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Um Mar de Pensamentos

... nasce do desejo inconstante de partilhar um pouco de mim e do que sou numa espécie de diário. Resumo-me em: Maria, 32 anos, signo gémeos, amante de livros, sonhadora, romântica, dramática q.b., viciada em chocolates.

Um Mar de Pensamentos

... nasce do desejo inconstante de partilhar um pouco de mim e do que sou numa espécie de diário. Resumo-me em: Maria, 32 anos, signo gémeos, amante de livros, sonhadora, romântica, dramática q.b., viciada em chocolates.

A rede social dos livros.

Facebook, instragram, youtube, twitter. É fácil enumerar as redes sociais existentes no presente (e recordar outras que acabaram por cair em desuso). Usamos e abusamos delas (ou, de quase todas elas). O mundo virtual é feito de redes sociais... e de livros. Livros, milhões de livros, tantos quantos os utilizadores de redes sociais. É fácil, por isso, aliar redes sociais aos livros. A ideia é simples: basta escolher oito livros para oito redes sociais por intermédio de características comuns que os identificam. Impossível? Não é! Vamos brincar com os livros? 

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   | Twitter: um livro que quero compartilhar com todos. 

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 Viver Depois de Ti de Jojo Moyes, leitura terminada recentemente, é uma história com tanto de belo como triste. Já tinha lido noutros blogues e assistido a vídeos no youtube a recomendar este belíssimo livro e, de facto, é um romance diferente, uma leitura obrigatória para amantes dos livros. 

Viver Depois de Ti, uma história de amizade, cumplicidade, dor e reflexões. Lou sabe imensas coisas: o número de passos desde a paragem de autocarro até sua casa, a paixão pelo seu trabalho e sabe que não está apaixonada pelo seu namorado. Will tinha tudo para alcançar a plena felicidade e sucesso, uma enorme desejo de aventura e vontade de viver. Porém, o trágico acidente roubar-lhe-à os sonhos e a vontade de viver. O que Will e Lou não sabem é que, todavia, as suas vidas se iram cruzar, marcando-as inesquecivelmente. 

O romance de Jojo Moyes obriga-nos a reflectir sobre os outros, a dor e a ânsia de viver. Numa escrita simples, pautada por traços de humor, Viver Depois de Ti aborda temas sensíveis, obrigando-nos a reflectir sobre decisões e o direito a viver. Um livro tocante, marcante, inesquecível.

 

   | Facebook: um livro que gostei muito e me foi recomendada por outra pessoa. 

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 A blogosfera está carregada de recomendações literárias. A Magda recomendou-me o Perguntem a Sarah Gross (entre outros), a JustSmile indicou-me A Bibliotecária de Auschwitz ou O Tempo Entre Costuras, um leitor do blogue aconselhou-me Travessuras da Menina Má e a blogosfera inteira à muito que me incentivava a ler Viver Depois de Ti. Ler é, muitas vezes, um desejo que nasce de conhecer a história que tanto apaixonou alguém. Teria uma lista gigantesca de livros que gostei e me foram recomendados por outra pessoa... Porém, vou-me ficar por duas leituras que adorei e me foram recomendadas pela minha professora de português do ensino secundário: Para a Minha Irmã de Jodi Picoult (uma das minhas escritoras favoritas) e Inés da Minha Alma de Isabel Allende. 

 

   | Tumblr: um livro que li antes de criar o blogue e do qual ainda não falei.

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 O blogue nasceu em Janeiro de 2014 e eu li A Vida no Céu, de José Eduardo Agualusa, em Janeiro de 2013. Li-o pelo título, pela sinopse, pela capa. Um livro pequenino, fácil de ler e de escrita simples. Um romance distópico sobre um mundo sem terra, uma vida no universo das nuvens.

 

   | MySpace: um livro que não tenho intenções de reler.

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 Vários... todas as leituras que não consegui concluir. Mas, para evitar cair no cliché Prometo Falhar ou Sombras de GreyCirco dos Sonhos ou Mataram o Sidónio!, resolvi escolher um livro que consegui concluir a leitura, apesar de me ter desagradado.

Nas Asas do Amor, Sarah Sundin, tinha tudo para dar certo: um romance improvável, quase impossível na II Guerra Mundial, personagens de personalidade forte, escrita simples e acessível, explorando o lado americano dos que ficam e daqueles que partem a bordo de um avião de guerra. Porém, o romance peca pelo cariz excessivamente religioso: passagens religiosas e a atribuição do bem e do mal na vida das personagens à devoção e fé a Deus. Li-o a custo, saltando partes, concluindo-o pela curiosidade com o destino das personagens. 

