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Um Mar de Pensamentos

... nasce do desejo inconstante de partilhar um pouco de mim e do que sou numa espécie de diário. Resumo-me em: Maria, 32 anos, signo gémeos, amante de livros, sonhadora, romântica, dramática q.b., viciada em chocolates.

Um Mar de Pensamentos

... nasce do desejo inconstante de partilhar um pouco de mim e do que sou numa espécie de diário. Resumo-me em: Maria, 32 anos, signo gémeos, amante de livros, sonhadora, romântica, dramática q.b., viciada em chocolates.

Problemas de uma leitora.

 Ler é sinónimo de prazer. Ler é mais do que um simples gesto de abrir e folhear livros. Ler é sonhar. Ler significa viajar a mil e um lugares distintos, vestir mil e uma personagens distintas, conhecer mil e um sentimentos... E, todavia, ler também se traduz em problemas de uma leitora compulsiva.

Adoro ler. Quem me conhece sabe que, para lá do vício e do prazer, ler traduz-se numa necessidade física e psicológica. É através da leitura que recupero a paz, o sonho e a calma que procuro. É o meu alimento diário. Ler um bocadinho por dia nem sabe o bem que lhe fazia... Porém, admito, o vício dos livros e da leitura manifesta alguns problemas que, em onze questões, procurarei responder. Não acreditam? Ora leiam...

 

 

Você tem 20 mil livros para ler. Como você decide o que vai que ler?

Muito aquém dos vinte mil livros por ler, tenho em espera cerca de trinta e cinco livros por ler. Não existe um critério na hora de escolher a leitura seguinte. Na verdade, o único critério que tenho é evitar ler, por exemplo, dois livros clássicos seguidos. Portanto, ler dois livros cujo género literário se assemelhem. É isto e o impulso... Atrevo-me a dizer que são os livros quem me escolhem. 

 

Você está no meio de um livro, mas não está gostando. Você pára ou continua?

Insisto, especialmente quando conheço o autor. Se, porém, o livro continua a não me agradar, abandono. Não vejo necessidade de insistir num livro que não me cativa. Não tenho qualquer problema em abandonar a leitura a meio. 

 

O fim do ano está chegando e você está perto, mas não tão perto de finalizar sua meta de leitura. O que você pretende fazer e como?

Não me preocupo com metas literárias. Embora, para escrever a verdade, tenha traçado uma meta literária para 2015 de vinte livros no goodreads, a verdade é que nunca me preocupei com ela. Fiz-o porque já o tinha feito noutros anos, por impulso, porque sim. Leio porque gosto. Leio quando quero. Leio quando posso. Leio vinte, trinta ou dez livros. Não é algo que sinta necessidade de estabelecer metas. Ler é um vício.


As capas de uma série que você ama são horríveis! Como você lida com isso?

Não tenho problemas com capas feias. Gosto de ler. Porém, admito que uma capa bonita me cativa mais a comprar e ler um livro.


Todo mundo, incluindo sua mãe, gostam de livro que você não gosta. Como você compartilha esses sentimentos?

É perfeitamente natural que nem sempre me identifique com um livro que toda a gente adorou. No meu grupo de amigas fui a única pessoa que detestou e criticou os livros de E. L. James, As Sombras de Grey. Pessoas distintas gostam de livros distintos. Não somos iguais. Provavelmente, numa primeira fase, reflectirei sobre o tema mas, rapidamente, esquecerei. Os livros nunca são lidos de igual forma por pessoas diferentes. 

(pequeno aparte: dificilmente a minha mãe irá gostar de algum livro. ela não lê e não compreende a minha paixão pelos livros.)

 

Você está lendo um livro e você está prestes a começar a chorar em público. Como você lida com isso?

Procuro reprimir o impulso de chorar. Porém, para escrever a verdade, até à presente data, sempre consegui evitar chorar em público enquanto estou a ler... quiçá uma ou outra lágrima tenha escapado.

 

A sequência do livro que você ama acabou de sair, mas você esqueceu parte da história anterior. Você lê o anterior novamente? Pula para a sequência? Lê uma sinopse ou resenha? Chora de frustração?!

Não leio séries de livros. Pessoalmente, são livros que não me cativam e, embora já tenha procurado uma explicação para tal, a verdade é que não a encontro... talvez porque, em algum momento, acabo por perder o interesse em esperar pela continuação - embora tenha quase completa a saga de livros A Guerra dos Tronos na minha estante. A única série que li, embora incompleta, foi a saga Harry Potter. Por ser uma história que adorei e muito comentada na época entre os meus amigos, tinha a história muito presente.

