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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

O drama de acordar cedo,


M*

16.09.17

é que chegamos às oito da noite e parece que fomos atropelados por um comboio. Contextualizando: eu sou daquelas que acorda com as galinhas, às cinco para entrar uma hora depois e, embora já siga este horário já vai a caminho de dois anos, continuo sempre a sentir que nunca me irei habituar. 

Comparações.


M*

15.07.16

Odeio ser comparada a fulana P.

 

A P era mais velha do que tu e conseguia fazer muito mais do que tu. A P. também tinha o mesmo horário que tu e conseguia ver tudo no mesmo dia. A P. era mais organizada que tu e nunca deixava as coisas assim no armazém.

 

Eu não sou a P., sou a Maria e detesto que me comparem... 

O tempo dos 28.


M*

08.07.16

Começo a dar-me conta, por intermédio de conversas à hora do almoço com algumas colegas de trabalho, de que estou a ficar velha quando me dizem que aos 26 anos já planeiam o casamento ou, com a mesma idade, mantêm um relacionamento de dez anos. Eu, aos 28, tenho dificuldade em fazer nascer laços de amizade... quanto mais conquistar alguém. É um triste sentir-se sozinha. Dizem-me, com frequência, que é tudo uma questão de tempo, para toda e qualquer conquista - e eu bem o sei -. O problema não reside no tempo, reside em saber quanto tempo demora o tempo... uma semana, um mês, um ano? 

 

28 anos.jpg

 

Conto tão pouco do alto dos meus 28... e ainda não aprendi a lidar com a impaciência e ansiedade. 

A verdade das saudades de escrever.


M*

05.07.16

A verdade é que eu sinto saudades de escrever. A verdade é que, igualmente e tristemente, não tenho conseguido escrever. Falta-me o tempo; ou saber organizar-me. Falta-me a vontade; ou a paciência de quem sente o desgaste físico de um trabalho esgotante. Falta-me algo. Escrever. Sinto falta de escrever: sobre mim, sobre as minhas leituras, sobre os meus mil e uns pensamentos. Ler. Ler livros, partilhar leituras, ler quem se relê nas minhas palavras. A verdade é que regresso... ou procuro regressar àquilo de que tanto sinto falta. Amanhã escrevo sobre livros. Hoje escrevo sobre saudades.

 

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Oikos: a nova forma de comer fruta.


M*

09.05.16

Estou, presentemente e como já o mencionei aqui, a trabalhar em part-time como operadora de loja de uma grande cadeia de hipermercados. É, para lá daquilo que imaginava, um trabalho que estou a gostar muito embora, seja duro e desgastante - sim, mesmo a quatro horas diárias - fisicamente.

 

Quiçá pela hora a que início o trabalho ou talvez porque a secção onde habitualmente me encontro não exija contacto directo com o cliente - na prática, na hora de fazer comprar, todos nós sabemos quais os iogurtes que mais gostamos - a verdade é que ainda não me deparei com as ditas situações típicas, chatas e marcantes do trabalho em contacto com o cliente. Por outro lado, embora integrado num grupo de renome e importância nacional, a verdade é que o supermercado onde trabalho é pequeno e localizado numa vila pacata onde quase todos se conhecem.

 

No entanto, o que me levou a escrever este post não é sobre o trabalho em si mas sobre uma opinião, no mínimo, caricata com que fui confrontada um destes dias.

oiko3.jpg

Portanto, numa manhã, reponha eu aqueles iogurtes gregos da iokos, entretida nos meus pensamentos de reposição, quando uma senhora me questiona...

 

- Menina, bom dia! Olhe não há daqueles iogurtes gregos da marca X? (a marca X é, neste caso, a marca branca do hipermercado)

- Bom dia! Lamento, mas não chegou nada desses iogurtes que a senhora queria. Quiçá esta semana cheguem mais. 

- Oh que chatice e eu queria tanto desses e vocês nunca os têm.

- Pois. Mas, embora não seja a mesma coisa, pode levar destes, da oikos, que até estão em promoção...

- Hum! Menina, olhe, vou mesmo levar uns destes de morango e outro de amora. Sabe, é que se não levar iogurtes assim destes, de fruta, os meus filhos não comem fruta nenhuma... é a única forma de comerem fruta!

- Ah, compreendo!

 

Desconfio que, por vezes, o meu cérebro paralisa com os frios dos expositores de iogurtes e câmaras frigorificas dos ditos... aquilo não fazia qualquer sentido e, no entanto, limitei-me a concordar e a pensar em forma original de comer fruta. Enfim... as coisas que se aprenderem como repositora!

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