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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

20
Fev19

Mudar.

Terminei o meu mestrado em 2013. Batalhei durante muito tempo, entre estágios de curta duração e trabalho a recibos verdes, sem nunca conseguir chegar à minha área de formação. Comecei a trabalhar como operadora de loja num hipermercado em 2016, depois de sentir que as portas se fecham com argumentações diversas que variavam entre o "não possui a experiência necessária" ao "a sua formação académica é excessiva". Aprendi muito enquanto operadora de loja: a importância do trabalho em equipa e entre-ajuda, lutei contra o monstro da timidez e dos medos, cresci muito quer pessoal quer profissionalmente. Fui pressionada pela gerente que embirrava com qualquer colaborador que não trabalhasse como ela assim entendia. Senti que o meu trabalho, por mais que eu procurasse melhorar, nunca era valorizado ou reconhecido por ela. Mudei. Precisava de mudar para conhecer um outro universo profissional.

 

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Demiti-me o ano passado, neste período, e lancei-me a um novo desafio profissional. O automóvel passou a ser o meu local de trabalho, sempre em viagens pelo Minho, um dia em Monção outro em Guimarães e outro em Barcelos. Os dias nunca eram iguais e, apesar de tudo, eu sentia-me diariamente cansada e frustrada. Fruto de expectativas elevadas e ideias que pouco combinavam com a realidade, percebi que não era isto que queria fazer para todo o sempre. Sim, porque era esse o caminho: fazer o mesmo, durante anos, sem qualquer possibilidade de progressão profissional porque ela não existe naquela empresa. Sentia-me agradecida por conhecer aldeias, vilas e cidades que, de outra forma, dificilmente conheceria. Não tinha um chefe que diariamente me pressionasse mas sentia a falta de companhia... podia passar dias em que pouco ou nada falava. Culpa da minha constante insatisfação, decidi arriscar novamente e mudar.

 

Os inícios de ano, dizem, costumam ser bons para se mudar de trabalho. Para mim, qualquer altura do ano é boa para mudar e arriscar, porém, a verdade é que têm sido os inícios de ano que coincidem com as minhas mudanças profissionais... e pessoais.

 

No próximo mês, porque quis aproveitar para tirar umas férias entre alterações profissionais, vou regressar a um hipermercado e mudar de cidade. Mudo porque acredito que, nesta nova empresa, sem os vícios e esquemas de empresas já antigas na área, poderei encontrar um caminho para mim. Mudo porque, aos trinta anos, sinto que preciso de crescer e assentar numa casa minha, num espaço meu. Mudo porque quero anular a permanente insatisfação que sinto. Mudo porque quero deixar de adiar sonhos pessoais, como o de me juntar com o meu namorado ou o de ser mãe. Mudo porque a vida é uma constante e permanente mudança e só os insatisfeitos arriscam em mudar. 

 

Provavelmente, nunca conseguirei trabalhar na minha área de formação mas quero sentir que, de facto e de alguma forma, não foi um trabalho em vão. Nunca o é. O estudar e aprender nunca é desperdício de tempo. A minha formação académica abriu-me horizontes e deu-me a possibilidade de ver para lá do que a minha pequena vila me poderia dar. Mas, quero sentir que, porque acredito que assim é, a minha experiência é mais útil. Porque, no fundo, sinto aquela mágoa de quem batalhou durante anos e nunca foi recompensado... e é esse sentimento que eu não quero, nem pretendo, carregar toda a vida. 

 

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19
Fev19

4 | O Tatuador de Auschwitz de Heather Morris.

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O Tatuador de Auschwitz de Heather Morris é baseado no testemunho vivido de Lale Sokolov, uma história de sobrevivência e amor inspiradora e marcante.