Sou um bocadinho confusa...


Você não quer que ninguém, ninguém, pegue seus livros emprestados. Como você educadamente diz às pessoas não quando eles perguntam?

Nunca tive, durante muitos anos, problemas em emprestar os meus livros. No geral, apesar de demorar, os livros retomavam à minha estante. A questão do emprestar dependeria da pessoa em causa e do livro que me pedia. No passado tive um problema com um livro que, até hoje, emprestei e não recuperei. Tornei-me, desde então, mais desconfiada. Todavia, sendo uma pessoa da minha inteira confiança, certamente que emprestaria, sem colocar qualquer entrave. Não sendo esse o caso e tratando-se de um dos meus livros favoritos, procuraria desenrascar uma qualquer explicação... 


Deficit de Atenção. Você não conseguiu ler os livros que queria no último mês. O que você faz para voltar a ler mais?

Se não li tantos livros quanto gostaria é porque, efectivamente, ou não tive oportunidade para os ler ou simplesmente não me apeteceu - está última hipótese é pouco provável. 


Há muitos livros novos que foram lançados e que você está morrendo de vontade de ler! Quantos deles você realmente compra?

Depende do autor. Sobrevivo muito bem, de um modo geral, às novidade literárias. Porém, tratando-se de escritores que admiro, dificilmente resistirei à sua compra. Foi o que me aconteceu, por exemplo, com o mais recente livro de Lesley Pearse, De Amor e Sangue.


Depois de ter comprado os novos livros que você tanto queria, quanto tempo eles ficam em sua prateleira antes de você realmente ler?

Os cerca de trinta e cinco livros que me aguardam são leituras mais do que desejadas. Porém, sendo impossível ler todos à medida que os vou adquirindo, acabam por ficar em espera... e vou lendo mediante o que sinto, o impulso, conforme respondi na primeira questão. Compro livros em segunda mão ou em promoção, onde o preço me cativam e obrigam a comprar livros que, inevitavelmente, vou acumulando. 

 

Uma tag de livros musicais.

Roubei uma tag divertidíssima que mistura livros com música... precisamente duas coisas que tanto gosto e aprecio. 

 

Descobrir e realizar estas tags, para mim, é uma forma de dar a descobrir, de outra forma, os meus gostos literários e falar divertidamente sobre livros. Ora, a tag que eu hoje apresento e com a qual engracei foi roubada da Neuza, do youtube e blog Mil Folhas, e consiste em associar livros às diferentes categorias musicais.

 

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Posto isto, falamos sobre livros e estilos musicais...

 

Clássico. Um livro clássico.

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 O Monte dos Vendavais de Emily Brontë. Li-o este ano e adorei-o. É um livro marcante e poderoso. Uma história distinta e triste de um amor verdadeiro e impossível. 

 

Ponderei, para esta categoria, o clássico que ando a ler, Jane Eyre, escrito pela irmã de Emily, Charlotte Brontë. Porém e embora possa assegurar, com toda a certeza e sem receio de arrependimento, de que será um dos meus livros clássicos favoritos, ainda não terminei a leitura de Jane Eyre.

 

Rock. Um livro com uma personagem irreverente. 

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 Travessuras da Menina Má de Mario Vargas Llosa. Associei, automaticamente, este livro à categoria. O livro conta-nos a história de amor louco de Ricardo, um jovem apaixonado e ingénuo, por Lily, a menina má, uma jovem ousada e invulgar. A paixão travessa de ambos inicia-se em Lima, no Peru, ainda crianças mas manter-se-à por grande parte da vida adulta de ambos, tomando diferentes cidades, como França, Inglaterra, Japão e Espanha, testemunho desta paixão louca. Lily é uma personagem que desperta desprezo, pela forma como trata o seu eterno apaixonado Ricardo, irreverente, travessa, distinta da todas as personagens femininas que li e à qual, no final, ainda não sabemos se conseguimos gostar dela ou perdoar-lhe as travessuras.

 

Jazz. Um livro que aborde a temática do racismo. 

