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Um Mar de Pensamentos

... nasce do desejo inconstante de partilhar um pouco de mim e do que sou numa espécie de diário. Resumo-me em: Maria, 32 anos, signo gémeos, amante de livros, sonhadora, romântica, dramática q.b., viciada em chocolates.

Um Mar de Pensamentos

... nasce do desejo inconstante de partilhar um pouco de mim e do que sou numa espécie de diário. Resumo-me em: Maria, 32 anos, signo gémeos, amante de livros, sonhadora, romântica, dramática q.b., viciada em chocolates.

20 | Coisas de blogger... de tudo um pouco.

Os desafios continuam e, desta vez, a simpática, querida e meiga Nathy (quando não está de mau feitio e é o oposto do descrito... ahahah, brincadeirinha ), do blog Desabafos da Nathy, propôs-me responder às onze questões da tag De Tudo Um Pouco

Portanto, a curiosa Nathy quer saber...

 

1. Qual o seu estilo de música preferido?

Pop/comercial. Gosto de tudo um pouco, escuto de tudo um pouco. Dependerá do meu estado de alma. Hoje dá-me na telha e escuto músicas latinas, amanhã fado e, depois, apenas músicas em inglês. Desde que não seja daquelas músicas com tipos aos berros, trance e coisas desse género, escuto de tudo. 

 

2. Que peça de roupa é a sua preferida do momento?

Vestidos. Não tenho pernas para tal, uma vez que são cheinhas e com algumas varizes - fruto de anos a cruzar as pernas - mas, para mim, são peças leves, versáteis e femininas. Todavia e porque o tempo e S. Pedro ainda não se decidiram entre o quente e o frio, vou optando por usar calças.

 

3. Qual dos seus vernizes são mais divos?

Vermelho, azul e petro. Aliás, são as minhas cores predilectas quando o tema é pintar unhas. 

 

 4. Shorts ou saia, e porquê?

Gosto de vestidos mas não gosto de saias. E, sinceramente, não vale a pena tentar entender ou explicar, é algo que também não compreendo... provavelmente porque, com uma saia, isso implica escolher a parte de cima e, tal como as calças, nunca encontro nada que goste. 

 

5. Cabelo liso ou encaracolado?

Ambos. Gosto dos dois. Já os quis encaracolados, já os desejei liso - graças ao corte de cabelo que tinha - mas, os meus, fazem o favor de se ficarem pelo meio termo... com jeitos parvos, não se decidindo entre o liso e o encaracolado.

 

6. Salto ou Sapatilha?

Tudo menos sapatilhas. Não gosto. Nunca gostei. Ficam-me terrivelmente feios nos pés. Só os uso para as caminhadas. De resto, uso tudo, excepto aqueles saltos finos e enormes.

 

7. Brigadeiro ou sorvete?

Sorvete/gelado. Sou gulosa mas não gosto de brigadeiro - demasiado doce, demasiado enjoativo. 

 

8. Doce ou Salgado?

Doce.

 

9. Como você define seu estilo?

Normal. Sinceramente não entendo bem essa questão dos estilos. Para mim, o mais importante é sentir-me bem comigo e com o que trago vestido, seja com calças ou seja com vestidos. 

 

10. Você é do tipo de mulher consumista ou só compra o básico?

Se tivesse oportunidade, ou seja, um pouco mais de dinheiro, seria do género consumista. Gosto de ir às compras, embora não tenha paciência para experimentar roupa ou calçado, gosto de, volta e meia, ter algo novo para usar. Provavelmente, iria mais vezes ou cabeleireiro ou arranjar as unhas. Como a vida não o permite, limito-me a comprar o básico.

 

11. Você se considera vaidosa? 

Sim, considero-me vaidosa. Não entendo patavina de nada sobre maquilhagem mas é raro sair de casa sem um pouco de rímel nos olhos (não uso lápis porque faço alergia) ou de bb cream no rosto. Acredito que, cada mulher, é vaidosa à sua maneira. O mais importante é sentirem-se bem consigo mesmo, embora nem sempre o seja fácil...

 

Obrigada Nathy!

Foi e é,

para mim, um enorme privilégio receber a honras de destaque pela equipa do sapo blogs ao texto Um História De Mim Sobre Livros e, deste modo, dar o mote a que outros blogs partilhassem a sua própria história de amor aos livros,

 

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justamente no Dia Mundial do Livro. E sim, fiquei super-hiper-mega feliz, mentiria se afirmasse que tal destaque não produziu qualquer efeito em mim. Um enorme obrigada à equipa do sapo blogs.

Livros,

a cada novo livro, nas primeiras palavras, empreende-se uma nova viagem. Livros, são mais do que capa bonita, recheado de palavras e inúmeras folhas... são, na verdade, uma viagem, uma descoberta, um país, uma personagem, uma história, um sentimento. É tudo isto sem sair do conforto de um lar ou durante uma viagem de comboio, do barulho de um café ou do som solitário de um banco de jardim. Mergulhamos nas palavras, dançamos ao ritmo de cada nova página, descobrimos novas histórias, autores, personagens. 

