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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

29
Nov18

2019: o ano em que vou (continuar) a apostar em mim.

 Não tenho, por norma, o hábito de fazer resoluções ou traçar objectivos de ano novo ou de aniversário. Acredito que a mudança deve acontecer quando queremos, numa segunda-feira ou numa quarta-feira, em qualquer altura do ano, e por nada em específico, só porque queremos mudar algo na nossa vida. No entanto, apesar da contradição das minhas palavras, o próximo ano será o ano em que quero muito apostar em mim... ou continuar.

 

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(Imagem: Acredita em ti e voa!)

 

No início deste ano, algures depois das festividades dos Reis, decidi que iria mudar a minha alimentação e apostar na minha saúde. Nunca fui, desde os meus dez anos, uma miúda de corpo delicado, magro e de auto-estima elevada. Pelo contrário, desde essa idade e até aos meus presentes trinta anos, sempre fui gordinha, de fraca auto-estima e com problemas de acne. Não posso, segundo o dermatologista que consultei à uns anos, resolver o problema do acne mas posso lutar contra o resto... e foi isto que procurei fazer ao longo dos últimos ano. Lutei, ano após ano, contra os meus complexos e medos, procurando descer os números do meu peso na balança, mas se consegui atingir níveis satisfatórios relativamente à minha auto-estima, o mesmo não o posso afirmar com os números na balança (e quem me segue no blogue à mais anos, sabe do que falo). Não tenho uma auto-estima ao nível dos cem porcento mas, talvez não exagere se a considera a uns setenta quando, na minha meninez e adolescência, equivalia a uns vinte. Não acredito, todavia, que algum dia esteja a cem porcento, porque isto é uma luta que nunca acaba, mas quero evitar ir-me abaixo de cada vez não caibo numas calças.

 

Posto isto, no início deste ano decidi que iria mudar a minha alimentação, praticar mais exercício físico e reduzir os valores do meu colesterol. Se consegui o último, o mesmo não posso afirmar do segundo e o primeiro, embora já não viva sem a minha sopa à hora do almoço, ficou um bocadinho longe dos meus planos. A ideia era, ao mudar a minha alimentação, comer mais legumes e fruta, preparar refeições mais saudáveis, reduzir nos doses e refrigerantes, beber mais água e comer mais sopa... de tudo isto só consegui reduzir nos refrigerantes e aumentar o consumo de sopa. Os restantes sofriam de picos de humor: ora passava semanas sem tocar num chocolate e dias a comer fruta seguidas, como podia passar três dias a enfardar chocolates e nada de fruta. É, a convulsão alimentar, uma das minhas lutas de há anos e que não sei se jamais a conseguirei enfrentar... porque é na comida que muitas vezes encontro refugio e consolo para os meus medos e dramas, embora saiba que também me causa mais e mais problemas. 

 

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(Imagem: Facebook Disney Ironica)

 

A mudança a nível profissional veio desmobilizar os meus planos de saúde iniciais. Eu estava a conseguir perder peso. A adaptação a um novo ritmo e estilo profissional, mais sedentário que o anterior, levou-me a ganhar o peso que tinha perdido. Senti-o nas calças que outrora tanto usara, senti-o nas roupas que em lojas ditas normais outrora conseguia caber e deixei de conseguir, senti-o na minha saúde. Conjugar o meu horário de trabalho com o pouco tempo que me sobrava é, ainda hoje, uma tarefa que estou a aprender (a escrita e a leitura sentiram tanto com esta mudança profissional). Inscrevi-me num ginásio mas não o fiz por mais de três meses... estava a pagar para nunca o frequentar porque chegava sempre muito tarde a casa. E é isto que quero mudar e não o quero só no próximo ano, quero-o já. Para tal e, porque a nível profissional não me sinto numa situação muito estável, decidi retomar as aulas de zumba, com duas sessões semanais. O objectivo não é, mais uma vez refiro-o, emagrecer mas sim tornar-me mais saudável e activa.

