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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Viver. Sonhar. Amar.


M*

07.08.15

Viver custa. Há dias em que sinto a vida escapar-se pelos meus dedos como se de areia de praia se trata-se. A vida dói. 

 

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Sinto a tua falta. A falta dos teus abraços, gestos e beijos. Sinto a falta de ti, de nós. Consome-me. Penso em ti, em mim e no que fomos, no que queríamos ser, no que poderíamos ser e a tua ausência consome-me. A culpa é nossa, é tua e minha, por não lutarmos por quem dizemos amar. Ou, será que ainda lutaremos? Não sei se habitas no meu passado ou te encontrarei no futuro. Perdi a esperança. E, enquanto a vida passa nos outros, recheando-a de momentos felizes, em mim escapa-se-me. 

 

Vivo um dia de cada vezes, sem expectativas nem sonhos que mereçam ser sonhados ou vividos. Viver dói. A vida custa. Há dias em que me sinto cansada de viver, sonhar, esperar.

 

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 Eu sinto a tua falta... a falta de nós. Demoras muito?

Confesso-me. Confesso-te.


M*

30.06.15

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Tenho medo que não sejas mais do que um sonho. Um amor belo que desejei, sonhei, desenhei. O simples desejo de ti e de ti necessitar. Não existes, bem sei e culpo-me por alimentar o sonho do oposto. Afinal, quem serias tu? Quem seriamos nós? Quiçá, a culpa resida em mim, na necessidade de mergulhar no desejo de te ter, na minha carência... e, porque não aprendi a ser só, jamais existiremos. 

 

Não te procuro mais, não te desejo mais, não te sonho mais. E, porém, é-me impossível. Provavelmente, afastando os nossos caminhos, continuarei a escrever-te... até ao dia em que os nossos caminhos se entrelacem e nos fundamos num abraço. 

 

Porque existem amores que nos devolvem, nos valorizam, nos ensinam e nos amam... preciso de ti.

 

Confesso-me. Confesso-te. 

 

Demoras muito?

Para ti,


M*

25.05.15

... que moras no futuro, uma carta para que me possas compreender.

 

Não te conheço. Não sei quem és. Não sei onde te encontrar. Imagino-te. Não sei o teu nome, mas quero acreditar que o conheço. Não sei qual será a cor dos teus olhos, mas imagino-os profundos. Não sei quais os teus sonhos, gostos ou caminhos que trilhastes mas, gosto de pensar que te conheço. Imagino-te. Sonho-te. Decifro-te. Não sei quem serás, tu que moras no futuro e, quiçá, já nos cruzado no passado, nos caminhos da vida. Dizem, li algures por aí, que todos nós nos cruzamos com os nossos amores (e amigos) muito antes de os caminhos se enlaçarem e se descobrirem, em alguma fase da vida embora, poucos o consigam provar, poucos se recordem, poucos o saibam. Gosto de pensar nisto... transmite-me força e esperanças.

 

No dia em que os nossos caminhos se enlaçarem, se de facto estivermos destinado, teremos um longo caminho a percorrer. Não te conheço mas, sobre mim, digo-te que sou um mundo de confusões. Provavelmente, no dia em que a vida nos colocar frente a frente, nem darei por ti... tenho a certa que não darei. Vou achar sempre que és demasiado para mim e que eu, para ti, sou demasiado... feia, gorda e nada para te ter comigo. O meu coração é demasiado estúpido para acreditar que também merece beber dessa alegria do amor de que todos falam. Terás de ter paciência, decifrar-me e não desistir. Quero que saibas que nunca tive muita sorte no campo amoroso e, quando certa vez me deixei apaixonar (ou me deixei iludir por uma paixão), julguei que seria para sempre. Imaginei mil e uma coisas, mil e umas frustrações e em mil e um bocadinhos me desfiz. Não será fácil para ti, para mim, mas preciso que me mostres o que queres de mim e por nós lutes.