 

O ano é o de 1942 e Lale chega ao campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. Sonhador, sedutor e de personalidade cativante, o jovem judeu é incumbido, por forma a sobreviver, de marcar no braço de outras vítimas, com uma tinta indelével, uma sequência de números: o número pelo qual os prisioneiros serão identificado. A marca que permanecerá marcada na pele de milhares de judeus e outras vítimas do Holocausto, um dos símbolos mais poderosos dos campos de concentração alemães. É na fila dos recém-chegados que Lale conhece a aterrorizada Gita. O ambiente é de medo mas, ainda assim, um amor à primeira vista nasce naquele ambiente de terror: o de Lale pela jovem Gita. Determinado a sobreviver e a conquistar o amor de Gita, Lale tudo fará para o conseguir, abraçando sonhos de um futuro a dois para quando a Guerra terminar. 

 

Nos três anos em que Lale vive naquele campo de concentração, o tatuador conquista uma posição privilegiada através de uma série de "acasos felizes", usando essa posição para ajudar outros prisioneiros amigos, através de alimentos e medicamentos. Nascido na Checoslováquia, de seu nome Ludwig Sokolov, posteriormente Lale, a narrativa de Heather Morris mostra-nos que, no meio de uma das tragédias mais marcantes e negras da História, o amor pode nascer. 

 

Com pouco menos de 250 páginas, O Tatuador de Auschwitz é um daqueles livros que se lê em dois ou três dias, tal é a envolvência com que a narrativa nos cativa. Uma história real, onde o amor e a sobrevivência assumem o protagonismo, num cenário em que o medo e o terror predominam. Valores como a amizade, a compaixão e o espírito de entre-ajuda também marcam esta história. Uma leitura inspiradora, inesquecível e marcante! 

 

Uma nota de destaque para este livro por ser um dos poucos que li sobre a temática onde se falem de outros prisioneiros que não judeus: a narrativa também nos dá a conhecer o drama dos ciganos, em menor número, que a II Guerra encaminhou para campos de concentração. 

 

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Lale, Gita e o filho de ambos.

 

A tatuagem foi-lhe feita em segundos, mas, para Lale, o choque é tal que o tempo parece ter parado. Segura o braço e fica a olhar o número. Como pode alguém fazer isto a outro ser humano? Pergunta-se se, pelo resto da sua vida, seja ela curta ou longa, será definido por aquele momento, por aquele número mal desenhado: 32407. (p. 19)

 

- Bom, Lale, um homem que ensina a respeito de impostos e de taxas de juro acaba por se envolver na política do seu país. A política ajuda-nos a entender o mundo até deixarmos de o entender e, nessa altura, atiram connosco para um campo prisional. O mesmo acontece com a religião. (p. 34)

 

- O que faz dela uma heroína. Tu também és, querida. As duas escolheram sobreviver; isso já é resistir a estes malvados nazis. Escolher viver é um ato de desafio, é uma forma de heroísmo. (p. 131)

 

Avaliação (de 0 a 5): 5*

 

---

 

O Tatuador de Auschwitz de Heather Morris 
ISBN: 9789722361668
Edição ou reimpressão: 02-2018
Editor: Editorial Presença
Idioma: Português
Páginas: 232
 
SINOPSE

História verídica de um amor em tempo de guerra!

Esta é a história assombrosa do tatuador de Auschwitz e da mulher que conquistou o seu coração - um dos episódios mais extraordinários e inesquecíveis do Holocausto.

Em 1942, Lale Sokolov chega a Auschwitz-Birkenau. Ali é incumbido da tarefa de tatuar os prisioneiros marcados para sobreviver - gravando uma sequência de números no braço de outras vítimas como ele - com uma tinta indelével. Era assim o processo de criação daquele que veio a tornar -se um dos símbolos mais poderosos do Holocausto.
À espera na fila pela sua vez de ser tatuada, aterrorizada e a tremer, encontra-se Gita. Para Lale, um sedutor, foi amor à primeira vista. Ele está determinado não só a lutar pela sua própria sobrevivência mas também pela desta jovem.