 

Não quero que dois mil e dezanove seja o ano de mudar, pelo contrário, quero que seja um ano de continuidade, aquele em que vi que podia ser mais. Não vou esperar por Janeiro para o fazer, mas começar agora... um novo ano é quando quisermos começar verdadeiramente a mudar. Dois mil e dezanove é o ano em que vou continuar a apostar em mim... a nível pessoal, profissional e de saúde.

 

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(Imagem: Facebook Disney Ironica)

 

Pessoal:

- Aprender a língua inglesa: adiei durante meses e meses iniciar uma formação nesta língua mas não posso continuar a negar a minha lacuna nesta área e na necessidade em investir na aprendizagem. 

- Ler um livro por mês e escrever, pelo menos, um a dois posts por semana.

- Gerir melhor as minhas finanças: aprender a pensar duas vezes antes de comprar e registar diariamente (na agenda ou numa folha excel) os meus gastos, bem como tentar colocar todos os meses um valor fixo numa conta poupança.

 

Profissional:

- Mudar de trabalho (obviamente).

 

Saúde:

- Retomar (já este mês) as aulas de zumba e/ou caminhar pelo menos trinta minutos.

- Beber mais água e continuar a cortar nos refrigerantes.

- Procurar passar um mês sem consumir açúcar (não sei se consigo mas vou tentar... li o desafio neste blogue).

- Continuar a comer diariamente um ou dois pratos de sopa e comer mais fruta e legumes. 

22
Nov18

Os livros que eu gostava de comprar na black friday.

A única coisa que comprei numa black friday foi, no ano anterior, um telemóvel samsung para substituir o meu anterior, também samsung, com falta de espaço e já desgastado do uso. Não o fiz por ser black friday mas porque simplesmente calhou. Confesso que, embora tenha um grande problema em gerir o meu dinheiro e seja pouco ou nada poupada, não ligo nada a este dia... mas admito que, se tivesse possibilidades, aproveitaria o dia para comprar um macbook da apple. O dia é, para mim, mais uma forma estúpida e exagerada de consumismo. Apesar de todo o contra-censo, este ano pretendo aproveitar o dia para comprar livros, caso considere que as promoções compensam. Bem sei que tenho vários livros em lista de esperar para ler, talvez uns cinquenta, mas livros nunca são demais e preciso/gostaria mesmo de me apoderar destes...

 

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Claro que a minha lista de livros é infindável... quero sempre mais livros, embora não tenha nem dinheiro nem tempo para ler tantos quanto gostaria. Porém, estes são alguns dos que gostaria de comprar na black friday... o termo mais correcto é o 'gostar' porque embora eu precise de todos eles na minha estante, só me posso contentar em adquirir o primeiro da lista (o de Diana Gabaldon porque estou simplesmente viciada nos livros) e seleccionar algum dos restantes mediante os descontos que as livrarias realizaram. A esperança é que alguém, família e namorado, seja uma pessoa querida e me ofereça algum dos restantes... e, com o tempo, ir comprando o que conseguir.

21
Nov18

Digam-me lá...

Numa entrevista de emprego é sempre preferível admitir a verdade e confessar que não nos sentimos à vontade com uma determinada área ou mais vale dizer "amém" a tudo e mentir/omitir a quem nos entrevista? 

09
Nov18

A Sereia de Brighton de Dorothy Koomson.

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 A Sereia de Brighton de Dorothy Koomson foi, de entre todos os livros que li este ano e à excepção dos livros com menos de cinquenta páginas, o livro que li mais rápido: comprei-o numa sexta-feira ao final do dia, só porque a sinopse não me abandonava a cabeça, e terminei-o no domingo à noite. Fiquei completamente rendida e viciada na narrativa e sempre que me via forçada a parar de ler, só pensava em retomar para descobrir mais contornos da dramática história. Uma leitura que nos devora por dentro, dada a curiosidade com que nos envolve e nos leva a reflectir sobre temas actuais.

