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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

A lei (ou a falta dela) nas estradas portuguesas.

Por força do meu actual trabalho, em que o automóvel é considerado o meu ambiente de trabalho, vi-me obrigada a deslocar-me por estradas nacionais e auto-estradas com mais regularidade do que até ao início deste ano. Não sei se é porque nunca fui uma amante da condução ou se porque o fazia com pouca regularidade, apenas quando necessário, mas sou frequentemente assaltada por uma dúvida enquanto conduzo: desde quando é que a estrada virou um salve-se quem puder... a lei da selva? 

 

É ultrapassagens em zonas proibidas ou quando existem automóveis a circular em sentido contrário, colocando todos - quem ultrapassa, quem é e quem circula na outra faixa, fora outros - em risco; é falta de civismo nas cedências, são vermelhos que não são respeitados, peões que se colocam em risco, velocidades que não são respeitadas, ultrapassagens em curvas fechadas, estacionamentos que não lembram, como se costuma dizer, "ao diabo" e tanta coisa que jamais me passaria pela cabeça. Não uma, não duas e nem tão pouco três vezes que senti a minha vida em risco, em travagens arriscadas e forçadas para evitar danos maiores porque alguém achou que o deveria fazer... e é assustador imaginar que podemos assistir ou estar envolvidos num acidente sem culpa. 

 

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Vou fazer quase um ano em que o automóvel se tornou o meu escritório. Conduzo, aproximadamente, desde 2014 e de lá para cá, cada vez mais me convenço de que as estradas portuguesas se tornaram uma autêntica selva, apesar de todas as campanhas de prevenção rodoviária, multas e leis... até quando?

Situação profissional: perdida.

Quando, no início deste ano, resolvi abraçar um novo projecto profissional sabia que as minhas rotinas seriam alteradas, embora não tivesse pensado muito nas mesmas.

 

O motivo principal que me levou a mudar de algo que parecia estável, nos quadros de uma grande empresa de hipermercados, foi a manifestada vontade em mudar de secção (quando tal nunca é bem encarado pelos superiores) e, por conseguinte e muito mais, a pressão psicológica que senti deste últimos. Não vou entrar em detalhes sobre o tema porque tal entra num campo muito pessoal e, neste momento, não me sinto capaz de falar mas, sentia que se algo não mudasse, eu acabaria por ter um esgotamento. Por outro lado, como licenciada e mestre, tinha ambições e objectivos que enquanto operadora de loja não conseguia combater: o sonho de trabalhar na minha área. Quando, nas inúmeras entrevistas a que fui, me colocavam a questão sobre a situação profissional era incontornável, embora eu tenha tentado evitar, confirmar que já fazia parte da empresa e imediatamente sentia as portas fecharem-se com justificações improváveis. Foram horas passadas à frente do computador, entre envios de emails, consulta de ofertas e entregas em mão do CV actualizado, sem qualquer sucesso. Sentia-me frustrada e triste porque, embora numa situação ambicionada por muitos, o meu trabalho não era reconhecido e desvalorizado (na verdade, só o foi depois de me despedir)... queria e sonhava com mais. A caminho dos trinta anos, sentia que não era de todo aquilo que eu queria fazer e, por isso, nas minhas férias, dediquei-me em exclusivo à tarefa de procurar um novo trabalho... e consegui.

 

A empresa para a qual trabalho, desde o início deste ano, não é na área comercial mas é quase como se fosse. Desloco-me para qualquer zona, em trabalhos diversos, numa viatura da empresa e telemóvel deles. Não trabalho os fins-de-semana ou feriados, como anteriormente, mas o meu horário nunca é fixo e independentemente da distância a que esteja, mais ou menos próxima de casa, não o termino mais cedo. O salário é, embora pouco significativo, menor do que quando trabalhava como operadora de loja. Os superiores contactam via email ou telemóvel, presencialmente, só quando algo de grave acontece. Não existe qualquer relação com colegas de trabalhos - pelo menos, no meu caso. Parece, aos olhos de muitos, um bom emprego mas não o é para mim. É rotineiro porque, apesar de nunca ser no mesmo local, não se alterar. Não existem possibilidades de crescimento. É fisicamente desgastante pelas horas que passo no automóvel e sinto, novamente, a sensação de frustração e tristeza porque não me sinto activa, plena nem desenvolvida intelectualmente. Sinto que me atirei de cabeça, sem ponderar nos benefícios e desvantagens de mudar, pela necessidade e pressão que sentia e que acabariam com a mudança de superiores passados três meses de me mudar profissionalmente... foi, para muitos, a melhor coisa que fiz mas eu não tenho tanta certeza disso.