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 Deste Lado da Luz de Colum McCann. É o único livro que, julgo eu, aborde para lá do superficial a questão do racismo. Quase todos os livros que li quando abordam esta questão, fazem-no sem grandes referencias, pequenas menções. Porém, para esta categoria, não necessitei de uma reflexão marcante sobre as leituras que fiz... este é, definitivamente, um livro que fala sobre o racismo, preconceito e vidas marcantes. É, na minha opinião, um dos livros mais pesados que li. Uma leitura cruel sobre os abusos e a crueldade do ser humano para com os seus semelhantes. McCann não se limita a narrar uma história, com tanto de falso como de verdadeiro, obriga-nos a reflectir no que somos e no que seriamos se as nossas vidas se assemelhassem às descritas no livro. Deste Lado da Luz é uma viagem no tempo e das transformações, onde a história da cidade de Nova Iorque se cruza com a história pessoal das personagens. Problemas sociais, raciais e económicos misturam-se com problemas mentais. Os anos avançam, as gerações também mas, nem por isso, o livro se torna mais leve. Porém, ainda assim, um livro que recomendo vivamente.

 

Folk. Um livro que aborde tradições.

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 Arroz de Palma de Francisco Azevedo. Não posso dizer que se trate de um livro que aborde marcadamente tradições. Porém, existe algo de peculiar e tradicional nesta história. É, em primeiro lugar, um livro sobre uma família muito tradicional, com raízes em Viana do Castelo e a quem a falta de oportunidades, no início do século XX, obrigada a mudar para terras do Brasil. Por isto, facilmente associe este livro à categoria musical folk. Por outro lado, apesar dos anos se passarem, a família crescer e se adaptar às mudanças, olvidando a tradição portuguesa e interiorizando tradições brasileiras, existe um elemento que interliga as várias gerações: o arroz da tia Palma. É um livro divertidíssimo, apesar da escrita misturar inúmeras expressões brasileiras, de várias gerações da mesma família... a família é um prato de difícil confecção.

 

Pop. Um livro que chegue às massas.

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 Prometo Falhar de Pedro Chagas Freitas. Queria e procurei cair no habitual cliché mas, evidentemente, não encontrei mais nenhum livro para esta categoria. Pensei em escolher a saga d' As Sombras de Grey mas, mais uma vez, é um livro mais do que falado e eu estou farta dele. Este idem... não gostei, é chato, aborrecido, um livro recheado de frase clichés que, para mim, qualquer um conseguiria escrever numa noite mais inspirada. Porém, como ainda mora cá em casa, em vias de ir para outra qualquer estante foi, indiscutivelmente, a minha escolha. 

(li Eleanor & Park, a escolha para esta categoria da Neuza porém, pessoalmente, nunca a incluiria nesta categoria.)

 

Hip-Hop. Um livro que seja uma crítica social.

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Ele Está de Volta de Timur Vermes. Um livro humorístico, irónico, divertido, critico, sarcástico. Adolf Hitler acorda num terreno baldio de uma Alemanha no ano 2011. Olha em redor e não encontra uma cidade em ruínas, nem bombardeiros a riscar os céus; em vez disso, descobre ruas limpas e organizadas, povoadas de turcos, milhares de turcos. E gente com aparelhos estranhos colados ao ouvido. Assim começa o romance de Timur Vermes. Numa Alemanha multirracial e onde uma mulher, Angela Merkel, governa o destino do país, na era do euro e da crise, dos reality shows e da internet, Adolf Hitler regressa... e ninguém vê nele uma ameaça. É recebido de braços abertos por uma televisão alemã, desejosa de aumentar as audiências. A sociedade vê nele um palhaço inofensivo, embora se trate de um homem impulsivo, mal-disposto e agressivo. Ninguém recorda os crimes odiosos e monstruosos do passado. Batem-lhe palmas. Ingénuo em relação às novas tecnologias e às mudanças da sociedade alemã, Hitler planeia o seu regresso através da televisão. Porém, através dos seus dotes de oratória e ar de palhaço inofensivo, o ex-líder alemão vai divulgando as suas ideias xenófobas e racistas... O regresso de Adolf Hiltler é, através do olhar de Vermes, perturbantemente cómico. Não consegui deixar de rir, apesar de reconhecer a delicadeza do tema. Trata-se uma sátira não só política mas, também social, nomeadamente, à sociedade alemã e às sociedades da tecnologia. 

  

Gospel. Um livro que retrate fé ou religião.

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 A Menina Que Fazia Nevar de Grace McCleen. Um livro que aborda os perigos do fanatismo religioso, no olhar ingénuo e doce de uma menina, Judith. Bullying, solidão, amor, e esperança são outros dos dos ingredientes que tornam este livro um dos mais especiais e inesquecíveis que li. Uma leitura intensa, uma viagem na montanha russa dos sentimentos, onde choramos e sorrimos com a pequena Judith. Uma leitura que recomendo àqueles que acreditam e aos que não acreditam; aos judeus, cristãos, muçulmanos, ateus ou agnósticos.