Um romance baseado em entrevistas que Heather Morris fez ao longo de diversos anos a Ludwig (Lale) Sokolov, vítima do Holocausto e tatuador em Auschwitz-Birkenau. Uma história de amor e sobrevivência no meio dos horrores de um campo de concentração, que agradará a um vasto universo de leitores, em especial aos que leram A Lista de Schindler e O Rapaz do Pijama às Riscas, e que nos mostra de forma pungente e emocionante como o melhor da natureza humana se revela por vezes nas mais terríveis circunstâncias.

06
Fev19

A caixa literária mágica da Ms.everythingshop .

No final do ano passado descobri o conceito de caixas literárias mistérios. A ideia é simples e tal como o nome indica tratasse de uma caixa surpresa subordinada a um tema específico. Importada do estrangeiro, onde este género de caixas faz sucesso não só na área da literatura, como no universo da moda, artesanato ou similares, em Portugal existem pelo menos três caixas literárias mistérios:

 

| Chave NegraInstagram/Facebook/Página - Provavelmente, a primeira do género a nascer por terras lusas e a primeira que eu adquiri durante nos três últimos meses. A primeira caixa foi lançada no mercado em Novembro do ano anterior.

| Ouriço Caixeiro - Instagram/Facebook/Página - Nunca comprei mas estou tentada a tal nos próximos meses.

| Ms.EverythingShop - A caixinha que adquiri este mês de Janeiro e a princesa deste post.

 

Infelizmente, as minhas finanças não me permitem comprar todas e, por conseguinte, este mês comprei a caixinha da ms.everythingshop  ligada ao tema gastronomia e amor:

 

"O mês dos apaixonados está a chegar! A caixinha de janeiro (entregue em fevereiro) é dedicada ao amor. A comida une as pessoas à volta da mesa e eu que quero ver todos juntinhos a viver momentos repletos de alegria decidi dar uma mãozinha. A caixa literária de janeiro tem como tema a gastronomia. Contém um livro sobre o tema e 6 produtos para realizar uma atividade com/para o vosso amor ou com/para amigos, familiares... A decisão é vossa e esta maravilhosa caixinha também pode ser!"

 

Confesso que estava um bocadinho receosa com a caixinha porque o tema gastronomia pouco me diz, sendo eu péssima e pouco apaixonada por cozinha. Ainda assim, resolvi arriscar... e fiquei encantada! Numa altura em que me preparo, nos próximos meses, para mudar novamente a minha vida, o conteúdo da caixa veio mesmo a calhar,

 

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O livro do Casal Mistério será certamente uma excelente ajuda para quem não sabe e detesta cozinhar, mas que em breve voltará a viver sozinha (ou juntar os trapinhos com o M.). 

 

Uma caixinha criativa e genial, com um toque especial de carinho e magia, que a destacam. O meu namorado, com quem partilhei o conteúdo da mesma, simplesmente adorou a mesma. No fim-de-semana daremos uso ao livro e ao conteúdo da caixa.

 

Na ms.everything - redes sociais: instagram e página - para além de caixas literárias mágicas, podem encontrar marcadores de livros, postais e sacos literários. 

29
Jan19

3 | A Grande Solidão de Kristin Hannah.

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Quando a escritora portuguesa Helena Magalhães anunciou, no seu instagram, o lançamento pela Editora Bertrand de um livro de Kristin Hannah não resisti à tentação de o adquirir. A escritora americana não me é uma total desconhecida: os dois livros que já li dela, Estrada da Noite e O Rouxinol, são dos meus favoritos da vida. Estrada da Noite, que reli por duas vezes, levou-me sempre às lágrimas, tal como O Rouxinol. Tenho, na estante e em lista de espera, mais dois desta autora: Entre Irmãs e A Hora Mágica. Portanto, eu já esperava um livro e uma escrita arrebatadoras, capazes de me levar às lágrimas... Confesso que, numa fase inicial, talvez porque o lê-se aos bocadinhos, talvez porque não estivesse totalmente preparada para o ler, A Grande Solidão não me cativou nas primeiras cem a cento e cinquenta páginas. 