 

Profissionalmente sinto-me completamente perdida e confusa. Procuro, tal como já o fiz no passado, diariamente novas oportunidades de emprego que não aparecem. É, na minha zona, sempre mais do mesmo: comerciais, fábricas e operadores de loja. Parece que nunca muda, embora os dias e semanas passem, os anúncios repetem-se. As poucas ofertas profissionais que encontro e às quais sinto que teria capacidades para responder e crescer, como administrativo ou recursos humanos, nunca pareço satisfazer as necessidades dos recrutadores. É esgotante. Não sinto que ser comercial seja para mim e tenho receio de trabalhar em fábricas, por tudo o que de negativo já ouvi. E são estes sentimentos meios confusos a nível profissional que me fazem pensar que se alguém me tivesse dito, no passado como seria o meu presente, talvez eu não tivesse arriscado tanto... O meu sonho e objectivo sempre foram o de trabalhar na minha área. Sempre quis mais... estudar, crescer, subir. Hoje compreendo que será realmente difícil e isso deixa-me revoltada, triste e frustrada. Embora eu não me imagine toda a vida a repor produtos alimentares, percebo que foi uma área da qual gostei e que me fez crescer pessoal e profissionalmente, mais do que a actual. E, com tudo isto, tenho receio de mudar novamente...

 

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A minha actual situação profissional é completamente perdida e confusa... preciso, urgentemente, de um mapa para me guiar. 

Frases em livros...

 

Por que razão continuamos a deixar de viver o presente com medo do futuro? (...) Não vivi o momento porque estava obececada com o dia de amanhã... Fiz uma jura a mim própria: no futuro, vou simplesmente viver o presente. (...) A regra vai ser: presente, presente, presente.

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Futuro.

A minha curiosidade sobre o futuro não é de agora. Quando era menina, procurava imaginar como seria a minha vida enquanto adulta: idealizava uma profissão e uma vida pessoal que, no presente, nada é igual àquela que imaginava em menina. Queria ser professora de História e usava as minhas poucas bonecas e peluches para me vestir no papel de professora. Imaginava que, quando fosse adulta e antes de completar os trinta, já teria casado com um homem bonito e teria duas belas crianças, uma vida encantadora e maravilhosa, numa casa gigante. Porém, o futuro que idealizei em menina é hoje o presente dos trinta e nele não existe qualquer formação na área da História, embora não lhe esteja longe, não sou nem serei professora, não casei e não tenho filhos... bom, nem tudo é mau, tenho um homem bonito, inteligente, simpático e a melhor pessoa que já conheci. 

A curiosidade sobre o futuro não é de agora. Quando frequentei a faculdade, embora séptica e muito reticente em relação à ideia, consultei duas tarólogas ou mulheres que lêem as cartas e dizem conhecer o futuro. Fui a conselho de uma amiga de faculdade e, não será difícil para as ditas pessoas que lêem o futuro, compreender os receios e sonhos de uma estudante universitária. Queria saber como seria o meu futuro profissional, se conseguiria trabalhar na área, queria saber sobre amores e sobre saúde, queria saber se o futuro me reservava coisas boas. A verdade é que, talvez por uma série de conjugações e fruto das minhas próprias escolhas, pouco do que ela previu se concretizou... a minha amiga, porém, diz que lhe adivinhou quase tudo ou, no fundo, talvez ela fosse mais crente nisso do que eu. 

 

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Confesso que sempre quis saber sobre o meu futuro... porque tenho medo dele. Assusta-me saber que qualquer escolha que faça pode ser a mais errada e irremediável e não conseguir antever o mesmo deixa-me com medo e num estado de ansiedade nem sempre fácil de controlar. Saber, no entanto, que um dia os meus sonhos se concretizaram, mesmo que por intermédio de coisas que não se explicam, leva-me a sonhar. E, no entanto, também o receio com medo de o alterar nas escolhas presentes que tenho de tomar. Sou constantemente bombardeada pelos "e se's" do passado aos quais não consigo responder e sinto-me presa à necessidade de, por fim, alcançar os meus objectivos. O futuro assusta-me e saber que cada decisão se traduz numa consequência à qual eu não consigo prever ou mudar, deixa-me ainda mais assustada e ansiosa. Sempre quis saber sobre o meu futuro e, no entanto, não o quero porque tenho medo dele, de nada ser como eu quero ou simplesmente o alterar... a vida, resumindo, deveria trazer manual de instruções e pistas que nos ajudassem a compreender se são as escolhas mais acertadas para atingir determinados sonhos.

Redes sociais.

O blogue já tinha uma página de facebook porém, decidi criar outra. O motivo é simples: de repente, não sei exactamente como, vi a página crescer em números de fãs chegados de todas as partes do Mundo. Quer eu escreva na página e no blogue com regularidade, quer eu passe semanas ou meses sem o fazer, o número de seguidores aumenta constantemente. A ideia, para mim, daquela página era chegar a quem realmente me lê, indicando novos posts e partilhando bocadinhos de mim pelo instragram e página do blogue no facebook, nunca foi meu objectivo ter pessoas dos cinco continentes a ler-me... não me perguntem como tal aconteceu e, se numa fase, achei aqueles números fabulosos, depressa compreendi que não fazia ideia de como tinha chegado a pessoas tão distintas, em pontos completamente oposto, o que significava que algo de errado se passa com aquela página. Por isso, decidi elimanar a anterior conta e criar uma nova.

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