 

   | Instagram: um livro com uma capa bonita.

 O meu primeiro pensamento e escolha foi para a capa do livro O Circo dos Sonhos: é, provavelmente, dos livros com a capa mais bonita que tenho na minha estante. Porém, é surpreendentemente um dos livros que não consegui terminar de ler, graças ao ritmo lento da história. Por isto, optei por escolher para esta categoria, duas capas de duas histórias que adorei: A Menina Que Fazia Nevar A Rapariga de Papel.

 

   | Youtube: um livro que eu gostaria de ver adaptado a filme.

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Trilogia O Cemitério dos Livros Esquecidos. Previsível? Certamente! É um dos meus escritores favoritos e os seus livros cativantes. Quem já leu os três livros ou, pelo menos um, sabe o quão misteriosa e envolvente pode ser a escrita de Carlos Ruiz Zafón. 

 

   | Skype: um livro com personagens com as quais eu gostaria de conversar. 

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 Não vou escolher o livro de Jojo Moyes, mencionado na primeira categoria, nem tão pouco os livros de um dos meus escritores favoritos e tantas vezes aqui referido, Khaled Hosseini, ou um dos meus clássicos favoritos, Jane Eyre

Gostaria de conversar com Frances e Mehuru, as personagens principais do romance histórico de Philippa Gregory, Um Comércio Respeitável. Uma leitura recente, marcante. Numa escrita viva, somos catapultados para o interior dos navios, sentindo o horror do comércio de escravos no século XVIII. A frase que se lê na capa resume o livro Um romance sobre a ganância e a desumanidade que destruíram um continente

 

   | Linkedin: um livro que fala sobre uma profissão (ou que li para a faculdade, escola, trabalho).

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 Televisão: um perigo para a democracia de Karl Popper e John Condry. É um livro pequenino, não chega às cem páginas, numa escrita acessível. Trata-se de uma reflexão sobre os efeitos da televisão nos seres sociais, na era da democracia. Li-o para uma disciplina na faculdade. 

Um livro para cada dia da semana.

Dias da semana em livros... parece estranho? Um livro para cada dia da semana... e, porque não? A ideia é muito simples: mediante as características definidas para cada dia da semana, seleccionar um livro... ou dois, três, os necessários! Vamos brincar com os livros? Uma nova book tag...

 

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Domingo: Um livro que não queres que termine ou não quiseste que terminasse.

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O Menino de Cabul é um dos meus livros favoritos. Na verdade, todos os livros de Khaled Hosseini são especiais, inesquecíveis, favoritos; cada um deles, à sua maneira, me marcou. Não queria que está história de amizade terminasse, embora me sentisse obrigada a ler todos os dias... sofria se não lesse um pouco mais. O meu livro de domingo. Um livro que recomendo mil vezes. Uma história que, um dia, pretendo reler.

 

Segunda-feira: Um livro que tens preguiça de começar.

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Quero muito ler Palmeras En La Nieve... apesar da preguiça. Decidi comprar o livro de Luz Gabás mal descobri que um dos meus actores espanhóis favoritos, Mario Casas, assumiria um papel principal na adaptação deste livro à tela do cinema. O livro é-me cativante: um romance histórico da Espanha colonial. Porém, existem dois nãos em contra este livro: é um livro de bolso, escrito em espanhol. O preço acessível e o facto de ainda não se encontrar traduzido a português precipitaram a comprar. Por outro lado, sentia necessidade de investir um pouco mais na língua espanhola, nomeadamente, na leitura. O filme estreia em Dezembro e apesar da minha enorme curiosidade para com o livro, a verdade é que tenho arrastado a sua leitura. Um dia acontecerá.

 

Terça-feira: Um livro que te custou a ler ou leste por obrigação.

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Custou-me imenso ler Glória Mortal. Não me cativou. Não gostei, apesar da escrita fluida e de todo o mistério associado às misteriosas e violentas mortes. Senti necessidade de o abandonar logo nas primeiras páginas. O género futurista não é, de todo, o meu género...

Li-o em leitura conjunta

 

Quarta-feira: Um livro que deixaste pela metade ou estás a ler no momento. 