 

A imensidão e magnitude do Alasca como cenário de fundo, A Grande Solidão de Kristin Hannah, relata-nos o percurso de vida de Leni, uma jovem de treze anos, que chega àquelas terras selvagens com a família em 1974. Ernest, o pai de Leni, é um homem destroçado e marcado pela Guerra do Vietname que procura, com a família, viver fora do sistema. Incapaz de manter um emprego e de sustentar a família, decide encontrar na vida selvagem do Alasca uma nova oportunidade de recomeçar. Cora, a esposa de Ernest e mãe de Leni, está disposta a tudo pelo homem que ama e assim deixa-se arrastar para uma vida desconhecida. Inicialmente, a família Allbright parece adaptar-se ao Alasca e ao seu lado selvagem e sem sistema, numa comunidade de homens e mulheres fortes, onde a entreajuda e a troca são o modo de pagamento. Porém, a chegada dos dias longos e frios de Inverno, revelam as fragilidades da família: o estado mental de Ernest agrava-se, revelando a Leni segredos que Cora procurava esconder... mãe e filha rapidamente compreendem que, para lá da vida selvagem externa, é com as ameaças internas que precisam de se preocupar e lutar. Uma terrivel verdade que mudará as vidas de Leni e Cora. 

 

Kristin Hannah aborda, com mestria e talento, a fragilidade mental, a resiliência e a violência doméstica. Um livro que é um verdadeiro murro no estômago e uma lição de vida. Cora é o exemplo de milhares de mulheres vitimas de violência doméstica que acredita no poder do amor; com ela, compreendemos alguns dos motivos que levam a que muitas mulheres se "acomodem". Os traumas de guerra e a falta de acompanhamento mental, moldam a personalidade de Ernest, transformando-o num homem fechado, instável, resistente à mudança e violento. A filha do casal, Leni, revela-se uma jovem lutadora, embora o cenário de violência doméstica a tornem insegura, sempre com medo de desagradar ou de contrariar o pai. Leni é o exemplo do que relações toxicas como as tão bem descritas por Kristin Hannah podem significar e marcar uma criança. Revi-me nesta história, na personagem da Cora e nos medos de Leni. No passado vivi uma relação tóxica, marcada maioritariamente pela violência psicológica e senti que, se não tivesse detectado os sinais, que só compreendi muito depois da primeira tentativa de violência física, poderia ser como Cora. 

 

No goodreads atribuí a este livro quatro estrelas. Não me perguntem onde estava com a cabeça quando fiz. A Grande Solidão é um grande cinco estrelas. Não me roubou lágrimas mas é mais um dos meus livros favoritos do ano de dois mil e dezanove e da vida. Kristin nunca desilude!

 

Ele ensinou-lhe uma coisa nova sobre a amizade: retomava no sítio onde a haviam deixado, como se não tivessem estado separados. 

 

Conseguia compreender o medo e a vergonha. O medo fazia-nos fugir e a vergonha fazia-nos ficar quietos, mas aquela raiva pedia outra coisa: Libertação.

 

O amor não esmorece nem morre, fofinha.

 

Avaliação (de zero a cinco): 5*

 

___

A Grande Solidão de Kristin Hannah 
ISBN: 9789722535991
Edição ou reimpressão: 01-2019
Editor: Bertrand Editora
Idioma: Português
Páginas: 456
 
