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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

50 Questões Literárias.

O meu dia de hoje, mais um dia de trabalho, foi um pouco estranho e surreal, daqueles que merecia ser apagado do diário da existência. Foi todo ele feito a correr e inigualável... em mais um dia quente de verão. Por isso, e depois de já me ter dedicado à leitura, apetece-me desanuviar e aventura nas respostas de um desafio literário que encontrei no fantástico universo da google. 

 

O desafio consiste em responder a cinquenta questões sobre leitura e livros, inspirando no blogue brasileiro Cinco Garotas Exemplares, e começa assim...

 

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01. O último livro que li: O Coração de Simon Contra o Mundo.

 

02. Foi uma boa ou má leitura? Foi uma leitura muito boa e sobre a qual quero escrever em breve.

 

03. O que fez dele uma boa (ou má) leitura? É um livro centrado na peripécia de descobrir quem somos e do que gostamos na adolescência, onde temas sensíveis como a sexualidade e o bullying são abordados, numa escrita leve e comovente. 

 

04. Recomendaria-o a outra pessoa? Sim, definitivamente sim.

 

05. Com que frequência lês? Regularmente, embora não tanto quanto gostaria.

 

06. Gostas de ler? É provavelmente a minha paixão maior.

 

07. Último livro mau que li: Este ano, confesso que tenho tido sorte nas leituras porque, até ao dia, não me vi forçada a abandonar nenhum livro. Quando um livro não me agrada, embora lhe dê uma ou duas oportunidades, simplesmente abandono a leitura. A lista de livros que quero ler é infinita e não posso nem quero perder tempo com livros que, depois de cem páginas, não me cativa.

 

08. O que te faz não gostar de um livro? O enredo, as personagens, a escrita...

 

09. Gostarias de ser escritora? Sim, confesso que sim, mas não acredito que tenha talento ou criatividade para tal.

 

10. Um livro que influenciou a sua vida? A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Zafón foi o livro que me levou a gostar cada vez mais de ler, devolvendo-me à essência dos livros e da leitura.

 

11. (alterei a questão porque desconheço o género a que se referem) Lês literatura erótica? Não.

 

12. Escreverias um romance erótico? Não.

 

13. Livro favorito? Um, só um?! Tenho imensos! Bom, resumindo-me a um: A Sombra do Vento.

 

14. Livro que menos gostei? Todos os que deixei a leitura a meio... portanto, uns dez livros. O Circo dos Sonhos, A Noite de Todas as Almas, O Homem Que Perseguia o Tempo, A Rapariga Que Inventou um Sonho ou A Solidão dos Números Primos são alguns dos exemplos. 

 

15. Livros físicos ou e-books? Livros físicos, definitivamente. 

 

16. Onde aprendeste a ler e/ou quem te ensinou as primeiras letras: Segundo a minha mãe, quem me ensinou a ler foi uma vizinha, psicóloga infantil com quem eu passava muitas horas.

 

17. Livro favorito na infância? Os livros da saga Detective Maravilhas e Uma Aventura.

 

18. Série de livros favorita? O Cemitério dos Livros Esquecidos de Carlos Ruiz Zafón e a saga mais famosa de sempre, Harry Potter.

 

20. Escritor/a favorito/a: É impossível escolher um. Cada escritor/a possui uma forma de escrever que os torna únicos e distintos. Carlos Ruiz Zafón, Jodi Picoult, Joel Dicker, Lesley Pearse, Khaled Hosseini e Jojo Moyes são dos meus escritores favoritos.

 

21. Personagem favorito: Daniel e Femin de Carlos Ruiz Zafón, o trio Harry-Hermione-Ron e mais recentemente, Jamie da saga Outlander mas, muitos outros ficaram de fora.

 

22. Algum livro já te transportou para outro lugar? Sim, imensos. Quase todos os livros, excepto os que abandonei, possuem esse efeito em mim.

 

23. Livro que gostaria que tivesse uma sequência? A Sociedade Literária da Tarte da Casca de Batata porque muito ficou por contar sobre a personagem da Elizabeth.

 

24. Livro que não necessitava de uma sequência? Confesso que não me recordo de nenhum.

 

25. Quanto tempo levas a ler um livro? Depende de muitos factores: do quanto o livro me cative numa fase inicial, da minha disposição para ler naquela semana, do tamanho do livro, do trabalho e das horas que chego a casa... em média, umas duas a três semanas.

 

26. Gostas quando um livro é adaptado ao cinema? É-me indiferente. Não tenho o hábito de assistir a muitos filmes - mas que gostaria de mudar - por isso é algo que não me diz muito...

 

27. Livro arruinado pela adaptação ao cinema? Não me recordo de um livro adaptado a filme ao qual tenha assistido e que não tenha gostado.

