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Um Mar de Pensamentos

... nasce do desejo inconstante de partilhar um pouco de mim e do que sou numa espécie de diário. Resumo-me em: Maria, 32 anos, signo gémeos, amante de livros, sonhadora, romântica, dramática q.b., viciada em chocolates.

Um Mar de Pensamentos

... nasce do desejo inconstante de partilhar um pouco de mim e do que sou numa espécie de diário. Resumo-me em: Maria, 32 anos, signo gémeos, amante de livros, sonhadora, romântica, dramática q.b., viciada em chocolates.

Adolescentes, galinheiros e ovos.

Quando, ao ler os comentários a este post, relembrei um episódio caricato que a minha irmã nos relatou e que se passou na turma dela...

 

Numa aula, ao debaterem sobre a cidade, o professor perguntou aos alunos se tinham noção de que a zona periférica da cidade era ainda muito rural, onde era possível encontrar galinheiros e campos hortícolas. Todos responderam que sim, menos uma jovem que, segundo a minha irmã, sem qualquer vergonha perguntou:

 

 O que são galinheiros?

 

As atenções, como seria de esperar, voltaram-se para ela... diz a minha irmã, que todos, sem excepção, a olharam com cara de quem ela-só-pode-estar-no-gozo mas, ao verem o ar de perdida lançaram a pergunta,

 

Oh A., mas tu sabes de onde vem os ovos? Ou galinhas?

 

A jovem, descontraidamente responde,

 

Claro que sei! Ora essa, do pingo doce... toda a gente sabe que é do pingo doce!

 

Quando, uma educadora de infância, numa formação que frequentei sobre crianças, nos relatou algo semelhante, sendo o protagonista uma criança de cinco anos, fiquei chocadíssima embora, de alguma forma, se conseguia desculpar... mas, neste caso, falamos de uma adolescente de dezasseis anos, repito 16! É lógico que isto nem todos os adolescentes se incluem no mesmo saco e eu mesma, enquanto outrora adolescente, também proferi as minhas asneiras, mas é medonho e assustador que, algo tão simples, tenha a resposta mais estapafúrdia que se possa imaginar. E a culpa? Sei lá! Da adolescente, dos pais, da sociedade. 

 

A escola da minha irmã situa-se numa cidade onde, mesmo à entrada, se avistam longos campos de cultivo; onde, uma vez por semana e lado a lado com a escola, se realiza uma feira onde galinhas se misturam com roupa, onde as peixeiras andam pelas ruas a gritar e velhas camponesas carregam pesados sacos à cabeça. É uma cidade entre o rural e o moderno, entre o tradicional e o inovador, em que o campo convive alegremente com a agitação de uma pequena cidade e onde as galinhas ainda são o despertador de muitos. 

 

Ela, a adolescente em causa, para tentar remediar o choque que provocou, ainda responde que os pais nunca a levaram a ver galinheiros nem galinhas... como se tal fosse justificação!

 

E, de certa forma, não me surpreende que estas respostas se tornem mais habituais... e isto deixa-me assustada e apreensiva com o futuro deste pequeno país!

 

 

 

(sobre a adolescente, segundo a minha irmã, as principais preocupações são: roupa, estar gira, magra e sexy, maquilhagem, rapazes e sapatos; pouco ou nenhuma preocupação sobre a escola ou o futuro, diz que os pais são ricos)

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