SINOPSE

1974, Alasca. Indómito. Imprevisível. E para uma família em crise, a prova definitiva. Ernt Allbright regressa da Guerra do Vietname transformado num homem diferente e vulnerável. Incapaz de manter um emprego, toma uma decisão impulsiva: toda a família deverá encetar uma nova vida no selvagem Alasca, a última fronteira, onde viverão fora do sistema. Com apenas 13 anos, a filha Leni é apanhada na apaixonada e tumultuosa relação dos pais, mas tem esperança de que uma nova terra proporcione um futuro melhor à sua família. Está ansiosa por encontrar o seu lugar no mundo. A mãe, Cora, está disposta a tudo pelo homem que ama, mesmo que isso signifique segui-lo numa aventura no desconhecido. Inicialmente, o Alasca parece ser uma boa opção. Num recanto selvagem e remoto, encontram uma comunidade autónoma, constituída por homens fortes e mulheres ainda mais fortes. Os longos dias de verão e a generosidade dos habitantes locais compensam a inexperiência e os recursos cada vez mais limitados dos Allbright. 

À medida que o inverno se aproxima e que a escuridão cai sobre o Alasca, o frágil estado mental de Ernt deteriora-se e a família começa a quebrar. Os perigos exteriores rapidamente se desvanecem quando comparados com as ameaças internas. Na sua pequena cabana, coberta de neve, Leni e a mãe aprendem uma verdade terrível: estão sozinhas. Na natureza, não há ninguém que as possa salvar, a não ser elas mesmas. Neste retrato inesquecível da fragilidade e da resiliência humana, Kristin Hannah revela o carácter indomável do moderno pioneiro americano e o espírito de um Alasca que se dissipa - um lugar de beleza e perigo incomparáveis. A Grande Solidão é uma história ousada e magnífica sobre o amor e a perda, a luta pela sobrevivência e a rudeza que existe tanto no homem como na natureza.

17
Jan19

2 | A Imperatriz Romanov de C. W. Gortner

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A Imperatriz Romanov do escritor C. W. Gortner foi o único livro que recebi como presente de Natal, do meu namorado, cuja leitura iniciei a 8 de Janeiro e terminei a 14 do mesmo mês. Este era um dos muitos livros que constava de uma revista literária que o M. me pediu para assinalar. Sempre tive muita curiosidade por ler romances inspirados na família Romanov, embora tal nunca se tenha proporcionado antes, e este romance histórico foi, sem dúvidas, um excelente começo que me aguçou a curiosidade para outros livros sobre a última família imperial russa e o seu trágico fim. 

 

A Imperatriz Romanov baseia-se nos relatos históricos sobre a mãe do último czar russo, a Imperatriz Maria Feodorovna, conhecida pela família, amigos e na corte por Minnie - Dagmar da Dinamarca. Nascida na Dinamarca, no seio de família humilde e sem grandes recursos financeiros que, inesperadamente, assume os destinos do país, Minnie sabe que o seu destino será o de casar com um príncipe desconhecido, tal como aconteceu com a sua irmã. Apesar da sua relutância, Minnie aceita casar-se com Alexandre, herdeiro dos Romanov e do império russo. A morte trágica do pai de Alexandre, dita que ambos assumam o trono e Minnie herda o título de Imperatriz. Por entre bailes e jantares, Minnie assume um papel de relevo: astuta e inteligente, a jovem aconselha o esposo sobre os destinos do império, procurando consiliar os interesses dos Romanov com os primeiros sinais de uma revolução. 

 

A morte prematura de Alexandre, eleva o jovem e pouco preparado Nicolau II a czar e, com ele, a sua esposa. A esposa de Nicolau, a Imperatriz Alexandra, é uma mulher fechada e fria, cujo os seus interesses se sobrepõem aos interesses dos Romanov e do império. Minnie procura, por todos os meios, levar Nicolau a atender aos interesses do povo faminto e do império porém, o poder de Alexandra fortemente influenciada pelo místico Rasputine, conduzem a um trágico final. A Revolução, que anos antes dera os primeiros sinais assume, por fim, proporções catastróficas, cujos vários eventos inflamam a vontade de mudar e levaram à queda dos Romanov. 

