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Um Mar de Pensamentos

... nasce do desejo inconstante de partilhar um pouco de mim e do que sou numa espécie de diário. Resumo-me em: Maria, 32 anos, signo gémeos, amante de livros, sonhadora, romântica, dramática q.b., viciada em chocolates.

Um Mar de Pensamentos

... nasce do desejo inconstante de partilhar um pouco de mim e do que sou numa espécie de diário. Resumo-me em: Maria, 32 anos, signo gémeos, amante de livros, sonhadora, romântica, dramática q.b., viciada em chocolates.

Caetana.

Conheci uma miúda com este nome... e não é a filha de uma famosa. Juro que não compreendo a necessidade de os pais colocarem nomes tão esquisitos aos filhos ou seguirem modas. Será que se lembram que depois da fase criança, passam à idade adulta e que o nome escolhido os acompanhará para todo o sempre? Caetana faz-me lembrar uma marca de automóveis. Os pais desta optaram por aderir à moda dos nomes esquisitos. 

Marias há muitas...

O problema, porém, é que eu Maria não me identifico com o segundo nome e, portanto, nunca compreenderei a necessidade de usar o meu segundo nome. A verdade é que eu não gosto, nunca gostei, do nome que acompanha o primeiro mas, inevitavelmente, é sempre o segundo o preferido. Quem me conhece já o sabe. Repito-me, em consultas de dentista, medicina ou noutra qualquer área, o pedido para me tratarem somente por Maria. Um nome simples, giro e comum. 

 

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Se as Anas e Joãos não são tratados pelos segundos nomes, apesar da vulgaridade, qual a necessidade de fazer o mesmo com as Marias? 

 

Isto tira-me do sério. Marias há muitas... e eu adoro ser Maria. 

Detesto quando,

...em vez de tratarem pelo primeiro nome, decidem tratar-me pelo segundo sem antes me perguntarem qual dos dois mais gosto ou prefiro. Só porque sou mais uma entre milhares de milhões com o mesmo nome, isso dá direito ao senhor dentista ou à senhora da Câmara de me tratar pelo segundo nome? Não, pois não? Ou de me incluir no pacote daquelas que, aí que eu não gosto do meu nome por ser tão vulgar? Não, eu sou o oposto. Não me identifico com o segundo nome e não tenho culpa da escolha infeliz dos meus pais. Portanto, quando alguém me trata pelo segundo nome, acabando de me conhecer, respiro fundo, coro e peço timidamente que me tratem pelo primeiro. Ou, correm o risco de chamar e chamar e novamente chamar e, eu, nada... mas afinal de quem é que estão a falar? *

Filho meu e/ou filha minha leva somente com um nome próprio, goste ou não, seja vulgar ou não, fica com um e ponto. **

 

 

* (só para esclarecer que tal já aconteceu, na faculdade, tendo o professor chamado por mim umas três vezes e eu nada, olhava para ele e para a sala à procura de quem ele chamava. foi uma amiga quem me fez o click. escusado será dizer que, o professor não achou grande piada e desenvolveu uma enorme antipatia por mim... bom, e eu por ele.)

 

** (e, caso o futuro pai ande por aí e, como por arte de magia, a ler estas minhas palavras, fica o aviso de que as crianças ficam somente com um nome. um. portanto, em nove meses teremos muito que negociar. e, se por azar o primeiro filho for rapaz, não à negociação possível, tenho o nome à muito em mente. e, vai por mim, que tenho mau feitio, não vais querer mudar-lhe o nome... a não ser que esse seja o teu nome. ou, podes sempre rezar que a primeira vez seja uma gravidez de gémeos...)