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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

12
Dez18

A Doçura da Chuva de Deborah Smith.

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Kara Whittenbrook e Ben Thocco são os protagonistas deste romance de Deborah Smith, A Doçura da Chuva. Kara vive uma vida de luxo e privilégios numa pequena cidade do Brasil. Filha de ambientalistas famosos, cresceu na selva amazónica brasileira e estudou nos melhores colégios privados americanos, porém a morte dos pais num acidente aéreo revelará um segredo que abalará o seu mundo: Kara foi adoptada. Decidida a conhecer a sua família biológica e as suas origens, a jovem parte para o norte da Florida onde, acidentalmente, conhece Ben. O rancheiro Ben é um homem solitário que gere, com pulso e fé, a propriedade onde emprega pessoas de características singulares. Vive para o irmão e para o seu rancho. Porém, a chegada de Kara à propriedade e à vida de Ben, mudar-lhe-à a vida por completo.

 

Deborah Smith era um nome que há muito me atrai-a. Não uma, não duas nem tão pouco por três vezes, tinha seleccionado um dos seus livros com o propósito de comprar mas, no último momento, os meus olhos repousavam sobre outro título e deixava-o nas prateleiras da livraria. Não percebi-a, na época, bem o porquê de isso acontecer e, talvez agora, finalmente entenda o motivo pelo qual nunca trazia os seus livros comigo. Uma amiga muito querida tinha-me dito que os livros dela eram dos melhores que ela já leu e fiquei com a "pulga atrás da orelha" (desculpem senhores do Pan pela expressão), mas para mim ficou muito aquém das expectativas. Seleccionei este livro, pela sinopse, por abordar um tema que me cativa e sensibiliza: a adopção.

 

A Doçura da Chuva é narrado de forma simples e com toques de humor, no presente, pelos dois protagonistas principais do romance, Kara e Ben, mostrando os sentimentos e medos de ambos. Os pais biológicos de Kara possuem uma partucularidade que os torna especiais e dá ao romance um toque único e tocante, tal como aos restantes trabalhadores do rancho de Ben. Pontos positivos. Porém, o romance peca por ser demasiado cliché (e vou tentar não revelar muito sobre o livro): a menina rica que se apaixona por um rancheiro com problemas financeiros, o passado trágico de Ben e todo o drama que envolve o irmão. O final é previsível - quando Kara e Ben se conhecem, dá para perceber como se desenrolará a história -, as peripécias vividas por cada uma das personagens secundárias são expectáveis, foco em excesso (na minha opinião) no hábito alimentar de Kara e na religião de Ben... falta um toque de qualquer coisa não expectável e claro ao leitor/a. A Doçura da Chuva é totalmente esperado, "sem sabor e sem vida", um romance demasiado romance.

 

Uma completa desilusão para mim, A Doçura da Chuva é, no entanto, daqueles livros para quem gosta de "romances com muito cliché", bom para depois de um livro mais pesado. Infelizmente, para mim, este será o meu primeiro e último livro de Deborah Smith. 

 

Avaliação (de um a cinco): 2*

09
Nov18

A Sereia de Brighton de Dorothy Koomson.

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 A Sereia de Brighton de Dorothy Koomson foi, de entre todos os livros que li este ano e à excepção dos livros com menos de cinquenta páginas, o livro que li mais rápido: comprei-o numa sexta-feira ao final do dia, só porque a sinopse não me abandonava a cabeça, e terminei-o no domingo à noite. Fiquei completamente rendida e viciada na narrativa e sempre que me via forçada a parar de ler, só pensava em retomar para descobrir mais contornos da dramática história. Uma leitura que nos devora por dentro, dada a curiosidade com que nos envolve e nos leva a reflectir sobre temas actuais.

 

Nell e Jude são duas amigas de quinze anos que, certa noite e após mentirem aos pais, decidem fugir de casa para irem a uma festa de adolescentes. No regresso a casa, atraídas pela curiosidade própria da idade, as jovens descobrem o corpo de uma jovem mulher, com cerca de dezanove anos, abandonado numa praia de Brighton: julgam-na, inicialmente, inconsciente mas rapidamente percebem que está morta. A polícia é chamada ao local, apelidando a jovem assassinada de A Sereia de Brighton, e as duas amigas são interrogadas pela polícia e ambas consideradas suspeitas daquela morte. Porém, a vida de Nell e da família mudará drasticamente quando, uma semana depois da descoberta, a amiga Jude desaparece. Vinte e cinco anos depois, Nell não esquece a fatídica noite que lhe mudou a vida e, por sua conta em risco, decide descobrir quem era a sereia de Brighton e compreender o que aconteceu à sua amiga Jude. No entanto, alguém que a controla de perto não quer que Nell descobra as verdades daquela dramatica noite...

