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Um Mar de Pensamentos

... nasce do desejo inconstante de partilhar um pouco de mim e do que sou numa espécie de diário. Resumo-me em: Maria, 32 anos, signo gémeos, amante de livros, sonhadora, romântica, dramática q.b., viciada em chocolates.

Um Mar de Pensamentos

... nasce do desejo inconstante de partilhar um pouco de mim e do que sou numa espécie de diário. Resumo-me em: Maria, 32 anos, signo gémeos, amante de livros, sonhadora, romântica, dramática q.b., viciada em chocolates.

E eis que...

... passado quase dois meses, retomo a escrever. Motivos? Essencialmente, por dois motivos: eis o primeiro e eis o segundo. Não que esteja à espera que o primeiro motivo evite o segundo, mas porque tenho esperanças de, como em tempos, desabafar e não me sentir tão só. Não que tenha muito a contar sobre a minha vida ou os meus dias, mas para ter uma forma de libertar o que me vai na alma. Sinto que se, volta e meia, não desabafar, expludo. Fico rabugenta e falo mal com todos... aliás, uma constante nos últimos meses. Volta e meia preciso de fazer coisas que me relaxem e escrever é uma delas (embora não seja grande coisa a escrever). Apenas preciso de escrever, deitar cá para fora o que me vai na alma e a quem não tenho a quem contar.

Falando um pouco sobre mim: tenho 25 anos, acabei o ensino superior à uns meses, encontro-me desempregada. A única relação que tive até hoje terminou à cerca de 3 anos e, ainda hoje, ele não me saiu dos pensamentos. Ah, e moro numa terra onde não tenho amigos, com quem falar ou sair para um café. Resumidamente, esta é a minha vida... vazia e solitária. 

Cartas ao Mar

Sempre tive uma forte ligação com o mar. 

 

 

Durante anos, durante as minhas viagens entre a escola e casa, procurava sempre sentar-me, no comboio, junto às janelas que me permitiam contemplar o mar. Embora fosse uma viagem curta, era algo que me dava um enorme prazer e me relaxava imenso. Mesmo que me sentasse no lado oposto, não deixava de olhar para o exterior, para o mar. Tenho-lhe respeito, mas a sua beleza e rebeldia sempre me transmitiram paz e calma. 

Por tudo isto e por acreditar na sua imensidão e força, atiro ao mar os meus desejos. Sim, atiro ao mar. Escrevo uma carta ao mar com os meus desejos, sentimentos e sonhos. Não sei se li isto num livro; pode parecer estúpido, mas para mim é algo que me dá força e esperança.

A primeira vez que o fiz, o mar ouviu-me. Talvez um ano depois, o meu pedido ganhava forma. Depois disso, voltei-o a fazer mais uma vez... o mar e o tempo parecem ajudar-me a esquecer aquilo que escreverá ao mar. Pela terceira vez vou voltar a fazer-lhe um pedido e preciso tanto que ele me escute, que preste atenção à minha carta e às minhas palavras. Preciso que ele me recheie o dia com coisas boas e alegres, com um amor, um trabalho e amizade. 

Talvez não tenha sido por acaso que escolhi este nome para o meu blog: um mar de pensamentos. Porque ao mar escrevo cartas de pensamentos e sonhos. E, talvez não seja a única a escrever cartas ao mar e acreditar nele...

Ano novo, vida nova.

 

 

Diz o ditado que o início de um novo ano, significa o início de uma nova vida. Embora eu não acredite nisto, a verdade é que, o quarto dia de 2014 trouxe-me o renascer de algo que sempre me deu prazer: escrever. Ok, não é culpa do novo ano. Já tinha pensado em escrever um blogue, onde pudesse desabafar e escrever o que me vai na alma. 

Faltava-me a vontade, o que escrever... e, até, um nome. A verdade é que não tenho muito para escrever sobre mim: nos últimos meses, sobre a minha vida à pouco a contar. No entanto, tenho tantos pensamentos para desabar e não tenho com quem ou onde. Guardo-os na alma, mas preciso de os partilhar com alguém... um mar de pensamentos sobre mim, sobre os outros, sobre tudo e sobre nada.