 

Sou um mundo de confusões e, embora te sonhe e deseje, certamente que não darei por ti. Gosto de pensar que sou confiante, transmitir o sentimento de mulher independente, de ideias fixas mas, no fundo, não sou sou nada disto. Não sou confiante ou independente, derreto-me num abraço. Não sou tão gelada nem desconfiada como procuro mostrar. Na verdade, tu saberás como decifrar-me. Não sou tão teimosa nem tão mau feitio como todos dizem ou, de personalidade forte. Gosto de fingir que o sou para evitar que me voltem a magoar. Sou, no fundo e em verdade, ingénua, carente de um abraço teu, solitária e de fraca auto-estima mas, tu saberás como fazer revelar o meu verdadeiro eu. 

 

Gosto do silêncio, livros, chocolates, mar, observar, praias solitárias, escrever e descobrir. 

 

Não esperes que core num primeiro elogio. Provavelmente acreditarei que brincas comigo. Não esperes que compreenda um olhar. Provavelmente nem darei por ele. Não esperes que entenda certos planos. Provavelmente mostrar-me-ei inocente. Não esperes que eu acredite verdadeiramente em ti quando afirmares que gostas de mim ou sentes algo por mim... não esperes que seja fácil, porque sou demasiado eu para ser simples.

 

Não serei fácil e não te farei mil e umas promessas que não saberei, no agora, se serei capaz de cumprir. Não me faças promessas, não gosto delas. Não me abandones à primeira incerteza ou falha. Sonha-me. Decifra-me. Imagina-me. E, em mim vives todos os dias... falta, somente, que o destino nos cruze nos caminhos do futuro amor. 

 

Não sei quem és, onde estás ou como és e, no entanto, sonho-te, imagino-te e a ti escrevo estás palavras... uma carta ao meu futuro namorado. 

 

Demoras muito? Preciso de ti.

 

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*(a Just Smile desafiou-me a escrever uma carta àquele que te ama ou àquele que te vai amar...

eis a minha carta ao meu futuro namorado)

 

O meu primeiro beijo,


M*

13.04.15

não foi memorável, roubado ou inesperado. Na verdade, foi acontecimento que, se existisse uma borracha para o apagar, usaria sem hesitar. Mas, como tal não existe, prefiro pensar que o meu primeiro beijo aconteceu com o meu ex-namorado e, esse sim, foi roubado, inesperado, inesquecível... ainda hoje, longe daquele final de tarde de um dia de março de dois mil e onze, me provoca arrepios só de o imaginar e sentir. E, termino o dia, assim, nostálgica... porque hoje se comemora o dia mundial do beijo e a questão surgiu... como foi o meu primeiro beijo?

O que fazer com às lembranças de ti?


M*

15.12.14

Dois anos, quase três, deveriam marcar a diferença: esquecer-te. Mas, quando os meus olhos encontraram aquele saco com a caixa das lembranças do que fomos, não consegui evitar abrir e retirar cada uma das pequenas coisas do que um dia fomos. Uma caneca, uma camisola, os restos de um ramo de flores, as tuas cartas e palavras de amor, a nossa primeira fotografia, o teu peluche de infância. Pequenos momentos que sinto ao tocar em cada peça, em cada objecto, em cada lembrança. O meu coração é um tolo que desenterra pequenas lembranças do nosso passado. Naquela caixa, guardada no frio e escuro de uma garagem, tentei enterrar-nos, a ti e a mim, aos nossos maus e bons momentos. 

 

O que fazer com aos presentes de uma relação?

 

Durante anos debati-me sobre o que acontecia aos presentes dos casais. Não existe uma regra: ou se guarda ou desaparecem. Perguntava-me sobre o que aconteceria aqueles peluches, cartas e pequenas coisas que via os casais enamorados de amigos trocarem. Nunca perguntei a ninguém, amigo ou amiga, o que acontecia com aquelas pequenas lembranças dos ex-namorados mas, questionava-me. Colocava-me no lugar delas e acreditava que eu, provavelmente, os destruiria. Acreditava que, desta forma, seria mais fácil esquecer alguém. Até passar pelo mesmo...

