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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

Meta: mais saúde.

Eu gostava de ser - confesso, na verdade, que adorava ser - como aquelas pessoas que passam uma ou mais horas no ginásio e fazê-lo todos os dias mas a realidade é que eu não me aguento nem meia hora daquilo. Falta-me tudo. Paciência, vontade, tempo. Não gosto das máquinas que todos apreciam, prefiro passadeira, bicicleta ou epiléptica.

 

Alterei os planos e, em vez de uma hora e três vezes por semana como o professor desejava, faço-o meia hora quase todos os dias. Para quem, resumidamente, nunca foi fã de desportos e sempre demonstrou pouca ou nenhuma apetência para área, já é um bom começo. Um bocadinho, todos os dias, porque o objectivo não é emagrecer mas ganhar saúde. 

A saga da limpeza.

Não me considero uma pessoa desorganizada ou desarrumada. Gosto de tudo direito, no sítio, sem pó. Vivo por fases: umas vezes sou demasiado dedicada à limpeza, quase obcecada e outras nem tanto. Porém, a saga da limpeza é um capítulo do livro da minha vida que mais detesto. Quem, na verdade, gosta de limpar? Ninguém. 

 

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O meu quarto tinha uma camada de pó visível ao olhar de qualquer um. Talvez exagere um pouco mas o chão e móveis não sentiam a vassoura ou o pano à muitas semanas. Ganhei vergonha e tirei algumas horas para me dedicar à saga da limpeza. Estou um bocadinho cansada. Levantar e sacudir tapetes e retirar livros, bibelós, quadros e produtos de higiene pessoais dos móveis para limpar e voltar a colocar tudo no sítio é uma tarefa ingrata e aborrecida... e o que fiz foi superficial, só mesmo para dar um aspecto de bonito e limpo. Ninguém inventou uma forma de fazer com que as limpezas dos quartos seja mais fácil? Uma máquina baratinha? Mães, irmãs e empregadas de limpeza não contam. A minha mãe diz que já tenho idade suficiente, empregada não cabe no meu orçamento e a irmã... bem, se esperar pela minha irmã para limpar o quarto, talvez em dois mil e trezentos o quarto esteja limpo. 

Tempo de extremos.

Não gosto de conduzir com trovoada. Não gosto mesmo. Assusto-me facilmente, dou pulos a cada trovão, encolho-me a cada clarão. Sozinha ou acompanhada, conduzir com trovoada é, para mim, assustador. 

 

Conduzir com granizo também não é fácil... sobretudo em plena auto-estrada. Por mais que acelere as escovas e abrande a velocidade, é um tormento conduzir com granizo.

 

A chuva não me atrapalha mas o granizo e trovoada são medonhos. O sol também atrapalha, mesmo com óculos de sol, deixando-me sem visibilidade para a estrada. Resumindo: é tramado conduzir quando o tempo chega a extremos.

 

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Hoje acordo com sol depois de alterar planos de fim-de-semana esperando mais dias medonhos de chuva...

Mudar de vida...

...o momento é o agora.

 

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Uma das minhas três resoluções para o ano de dois mil e dezoito era o de mudar de vida a nível profissional. Estabeleci, inclusive, uma meta: antes do verão queria mudar a minha vida, seguir um novo caminho, abraçar um desafio profissional mais estimulante. O principal objectivo era, e ainda continua a ser, encontrar um emprego na minha área de formação ou numa vertente próxima. Não consegui mas estou um bocadinho mais próxima. Mudei a minha carreira profissional. Deixei de trabalhar como operadora de loja, entre folgas e horários rotativos, a repor bens alimentar para abraçar um novo caminho onde o automóvel é a minha principal ferramenta de trabalho. Os dias da semana nunca são iguais, diferentes em paisagem, pessoas, lojas, tempos e viagens. Nunca estou no mesmo sítio. Não existe um escritório. Não sou comercial mas é quase como se fosse. Os fins-de-semana ganharam outro sabor, num horário de segunda a sexta, sem ter necessidade de esperar seis semanas para os gozar. 

 

Fui operadora de loja como repositora de bens alimentares durante dois anos. Estava confortável, integrada no quadro da empresa mas, sabia-o desde sempre, que não era aquilo que queria fazer. Podia ter-me deixado ficar, no conforto de um trabalho rotineiro e no qual eu tão bem desenvolvia, mas queria desafiar-me e evoluir. Gostava do que fazia mas queria algo que me obrigasse a trabalhar o lado cerebral e menos o físico. O momento era o agora.

 

É ainda cedo para descrever o que sinto em relação ao novo trabalho. Desafia-me diariamente, embora solitário, sinto que preciso de trabalhar para lá do meu horário de nove-dezoito-horas. Não é na minha área de formação mas, quem sabe, um caminho para lá chegar? Uma oportunidade surgida inesperadamente... porque a mudança surge quando menos esperamos.

 

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Uma e principal resolução de ano novo era mudar de vida profissional e, decididamente, consegui. Estou a tentar tornar-me mais poupada, a minha segunda resolução e, a última, perder peso é algo que ainda preciso de começar a definir e a mexer-me.

É Carnaval...

Sou, certamente, um ser invulgar, de gostos e preferências distintas à maioria. Confesso que, uma parte de mim, sempre gostou de se destacar pela diferença. Não na forma de vestir mas no ser, estar e gostar. E, o Carnaval é daquelas épocas festivas que menos me cativa... juntamente com o Halloween. Bem sei que é uma época em que podemos ser diferentes, tomar personalidade e comportamentos opostos ao do nosso dia-a-dia mas, para mim, a verdade é que se trata de uma festividade simplesmente parva. Não consigo compreender a graça de adultos se mascararem de velhotes, mulheres/homens ou de índios e ciganos. Vejo, admito, mais piada nas crianças porque sempre considerei que Carnaval era para os mais pequenos.

 

A lógica daquela típica frase "É Carnaval e ninguém leva a mal." é, de longe, aquela que mais me desagrada. Não, o Carnaval não perdoa tudo... os excessos e abusos da época cometidos pelos adultos não pode ser esquecido numa patética frase. Apesar da data, não deixamos de viver numa sociedade onde existem regras, onde a liberdade de alguém termina quando invade a de outro, onde deve existir respeito por todo o género de diferenças, quer de opinião ou afins. 

 

Definitivamente, a data passa-me completamente ao lado... desde sempre. Nunca fui criança de achar piada à data e, em adulta, continuo sem a compreender. Contam-se, pelos dedos de uma mão, quantas vezes me disfarcei de livre vontade em menina. Sou uma pessoa alegre e divertida, tal e qual como sou, sem entrar em fantasias ou excessos. A vida, no fundo, já de si é um verdadeiro Carnaval. 

 

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Resumindo: o meu Carnaval vai ser assim, talvez com menos livros do que na imagem de cima mas, na companhia de um bom livro.