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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

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Oito mitos sobre o excesso de peso.


M*

14.04.16

Eu sempre fui gorda... gordinha, grande, cheiinha, com curvas. Diversos termos para designar o meu corpo. Convivo com o excesso de peso desde os meus dez anos e, aos vinte e sete, quase vinte e oito, vivi experiências e senti sentimentos que moldaram a minha personalidade e relação com o meu corpo e peso. 

 

Quando adolescente, na idade em que o corpo e a imagem ganham importância, escutei diversas vezes comentários negativos e destrutivos sobre o meu peso ou tamanho das minhas ancas. A ideia, no caso de palavras proferidas pelos familiares mais próximos, era incentivarem-me realmente a perder peso porém, porque é nos amigos e colegas de escola que mais valorizamos opiniões, os comentários negativos conseguiram afundar-me mais. Pai e mãe nunca, em fase alguma, compreenderam que procurava na comida o refúgio para os meus problemas de peso, auto-estima, amor e amizade. É uma fase da qual pouco menciono, onde procurei diversas formas de perder peso, apesar de voltar sempre à comida, e corresponder àquilo que as pessoas achavam bonito: o ser-se magra através de dietas loucas, longos períodos sem comer e tentativas de forçar o vomito. Enfim... a adolescência é um período complexo para meninas e meninos, definindo personalidades e sentimentos em relação à nossa imagem e àquilo que somos. Uma fase onde os comentários negativos são levados ao extremo e, por vezes, pais e mães desconhecem o impacto que tal provoca.

 

Na fase adulta, no entanto, eu ainda não sabei lidar com este problema de peso. A dificuldade em encontrar roupa a meu gosto, os comentários depreciativos vindos de um ex-namorado e a personalidade introvertida e de baixa auto-estima ainda hoje marcam o que sou. Abandonei dietas malucas e a ideia de um dia pesar quarenta e cinco quilos, como todas as amigas de adolescência. Não me sinto totalmente confortável nos meus noventa mas, ainda assim, aceito-me melhor do que antes e, em vez de procurar refúgio à comida levando-me a pesar mais de cem quilos, reencontro-me nos livros. Não suporto fotografias de corpo inteiro porque odeio as minhas pernas e coxas mas, procuro caminhar e fazer frente a comentários negativos sobre as mesmas. Procuro, em vez de me auto-destruir como na adolescência, maneiras de me aceitar como sou. Não sou, confesso, totalmente feliz mas recuso-me a ser escrava do meu corpo: viver em permanentes dietas, sempre com medo de engordar, proibir-me de comer o que gosto, agradar aos demais em vez de a mim mesma. 

 

O drama do peso e a forma como o encaro é um tema que, diversas vezes, abordei no blogue. Porém, não era sobre mim exactamente que queria falar...

 

Mitos. É dos mitos sobre o peso que quero abordar. Nos meus vinte e sete anos ouvi diversos comentários negativos que, com o tempo, compreendi serem associados a pessoas gordas. Homens e mulheres com problemas de peso marcados por ideias pré-concebidas e descabidas... resumidamente, mitos do excesso de peso. E, perguntam vocês, quais são? Ora aqui vai a lista...

 

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| Os/As mais divertidos.

Diz-se que o homem ou a mulher gorda são sempre os mais sociáveis e divertidos. Culpa do excesso de peso e da necessidade em esconder os seus complexos, adoram conversar e fazer rir os demais, frequentemente, são os primeiros a proferirem comentários negativos sobre o próprio peso. Diz-se que é uma forma de esconderem os problemas de confiança e de imagem.... Mentira. Sou mulher e sou introvertida e pouco dada a conversas com desconhecidos. Odeio comentários sobre o peso e jamais brinquei sobre o mesmo - fosse comigo ou com alguém conhecido. E, como eu, havia um colega de curso na Universidade com problema de peso e dificuldade em interagir com os demais. É claro que, igualmente, tinha um amigo que confirmava a regra mas, na prática, isto não passa de um mito extremamente associado a pessoas com excesso de peso. 

 

| Não sentem tanto a dor.

Diz-se que por termos mais carne que somos mais susceptíveis à dor... bem, também já escutei o inverso, ou seja, por termos mais gordura não sentimos dor. Mas... Eu, de facto, comprovo-o. Não suporto dor, seja ela qual for e nem falamos sobre o ver sangue... e descobri, à conta do meu actual trabalho, que rapidamente fico marcada por nódoas negras (e, por este facto, é bom não ter namorado...). Porém, o meu irmão e o meu pai fogem à regra: ambos sentam-se numa cadeira de dentista e arrancam os dentes sem qualquer anestesia.  

 

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| É-lhes mais difícil encontrar o amor.

