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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

Trinta.

Nunca tive ânsia de crescer, de me tornar adulta e de assumir responsabilidades que, aos olhos das crianças de dez anos, parecem divertidas e muito giras. Nunca tive aquela coisa de querer rapidamente chegar aos dezoito anos para aprender a conduzir e sair à noite. Nunca gostei de festas de aniversário porque, a cada novo ano, era uma nova vivência e um peso acrescido sobre os ombros. 

 

Hoje, a pouco mais de uma semana de completar os trinta anos de vida, continuo a não gostar de aniversários. Provavelmente atravesso a chamada "crise dos trinta", não me identificando com esta idade e com o que ela significa. Olho-me ao espelho e nele ainda me encontro algures nos vinte e seis.Talvez, porque ainda não carrego aquelas marcas que dizem ser características do tempo ou porque ainda me debato com problemas de acne, talvez seja porque poucos realmente me atribuem o número correcto ou porque não consegui atingir aqueles sonhos e objectivos que tracei aos vinte, a verdade é que eu não me revejo naquele número redondo... e sinto que, a cada ano que passa, menos fácil se tornará. 

 

Não serei, certamente, a única com dificuldades em me identificar com a idade que o cartão de cidadão diz que temos. E, tão pouco, a única a olhar em redor e a ver que tanto falta alcançar: o emprego, a casa, a viagem de sonho ou/e a gravidez. Quiçá o problema não esteja em nós mas na forma como a sociedade nos pressiona, em cada fase das nossas vidas, a alcançar determinados objectivos... talvez, em alguma fase da minha vida, tenha falhado à lição em que tudo se conquista no tempo certo. A verdade é que, daqui a pouco mais de uma semana, completarei trinta anos de existência e ainda tenho tanto por aprender, viver e conquistar; no fundo, o medo é o de sentir que tudo isto me escapa aos poucos pelos dedos. 

 

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Junho é o mês em que soprarei trinta velas e eu, por cá, sinto a nostalgia da adolescência e passo largas horas a ouvir músicas dos meus anos de menina.

2.

 

Era uma manhã de sábado, no meio de mil e um sentimentos de uma vida, nasce um blogue. O primeiro post é publicado às 13h25, depois de um passeio junto ao mar - recordo-me bem -, os passos seguintes são pequenos e indecisos. O blogue, este blogue, tenho-o dito várias vezes, nasceu num momento de mudança negativa da minha vida, dos medos e receios, num turbilhão de mil sentimentos. Precisava de encontrar um pouco de paz, de conforto, de esperança... escrever e desabafar o que me ia na alma. Escrever sempre teve um efeito calmante e foi numa tempestade de pensamentos que nasceu a M* e Um Mar de Pensamentos

 

Era uma manhã de sábado igual às demais manhãs, cismava nos mesmos pensamentos negativos, precisava de mudar. Sou repetitiva. Já o mencionei mais do que uma vez no passado, mas não me canso de referir que estava longe de imaginar tudo o que de bom escrever me daria. Um espaço onde nascem amizades, onde me sinto acarinhada, onde partilho uma das maiores e mais importantes paixões. Renasci nas palavras, nos gestos de carinho, nas amizade que crescem, nas partilhas de pedaços de vida.

 

Era uma manhã de sábado e hoje, dois anos depois, apesar dos altos e baixos do blogue e da minha vida, permaneço aqui, num espaço que me faz feliz...

 

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4 de Janeiro de 2014, 13h25: uma data especial.

27.

E, para os vinte e sete, desejo-me mais...

 

4747115028_99cbe17013_z_large.jpg Um. Sorrisos espontâneos e genuínos, que nascem sem contar.

Dois. Risos, daqueles que fazem doer a barriga de tanto rir.

Três. Viagens por aqui, por acolá, por além.

Quatro. Livros, livros, livros.

Cinco. Amor, um amor que roube os sentidos, o chão, o ser.

Seis. Um amigo, uma amiga, uma nova amizade.

Sete. Chocolates para adoçar os dias cinzentos do meu ser.

Oito. Aventuras, entregar-me ao desconhecido e descobrir.

Nove. Sonhar, sonhar e sonhar... porque, quando deixar de sonhar, deixarei de ser eu.

Dez. Viagens de comboio, porque me faz bem e me devolve a paz.

Onze. Mar frio de Inverno e areia no pés.