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Orgulho e Preconceito As Meninas Proibidas de Cabul são as minhas leituras actuais. Estou a gostar imenso do primeiro, embora exija uma leitura atenta e cuidada. Iniciei recentemente o segundo, um livro recheado de relatos de vida de meninas afegãs.

Contabilizo, desde o início do ano, quatro livros que abandonei pela metade.

 

Quinta-feira: Um livro que não recomendas.

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Não recomendo A Rapariga Que Inventou Um Sonho. É um dos livros que tentei ler este ano e abandonei a meio da leitura. Era alguma a minha curiosidade em conhecer o aclamado escritor japonês mas, talvez, por se tratar de um livro recheado de contos não me senti cativada ou tentada a terminar. O título enganou-me: não julguei que se tratassem de contos diversos. Não li, confesso, com atenção a sinopse e deixei-me levar. Provavelmente, uma escolha polémica mas, desculpem, simplesmente não gostei...

Na altura em que comprei este livro, comprei também Sono. Li algures que Haruki Murakami aprendesse a gostar; talvez Sono me cative mais do que A Rapariga Que Inventou Um Sonho.

 

Sexta-feira: Um livro que queres que chegue já à tua estante (lançamento ou compra).

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Comprei, em segunda mão e através de um grupo no facebook, Jesus Cristo Bebia Cerveja e do qual tenho uma enorme curiosidade. A sinopse e as criticas a este livro cativaram-me. Nunca li Afonso Cruz. Será, certamente, uma próxima leitura.

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Recém lançado no mercado literário português, A Contadora de Histórias é outro dos livros que estou desejosa de comprar, ler e ter na minha estante. Gosto muito da Jodi Picoult e da forma como escreve, a sinopse cativou-me e, enfim, tenho de ter brevemente este livro.

No entanto, tenho tantos, imensos, montes de livros pelos quais estou desejosa de ler e ver na minha estante... 

 

Sábado: Um livro que quiseste começar novamente assim que terminou.

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Jane Eyre tornou-se um dos meus livros favoritos. Um clássico apaixonante. Uma história inesquecível. Um livro marcante. Senti-me um enorme vazio quando terminei este livro. Queria que não terminasse... queria recomeçar. Jane Eyre será, um dia, um dos livros a reler.

 

*(tag original de Pam Gonçalves)

Os livros do mês de Junho.

Julho. Um novo mês, novas aventuras literárias e, como têm sido habitual, é hora de falar dos livros que li no mês de Junho. Viajar e escrever sobre aquele livro cuja história e personagens me cativou, não permitir cair no esquecimento e procurar relembrar. A memória não é aliada dos amantes de livros, atraiçoa-nos e, com o tempo, esquecemos o que outrora lemos mas, ao escrever, uma parte fica...

 

Ilusão Perfeita

Jodi Picoult

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Cassie, a protagonista, sofre um misterioso acidente e acorda num cemitério, sem recordar como ou o porquê de ali estar. Sofre de amnésia. É socorrida por Will, um polícia recem transferido para Los Angels; ambos descobrem que Cassie é uma importante antropóloga, casada com uma das mais importantes estrelas dos EUA, Alex Rivers. Um verdadeiro conto de fadas: um marido aparente perfeito e um dos homens mais desejados do país, dona de várias e enormes casas e um trabalho de sonho como antropóloga. Porém, quando Cassie retoma à vida que partilha com Alex, as memórias passadas mostram-lhe que, aquele conto de fadas é, na verdade, mais assustador... 

 

Jodi Picoult é, definitivamente, uma escritora excepcional. A sua escrita é cativante e tocante, envolvendo-nos em temas polémicos, reais e sensíveis. É impossível ler um livro de Picoult e ficar-se insensível à história... somos, inevitavelmente, obrigados a reflectir sobre os temas abordados.

 

Ilusão Perfeita é, dos vários livros que já li de Picoult (Para a Minha IrmãTudo Por Amor, No Seu Mundo Tempo de Partir), um dos que mais me tocou... aliás, qualquer livro que aborde este tema, o da violência contra as mulheres, é-me tocante. Alex Rivers é um homem misterioso mas, atencioso e aparentemente dedicado à esposa. Porém, o lado misterioso revela-se num homem controlador, ciumento, agressivo... se a um dado momento da minha vida, não tomasse as rédeas do meu destino, quiçá partilhasse com Cassie a mesma dor.  

