, eles foram massacrados com críticas? 

 

*Se alguém tiver resposta a estás questões, por favor, deixe-as nos comentários.

 

Eu, enquanto mulher e, quem sabe, futura mãe, revi nestes programas aquilo que não quero ensinar aos meus filhos: a objectivação e desvalorização da mulher e do amor. 

08
Mar19

Dia Internacional da Mulher

Confesso, antes demais, que eu tenho uma relação de amor-ódio com este dia, 8 de Março, Dia Internacional da Mulher. Compreendo o seu significado, a sua essência, a sua importância, mas a forma que assumiu nos últimos anos, irritam-me por lhe retirarem o devido valor. A culpa talvez seja de todos nós por continuarmos a alimentar o potência económico de um dia que deveria ser, antes demais, para reflectir. 

 

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Não me desejem um feliz dia da mulher quando ainda existe tanto por fazer, tanto por lutar, tanto por mudar. Intimamente, acredito que um dia conseguiremos atingir a igualdade de géneros, não para a minha geração e, provavelmente, também não será para a dos meus netos ou bisnetos, mas acredito que mais lá para a frente (quero acredita positivamente), um dia, homens e mulheres encontraram o equilíbrio, o Mundo dará a reviravolta e este dia deixará de fazer sentido... uma recordação das inúmeras lutas das mulheres ao longo da História. Porém, até que esse utópico dia seja alcançado, muito há para fazer, lutar e mudar em busca da igualdade entre homens e mulheres.

 

Não me desejem um feliz dia da mulher quando existem mulheres a sofrer diariamente abusos psicológicos e físicos daqueles que suspostamente as amam e, quando tantas de nós continuam a morrer nas mãos de familiares, (ex-)namorados e (ex-)maridos. Não me desejem um dia feliz quando as mulheres continuam a ser descriminadas em termos salariais e profissionais. Não me ofereçam flores ou chocolates quando uma mulher é condenada por não querer ser mãe como se todas nós nascêssemos com o "relógio da maternidade", como se as suas vidas e felicidade se devessem unicamente de um filho. Não me digam que hoje é o meu dia quando, no resto do ano, me condenam e me julgam exclusivamente por ser mulher. Não me ofereçam workshops e vales de desconto em beleza quando continuamos a catalogar as mulheres por padrões de beleza pouco reais, quando nos julgam por sermos magras ou gordas, baixas ou altas. Não me desejem um feliz dia da mulher quando existe tanto por lutar, mudar e fazer... em Portugal e no Mundo. Poderia continuar, alongar-me nas muitas lutas diárias travadas por tantas de nós, mas deixo este texto que me parece resumir claramente tudo o que ainda falta mudar para ser um dia feliz...

 

Não me desejem feliz dia da mulher quando ontem apareceu a cabeça de uma de nós num saco a boiar num rio.

Não me desejem feliz dia da mulher quando tem que sair uma lei que obrigue a que haja cotas nos locais de trabalho para haver equidade entre géneros (e minguem vai respeitar a puta da lei).

Não me desejem feliz dia da mulher se esta semana saíram notícias de que em vários hospitais públicos foram causados obstáculos a muitas de nós optarem por IVGs.

Não me desejem feliz dia da mulher se trabalho com mais de 80% de famílias monoparentais em que cabe às mães a gestão integral da vida dos filhos com deficiência.

Não me desejem feliz dia da mulher se tentam resumir este dia com bombons e calarem a nossa revolta com flores como se fôssemos tontas.

Não me desejem feliz dia da mulher se a percentagem de mulheres em cargos de chefia é vergonhosas

Não me desejem feliz dia da mulher se continuam a “esterilizar” à força mulheres com deficiência mental, se não há empregos para mulheres com deficiência e se a violência sobre mulheres deficientes institucionalizadas é uma realidade camuflada.

Não me desejem feliz dia da mulher se violaram no outro dia uma mulher em coma que acabou por engravidar como se fosse apenas um saco de despejo de esperma.

Não me desejem feliz dia da mulher se o mercado sexual está todo virado para fazer de nós objectos e se a vulnerabilidade a que o sistema nos veta empurra tantas de nós para ele.

Na me desejem feliz dia da mulher se há tráfico de mulheres no Mundo e mutilação genital feminina (em Portugal também, não sejam inocentes)e tantos crimes hediondos dirigidos a nós todos os dias.

Não me desejem feliz dia da mulher, não me ofereceram as putas das flores, a não ser que sejam cravos na lapela amanhã nas marchas e nas ruas.

E -mais importante- façam um pirete a que vos desejar feliz dia da mulher. Este dia não é feliz: este dia é de luta.

Lutamos?

Ontem, em Viera do Minho, uma mulher morreu às mãos do marido. No mesmo dia, em Leça da Palmeira, a cabeça de uma mulher foi encontrada numa praia. Hoje, neste dia que é das mulheres, uma mulher viu o seu título de representação internacional, conquistado por mérito próprio, ser-lhe retirado por expressar a sua opinião política, num Portugal que se diz "democrático e com respeito pela liberdade de opinião e expressão". Não me desejem um feliz dia da mulher quando isto ainda acontece...

