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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

É estranho, Vida.

A vida é um caminho estranho. Dou comigo, sem o desejar, a imaginar como seria a minha vida presente se nas pequenas escolhas do dia-a-dia de um passado tivesse optado por outro caminho. Os tais E Se... da vida.

 

Lembro-me, em menina, de desejar nunca crescer. O mundo dos adultos era assustador, chato, aborrecido. Queria permanecer menina. Não me imaginava mulher carregada de responsabilidades. Não tinha presa em crescer. Não queria, nunca quis, ter dezoito anos para tirar a carta de condução e fazer as coisas de adolescentes. 

 

Pergunto-me... e se tivesse desejado crescer como ansiavam os meus amigos de infância? 

 

A vida é um caminho estranho. Imagino-me com dezoito anos. Não passava de uma menina grande, a fingir ser adulta, receando os novos caminhos da vida. Considerava-me decidida. Hoje sei-o... nunca consegui assumir verdadeiramente o controlo da minha vida. Na verdade, desconfio que não conseguimos controlar os estranhos caminhos que seguimos... por mil voltas que tomemos.

 

E se, naquele dia de menina-mulher, me tivesse negado a tirar a carta de condução? E se, naquela candidatura à Universidade tivesse optado por seguir o sonho que, tal como hoje, terminaria no desemprego? E se, em vez de um mestrado, tivesse optado por me aventurar no universo do trabalho? E se, em vez de ti, tivesse optado por me manter na solidão? E se... malditos. E, no entanto, talvez o maior E Se de mim, do meu eu, da minha vida seja aquele que se relaciona com as mudanças bruscas da infância... talvez o presente não fosse este. 

 

É estranho. Confio em que tudo acontece por um motivo forte que, cedo ou tarde, descobriremos as razões. Acredito que à vida e aos caminhos por ela traçados, é impossível fugir, por mais voltas que lhe tomemos, haverá sempre de tomar forma para acontecer. O que tiver de ser, será... dizem. E, no entanto, os malditos Se perseguem-me como se desejassem roubar-me algo.

 

No fundo, Vida, continuo sem entender porque decides fazer-me perder anos no mesmo patamar de nadas... sinto-me como um ser esquecido num qualquer caminho do mundo e era hora de me reencontrares. 

 

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Malditos Se...  

33 | Coisas de blogger... completa os favoritos.

A Marta, do blogue A Rapariga Com Trançinhas, criou o seu próprio desafio e incentivou-me a responder às suas questões. A tag é bastante simples e consistem as regras em:

- Responder a todas as perguntas;

- Nomeia no minímo 3 blogs;

- Marca quem te indicou no post;

- Comenta com o link a tua resposta à TAG de quem te indicou.

 

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Uma vez conhecidas as regras, eis as respostas...

 

O melhor filme que já vi... filme em português: Um Funeral à Chuva (2010); filmes estrangeiros: Medianeras (Argentina, 2011) e Amigos Improváveis (França, 2012). No entanto, porque escolher apenas um filme é como pedir a uma mãe que escolha o seu rebento preferido, fica o registo do meu top quinze de filmes, ao qual acrescento O Menino de Cabul (não que a adaptação seja excelente, mas é um filme inesquecível, tal como o filme).

 

O meu prato favorito... bacalhau à brás, arepas venezuelanas e esparguete à bolonhesa. 

 

O meu livro favorito... um livro é especial e por mais que deseje escolher apenas e somente um livro, é-me totalmente impossível. Elaborei, graças a um desafio, este ano, o meu top seis de livros favoritos e a estes seis, acrescento: Travessuras da Menina MáA Bibliotecária de Auschwitz, O Menino de Cabul, Nunca Me Esqueças e O Monte dos Vendavais - sem qualquer ordem de preferência.

 

A canção que mais gosto... é, mais uma vez, uma questão que não permite escolher apenas uma única. Respondi, no passado, a um desafio sobre músicas, sendo fácil constatar que um dos meus géneros musicais favoritos é o latino. Confesso, no entanto, que nos últimos dias tenho andado completamente viciada e rendida às vozes de Diogo Piçarra e Ed Sheeran...

 

A melhor viagem que fiz... viagem de finalistas a Lloret del Mar, Espanha: pelas pequenas aventuras e peripécias, pelas histórias, pelos amigos... e desengane-se quem imagina álcool ou exageros à mistura. 

 

A minha série favorita... sem nenhuma dúvida: A Guerra dos Tronos.

 

A minha peça de roupa favorita... vestidos!

 

A minha disciplina favorita... era, no ensino secundário, História, Geografia, Espanhol e Sociologia.

 

Não vou nomear ninguém... deixo-o, em aberto, para quem quiser responder. Sintam-se à vontade para roubar e responder!

A caixa de ti.

Mergulhei em ti, em nós, nas memórias de um ano em comum quando, sem relembrar o que continha naquela velha caixa, tropecei nela. E, no tão pouco tempo que fomos nós, recordei o significado de cada pequena coisa tua. Uma carta, um pedaço de papel, um peluche, um bilhete para um festival, momentos de outrora, provas de um passado que não deveria ter vivido. A caixa, recheada de mil e um sentimentos, relembrou-me o motivo porque te guardei. Guardamos pequenos nadas pelo significado de quem, um dia, tanto amamos. E, depois, quando as coisas não são para ser, quando o caminho de ambos não se faz lado a lado? Existem duas hipóteses: ou destruímos tudo ou guardamos. Resolvi guardar-te. Não por te amar mas, para jamais esquecer do que me obrigaste a viver, do que não quero novamente viver, do que não quero para mim. 

 

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Um mar de livros... estou a ler,

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