 

A Imperatriz Romanov é uma viagem pela história da Europa, desde os finais do século XIX até meados do século XX: de São Pesterburgo aos campos de batalha da Primeira Grande Guerra, da corte da Rainha Vitória de Inglaterra até aos campos rurais da Rússia dominada pelos bolcheviques. Um romance histórico que nos dá a conhecer o poder e a importância da Rússia na era dos Czares e Czarinas e de como as decisões pouco ponderadas e suportadas pelo lado místico levaram ao trágico final da família Romanov de Nicolau e Alexandra. 

 

Numa escrita fluída e brilhante, C. W. Gortner dividiu A Imperatriz Romanov em sete partes, sendo a primeira sobre os primeiros anos de vida de Minnie e da sua família e o último sobre a sua fuga da Rússia, com mapas do Império Russo, as árvores genealógicas da família real da Dinamarca e dos Romanov e situando-nos no contexto social e político da época, que ajudam a compreender toda a narrativa. Um romance poderoso sobre uma das mulheres mais amadas da Rússia imperial: uma mulher que governou nos bastidores, de causas socais, que nunca esqueceu as suas origens humildes e amou a Rússia, o seu povo e tudo fez para evitar o trágico final da sua família. 

 

A Imperatriz Romanov é mais do que um romance histórico, é um livro que testemunha a força de uma mulher e que alimentou o meu interesse por conhecer mais sobre os Romanov e sobre a sua queda, em particular sobre Alexandra, que se tornou a Imperatriz mais odiada da Rússia. 

 

Ouve o teu coração, mas usa também a cabeça. O amor pode conquistar tudo em sonetos, mas não é necessariamente o que nos mantém seguras. (pág. 30)

 

Eu evitara visitá-lo tantas vezes como deveria, pois o seu sarcófago de mármore, tão sólido e impenetrável, era uma lembrança muito forte de que nunca mais o veria nesta vida. (...) Provava, como nada mais poderoso, o quanto o tempo era fugaz, o quanto atravessávamos os nossos dias sem saber que hora podia ser a última. (pág. 346)

 

Avaliação (de zero a cinco): 4*

___

 

A Imperatriz Romanov de C. W. Gortner 
ISBN: 9789898917492
Edição ou reimpressão: 11-2018
Editor: TopSeller
Idioma: Português
Páginas: 480
 
SINOPSE

Uma mulher governa sempre. 
Mesmo quando está nos bastidores do trono.

Um belíssimo romance, com vislumbres da história da Europa desde o final do século XIX até meados do século XX. Acompanhando a vida de Maria Feodorovna, a mãe do último czar da Rússia, viajamos dos opulentos palácios de São Petersburgo aos campos de batalha da Primeira Guerra Mundial. Desde a corte da Rainha Vitória até à ruralidade russa dominada pelos Bolcheviques.

Depois de Alix, a sua querida irmã mais velha, ter desposado um dos príncipes de Inglaterra, Minnie percebe que terá destino semelhante. Apesar da sua relutância, casa-se com Alexandre, o herdeiro do trono dos Romanov, ascendendo a imperatriz.

Com a morte do seu marido, o filho Nicolau torna-se czar da Rússia, e, com esse poder, chegam os conflitos. A mulher de Nicolau, fortemente influenciada por Rasputine, é apenas uma das ameaças que Minnie, agora Maria Feodorovna, tem de enfrentar para proteger o seu filho e o seu império.

Quando ecos da revolução começam a chegar ao palácio, a Imperatriz Romanov prepara-se para enfrentar o seu maior desafio.

CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Uma narrativa com assassínios, desilusões, mentiras e traições em quantidades dignas de uma obra de Shakespeare.»
Kirkus Reviews

«Um romance cativante que nos mostra a vida extraordinária da mão do último czar da Rússia e um relato perspicaz da queda de uma dinastia.»
Publishers Weekly

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| A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. Fernando Pessoa. |

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