 

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28
Fev19

Cara Mariana...

Mariana Vieira da Silva, actual ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, segundo vários meios de comunicação social (aqui e aqui), pretende que o dia 7 de Março, véspera do Dia Internacional da Mulher, seja um dia dedicado ao luto nacional pelas vítimas da violência doméstica.

 

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Cara Mariana, 

Enquanto mulher e sua colega de profissão, embora sem nunca ter exercido (porque, como é evidente, não nasci em berço de ouro nem sou filha de um homem com o mesmo prestígio que o senhor seu pai ministro), tenho a escrever que não preciso de um dia nacional de luto pelas vítimas. As vítimas de violência doméstica ou no namoro não precisam de um dia que lhes lembrem que, um dia, podem fazer parte da negra estatística. Mulheres, homens (porque eles, em menor número, também sofrem - aqui) e crianças não precisam de um dia onde se valorizem números. O que precisamos, o que a sociedade precisa, é de medidas e de menos juízes, como Neto de Moura (mas, o que é que o homem tem contra as mulheres?!). De pouco ou nada serve mais um dia como esse que a senhora pretende criar. Um filho que perdeu a mãe às mãos da violência de um pai precisa que, de facto, se tomem medidas que começam nas mais diversas áreas: da escola aos tribunais, das policias às equipas que apoiam e acompanham as vítimas. Existe tanta coisa mais importante por onde começar... do que um dia nacional de luto. 

 

Acredito, senhora Mariana, que um dos primeiros passos para combater a violência doméstico e no namoro comece nas escolas, junto das meninas e dos meninos, ensinando-lhes a importância do respeito mútuo e da igualdade entre sexos. Acredito, senhora Mariana, que formar os profissionais que lidam diariamente com estes casos, seja médicos, enfermeiros, polícias ou juízes, para a não responsabilização da vítima seja um outro caminho para combater a violência antes de se declarar um dia específico pelos que já partiram. Acredito, senhora Mariana, que apoiar as vítimas em vez de as punir com a fuga de casa para uma casa abrigo e responsabilizar o agressor seja mais importante. Inclusive, acredito, senhora Mariana, que se deve trabalhar com o agressor para que este lide com os sentimentos de possessão, agressividade, controlo e vingança contra a vítima. Acredito, senhora Mariana, que enquanto ministra, terá uma equipa muito mais capaz e, talvez, mais preparada do que eu para lhe indicar o melhor caminho para combater e diminuir o número de vítimas da violência... só não consigo compreender como é que considera que criar um dia de luto pode ajudar a mudar a estatística. 

 

Cara Mariana, enquanto mulher que um dia viveu um relacionamento possessivo e de controlo (porque a violência não escolhe graus académicos, profissões, género, religião...), acredite que o caminho não é esse e medidas como a que pretende de nada servem... no dia de 7 de Março falaremos sobre as mulheres que morreram às mãos da violência doméstica mas, se o caminho se mantiver, nos restantes dias, falaremos sobre as novas Maria(s), Lara(s), Inês(es) e tantos outros nomes que a violência já matou. Morreram, desde o início deste ano, 12 mulheres... quantas mais terão de morrer?

 

1 a 3 violencia domestica contra mulheres.jpg

25
Set17

Por aqui,

já choveu. O céu acordou de um cinzento tristonho. À hora de almoço o nevoeiro cobriu a vista e, com ele, o frio que se entranha no corpo. Pouco passam das 17 da tarde e paisagem que outrora mal se via, veste-se de claridade, azul, sol e calor.

 

Isto é um claro sinal de que vivo numa vila de clima especial, único, quase tropical ou sinal/efeito das mudanças climatéricas? 

12
Mai16

Testemunho de uma ex-estudante do ensino privado e público.

Estudei num colégio privado entre o quinto e o nono ano. Igualmente, o meu irmão e irmã estudaram no mesmo colégio que eu. Ele entre o quinto e o oitavo, tendo repetido o oitavo e, abandonado o colégio no nono para frequentar uma escola pública. Ela fez o primeiro e o segundo ano, correspondendo aos meus últimos anos de colégio. Os meus pais optaram por nos colocar num colégio privado porque, se por um lado consideraram ser a melhor escolha para o nosso futuro, por outro pela má experiência que tiveram comigo em escolas públicas.