Não tenho namorado à uns três anos e, de facto, o meu campo amoroso sempre foi complicado... mas eu não sou exemplo neste campo. Pode ser difícil mas não é impossível. Nos meus curtos anos de vida conheci homens e mulheres com excesso de peso que encontraram o amor e são felizes. Quiçá demore um pouco mais mas, como a qualquer outra pessoa, acaba por chegar. Por outro lado, uma das coisas que mais me irrita é quando me dizem que preciso de emagrecer para arranjar um namorado... juro que quando o dizem tenho de controlar o meu impulso assassino... no meu caso, diz-se que, por um lado, o amor me demora porque o meu karma amoroso é lento (não sei exactamente o que isto quer dizer), por outro, eu mesma tenho dificuldade em vencer os meus medos à conta de experiências passadas. Mas, bom, seja como for, o meu irmão sempre foi gordinho e encontrou um amor...

 

| Só comem porcarias.

Não como bolos nem bebo bebidas com gás, à anos que não como uma hambúrguer no McDonalds e sou a pessoa mais esquisita a comer que conheço. O problema é que, no fundo, sou extremamente preguiçosa e quando estou mais nervosa tenho tendência a comer mais. É, na verdade, um problema de ansiedade que, contrariamente à maioria, não me retira o apetite. Não sou exactamente reflexo daquilo que como, como se diz. E sei que não sou a única assim... Nem todos somos gordos/as por comer porcarias: algumas pessoas são-no por sofrem com problemas de tiróide ou qualquer patologia do foro psicológico (e estás, infelizmente, mantêm-se negligenciadas). 

 

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| Gordos/as são preguiçosos/as.

Confesso-me: sou extremamente preguiçosa. Eu sou-o mas nem todos somos gordos/as por passarmos a tarde sentados no sofá a comer porcarias. Conheço pessoas com excesso de peso que praticam imenso desporto. O meu irmão é um desses exemplos: sempre foi forte, até alguns meses, e praticava andebol e futebol de salão. Ah! Já vos falei da minha professora de zumba? É professora de educação física, dá aulas de andebol, futebol de salão, pilates e zumba, no entanto, embora toda a genica e actividade, é mulher gordinha, acima do peso ideias das mulheres cuja profissão se baseia no peso.

 

| Menos susceptíveis ao frio.

Eu sinto sempre frio. Sempre! Eu passo grande parte do Inverno a queixar-me do frio... sempre! O meu Inverno é passado com três camadas de roupa e umas cinco camadas de cobertores na hora de dormir. 

 

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| Gordos/as devem vestir-se mediante o seu tamanho.

Quem diz isto? A moda? E o que é a moda? Pergunto isto porque, para mim, a moda sou eu que a faço! Quando não gosto de uma peça de roupa, por mais na moda que esteja, jamais a usaria. Uso o que me faz sentir confiante, bonita e feliz. Não uso o que dizem ser indicado para o meu tamanho. Confesso que não faz o meu género, também não gosto de o ver em raparigas ditas magras mas, se me desse na real gana usar aqueles tops curtos a mostrar a barriga, julgam que só por ser gorda não o usaria? A moda sou eu! Somos o que quisermos vestir...

 

| Namoram com outros/as gordos/as.

O ponto é este: há homens que preferem mulheres mais cheiinhas, há mulheres que preferem homens mais gordos e por aí fora, bem como o oposto. Não existe, em lado algum, nenhuma regra de obrigue uma mulher gordinha a namorar um homem gordinho. Conheci homens que preferiam uma namorada com curvas a uma mulher magra e vice-versa. É uma ideia descabida...

 

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Os oito mitos acima descritos foram, como escrevi anteriormente, baseados na minha experiência e comentários negativos que escutei e escuto à anos. 

Dos outros... tu não precisas de ser magra.


M*

24.03.15

E, ao ler este texto, chorei... porque a minha linha de pensamento sempre se assemelhou ao descrito naquelas palavras, quando eu for magra. Sempre achei que a vida seria mais fácil quando, um dia, conseguisse emagrecer, quando finalmente entrasse naquelas calças ou naquele vestido. Mas, a verdade é que, por mais dietas e voltas que tomasse para emagrecer, nunca consegui. Um dia, algures no tempo, tomei consciência de que jamais conseguiria ser magra... não porque eu não o quisesse mas, porque de facto, não o fazia por mim, mas pelos outros e, porque sempre me vi assim e nunca, apesar das várias tentativas, me consegui ver realmente magra (é um defeito que tenho... só consigo perceber se um corte de cabelo me fica bem depois de realmente cortar o cabelo). Percebi que, enquanto lutava por emagrecer, deixava escapar a vida pelos dedos, não a vivia com vergonha, fechava-me no meu mundo. Decidi, portanto, lutar e trabalhar a auto-estima, amar-me, respeitar-me e viver... não esperar para quando for magra!