Doze. Caminhadas, até que os pés se cansem, sem destino.

Treze. Lágrimas pelas conquistas alcançadas.

Catorze. Conversas sem fim, pela noite dentro, entre uma bebida e uma gargalhada.

Quinze. Trabalho que me leve à tão ansiada independência.

Dezasseis. Saúde boa para alcançar os meus sonhos.

Dezassete. Vestidos, vestidos e mais vestidos... que nunca me faltem.

Dezoito. Família com tudo o que são, como são.

Dezanove. Escrever, que nunca me falte a vontade de escrever.

Vinte. Abraços apertados e reconfortantes de quem amo.

Vinte e Um. Beijos, milhões de beijos, de quem procuro e dos meus, da família.

Vinte e Dois. Música latina para me alegrar nos dias enfadonhos e tristes.

Vinte e Três. Memórias, não esquecer as más e aprender com ela, refugiar-me nas boas e reviver.

Vinte e Quatro. Filmes, mais filmes e mais séries (mais Guerra dos Tronos).

Vinte e Cinco. Neve, sentir a neve nos dedos. 

Vinte e Seis. Construir um destino contigo, com quem procuro.

Vinte e Sete. E, que os meus sonhos, os meus vinte e sete desejos se realizem... por entre lágrimas e tristeza, fracassos e sentimentos de solidão, construir e alcançar o meu futuro, o meu destino, o meu caminho, a minha vida.

 

Hoje estou de parabéns. Completo 27 anos e tenho um mundo de sonhos em mim... um mundo igual aos finalizados vinte e seis e igual aos vinte oito de um amanhã. Hoje completo 27 anos... e os sonhos não descansam em mim. Parabéns a mim.

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Para Bata & Batom (birthday present)...

uma modesta flor virtual, repleta de coisas boas e positivas, com as quais a identifico, um miminho de homenagem a quem tanto me diverte com a sua escrita e me dá força e ânimos sempre que por cá me visita,

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Bata & Batom

 

que este seja um dos dias mais felizes e que a vida te presenteei sempre com o melhor!

 

* (Hoje, fui desafiada, por alguém alheio à blogosfera, a dedicar algumas palavras à BB, autora do blog Bata & Batom, no dia do seu aniversario. Este é um pequeno mimo com o qual quero presentear e parabenizar esta tão especial cidadã da blogosfera, merecedora dos mesmos amor e alegria que a definem e caracterizam.)

Um ano,

aqui o estaminé celebrou ontem o primeiro aniversário.

 

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Escrever não é fácil. Para nós ou para os outros, nem sempre é fácil encontrar as palavras ou simplesmente ter vontade. Escrever, seja porque motivo for, não é simples. Às vezes bloqueio com o título ou numa palavra no decorrer do texto, dou voltas e voltas, acabo por desistir. Outras, vinte e quatro horas não chegam para tudo o que quero fazer - como ontem.

 

Escrevo à um ano, parece tão pouco, parece que foi ontem e, trezentos e sessenta e cinco dias depois, aqui estou eu, novamente... julguei que nem aguentasse os primeiros seis meses. Somos uns bebés, eu e o blog, nos passos na escrita, a viver um dia de cada vez.

 

Quando me aventurei, no dia de ontem de 2014 (propositadamente escrito), numa espécie de resolução/desejo de novo ano, estava longe de imaginar tudo o que de bom iria receber - e, sobre isto, escrevi aqui e aqui (mas não só). No presente, noto que perderia mais em deixar a escrita... acho que aprendi a não viver sem a escrita.

 

O meu blog pessoal de mim celebrou o seu primeiro aniversário. Escrevo o que me apetece. Amor, amizade, trabalho, sonhos, família, roupa, saudades, lutas, banalidades, curiosidades, pensamentos, partilhas, livros, solidão Uma espécie de diário. E, assim será. No dia em que sentir obrigação em escrever, apesar do que anteriormente escrevi, desisto. Não sou boa com obrigações. Para isso já basta o dia-a-dia. Um dia após dia e, quem sabe, no próximo ano voltamos a festejar...

 

Para terminar, antes que me torne uma chata repetitiva, uma última mensagem,

 

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um enorme obrigada pela amizade, mimos e palavras.

 

 

 

 

(aquele M ali ao lado, um miminho da Magda e da Sofia que, e podem-me bater, me faltaram as palavras para agradecer... na verdade, acho que nunca as tive)