 

Bossa Nova. Um livro simples e leve. 

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 A Rapariga de Papel de Guilaume Musso. É um livro simples, leve, fofinho, com uma capa linda! Adorei este livro. Cativou-me desde a primeira página. Fala-nos de amor e de amizade. Tom é um famoso escrito de Los Angels caído em desgraça: álcool, drogas e excessos tornam-se os novos companheiros do escritor. A paixão louca pela bela pianista Aurore determinam o caminho trilhado por Tom. Porém, a chegada de Billie, uma personagem dos livros de Tom que afirma ter caído no mundo real de uma frase incompleta do escritor, abalará a vida do escritor e ambos embarcaram na viagem da amizade e paixão. 

 

R&B. Um livro nostálgico.

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 Memorial do Convento de José Saramago. É uma escolha peculiar mas, para mim, este livro leva-me a embarcar nas memórias do meu tempo de ensino secundário e das perícias das aulas de português. Poderia ter optado por outro livro, todavia, não tanto pela história em si mas, acima de tudo, pelo que este livro representa para mim, uma fase da minha adolescência feliz, não poderia deixar de o escolher. 

 

Fado. Livro de um autor português.

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 Perguntem a Sarah Gross de João Pinto Coelho. Uma leitura recente. Um livro marcante e viciante. É difícil não se deixar cativar por este livro. Viajamos, na escrita de Pinto Coelho, à Polónia antes da chegada dos nazis e da instalação de um dos campos de concentração mais mortiferos, Auschwitz-Birkenau. 

 

Latina. Um livro escrito por alguém da América Latina ou passado naquela zona. 

 Por ser, como tenho referido diversas vezes no blogue, uma amante de música latina, resolvi incluir esta categoria à tag livros musicais.

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 La Isla Bajo El Mar de Isabel Allende. A escritora chilena escreveu um romance histórico poderoso e marcante sobre a escrava negra Zarité, vendida aos nove anos a um francês, dono de uma das maiores plantações de cana-de-açúcar das Antilhas e de quem, anos mais tarde, acaba por se tornar amante. Zarité, através do seu olhar, dá-nos a conhecer a vida de sofrimento e escravatura do povo negro. Confesso, todavia, que não me recordo detalhadamente da história. O meu livro está escrito em espanhol e, apesar de me ser uma língua familiar, este foi-me particularmente complicado de ler: tratava-se de um livro de bolso (e eu não sou fã desta versão, especialmente contendo letras pequenas), numa altura de pouca maturidade literária e cuja escrita achei um pouco difícil... li esta história à uns seis ou sete anos. 

11 | Coisas de blogger... Tag do Café.

A querida e simpática Magda, do blog StoneArt, desafiou-me a responder ao desafio Tag do Café e eu, como sou uma menina educada e bem-mandada (bah, às vezes, quando quero mas, shiuuuu, é segredo), assim o fiz. Ora espreitem lá as respostas...

 

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Negro: Nome de uma série que é difícil de entrar, mas tem fãs apaixonados.

Séries de livros? Hum... Divergente/Convergente/Insurgente de Veronica Roth, Stephenie Meyer - a saga dos vampiros -, as Sombras de E. L. James e George R. R. Martin - embora tenha a série de livros quase toda dele e tenha lido o primeiro livro dele -, entre outros. A verdade é, independentemente de serem livros ou séries televisivas, não sou muito fã. No caso da televisão porque, sinceramente, ligo pouco à televisão, e excepto uma ou duas, não tenho paciência para esperar novos episódios e temporadas... e, é mais ou menos o mesmo com os livros.

 

Café com gengibre e natas: um livro que fica mais popular durante o inverno ou a época festiva do ano.

O Diário de Anne Frank de Anne Frank. Não me perguntem o porquê da escolha... talvez, porque, seja dos livros mais populares e conhecidos (ou, pelo menos, é isso que suponho).

 

Chocolate quente: Qual é o seu livro para crianças favorito?

O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry. 

 

Dose dupla de expresso. Diz um livro que te manteve "na ponta da cadeira" do inicio ao fim.

É difícil seleccionar apenas um de tantos que tiveram tal efeito. Mas, seleccionando apenas um, O Jogo do Anjo de Carlos Ruiz Zafón.

 

Starbucks. Diz um livro que você vê em toda parte...

