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Um Mar de Pensamentos

... nasce do desejo inconstante de partilhar um pouco de mim e do que sou numa espécie de diário. Resumo-me em: Maria, 32 anos, signo gémeos, amante de livros, sonhadora, romântica, dramática q.b., viciada em chocolates.

Um Mar de Pensamentos

... nasce do desejo inconstante de partilhar um pouco de mim e do que sou numa espécie de diário. Resumo-me em: Maria, 32 anos, signo gémeos, amante de livros, sonhadora, romântica, dramática q.b., viciada em chocolates.

Piropos.

A última semana do ano de dois mil e quinze é marcada pela polémica em torno do piropo. A minha opinião é simples: sou a favor da criminalização. Porém, o ponto essencial a reter é, por toda a polémica gerada em torno da criminalização do piropo, a sua aprovação já valeu a pena e demonstra a sua importância. Por outro lado, é um alerta para a questão do assédio na rua às mulheres - e que, contrariamente aos inúmeros comentários por esta internet fora, atingem miúdas e mulheres, de qualquer idade, feitio, gorda ou magra, nacionalidade, religião, bonita ou feia, etc. -, é uma forma de consciencializar opiniões, procurar a mudança. É de pequenos passos que a mudança começa e qualquer mudança gera a sua polémica. 

 

piropos.jpg

2 comentários

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    M* 31.12.2015 10:35

    o primeiro piropo que recordo ter recebido na minha vida não tinha mais de doze anos. não passava de uma miúda embora o meu corpo fizesse acreditar que tinha mais idade. não recordo o comentário em si, mas lembro-me que tinha algo que ver com as minhas pernas (sempre recebi piropos, ora maldosos ora de outro género sobre as ditas), porque na altura usava uma saia acima dos joelhos (a minha mãe chamou-lhe mini-saia, mas para mim era uma saia acima dos joelhos, normal) com meia-calça opaca. era um dia de inverno, portanto, não usava nada de provocante para além de uma saia normal. um carro passou, apitou e o gajo, entre os vinte e os trinta anos, lançou as suas frases ordinárias. tive vergonha. muita vergonha porque não estava sozinha na rua, embora estivesse desacompanhada. recordo-me de dar por mim a puxar a saia mais para baixo, a fazê-la descer da cintura e a procurar esconder a cara, a fingir que não era comigo. certo é que nunca mais andei com aquela saia e durante anos evitei usar qualquer tipo de saia, ou quando obrigada, usava abaixo do joelho. acreditei que a culpa era minha porque era aquilo que os adultos me diziam... que uma mulher se deve vestir recatadamente e uma saia curta é sinal de provocação. demorei anos a perceber que não tive qualquer culpa no episódio. foi algo que me marcou imenso... este episódio e um outro. 

    o que me preocupa é a forma como tudo isto será aplicado. veremos.

    beijinhos*
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