 

Jodi Picoult não se limita a mostrar a dor e os sentimentos de Cassie, mostra-nos a forma como a vítima é controlada e manipulada pelo agressor, bem como um pouco de como dos demais olham para a violência doméstica. 

 

É, sem dúvida, um livro que recomendo a qualquer pessoa, homem ou mulher, novo ou velho. Infelizmente, a violência sobre as mulher é, ainda, demasiado comum...

 

- Fui casada com um homem que me agrediu durante dez anos - disse ela -, por isso sou a última pessoa a julgar a sua decisão de ficar.
- Mas agora as coisas estão melhores? - perguntou, tentando levar o máximo de esperança que podia a Alex que chegasse a casa. 
 - Sim - suspirou a Dr.ª Pooley. Ficou a olhar para Cassie durante um longo tempo - Agora que nos divorciámos.

Maldito Karma

David Safier

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 Uma leitura pesada e marcante para, Maldito Karma, um livro divertido.

 

Kim é uma das mais famosas jornalistas da Alemanha. Mulher de sucesso, mãe e esposa pouco dedicada. A vida de Kim é inteiramente dedicada à televisão e, nem mesmo no aniversário da filha, a jornalista abdica da gala que lhe dará um dos mais importantes prémios do jornalismo. É o marido de Kim quem assume o papel de pai e de mãe. Porém, a noite dos prémios revelasse num autêntico desastre... apesar de ganhar o tão magnífico troféu, a jovem jornalista, esposa e mãe acaba por morrer. Como? Provavelmente da forma mais invulgar: é esmagada por um urinol de uma estação espacial russa. O castigo por ter acumulado mau karma é reencarnar na vida de uma formiga e, apenas acumulando bom karma, Kim poderá reencarnar em vida humana. Começa, assim, a longa aventura de Kim... 

 

Um romance divertido, original, hilariante, recheado de sabedoria. 

 

Ao chegar ao primeiro degrau do podium parei e dei-me conta de que notava algo de diferente. Algo arejado. E não tão apertado atrás. Levei discretamente a mão ao rabo. O vestido tinha-se rasgado! 
E isso não era tudo: para caber no vestido, não tinha vestido cuecas. 
Estava a mostrar o cú a mil e quinhentos famosos! E a trinta e três câmaras de televisão! E a seis milhões de espectadores que estavam em frente ao televisor! (O segundo momento mais miserável do dia.)

 

Dediquei-me, ainda no mês de Junho, à leitura das mais de mil páginas de Diz-me Quem Sou, de Julia Navarro... porém, por ser um livro recheado de conteúdos histórico e que exige tempo e dedicação, terminei-o apenas ontem. 

Os livros do mês de Maio.

A verdade é que, resumidamente, me esqueci deste post. Procurei, ao longo dos últimos meses, falar sobre as leituras do mês anterior mas, graças ao desafio literário, este post acabou por me escapar. Por isso e, com vários dias de atraso, sem mais demoras, eis as minhas leituras do mês de Maio.

 

Tempo de Partir

Jodi Picoult

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 O mais recente romance de Jodi Picoult leva-nos à descoberta do amor mais puro e verdadeiro que podemos conhecer e sentir: o de uma mãe para com a sua filha. A pequena Jenna nunca desistiu de procurar a mãe, Alice. Um trágico acidente marcará, irremediavelmente, o destino de mãe e filha. Jenna recusa-se a acreditar que Alice a tenha simplesmente abandonado e, nos seus diários, procura pistas que a levam a descobrir o paradeiro da mãe. Desesperada por obter resposta que, a avó parece não querer indicar e o pai, doente mental, não consegue indicar, Jenna procura a ajuda de uma médium e um detective envolvido na investigação ao desaparecimento de Alice. Os três iniciam uma viagem à descoberta de si mesmos, dos seus medos e das vidas que escolheram. Paralelamente, Picoult mostra-nos o lado maravilhoso dos elefantes, através das notas de pesquisa e diários de trabalho de Alice.

 

Tempo de Partir foi nomeado para os Goodreads Choice Awards 2014 e é considerado um dos melhores livros do ano pela Amazon.com.