 

28. Filme que fez justiça ao livro? A Culpa é das Estrelas de John Green.

 

29. Lês jornais? Esporadicamente.

 

30. Lês revistas? Raramente.

 

31. Preferes jornais ou revistas? Jornais.

 

32. Costumas ler na cama? Sim, com regularidade.

 

33. Lês no banheiro? Não.

 

34. Lês no automóvel ou no autocarro? É raro ler no autocarro porque, desde que tenho o meu próprio automóvel, deixei de usar com tanta frequência os transportes públicos. No automóvel depende de quem vai a conduzir.

 

35. (alterei a questão relativamente à tag original por não fazer qualquer sentido) Costumas ler na praia? Sim.

 

36. Costumas ler em jardins públicos ou cafés? Mais em cafés do que em jardins públicos.

 

37. Lês rápido ou devagar? Intermédio. 

 

38. Local favorito para ler: Na minha cama.

 

39. É difícil concentrar-se durante a leitura? Modo geral, não... mas também depende do ambiente em redor porque se for um espaço muito barulhento não me consigo concentrar e acabo por me distrair.

 

40. Precisas de silêncio total para ler? Não. Gosto de ler ao som da minha música.

 

41. Quem lhe transmitiu o amor pela leitura? O Zafón? A vizinha psicóloga infantil da minha infância? Na minha família ninguém lê, ou seja, este foi um amor que adquiri por mim.

 

42. Próxima leitura? Não sei. 

 

43. (questão que sofreu alteração) Leitura actual: A Libélula Presa no Âmbar de Diana Gabaldon e Afinal As Feministas Também Gostam de Homens de Patrícia Motta Veiga são as minhas leituras presentes - o último porque, tendo em conta o tamanho do primeiro, não me permite andar com ele para todo o lado.

 

44. Escritor/a favorito na infância? Maria do Rosário Pedreira da saga Detective Maravilhas.

 

45. Escritor/a que gostaria de entrevistar: Ver a resposta número 20. Definitivamente, todos eles... porque eleger um é impossível.

 

46. Escritor/a que daria um excelente amigo/a? Questão número 20... não consigo nem quero escolher um.

 

47. Livro que releu mais vezes? A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Zafón e Para a Minha Irmã de Jodi Picoult, duas vezes cada um deles.

 

48. Escritor/a clássico favorito/a? Jane Austen.

 

49. Livros que deveriam ser indicados na escola? O Coração de Simon Contra o Mundo, Milagre de R. J. Palacio, A Menina Que Fazia Nevar de Grace McCleen, Eu Malala de Malala Yousafzai, Eleanor & Park de Rainbow Rowell e Memórias de Um Amigo Imaginário de Matthew Dicks.

 

50. Livros que deveriam ser banidos da escola? Qualquer livro sobre matemática... ou, bom, qualquer livro que promova a violência, o racismo, o preconceito ou o ódio. 

 

Confesso que...

Confesso que não consigo confiar totalmente em pessoas que dizem não gostar de chocolates ou de livros.

 

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O problema é que em minha casa, excepto eu, ninguém aprecia loucamente chocolate ou um livro...

A Sociedade Literária da Tarte da Casca de Batata de Mary Ann Shaffer e Annie Barrows.

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 A Sociedade Literária da Tarte da Casca de Batata de Mary Ann Shaffer e Annie Barrows relata, por intermédio de diversas cartas, as aventuras da jovem Juliet Ashton no Londres do fim da II Guerra Mundial. Juliet é escritora que, com o final da guerra, se vê obrigada a enfrentar as feridas deixadas pelos bombardeamentos de Londres, o bloqueio que não lhe permite escrever e o desejo que não reconhece em conhecer um homem que partilhe o amor pela escrita e pelos livros. É no meio desta desordem que, surpreendentemente, Juliet recebe a carta do senhor Dawsey Adams, residente na ilha britânica de Guersney, sobre um livro que outrora lhe pertencerá. Curiosa por natureza, a jovem escritora iniciará uma troca de correspondência com os fascinantes membros da sociedade literária de Guersney, descobrindo a forma como cada um deles viveu a II Guerra Mundial.

 

O livro de Shaffer e Barrows é um dos mais cativante e comovente que li este ano. Confesso que inicialmente, não foi fácil abraçar a leitura por se tratarem de cartas e por considerar a narrativa dos acontecimentos um pouco lenta - talvez, as primeiras vinte páginas - mas, assim que consegui, o livro lê-se por si. Apesar dos meus entraves, a escrita é suave e envolvente e leva-nos a crer que aquelas cartas se dirigem a nós, oferecendo-nos a oportunidade de vestir a pele de Juliet e de querer conhecer pessoalmente cada um dos membros de Guersney. A Elizabeth foi, definitivamente, a personagem que mais me apaixonou e aquela que considero que merecia um livro só dela porque tanto ficou por contar... e, quem leu este livro certamente compreenderá a minha opinião. Diverti-me imenso com a Isola e as travessuras da pequena Kitty. 

