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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

Um Mar de Pensamentos

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08
Jan19

1 | Becoming - A Minha História de Michelle Obama.

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Becoming - A Minha História de Michelle Obama foi a minha primeira leitura de 2019. Iniciado a 29 do mês passado e concluído a 7 de Janeiro, resolvi comprar este livro pelo enorme sucesso de vendas que rapidamente alcançou, e alvoroço em seu redor, assim como pela admiração que nutro pela família Obama - a proximidade entre todos os membros e a amor que se sente entre o casal - desde que Barack se tornou o 44.º Presidente dos EUA.

 

Não sendo o meu género literário favorito, a biografia de Michelle Obama - a segunda que leio depois de Malala Yousafzai - veio reforçar a minha admiração por ela, em particular, e a imagem que criará dela: a de uma mulher inspiradora e forte, com uma personalidade marcante e vibrante. Neste resumo escrito que é a sua vida, Michelle mostra-nos, sem qualquer pincelada de cor-de-rosa ou de flores, a infância no seio de uma família humilde e trabalhadora, o estigma do preconceito racial, o drama da doença que debilitava a cada ano o pai e a importância que a educação, assim como a arte e música, assumiram na sua vida e na do seu irmão. A incertezas quanto às escolhas académicas e o rumo da sua carreira profissional, o primeiro contacto com Barack Obama e a relação que nasce, bem como o amor que nutre pelas filhas e preocupações de mãe para com o futuro delas, ocupam grande parte de Becoming. Descobri, ao longo das muitas páginas deste livro, uma história que em pouco se assemelhava aos boates que corriam sobre o ex-casal presidencial: o pouco à-vontade e gosto pela política dela e o envolvimento desde cedo de Barack na política. Mais do que isto, e talvez a parte que mais gostei, foi compreender como é viver na Casa Branca e a pressão que a família viveu naqueles oito anos de presidência, tal como determinados acontecimentos que marcaram a presidência de BaracK Obama, tais como a morte de Osama Bin Landen ou o tiroteio na escola primária de Sandy Hook. Livre dessa pressão, e usando um pouco de humor e ironia, Michelle dá-nos a conhecer como foi viver junto de um dos homens mais poderosos e importantes do Mundo, como isso a afectou e às duas filhas do casal, bem como tudo os seus movimentos, falas e vestuários eram avaliados pelos meios de comunicação social. Sentindo o peso de tudo isto, tal como da cor, profissão e da necessidade de ser mais do que a mera esposa do Presidente dos EUA, a ex-primeira dama decide usar a sua figura e os meios de comunicação social em seu proveito e fazer mais para ajudar crianças e jovens, bem como a ex-militares e respectivas famílias.  

 

Becoming é uma biografia intima e reveladora que nos mostra como o preconceito racial, em pleno século XXI, pode influenciar o crescimento e a vida de uma criança, bem como o valor e importância de crescer no seio de uma família onde o diálogo e o amor são essenciais. Mais do que isto, Michelle Obama - tal como Malala - é um exemplo claro de como a educação é uma arma poderosa na luta contra o preconceito, a discriminação e o ódio. As lutas de Michelle, enquanto menina, adolescente, profissional e mãe são exemplos de que a vida, por mais rica e luxuosa que pareça, também precisa de esforços e muitas reviravoltas. 

 

Uma leitura sincera, leve e apaixonante, de uma mulher inspiradora e magnifica. Cativante desde a primeira à última página.

 

A nossa história é o que temos, é o que teremos sempre. É algo que devemos assumir como nosso.

 

Toda a gente neste mundo (...) carrega consigo uma história invisível, e isso basta para merecer alguma tolerância. 

 

A vida ensinava-me que o progresso e a mudança acontecem devagar. (...) Lançávamos sementes de mudanças, cujo fruto poderíamos nunca chegar a ver. Tinhamos de ser pacientes. 