 

Nell e Jude são duas amigas de quinze anos que, certa noite e após mentirem aos pais, decidem fugir de casa para irem a uma festa de adolescentes. No regresso a casa, atraídas pela curiosidade própria da idade, as jovens descobrem o corpo de uma jovem mulher, com cerca de dezanove anos, abandonado numa praia de Brighton: julgam-na, inicialmente, inconsciente mas rapidamente percebem que está morta. A polícia é chamada ao local, apelidando a jovem assassinada de A Sereia de Brighton, e as duas amigas são interrogadas pela polícia e ambas consideradas suspeitas daquela morte. Porém, a vida de Nell e da família mudará drasticamente quando, uma semana depois da descoberta, a amiga Jude desaparece. Vinte e cinco anos depois, Nell não esquece a fatídica noite que lhe mudou a vida e, por sua conta em risco, decide descobrir quem era a sereia de Brighton e compreender o que aconteceu à sua amiga Jude. No entanto, alguém que a controla de perto não quer que Nell descobra as verdades daquela dramatica noite...

 

Dorothy Koomson, neste livro, aborda com mestria temas delicados como o racismo e o preconceito, a violência policial, a violência contra mulheres e as marcas que a violência na infância se traduzem num jovem adulto. É uma narrativa incrivelmente cativante, mergulhando rapidamente na história e no drama vivido por Nell, onde só queremos descobrir toda a verdade e justiça para quem lhe fez tanto mal. A narrativa de A Sereia de Brighton vária em dois tempos: no presente e no passado, quer por Nell quer pela irmã desta, dando-nos a conhecer diferentes perspectivas e detalhes da história e fazendo-nos ver que a descoberta atingiu muito mais do que as duas amigas. As personagens, principais e secundárias, foram muito bem conseguidas e trabalhadas, todas elas - a meu ver - fundamentais para a narrativa. O final é macabro e surpreende - eu não o imaginava assim -, revelando a crueldade do ser humano e como uma única pessoa conseguirá mudar tanto a vida de duas adolescentes e família.

 

A Sereia de Brighton é considerado uma das minhas leituras favoritas de 2018 e Dorothy Koomson uma das minhas escritoras favoritas. A capacidade com que mistura, nos seus livros, suspense, drama, amor, amizade e temas sensíveis e actuais é genial e invejável, sendo impossível ficar-lhe indiferente. Não considero este livro como um romance e creio que está longe de o ser, é mais um género de policial ou mistério. Independentemente da categoria atribuída a este livro, recomendo a leitura de A Sereia de Brighton... muito bom!

 

Avaliação (de um a cinco): 5*

08
Nov18

Sonhos.

Sonhei, esta noite, que uma jovem actriz portuguesa morria depois de contrair um vírus de nome estranho. Não me recordo do resto do sonho. Noutro sonho, sonhei que uma bloguer anónima que leio com regularidade, embora eu não me recorde de qual, também morria e a verdade chegava largos meses após a sua morte.

 

Sonhei, mais do que uma vez, que dava à luz duas gémeas de nome Vitória e Inês/Yara/Gabriela, cujo pai desconheço. No mesmo sonho, casava-me com um homem de rosto desconhecido mas de nome Guilherme e o meu M., o meu namorado, era um dos convidados da cerimónia. 

 

Sonhei, na semana passada, que ia trabalhar para uma das novas lojas de um novo hipermercado (o que não anda muito longe da realidade visto que, de facto, me candidatei a ele e já fiz entrevistas). No mesmo sonho, no decorrer da formação, o hipermercado onde realizava estágio ardia. Em contrapartida, arrendava um apartamento fofinho na cidade para a qual iria trabalhar. Mas, também já sonhei que voltava a trabalhar no antigo hipermercado que trabalhei. Volta e meia sonho que vou ser despida do meu actual local de trabalho mas não sem antes bater com o automóvel da empresa. É um acidente pequenino, sem grandes danos para o veículo (para lá das duas marcas reais que possui e que eu lhe fiz) mas que se traduzia num verdadeiro assalto à minha carteira. 

 

A maioria das vezes, sempre que sonho com algo deste género, não consigo dormir grande coisa... basta simplesmente senti-los vivos na minha cabeça. Resumindo, eu tenho sonhos estranhos.

companhia literária...

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| A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. Fernando Pessoa. |

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