 

Dorothy Koomson, neste livro, aborda com mestria temas delicados como o racismo e o preconceito, a violência policial, a violência contra mulheres e as marcas que a violência na infância se traduzem num jovem adulto. É uma narrativa incrivelmente cativante, mergulhando rapidamente na história e no drama vivido por Nell, onde só queremos descobrir toda a verdade e justiça para quem lhe fez tanto mal. A narrativa de A Sereia de Brighton vária em dois tempos: no presente e no passado, quer por Nell quer pela irmã desta, dando-nos a conhecer diferentes perspectivas e detalhes da história e fazendo-nos ver que a descoberta atingiu muito mais do que as duas amigas. As personagens, principais e secundárias, foram muito bem conseguidas e trabalhadas, todas elas - a meu ver - fundamentais para a narrativa. O final é macabro e surpreende - eu não o imaginava assim -, revelando a crueldade do ser humano e como uma única pessoa conseguirá mudar tanto a vida de duas adolescentes e família.

 

A Sereia de Brighton é considerado uma das minhas leituras favoritas de 2018 e Dorothy Koomson uma das minhas escritoras favoritas. A capacidade com que mistura, nos seus livros, suspense, drama, amor, amizade e temas sensíveis e actuais é genial e invejável, sendo impossível ficar-lhe indiferente. Não considero este livro como um romance e creio que está longe de o ser, é mais um género de policial ou mistério. Independentemente da categoria atribuída a este livro, recomendo a leitura de A Sereia de Brighton... muito bom!

 

Avaliação (de um a cinco): 5*

30
Out18

As Flores Perdidas de Alice Hart de Holly Ringland.

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 As Flores Perdidas de Alice Hart da escritora australiana Holly Ringland é uma obra poderosa e tocante o amor, o perdão, a amizade, a família e o saber recomeçar. Um romance inspirador e envolvente, que nos transforma e nos leva a reflectir sobre a vida, a coragem e os muitos destinos que enfrentamos. 

 

Alice Hart é uma menina de nove anos, encantadora e sonhadora, que adora ler e perder-se na aventura de descobrir o que a rodeia juntamente com o seu cachorrinho. Vive com os pais, um jovem casal, numa propriedade isolada australiana onde a mãe cultiva flores e o pai se dedica, entre outros afazeres, a trabalhos em madeira. Um local triste e marcado pela violência mas colorido e perfumado pelas flores, onde a menina se perde nos livros e no sonho de descobrir os locais encantados das história que lê e que a mãe partilha com ela. Porém, quando a tragédia se abate sobre a família, Alice vê-se, em tão tenra idade, a recomeçar uma nova vida junto da avó June numa quinta de flores, que também serve de refúgio a mulheres para novos recomeços. É nesta quinta, onde as flores nativas australianas são cultivadas, que Alice recomeça a sua vida e aprende a linguagem secreta das flores. Aqui, a menina lutará contra os fantasmas, medos e memórias do passado e é nas flores e nos seus significados, que encontrará voz para o que lhe vai na alma. A vida de Alice interliga-se com a história da quinta e das mulheres que a fundaram e que nela habitam, numa maré de novos recomeços e vidas marcadas por amores falhados e trágicos.

 

O romance de estreia de Holly Ringland tornou-se um dos meus livros preferidos deste ano e um dos melhores romances que já li. Poderoso e marcante, As Flores Perdidas de Alice Hart é mais do que um livro, é um pedacinho de vidas tão reais. Alice Hart surpreendeu-me muito pela forma profundamente trabalhada da personagem principal, assim como pelas restantes mulheres, que se interligam tão perfeitamente; a forma como cada flor e a sua respectiva linguagem se envolvem com a história, bem como pelos contos tradicionais australianos em que a autora se baseou. A capa é de uma beleza cativante e inigualável (e confesso que foi um dos motivos que me atraiu a ler este livro, assim como opiniões positivas em blogues e instragram). É definitivamente, um dos livros da minha vida... um romance a não perder, e que recomendo a qualquer amante de livros.

 

Avaliação (de um a cinco): 5*

09
Out17

Um Mais Um de Jojo Moyes.