 

Avaliação (de um a cinco): 4* 

 

___

 

Becoming - A Minha História de Michelle Obama 
ISBN: 9789896656058
Edição ou reimpressão: 11-2018
Editor: Objectiva
Idioma: Português
Páginas: 400
 
SINOPSE

Nas suas memórias, uma obra de reflexão profunda e uma narrativa fascinante, Michelle Obama convida os leitores a entrar no seu mundo, relatando as experiências que a moldaram - desde a infância na zona sul de Chicago, passando pelos anos como executiva, equilibrando as exigências da maternidade e o trabalho, até ao tempo passado no endereço mais famoso do mundo..Terno, sábio e revelador, BECOMING é um relato íntimo de uma mulher de alma e substância que desafiou constantemente as expectativas - e cuja história nos inspira a fazer o mesmo.

Nas palavras de Michelle Obama:
«Escrever BECOMING tem sido uma experiência profundamente pessoal. Permitiu-me, pela primeira vez, o espaço para reflectir honestamente sobre a trajectória inesperada da minha vida. Neste livro, falo sobre as minhas raízes e como uma menina da zona sul de Chicago encontrou a sua voz e desenvolveu a força, de forma a usá-la para capacitar os outros. Espero que o meu percurso inspire os leitores a encontrar a coragem necessária para se tornarem quem quer que desejem ser. Mal posso esperar para partilhar a minha história.»

02
Jan19

Os melhores livros do meu 2018.

O ano de dois mil e dezoito foi um ano, a nível literário, estranho e imprevisível. Iniciei o ano a ler uma oferta natalícia - de uma ex-colega de trabalho - que consta no meu bolo de leituras favoritas do ano que terminou: Para Lá do Inverno de Isabel Allende. A escritora chilena já era a autora de um dos meus romances históricos favoritos de sempre, Inés da Minha Alma, e com este Para Lá do Inverno conquistou um lugar especial na tribuna das escritoras mais apreciadas. 

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Para Lá do Inverno mistura drama e romance, com temas marcantes e actuais, como o racismo, a imigração e a busca de um futuro melhor dos povos da América Latina e do Sul no sonho americano, drogas e o drama do tráfico de seres humanos, crime e vidas agitadas. Foi uma narrativa que me tocou particularmente porque, e talvez poucos saibam, nasci num país da América do Sul, a Venezuela, conhecida pela significativa violência e crescente instabilidade social e económica, e senti que este livro poderia ser um bocadinho a minha história se, algures no meu destino, os meus pais não tivessem interpretado os sinais. É um romance que pode, e acredito que, seja mais real e verdadeiro do que ficcional, inspirado nos diversos relatos de quem procura noutros países um futuro melhor... porque ninguém abandona o país onde nasceu do simples nada quando ele nos proporciona segurança, trabalho e estabilidade social. Para Lá do Inverno é, definitivamente, um dos melhores livros de dois mil e dezoito e uma leitura que eu recomendo a qualquer amante da leitura. 

 

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Diana Gabaldon ganhou a minha admiração e a saga Outlander tornou-se a minha favorita de todo o sempre - excepto Harry Potter. A minha irmã ofereceu-me, pelo meu aniversário, um dos livros da saga e eu senti-me na obrigação de ler o primeiro volume. Confesso que, numa primeira fase, sentia receio pelo número de páginas do livro Nas Asas do Tempo mas, também, pela quantidade de livros já editados, salvo erro, oito volumes. Porém, as cerca de oitocentas páginas que compõem o primeiro volume de Outlander, Nas Asas do Tempo, senti-as voar tal era a minha avidez e curiosidade em conhecer a história de Jaime e Claire... provavelmente, uma das mais belas histórias de amor literária. Li, ao longo do ano que terminou, os três primeiros volumes e tenho mais dois na minha estante para ler em dois mil e dezanove. Outlander foi uma magnífica surpresa, um saga cativante e impossível de resistir. Invejo Diana Gabaldon pela incrível mestria com que mistura o presente com a importantes acontecimentos da História do século XVIII. 

 

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No País da Nuvem Branca de Sarah Lark, uma das últimas leituras do ano, entrou directamente para o meu top literário pela escrita agradável e cativante da escritora, assim como pela própria narrativa. Trata-se de um romance histórico, cujo cenário de fundo é o "nascimento" e colonização da Nova Zelândia, no ano de mil oitocentos e cinquenta e dois. Gwyneira, nasceu numa família nobre e rica mas, cuja personalidade rebelde e à frente dos costumes da época, a coloca em situações desagradáveis e perigosas; Helen é uma jovem preceptora que sonha casar e constituir família mas que, aos vinte oito anos sente que jamais o conseguira. Duas mulheres fortes e marcantes que procuram num país desconhecido, que promete ser o paraíso, o caminho para a felicidade. É, este No País da Nuvem Branca, um romance sobre amor e ódio, o poder da amizade e os laços fortes da família.