 

Tu Não Precisas de Ser Magra - sobre os quilos a mais e a felicidade

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 Eu juro que não há (absolutamente) nenhum problema em querer estar bonita (...). Não há nada de errado em ir ao ginásio ou em estar insatisfeita com o que quer que seja no seu corpo. Mas há algo de muito errado em condicionar a isso a sua felicidade. Em guarda a vida para "quando tu fores magra". Tu tens que ser feliz agora - a sorrir abertamente enquanto resolves os teus problemas com a aparência, se é que eles existem.

Por isso, prestem atenção - tu podes até ficar magra se achares que vais ser mais feliz assim. Mas não esperes: ama-te agora.

Do excesso de peso e da aceitação.


M*

20.09.14

Não é fácil aceitar aquilo que somos. Uma frase, um momento, uma pessoa ou tudo isto junto e deixamos que sejam os outros a controlar a nossa vida, o modo como nos vemos. Não é fácil aceitar que temos peso excesso de peso ou peso a menos, que temos acne ou outro problema de saúde que marcam o nosso aspecto exterior perante os demais. Nada disto é fácil.

Durante anos tentei lutar contra o excesso de peso e problemas de acne. Anos em que foram os outros quem dominaram a forma como me via ao espelho. Eu sabia que era gorda, com excesso de borbulhas e uns óculos terrivelmente feios. Eu sabia disso e diariamente lutava por ultrapassar. Fiz de tudo para melhorar os dois primeiros, já que sem óculos não podia andar. Dietas, tratamentos, exercícios, cremes. Começa, nunca terminava. Havia sempre um momento, entre o começo e a desistência mais forte que eu. Um comentário, um gesto, algo. Adormecia a chorar. Quis desistir de mim. Estava farta dos comentários alheios, do nunca vais ter um namorado ou és tão feia que custa a olhar. 

Porém, um dia, alguém me disse que antes de tentarmos mudar por alguém temos de mudar por nós... primeiro por mim e nunca pelos comentários destruidores dos demais. Deixei os óculos, passei a usar lentes. Perdi algum peso, não tanto quanto desejava, mas passei a controlar-me melhor e a evitar que a balança ultrapasse os três dígitos. Não resolvi o problema do acne, mas consultei um especialista e notei como o meu rosto se tornou mais limpo de borbulhas... 

No passado evitava a todo o custo ir até a uma praia. Inventava desculpas. Mil e umas. Tinha medo dos olhares, achava que todos me olhavam porque estava ali uma gordinha... olha a gordinha. Sabia que perdia excelente momentos na companhia dos amigos, mas como ultrapassar os complexos? Não é tarefa fácil. Não acontece do dia para a noite. É algo trabalho, dia a dia, semana a semana, ano a ano. A primeira vez, em anos, que voltei a ir à praia, achava que todos me olhavam. Escondia-me. Achava que todos comentavam. Aos poucos e poucos, ultrapassei este e outros receios... Já não sinto necessidade de me esconder num fato de banho terrivelmente feio. No ano anterior, consegui comprar e usar (a medo, confesso) um biquíni; este ano, via internet, comprei um lindíssimo... e não tive tanto medo de ir à praia.

Não é fácil aceitar aquilo que somos. Raramente alguém se apaixona por outra pessoa extremamente magra ou extremamente gorda. Raramente alguém se preocupa primeiro com a beleza interior e só depois a exterior. O primeiro interesse surge pelo lado exterior e, só com o tempo, pelo interior. Mantenho os meus medos. Tenho um medo terrível da solidão e medo que seja o meu peso a mais que me condene...

Não é fácil aceitar como somos. Não existem estratégias ou formas milagrosas de o conseguir. Depende de nós, somente de cada um de nós... lutar, persistir, batalhar e aceitar. Aprender a aceitar que não nascemos com o corpo das divas de Hollywood ou de uma Jennifer-qualquer-coisa e, até mesmo elas, lutaram e trabalharam por ele (é claro que, com tanto dinheiro, o caminho é mais fácil)... ninguém possui um corpo perfeito e ele depende de quem o olha... e, demore o tempo que demorar, aprender a aceitar...

 

A Joanna já se consegue divertir numa praia de biquíni. Eu, para lá caminho. Ando a tentar aprender...

Sonhos até aos 27.


M*

08.06.14

Dizem que o dia do nosso aniversário deve, por um lado, ser de reflexão e, por outro, de celebração (como não tenho amigos na 'santa terra', foi pasado com a família e sozinha).