 

A verdade é que os meus quatro primeiros anos numa escola pública portuguesa não foram as melhores. É certo que o percurso passou por duas escolas primárias distintas mas, também é verdade que em ambas encontrei maus professores. A professora que me calhou, nos dois primeiros anos de escola portuguesa, era das apelidadas "à-moda-antiga": usava régua de madeira de cada vez que proferia uma palavra em língua espanhola ou escrevia com erros - a minha língua materna até aos seis anos era o espanhol e devo a esta professora ter-me esquecido da mesma... e não é exagero. Posteriormente, numa nova escola e nova cidade, a professora primária era a dita baladas que nunca queria saber de trabalhos de casa ou de ensinar convenientemente. As aulas eram passadas a brincar no recreio, a desenhar e a ler contos infantis. Portanto, passei do dito "oito-ao-oitenta". O último ano de ensino primário serviu para, em grande parte, aprender a matéria do ano anterior. Não avancei para o quinto. Retiveram-me, por opção de pais e professores, para que aprendesse devidamente a matéria perdida do quarto ano. Compreende-se: se não o fizessem naquele ano, acabaria por acontecer o chumbo no ano seguinte.

  

O quinto ano foi o primeiro ano de colégio privado; o meu e o do meu irmão - uma vez que chumbei. Foi lá que entendi o significado de bullying e a diferença entre ser-se rico ou pobre aos olhos dos colegas e professores. Porém, não é sobre a experiência com os outros que me levou a escrever este post, mas sim a qualidade de ensino... embora tudo se interligue. Não posso negar que a qualidade do ensino onde estudei em muito contribuiu para aquilo que sou hoje. Um ensino onde os professores exigiam trabalho e empenho nas tarefas. Nunca me esqueci das palavras da minha directora de turma, no último ano de estudos no colégio, que não me considerava a aluna indicada para continuar a estudar ou optar por uma formação superior...

 

O colégio que frequentei era caro e recebia um qualquer apoio do Estado mas não tinha as ditas condições físicas adequadas. Aos olhos de uma estudante faltava de tudo: uma boa biblioteca, não chover dentro do pavilhão do ginásio, aquecimento, chuveiros com água quente... teria mais defeitos a apontar mas ficarei por aqui. Nem tudo era mau. Os professores, à excepção de um ou outro, realmente demonstravam o porquê de ser um colégio caro. 

 

O meu irmão ficou-se pelo oitavo ano. Por opção sua e em conjunto com os meus pais, optou por prosseguir os estudos numa escola pública. A minha irmã mais nova fez o primeiro e segundo ano, correspondendo aos meus últimos anos naquele colégio e, também ela prossegui numa escola pública. Fez-se a escolha de a trocar de escola porque eu, sendo a irmã mais velha, prosseguiria numa escola secundária pública afastada daquele colégio e não teria meios para a ir buscar e levar para casa. As más experiências em escolas públicas que os meus pais viveram comigo não se repetiu com eles. No caso da minha irmã, na verdade, foi chocante o facto de ela iniciar o terceiro ano sem saber ler correctamente, recém transferida de um colégio prestigiado da zona. 

 

balança.jpg

 

Eu que frequentei ambos os sistemas, privado e público, posso afirma que o ensino privado não é assim tão maravilhoso quanto se apregoa por aí. Sim, de facto, existem excelentes professores no ensino privado; mas também existem maus professores que em muito nos facilitam a vida... senti-o e vi-o com os meus irmãos. Mas, tal como privado existem bons e maus professores, também no público os há.

 

O meu ensino secundário foi feito numa escola pública que, para mim, foi fundamental. Eu já sabia o que era exigência mas, através desta escola, a palavra tomou outra dimensão. Digo-o e reafirmo que o nível de exigência elevou-se a patamares semelhantes a uma Universidade. Aliás, quando prosseguir os estudos a nível superior fui das poucas alunas que sabia como realmente se fazia um trabalho de pesquisa... 

 

O ensino, seja privado ou público, é feito por pessoas. Professores e auxiliares que fazem a diferença. Senti na pele os efeitos de um mau sistema de ensino público (e privado, embora nos meus irmãos) mas, igualmente, o significado de um bom sistema público e privado. O que falta em muitas escolas públicas é professores motivados para ensinar, com instalações e instrumentos adequados. O ensino privado olha, de facto, a números mas se o ensino não tiver algum tipo de qualidade, dificilmente atrairá novos alunos. O colégio onde estudei tremeu quando a fama de não conseguir impor respeito e regras aos seus alunos começou a circular.

 

Não sou a favor de se financiar escolas privadas em prejuízo das escolas públicas. Um pai ou mãe que desejam ter um filho num colégio privado devem arcar com os custos, tal como os meus pais o fizeram e não eram ricos. Não me digam que a qualidade de ensino privado é melhor porque, na verdade, não o é. Investe-se no privado sem investir-mo no público. O ensino público é investir nas pessoas, porque nem todos temos dinheiro para os privados ou realmente desejamos um ensino privado, e quando esse investimento falha... O que concordo realmente é, embora isto seja tema para outro post, reduzir o número de alunos por turma.

 

Confesso que me custa compreender toda esta pública em torno da escola pública e privada... se me falassem do desemprego que poderá atingir alguns professores mas, aparentemente, esse ficou para segundo plano. 

companhia literária...

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| A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. Fernando Pessoa. |

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