 

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As Flores Perdidas de Alice Hart de Holly Ringland destaca-se nas minhas melhores leituras de dois mil e dezoito por ser um romance forte sobre, mais do que flores, o perdão e o saber seguir em frente. O romance de estreia de Holly Ringland tornou-se um dos meus livros preferidos e um dos melhores romances que já li. Poderoso e marcante, As Flores Perdidas de Alice Hart é mais do que um livro, é um pedacinho de vidas tão reais. Holly Ringland surpreendeu-me muito pela forma profundamente trabalhada da personagem principal, assim como pelas restantes mulheres, que se interligam tão perfeitamente.

 

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Dorothy Koomson com A Sereia de Brigthon aborda com mestria temas delicados como o racismo e o preconceito, a violência policial, a violência contra mulheres e as marcas que a violência na infância se traduzem num jovem adulto. É uma narrativa incrivelmente cativante, mergulhando rapidamente na história e no drama vivido por Nell, onde só queremos descobrir toda a verdade e justiça para quem lhe fez tanto mal. A capacidade com que mistura, nos seus livros, suspense, drama, amor, amizade e temas sensíveis e actuais é genial e invejável, sendo impossível ficar-lhe indiferente. Não considero este livro como um romance e creio que está longe de o ser, é mais um género de policial ou mistério. Independentemente da categoria atribuída a este livro, recomendo a leitura de A Sereia de Brighton... muito bom!

 

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A Casa das Meninas Indesejadas de Joanna Goodman tinha de figurar nesta categoria. Uma narrativa brilhante, à qual não lhe ficamos indiferentes, pela veracidade dos factos reais. É um confronto doloroso e chocante com uma realidade não muito distante que marcou negativamente a história do Canadá. Maggie Hughes tinha tudo para ser uma adolescente feliz e despreocupada: um pai que a amava, um negócio familiar que gostava e que herdaria, a possibilidade de estudar e uma beleza que não passava despercebida. Porém, quando aos dezasseis anos, Maggie engravida de Gabriel, o jovem vizinho de quem os pais não gostam, os sonhos da adolescente afundam-se e, com eles, a menina que dará à luz. Elodie, a menina que nasceu deste amor adolescente, é enviada para um orfanato miserável, onde não existe amor ou sem nunca conseguir ser adoptada por uma família. Mas, quando o o governo canadiano decide atribuir mais dinheiro aos hospitais psiquiátricos do que aos orfanatos geridos pela Igreja Católica, a vida da pequena Elodie também se altera. Declarada deficiente mental e enviada para um hospital, Elodie é o espelho das milhares de meninas e meninos que sofreram maus tratos e abusos sem apresentarem qualquer tipo de deficiência. Baseado em factos reais da sua própria família, Joanne mostra-nos os laços fortes e poderosos que unem mães e filhas.

 

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Para terminar a minha lista dos melhores livros de dois mil e dezoito, um clássico da literatura juvenil: Quando Hitler Roubou o Coelho Cor-de-Rosa. Inspirado na sua própria infância, Judith Kerr dá vida a Anna, uma menina judia que, um dia, se vê forçada a abandonar a casa, a escola, os amigos e o seu amado peluche coelho cor-de-rosa para encontrar refúgio noutro país, juntamente com a família. É um romance poderoso e incrivelmente tocante, sobre os laços de amor da família e o quão marcante e traumático para uma criança é tornar-se refugiado. Um livro que aconselho vivamente a crianças e jovens que dá a conhecer, de forma sensível, o significado de refugiado e o poder de Hitler sobre a comunidade judia num dos períodos mais negros da História da Humanidade. 