 

A Sociedade Literária da Tarte da Casca de Batata é um livro que nos transmite lições de vida inesquecíveis, como o poder inigualável da amizade verdadeira, a importância dos livros, a luta pela sobrevivência, o significado da palavra 'vizinho/a' e valor do amor. Uma leitura que recomendo a qualquer curioso sobre a II Guerra Mundial.

 

Ler bons livros arruína a nossa capacidade de ler livros maus. 

 

Avaliação (de um a cinco): 4* 

Nas Asas do Tempo de Diana Gabaldon.

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 Poucos foram os livros em que, uma vez concluída a leitura, invejei a escrita talentosa do/a autor/a e a genialidade da história e, Nas Asas do Tempo é, definitivamente, um daqueles livros que eu adoraria ter escrito. Diana Gabaldon envolve-nos na magia das palavras, arrastando-nos para um universo entre o real e o imaginário, num talento tal que parece quase impossível abandonar a leitura. Confesso, fiquei arrebatada e apaixonada por esta história maravilhosa... e pensar que esteve na pilha de livros que pretendo vender ou doar.

 

Nas Asas do Tempo, o primeiro volume da saga Outlander, conta-nos a história apaixonante, envolvente e improvável de Claire e Jaime. Claire nasceu no século XX, casada e ex-enfermeira do Exército, vive uma segunda lua-de-mel na companhia do marido nas Terras Altas da Escócia quando, acidentalmente, toca num rochedo de um antigo círculo de pedras e se vê catapultada para o ano de 1743. Confundida com uma prostituta pelos ingleses e posteriormente sequestrada por um grupo de guerreiros escoceses que a julgam como feiticeira ou espia, Claire luta desesperadamente por sobreviver, regrar ao círculo de pedras e voltar a 1945, para os braços do seu marido. Porém, os seus conhecimento de enfermagem são uma mais valia numa época em que a medicina era rudimentar, conquistando o apoio e a compaixão do clã que a sequestrou. Claire, contudo, continua a correr risco de vida e, para a proteger, o grupo propõem que se case com Jaime, que lhe demonstra um amor sincero e uma paixão absoluta. É este amor avassalador de Jaime por Claire que a deixa dividida entre regressar à seguridade da sua época ou continuar a viver perigosamente no século XVIII. 

 

O primeiro volume de Diana Gabaldon é recheado de aventura e fantasia, história e amor. Numa escrita detalhada, Nas Asas do Tempo, descreve-nos e compara as paisagens Terras Altas da Escócia, bem como a evolução da medicina, a forma de vestir, a mudança nas formas de viver ou o modo como as mulheres são tratadas nos diferentes séculos. 

 

Este é, definitivamente, um dos livros que mais gostei de ler nos últimos tempos. Uma história cativante, envolvente e apaixonante e que quase me fez, por inúmeras vezes, esquecer o trabalho e alongar-me nas horas de almoço. Não sei se os restantes livros da saga Outlander serão tão marcantes como este mas, resumidamente, Nas Asas do Tempo foi um dos livros que me marcou profundamente. 

 

Avaliação (de um a cinco): 5*

É Carnaval...

Sou, certamente, um ser invulgar, de gostos e preferências distintas à maioria. Confesso que, uma parte de mim, sempre gostou de se destacar pela diferença. Não na forma de vestir mas no ser, estar e gostar. E, o Carnaval é daquelas épocas festivas que menos me cativa... juntamente com o Halloween. Bem sei que é uma época em que podemos ser diferentes, tomar personalidade e comportamentos opostos ao do nosso dia-a-dia mas, para mim, a verdade é que se trata de uma festividade simplesmente parva. Não consigo compreender a graça de adultos se mascararem de velhotes, mulheres/homens ou de índios e ciganos. Vejo, admito, mais piada nas crianças porque sempre considerei que Carnaval era para os mais pequenos.

 

A lógica daquela típica frase "É Carnaval e ninguém leva a mal." é, de longe, aquela que mais me desagrada. Não, o Carnaval não perdoa tudo... os excessos e abusos da época cometidos pelos adultos não pode ser esquecido numa patética frase. Apesar da data, não deixamos de viver numa sociedade onde existem regras, onde a liberdade de alguém termina quando invade a de outro, onde deve existir respeito por todo o género de diferenças, quer de opinião ou afins. 

 

Definitivamente, a data passa-me completamente ao lado... desde sempre. Nunca fui criança de achar piada à data e, em adulta, continuo sem a compreender. Contam-se, pelos dedos de uma mão, quantas vezes me disfarcei de livre vontade em menina. Sou uma pessoa alegre e divertida, tal e qual como sou, sem entrar em fantasias ou excessos. A vida, no fundo, já de si é um verdadeiro Carnaval. 

 

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Resumindo: o meu Carnaval vai ser assim, talvez com menos livros do que na imagem de cima mas, na companhia de um bom livro.