As Cinquenta Sombras de Grey de E. L. James.

 

Ops! Pedi acidentalmente um descafeinado. Diz um livro que estavas à espera de mais. 

O Outro Amor da Vida Dele de Dorothy Koomson. Li-o este ano porque, no passado, tinha adorado um livro desta autora - A Filha da Minha Melhor Amiga - mas, este foi uma pequena desilusão. Gostei, mas faltou-lhe qualquer coisa. 

 

A mistura perfeita: Diz um livro ou uma série que foi ao mesmo tempo amargo e doce, mas, em última análise, satisfatória.

Dispara, Eu Já Estou Morto de Julia Navarro. As oitocentas e muitas páginas do livro são, não só, uma viagem alucinante pelo passado dos Judeus, bem como da própria Humanidade, levando-nos a aprender, conhecer e reflectir sobre os tempos presentes e o conflito entre os povos de Israel e da Palestina. Porém, esta viagem é feita de vários nomes, entre o presente e o passado e de detalhes históricos, dificultando a leitura. Todavia, foi uma das leituras mais didácticas que fiz este ano. 

 

(primeiro desafio feito. em breve, seguem-se os outros.)

Chocolate Book Tag

Andava eu, numa noite sem nada de interessante para fazer, a cuscar o mundo da blogosfera quando me lembrei de passar no blog A Game of Books. A verdade é que eu já tinha ideia de lhe roubar uma ou outra tag engraçada, mas novas palavras foram surgindo e o tempo de as realizar passando. Mas, como se costuma dizer, mais vale tarde do que nunca, aqui esta ela: chocolate book tag. Ora, sendo eu viciada em chocolate, nada melhor do que roubar à Ritz uma tag sobre chocolates e livros... e, como ela escreveu, aqui ficam os meus dez chocolates literários.

 

Chocolate Negro (um livro que fale de um assunto mais pesado, ex.: abuso psicológico ou violação)

O Meu Triste Segredo, Jenny Tomlin.

Jenny é a protagonista de uma verdadeira história de luta e força, de esperança e sobrevivência. O livro relata a história de união e de amor entre Jenny e os irmãos, Kim e Lawrence, que vivem uma infância marcada pelo medo, solidão, violência e abusos por parte dos pais. Um relato chocante e revoltante, onde a esperança parece ser a última a morrer.

 

Chocolate Branco (a tua leitura leve ou cómica favorita)

O Teorema de Katherine, John Green. 

Dezanove foram as vezes que Colin se apaixonou. Das dezanove vezes a rapariga chamava-se Katheriene. Tendo como ponto de partida o fim de mais uma relação, Colin e o seu amigo Hassan, decidem partir à descoberta de novos lugares e pessoas... e, assim, conhecer raparigas especiais com a vantagem de não se chamarem Katherine. Uma leitura leve e divertida que, não sendo de todo a minha favorita, andará bastante lá perto. 

 

Chocolate de Leite (um livro que é muito aclamado e que estás desejosa de ler)

Se eu Ficar, Gayle Forman.

O Pintassilgo, Donna Tartt.

Não resisti e escolhi estes dois. O primeiro será, provavelmente, a próxima leitura, depois de A Guerra dos Tronos A Muralha de Gelo. O segundo terá de ficar para quando o preço do mesmo descer porque, 25€ é demais para o meu bolso... ou quando o encontrar em segunda mão.

 

Chocolate com Recheio de Caramelo (um livro que te faz sentir melosa)

Estrada da Noite, Kristin Hannah.

Um dos meus livros preferidos. Lexi Baill nunca teve uma vida fácil. Desde cedo, negligenciada pela mãe, Lexi vai saltando de família em família de acolhimento. Tudo muda quando, depois da morte da mãe, a assistente social lhe encontra uma tia-avó, de 66 anos, que aceita ficar responsável por Lexi. Assim, a jovem muda-se para Port George, em Washington. A adaptação de Lexi à nova cidade e escola não são fáceis até conhecer Mia, uma jovem de fraca auto-estima e poucos amigos. Lexi e Mia tornam-se as melhores amigas. Mais tarde, Lexi conhece Zach, o irmão gémeo de Mia e, sem querer, apaixona-se por este. A história de um amor adolescente e encantador, obrigado a ultrapassar alguns obstáculos. Apesar de tudo, os três tornam-se os melhores e inseparáveis amigos. Todavia a tragédia acontece quando, os três sofrem um acidente de carro e Mia morre. A vida de Lexi sofre uma nova reviravolta, perdendo tudo: a melhor amiga Mia, o carinho da mãe dos gémeos e o afastamento de Zach. 