 

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O ano de dois mil e dezoito encerra-se com trinta e um livros lidos. Foi um ano, como já disse, de alto e baixos literários: se, por um lado, houve períodos em que mal li e demorava quase um mês para concluir uma leitura, senti que a meio do ano me voltei a agarrar à leitura com ânsia e desespero.... existiram meses em que nada li e meses em que li entre três a quatros livros. Fiz leituras enormes, como os livros da saga Outlander, e livros pequeninos como Uma Prece ao Mar e Uma Vida Muito Boa. Abandonei o livro Pássaros Feridos porque, mais de cem páginas depois, não consegui criar empatia com as personagens e considerei a narrativa demasiado monótona e lenta. Conclui leituras que não me aqueceram a alma. Li muito sobre a II Guerra Mundial e romances históricos diversos, narrativas inspiradoras e factos desconhecidos. Li livros maioritariamente escrito por mulheres e estrangeiras. Li à hora do almoço e nos pequenos intervalos que o trabalho me permitia. Li durante horas. Conheci histórias especiais e personagens que não esquecerei. Os livros, independentemente de tudo, andaram sempre comigo. Dois mil e dezoito foi um ano, a nível de leituras e de livros concluídos, um dos melhores anos... que dois mil e dezanove seja melhor, ainda. 

 

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02
Jan19

Leituras (actualizado) do ano de 2018.

| Nas Asas do Tempo de Diana Gabaldon (livro 1 da saga Outlander) (opinião)

| Uma Prece ao Mar de Khaled Hosseini

| Uma Vida Muito Boa de J. K. Rowling (opinião)

| Uma Questão de Classes de Joanne Harris

| Todos Devemos Ser Feministas de Chimamanda Ngozi Adichie

| Os Passageiros do Tempo de Alexandra Bracken

| A Libélula Presa no Âmbar (livro 2 da saga Outlander)

| Diz-lhe Que Não da Helena Magalhães (opinião)

| A Improbabilidade do Amor de Hannah Rothschild

| Louca de Chloé Esposito

| Vitória - A Jovem Rainha de Daisy Goodwin

| Antes de Sermos Vossos de Lisa Wingate 

| A Sereia de Brigton de Dorothy Koomson

| As Flores Perdidas de Alice Hart de Holly Ringland (opinião)

| Uma Mulher em Fuga de Lesley Pearse

| Para Lá do Inverno de Isabel Allende

| Isabel de Aragão de Isabel Stilwell

| O Desaparecimento de Stephaine Mailler de Joel Dicker

| A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata de Mary Ann Shaffer e Annie Barrows (opinião)

| O Coração de Simon Contra o Mundo de Becky Albertalli

| A Guerra Que Salvou a Minha Vida de Kimberly Brubaker Bradley

| Afinal as Feministas Até Gostam de Homens de Patrícia Motta Veiga

| Os Meninos Que Enganavam os Nazis de Joseph Joffo (opinião)

| O Dia Em Que Te Perdi de Lesley Pearse

| A Doçura da Chuva de Deborah Smith (opinião)

| Retrato de Família de Jojo Moyes

| Procura-me Quando a Guerra Acabar de Amy Harmon

| No País da Nuvem Branca de Sarah Lark 

| Destroços de Emily Bleeker

| Quando Hitler Roubou o Coelho Cor-de-Rosa de Judith Kerr

| A Casa das Meninas Indesejadas de Joanna Goodman

12
Dez18

A Doçura da Chuva de Deborah Smith.

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Kara Whittenbrook e Ben Thocco são os protagonistas deste romance de Deborah Smith, A Doçura da Chuva. Kara vive uma vida de luxo e privilégios numa pequena cidade do Brasil. Filha de ambientalistas famosos, cresceu na selva amazónica brasileira e estudou nos melhores colégios privados americanos, porém a morte dos pais num acidente aéreo revelará um segredo que abalará o seu mundo: Kara foi adoptada. Decidida a conhecer a sua família biológica e as suas origens, a jovem parte para o norte da Florida onde, acidentalmente, conhece Ben. O rancheiro Ben é um homem solitário que gere, com pulso e fé, a propriedade onde emprega pessoas de características singulares. Vive para o irmão e para o seu rancho. Porém, a chegada de Kara à propriedade e à vida de Ben, mudar-lhe-à a vida por completo.