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 Jess Thomas é mãe de Tanzie e Nicky. Separada do pai das crianças, Jess faz o seu melhor, dia após dia, embora a vida nem sempre lhe seja. Sozinha, os magros rendimentos que consegue dos dois trabalhos mal chegam para pagar as despesas diárias, dificultando-lhe a possibilidade de acompanhar os filhos em crescimento. É, no entanto, uma mulher determinada e optimista, que acredita que praticando o bem o universo, cedo ou tarde, retribuirá.

 

Nicky, o enteado de Jess, é um adolescente diferente, tímido e reservado. Abandonado pela mãe e com o pai permanentemente ausente e desligado da sua vida, Nicky sente que não pertence a lado algum, sendo incapaz de exprimir o que lhe vai na alma. Sozinho, tenta fazer frente às perseguições de que é alvo na escola mas, a cada dia que passa, Nicky parece afundar-se. Tanzie, a filha de Jess, é uma menina especial. Dotada na Matemática, a sua área favorita, Tanzie anseia pela oportunidade de crescer e brilhar. Porém, as dificuldades financeiras da família impossibilitam-na de alcançar o seu sonho... 

 

Quando a possibilidade de mudar o rumo catastrófico da família se afigura, Jess não hesita, abraçando-a sem medir consequências. É a perspectiva de mudar o destino de todos que leva Jess a tropeçar no caminho de Ed Nicholls. 

 

Ed Nicholls é um homem abraços com graves problemas na justiça e um passado difícil. Ele sabe o que é a solidão e quer ajudar os membros da família Thomas. 

 

Uma aventura inesperada em que os quatro elementos - na verdade, cinco, contando com Norman, o cão da família - embarcam e que mudará a vida de todos os protagonistas.

 

Um Mais Um é um romance delicioso e cativante, onde temas delicados são abordados com mestria e sensibilidade. Uma família caótica, desajustada e honesta que poderia muito bem ser o retrato de uma família real. Jojo Moyes dá voz, em cada novo capítulo, a cada um dos protagonistas revelando sentimentos e pensamentos sobre o que vivem. Uma escrita ligeira e cativante, cada personagem mostra-nos porque é que imporrtante nunca desistir de lutar e sonhar. Um livro capaz de nos roubar lágrimas...

 

___

Sinopse:

Uma mãe por conta própria
Jess Thomas faz o seu melhor, dia após dia. É difícil lutar sozinha.
E, por vezes, assume riscos que não devia. Apenas porque tem de ser…

Uma família caótica
Tanzie, a filha de Jess, é uma criança dotada e brilhante a lidar com números, mas sem apoio nunca terá oportunidade de se revelar.
Nicky, enteado de Jess, é um adolescente reservado, que não consegue sozinho fazer frente às perseguições de que é alvo na escola.
Por vezes, Jess sente que os filhos se estão a afundar…

Um desconhecido atraente
Ed Nicholls entra nas suas vidas. Ele é um homem com um passado complicado que foge desesperado de um futuro incerto. Ed sabe o que é a solidão. E quer ajudá-los…

Uma história de amor inesperada
Um mais um - A fórmula da felicidade é um romance cativante e original sobre duas pessoas que se encontram em circunstâncias difíceis.

 

Título: Um Mais Um - A Fórmula da Felicidade

Título Original: The One Plus One
Autora: Jojo Moyes

ISBN: 9789720030023

Edição ou reimpressão: Agosto de 2017

Editor: Porto Editora

Idioma: Português

Páginas: 424

07
Mai16

A felicidade é ...

... saber que as minhas palavras constaram na reedição de um dos meus livros favoritos de todo o sempre! 

 

Captura de ecrã 2016-05-6, às 22.05.08.png

 

A Porto Editora diz que gostou muito da minha crítica literária a Viver Depois de Ti de Jojo Moyes e, como tal, as minhas palavras constaram na reedição do livro, a sair em breve, desta feita com os protagonista do filme como capa. 

 

Confesso, poucos livros me abalaram tanto quanto este (...) Um livro capaz de me fazer reflectir sobre as minhas próprias escolhas... desejar largar tudo e viver tão intensamente como as personagens nos incentivam. 

 

A informação chegou-me ontem, durante a tarde, por intermédio de um assessor de comunicação e, bom, vocês nem imaginam a minha felicidade e surpresa a ler o email. Fui inundada por um misto de felicidade e orgulho... e tinha mesmo de o partilhar convosco!

 

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(capa do livro | cartaz do filme) 

 

Um livro que me diz tanto, uma leitura inesquecível, uma narrativa poderosa e reflexiva... e as minhas palavras neste livro que eu tanto adoro. Recomendo, mil vezes, a leitura deste livro. 

 

Obrigado Porto Editora!

companhia literária...

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| A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. Fernando Pessoa. |

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