Eu, desde os 18, que deixei de ter interesse em festejar os aniversários. Em primeiro lugar, porque não vejo qual a lógica de celebrar o caminho para a velhice e responsabilidade. Em segundo, por uma questão pessoal. Por último, porque nunca me identifico com a idade real que o meu cartão de cidadão me dá. Hoje não me sinto com 26, sinto-me como uma menina de 20: algo imatura, cheia de sonhos, que não sabe como os alcançar. Imaginava-me a completar este aniversário com mais vitórias do que realmente tenho; imaginava uma vida diferente aos 26. Agora que os atingi e que vejo que a vida não me deu aquilo que sonhei, não consigo imaginar como será daqui para a frente. Dizem que a idade nos dá a calma necessária para encarar as situações da vida com outra visão; no meu caso, deu-me de presente a ansiedade e o medo de nunca realizar alguns sonhos antes de chegar aos 30. 

 

Dos meus pensamentos neste aniversário, fica a lista para cumprir (ou, tentar cumprir) antes de chegar aos 27 e sem qualquer ordem de importância:

1. Aprender a controlar os meus medos, a ansiedade e parar de culpar o mundo dos meus problemas (às vezes assumo-os, outras vezes responsabilizo meio universo dos meus males). Como é que isso se faz? Não sei, estou a tentar descobrir. Alguém sabe como é que isso se faz?

2. Arranjar um trabalho, um emprego ou seja o que for (isto de andar dependente dos pais dá comigo em louca).

3. Emagrecer uns 10 kg (ou uns 20, se conseguir). É uma tarefa complicada, sobretudo porque sou preguiçosa, mas aos poucos e poucos e se conseguir controlar o primeiro ponto desta lista, talvez consiga atingir.

4. Ver mais séries, filmes e ler mais livros.

5. Reaprender o inglês, treinar o espanhol.

6. Conhecer pessoas interessantes. À 26 anos que batalho sobre este desafio e à 26 anos que ainda não descobri como é que se faz.

7. Abraçar uma causa de voluntariado.

8. Rir às gargalhadas; abraçar alguém especial (faz algum tempo que não sei o que isto é).

9. Escrever. 

10. E, se não for pedir demais, conhecer alguém que seja amigo, companheiro, amante, namorado. 

Estes são os meus desejos a concretizar até aos 27. Excepto nos pontos 4, 5 7 e 9 que praticamente só dependem de mim, não existe um caminho ou uma estratégia a seguir; nem sequer sei por qual deles começar (embora já tenha começado a trabalhar na questão do peso). Talvez deixar-me ir ao sabor dos dias e das pequenas conquistas (que, no meu dia-a-dia, quase não existem). Talvez deixar-me levar.

Sempre acreditei que na vida, nada acontece por mero acaso. Tal como na frase na frase do escritor americano, Richard Bach

Nada acontece por acaso. Não existe a sorte. Há um significado por detrás de cada pequeno acto. Talvez não possa ser visto com clareza imediatamente, mas sê-lo-á antes que passe muito tempo.

Pretty hurts.


M*

11.05.14

Nem todas as músicas nos tocam da mesma forma. Umas nos tocam mais do que outras, outras embora gostemos não nos dizem nada. Tudo depende do momento em que as ouvimos, do nosso estado de alma, da forma como nos toca. E, nem sempre precisamos de entender a língua para entendermos o refrão. 

Nunca fui muito boa com o inglês mas depressa entendi o quão me dizia esta música...

A beleza dói. A beleza cansa. A beleza irrita. A perfeição é uma constante imperfeição.

Quantos de nós já não se deixaram ir abaixo com um comentário, mesmo que sem intenção, sobre o nosso aspecto físico? Quantos de nós, em algum momento, não se consideraram donos de uma má beleza? Quantos de nós, ainda hoje, não procuram a perfeição do corpo?

A beleza é sinónimo de dor. Somos educados para um estereótipo de beleza e de perfeição que machuca no corpo e na alma,

 

Mama said, you're a pretty girl

What's in your head it doesn't matter

Brush your hair, fix your teeth

What you wear is all that matters

(...)

Vogue says

Thinner is better

 

Dirão que não agradamos a gregos e a troianos. Dirão que aquilo que é feio para mim, para outro será belo. Dirão que nunca se atingirá a perfeição. Mas, pergunto, quem nunca chorou ou pensou que não seria suficientemente bonito ao olhar de outrem? Pergunto, quantos de nós nunca invejaram a perfeição que julgamos ver no corpo de outro alguém? 

 

Ain't got no doctor or therapeutic that can take the pain away

The pain's inside

And nobody frees you from your body

It's the soul that needs surgery

It's my soul that needs surgery

 

A perfeição não existe, bem o sei, mas todos, de uma maneira ou de outra, procuramos alcançar uma beleza perfeita. Fica a pergunta,

 

When you'r alone all by yourself

And you're lying in your bed

Reflection stares right into you

Are you happy with yourself?

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