 

Deborah Smith era um nome que há muito me atrai-a. Não uma, não duas nem tão pouco por três vezes, tinha seleccionado um dos seus livros com o propósito de comprar mas, no último momento, os meus olhos repousavam sobre outro título e deixava-o nas prateleiras da livraria. Não percebi-a, na época, bem o porquê de isso acontecer e, talvez agora, finalmente entenda o motivo pelo qual nunca trazia os seus livros comigo. Uma amiga muito querida tinha-me dito que os livros dela eram dos melhores que ela já leu e fiquei com a "pulga atrás da orelha" (desculpem senhores do Pan pela expressão), mas para mim ficou muito aquém das expectativas. Seleccionei este livro, pela sinopse, por abordar um tema que me cativa e sensibiliza: a adopção.

 

A Doçura da Chuva é narrado de forma simples e com toques de humor, no presente, pelos dois protagonistas principais do romance, Kara e Ben, mostrando os sentimentos e medos de ambos. Os pais biológicos de Kara possuem uma partucularidade que os torna especiais e dá ao romance um toque único e tocante, tal como aos restantes trabalhadores do rancho de Ben. Pontos positivos. Porém, o romance peca por ser demasiado cliché (e vou tentar não revelar muito sobre o livro): a menina rica que se apaixona por um rancheiro com problemas financeiros, o passado trágico de Ben e todo o drama que envolve o irmão. O final é previsível - quando Kara e Ben se conhecem, dá para perceber como se desenrolará a história -, as peripécias vividas por cada uma das personagens secundárias são expectáveis, foco em excesso (na minha opinião) no hábito alimentar de Kara e na religião de Ben... falta um toque de qualquer coisa não expectável e claro ao leitor/a. A Doçura da Chuva é totalmente esperado, "sem sabor e sem vida", um romance demasiado romance.

 

Uma completa desilusão para mim, A Doçura da Chuva é, no entanto, daqueles livros para quem gosta de "romances com muito cliché", bom para depois de um livro mais pesado. Infelizmente, para mim, este será o meu primeiro e último livro de Deborah Smith. 

 

Avaliação (de um a cinco): 2*

04
Dez18

Chave Negra: (segunda caixa) Dezembro.

Cessaram, por fim, as minhas expectativas quanto à caixa mistério da Chave Negra. Eu, aqui me confesso: pareço uma criança pequena a abrir uma caixa de chocolates ou a receber a primeira Barbie. A minha caixa não vai directamente para minha casa, uma vez que a minha caixa de correio é pequena e teria de a levantar nos CTT portanto, para evitar esperas, a caixa vai directamente para o estabelecimento comercial que o meu irmão possui. Resumindo, passei a semana anterior toda a perguntar-lhe se tinha recebido alguma caixa para mim e, mal soube que ela lá estava, passei por lá para a recolher. Sou, definitivamente, uma criança... mas adoro receber surpresas!

 

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A segunda caixa literária mistério da Chave Negra é dedicada ao romance, sob o lema "Aquecer o Coração". O livro de Dezembro é um romance e todo o conteúdo da caixa está ligado a ele, os seis a oito brindes que a compõem.

 

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Confesso que, apesar de toda a magia que envolve este género de caixas, fiquei desiludida. O autor, Raul Minh'Alma, não me diz absolutamente nada nem me atrai. Admito que está longe de ser um livro que irei ler brevemente... se o fizer porque, confesso-me, estou mais tentada a vender ou dar o livro. É o mal deste género de caixas mistérios literárias: nunca sabemos que livro vamos receber, se gostamos do autor ou, inclusive, se já o temos ou fazem parte de uma saga. Riscos que assumo pelo prazer de receber uma caixa, sobe um tema, no qual eu não tenho nem ideia de qual será o seu conteúdo. Apesar de o livro não ser do meu agrado (é uma caixa mistério e eu sabia que corria o risco de não gostar do conteúdo), adorei o forro para livro, o frasquinho com os bombos - que desapareceram no momento em que abri a caixinha - e o miminho para a árvore de Natal.

 

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A Chave Negra é, para quem ainda não conhece, a primeira mistery book box portuguesa. A primeira caixa mistério literária foi lançada em Novembro deste ano e o tema de Janeiro será "A chave para desvendar o mistério!". O preço é de vinte e cinco euros e podem (e devem) reservar a caixa até dia dez deste mês. Mas, para mais informações, podem contactar a Chave Negra via Instagram, Facebook ou página. Vou receber a minha caixa de Janeiro e vocês?

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| A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. Fernando Pessoa. |

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