 

Fui, sou, serei mil e uma personagens. Ontem rainha, hoje governador, amanhã uma filha. Sem sair do lugar, do conforto meu mundo, viajei até Barcelona do século dezanove, conheço Portugal de mil novecentos e seis e, amanhã, quem sabe, vá conhecer África. Ri-o, choro, amo, vivo, sonho, canto. Sou o eu em múltiplas personagens. 

 

E, neste dia mundial do livro, comemoro-o da melhor forma... a ler. Vesti o papel de governador e viajo até S. Tomé e Príncipe, na pele de Luís Bernardo... 

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... até já e, 

 

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Recordações de uma infância.

A Miss Ana, do blog De Repente Já Nos 40!!!, moça dotada de muita simpática, desafiou-me a relembrar um episódio memorável de infância. 

 

É-me difícil escolher apenas uma memória de infância. Sempre que relembro os meus tempos de meninice, surgem várias que ora envolvem o meu irmão, ora envolvem a minha irmã, ora envolvem os dois. Mas, existem dois episódios que, não envolvendo nenhum dos irmãos e longe de serem tão divertidos como o vivido pela Miss Ana, me levam a viajar até ao meus país de nascimento, Venezuela.

 

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Os episódios aconteceram quando teria uns quatro ou cinco anos. Ambos relembram-me o colégio que frequentava, bem como os passeios até ao jardim de infância do meu irmão na companhia da minha mãe. Ele era o primeiro a ser deixado no jardim. Cada um de nós levava uma pequena lancheira e, assim que o meu irmão ficou no jardim de infância, insisti com a minha mãe para que levasse a minha até ao colégio. Ela lá me fez a vontade e fomos o resto do caminho, sempre de mão dada, comigo aos saltinhos, a cantarolar e a conversar. Quando chegamos à porta do colégio, a minha mãe despediu-se de mim, recambiando-me para a fila correspondente ao meu ano. O colégio que frequentava, gerido por freiras, que ia desde o nível mais básico de ensino obrigatório ao último ano de escolaridade (neste caso, o 11.º ano), imponha farda (recordo-me perfeitamente da farda: saia de prega azul escura, camisa branca e detalhes azuis na gola, símbolo do colégio na camisa, meias brancas e sapatos escuros... cores que correspondiam ao meu ano) e ordem à entrada do mesmo: havia sempre funcionários ou freiras à entrada e professores a formarem as filas com os alunos correspondentes ao seu ano. Lá fui eu toda contente para a minha fila, metida nos meus pensamentos quando, começo a sentir extrema leveza, faltava-me algo. Olhei em volta, para os meus colegas de turma a pensar no que me faltaria quando, um colega atrás de mim me pergunta se eu naquele dia não ia comer. Fez-se luz! A lancheira! Não pedi autorização a ninguém para abandonar a fila, nem respondi ao colega, simplesmente desatei a correr recreio fora... só parei quando bati contra o gradeamento do recreio, berrando e chamando pela minha mãe. Foi, ao ver-me junto ao gradeamento e a berra qual criança louca que, também ela, se lembrou da lancheira. Mas, se julgam que ela fez o favor de dar a volta e entrar como qualquer pessoa normal para entregar a dita lancheira, desenganem-se: atirou-a por cima do gradeamento. Obviamente que levei um raspanete da freira pela figura ridícula de abandonar a fila, correr e grita loucamente mas, felizmente, tive sorte de a senhora minha mãe ter-se deixado ficar alguns minutos à conversa com outra mãe.

 

O outro episódio comprova a teoria dos meus pais em como sempre fui meia levada das ideias, criança refilona e meia rebelde - apesar de todos os castigos e palmadas que apanhei. À porta da escola, enquanto esperava pela minha mãe, um rapaz do meu ano, também ele à espera dos pais, pediu-me um beijo na boca - o simples encostar de lábios. Disse-lhe que não. Ele insistiu e voltei a dizer não. Como tornou a insistir, eu não fui de modos e, sem me importar com o que os outros, espetei-lhe um estaladão. A minha mãe que, escondida assistiu à cena (felizmente, nenhuma freira viu o meu estalo), saiu do esconderijo e, obviamente que me passou um sermão mas, em vez de me calar, respondi-lhe que não tinha paciência para aturar rapazes tão chatos. Não me recordo do que aconteceu a seguir, provavelmente fiquei de castigo, mas ela conta que, volta e meia, recebia queixa da professora ou de uma freira porque me envolvia às turras com este rapaz. Infelizmente, não recordo o nome dele...

 

Obrigada Miss Ana!