 

Quando, à dois anos terminamos, quis destruir tudo: queimar, deitar fora ou simplesmente devolver. Achava que seria mais fácil assim. E, foi nesta altura que perguntei, pela primeira vez a alguém o que fazer com as coisas de quem um dia amamos. Disse-me essa amiga que, fosse qual fosse a minha escolha, nada apagaria as lembranças nem tão pouco o traria de volta. Ela reuniu as lembranças de ambos e guardou-as e, a mim, aconselhou-me o mesmo. Assim o fiz. Quis devolver o seu peluche que, ora me trazia boas lembranças, ora me devolvia discussões mas, faltou-nos a coragem para um último adeus. 

 

Tu não sabes, ninguém sabe, mas tenho apenas uma fotografia tua, nossa. A primeira que tiramos juntos naquela aldeia perdida na serra. Um dia de raiva e revolta apaguei, uma a uma, tu e nós. Não te queria ver mais...

 

Porém, uns dias antes de dizer adeus à eterna cidade que o coração adoptou e que é tua desde sempre, vi-te. Não sabes, mas mexeu imenso comigo... ver-te passar de carro (e, creio que, também me viste). Quase um ano depois, voltava a ver-te. Nessa noite adormeci agarrada aquele maldito boneco amarelo, entre lágrimas e uma caixa carregada de recordações na cabeceira. No dia seguinte ganhei coragem e enfiei o teu boneco num envelope com a tua morada... ainda hoje, a caminho dos três anos desde o fim, guardo aquele pedaço de ti fechado na solidão de uma garagem.

 

Lembrei-me de ti. Ando à uns dias a pensar em ti, a falar de ti. Não são saudades de ti ou de nós. De ti, queria apenas a amizade que me negaste, como se o que vivemos não tivesse valido nada. Para ti, talvez tenha sido mais uma mas, para mim, foi o mais próximo que tive de sentir que alguém gostava de mim de alguma maneira. Sei lá. O que sinto é um misto de saudades, de carência, de vontade de reviver os bons momentos que junto a ti vivi... mas com alguém que não tu.

 

O que vou fazer com as prendas do L.? perguntou-me a minha irmã, entre lágrimas, quando a relação deles terminou.

 

Tem dezassete anos e um mundo pela frente. Outros amores, lágrimas e sorrisos. Respondi-lhe Guardas-as numa caixa e ela, entre lágrimas, assim o fez, Porque independentemente de tudo o que sintas, nada apagará essas lembranças...

 

Porque, passem os anos que passarem, jamais esqueceremos os amores que nos marcam. 

 

E, perguntas-me, se soubesses que ainda penso em ti, porque te escrevo isto... e, a verdade, é que não sei. Queria apenas reflectir sobre os presentes que guardamos de uma relação e, inevitavelmente, o pensamento traiu-me. Falo de ti porque nunca me deixaste explicar o que sentia. Falo de ti porque acredito que já nem te recordas de mim... do meu nome e dos meus olhos, do meu corpo e da marca que caracteriza o meu rosto. Acredito que não sabes mais quem eu sou. Falo de ti porque acredito que não guardes, como eu, aquilo que um dia te ofereci... às vezes, imagino-te a destruir aquela enorme moldura com as nossas fotografias (e que tu, provavelmente, não imaginarás o trabalho que me deu!) ou aquele quadro que te pintei... ou, pior, atiradas para um caixote de lixo malcheiroso. Prefiro assim, imaginar tudo isto... e, confesso, às vezes peço às estrelas para eliminar da alma e do coração tudo o que é teu.

 

Hoje mexi naquela maldita caixa... e percebi que ainda não te esqueci. Será que se a atirar para um caixote de lixo, como acredito que tenhas feito comigo, me esqueço de ti?

 

O meu coração é um idiota... e, sei lá, eu também... por te escrever estas palavras.

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