 

Deste Lado Da Luz

Colum McCann

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 Deste Lado da Luz leva-nos numa viagem pelo tempo, decorrendo entre 1916 e 1991, dando a conhecer principais acontecimentos que marcaram a cidade de Nova Iorque. A história é-nos contada por Walker e Treeforg, cujas épocas se distanciam mas as histórias se encontram interligadas. Walker é, nos primeiros anos do século XX, uma toupeira, designação atribuída aos trabalhadores da abertura de túneis no subsolo, um trabalho sujo, perigoso e sombrio mas necessário. Walker escava o túnel, sob o rio Hudson, que servirá o metro entre Brooklyn e Manhattan e onde, vários anos depois, encontramos Treeforg. Treeforg, juntamente com a gata Castor, é sem-abrigo que encontra no túnel um lar. 

 

McCann não se limita a narrar uma história, com tanto de falso como de verdadeiro, obriga-nos a reflectir no que somos e no que seriamos se as nossas vidas se assemelhassem às descritas no livro. Deste Lado da Luz é uma viagem no tempo e das transformações, onde a história da cidade de Nova Iorque se cruza com a história pessoal das personagens. Problemas sociais, raciais e económicos misturam-se com problemas mentais. Os anos avançam, as gerações também mas, nem por isso, o livro se torna mais leve. Sombrio, pesado, assustador. 

 

Duzentas e cinquenta e seis páginas de histórias intensas e dramáticas. Não é um livro fácil de ler. Exige tempo e uma segunda leitura aos detalhes que nos escapam. É um livro recheado de conteúdo histórico e social, um ensinamento. E, por tudo isto, uma leitura que recomendo

 

A Melodia do Amor

Lesley Pearse

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 Liverpool, Inglaterra, 1893. Beth, dos olhos azuis profundos e dos longos cabelos negros aos caracóis, é jovem, sonhadora e talentosa violinista. Os sonhos de Beth desfazem-se quando a jovem, juntamente com Sam e a pequena Molly, ficam órfãos. A morte dos pais abalará a vida dos três jovens e alterará para sempre o rumo das suas vidas. Privados da anterior vida, Beth e Sam, abraçam os trabalhos duros e desumanos da época. Incentivada por Sam, Beth abraça o sonho de começar uma nova vida do outro lado do Atlântico e, ambos decidem iniciar a viagem que alterará para sempre as suas existências. Porém, a pequena Molly é demasiado nova para acompanhar os irmãos e, Beth toma a decisão mais difícil da sua vida: entregar a irmã mais nova a uma família adoptiva. No navio com destino a Nova Iorque, não faltam pessoas de todos os géneros e classes sociais. Cigana será a alcunha pela qual Beth ficará conhecida no navio - bem como ao longo da história - graças à paixão e dedicação pelo violino. É aqui que encontramos Theo, um jovem jogador de carta, rico e bonito e o inteligente Jack, um jovem pobre, cuja a infância é marcada pela miséria, abandono e violência. Os quatro caminharam lado a lado, na aventura da Corrida ao Ouro.  

 

A Melodia do Amor longe de ser um dos melhores livros de Lesley Pearse, ganha pela aprendizagem sobre a Febre e Corrida ao Ouro de Klondike no Yukón, Canadá. Os cenários criados pela escritora são de tal modo excelentes que, efectivamente, imaginamos estar dentro da história, acompanhando Beth, Sam, Jack e Theo na longa e difícil travessia que empreendem para alcançar o tão precioso ouro. 

 

Filhas da Tempestade

Philippa Gregory

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 1453, Piccolo, Itália. Luca Vero é o jovem emissário papal, noviço da Ordem das Trevas, que juntamente com  o servo Freize e o irmão Peter, é recrutado para investigar o fim dos tempos. Os três empreendem buscas por acontecimentos naturais inexplicáveis que indiquem o fim do mundo. Com eles, viaja a bela Isolde, uma antiga freira fugida do convento por amor a Luca e a misteriosa Ishraq. O caminho dos cinco cruza-se na pequena vila italiana de Piccolo com a cruzada das crianças liderada pelo jovem João, que os conduz até à Terra Santa. Porém, o caminho da cruzada das crianças e dos cinco aventureiros é interrompida quando uma violenta onda destrói a pequena vila... 

 

Filhas da Tempestade é o meu primeiro livro de Philippa Gregory. Nunca antes me tinha aventurado na sua leitura embora, as críticas fossem positivas. Gregory escreve romances históricos de forma simples, leve e clara, captando a minha atenção logo nas primeiras páginas. Filhas da Tempestade é, porém, o segundo volume da saga Ordem das Trevas, precedida por Predestinado - que ainda não tive oportunidade de ler.