Um livro recheado de lições, onde só o amor e o perdão são capazes de salvar e fazer ultrapassar o sentimento de perda e de morte. Foi, que me recorde, o primeiro livro a levar-me às lágrimas.

 

Kit-Kat (um livro que te surpreendeu)

A Vida Louca dos Reis e Rainhas de Portugal, Orlando Leite, Raquel Oliveira e Sónia Trigueirão.

Comprei-o no final do ano passado, numa promoção que encontrei na Book.It. O livro, como o próprio nome sugere, fala sobre os Reis e Rainhas de Portugal e sobre o outro lado das suas vidas que os livros de História não mencionam. Sabem o quanto eu me ri com ele? E, o quanto me elucidou sobre o rumo que o país tomou? Sim, porque para mim, o presente de um país compreende-se no seu passado... e tantas coisas sobre o Portugal de hoje se explicam no passado das escolhas de Reis e Rainhas. Uma leitura leve e esclarecedora. 

 

Snickers (um livro pela qual és louca)

A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo, Carlos Ruiz Zafón.

Preciso de dizer algo mais sobre os livros de Zafón? Quem acompanha o blog à algum tempo sabe o quanto adoro estes dois livros!

 

Kinder Surpresa (um livro que te surpreendeu recentemente)

Prometes?, Diana Carvalho e Pedro Barbosa. 

Inês e Afonso são os protagonista  deste romance cujo pano de fundo são as cidades do Porto e de Londres. Se, numa primeira fase, tive dificuldades em gostar do livro pela minha resistência a romances lamechas; ao insistir na leitura, acabei por adorar e devorar a metade final do livro em dois dias. Um livro diferente, sensível e cativante. 

 

Lion (um livro que te deu vontade de rosnar, de tão chateada que ficaste)

Mataram o Sidónio!, Francisco Moita Flores.

Eu juro, juro que já tentei... mas, oh livro chato! 

O curto trajecto de Sidónio Pais enquanto Presidente na Primeira República desencadeou em mim uma certa curiosidade sobre a sua vida. Foi, com o intuito de conhecer um pouco mais sobre ele que, em 2012, comprei o livro de Moita Flores. Li as primeiras 100 páginas. Insisti, persisti e, oh deus, livro entediante! A escrita de Moita Flores também não ajudou nem cativou... muito complexa. Ainda este ano voltei a pegar no livro mas, esqueçam, não à maneira de conseguir ler o livro... um dia, quiçá, quando conseguir esquecer o 'ódio' que tenho do livro.

 

Chocolate Quente com Natas e Marshmallows (que livros escolherias para leitura reconfortante?)

A Filha da Minha Melhor Amiga, Dorothy Koomson.

Um dos meus livros preferidos. Revejo-me na personagem Kamryn, sobre os seus medos e complexos que a acompanham desde a adolescência. 

Kamryn e Adele sempre foram a melhor amiga uma da outra. Porém, relação de amizade não resiste à traição de Adele com Nate, o noivo de Kamryn e da qual nasce uma menina. Passam-se cinco anos e Adele, com a pequena Tegan, entra novamente na vida de Kamryn com a notícia de que iria morrer dentro em breve. Adele quer que seja Kamryn a nova mãe de Tegan. Será ela capaz de perdoar o passado e acolher a menina? E, numa carreira profissional bem sucedida e uma vida social eléctrica, onde entra uma menina de cinco anos?

Uma história de perdão e amor, capaz de nos fazer rir e roubrar algumas lágrimas.

 

Caixa de Chocolates (qual a série que leste que sentes que pode ser lida por uma maior variedade de pessoas?)

As Crónicas de Gelo e Fogo, George R. R. Martin.

Estou no primeiro volume, A Guerra dos Tronos e estou a adorar! Apesar de já ter visto a série e de, volta e meia, a memória me assombrar com situações passadas na série, a verdade é que o livro é realmente muito bom e cativante... julguei que iria desistir por já ter visto a série, mas não, existem sempre pequenos detalhes que a série não mostrou e que o livro retrata. 

Por isto, pelas criticas que já li aos livros e ao autor, considero que esta é a colecção de livros que pode ser lida por uma maior variedade de pessoas... pela forma cativante como escreve, pelos detalhes sem os tornar maçadores, pela história, pelas situações cómicas, enfim, por tudo.