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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Vi as Sombras de Grey...


M*

13.04.15

e embora a minha posição sobre os livros se mantenha, tal como mencionei aqui, tenho de admitir que o filme mostra algo diferente. Confesso que não tinha grandes expectativas para o filme e, apesar de não me ter surpreendido pela negativa, esteve longe de me surpreender pela positiva. No filme, contrariamente aos livros, não é tão evidente o jogo de poder, controlo e obsessão de uma personagem sobre a outra. A adaptação cinematográfica mostra precisamente o oposto aos livros: é ela quem insisti, mostrando uma relação de consenso, um desejo mutuo e um romance invejável por grande parte das mulheres. Os ataques de ciúmes da personagem masculina são silenciados. É, na verdade, um homem sofrível graças aos seus traumas de infância que serve de justificação para aquilo que é e é ela quem parece iniciar o seu processo de transformação e ultrapassagem. Torna-se num romântico, aos olhos da maioria dos espectadores, ao aparecer junto da namorada, a vários quilómetros de distância. De facto, a adaptação de As Cinquenta Sombras de Grey teve o cuidado de mostrar exactamente aquilo que a maioria das mulheres deseja, indo de encontro às expectativas do público (ou, pelo menos, assim o suponho pelo que li na altura do seu lançamento) e, provavelmente, defraudando quem acusava os livros de machismo e sexismo. 

 

Mas, porque há sempre um mas e aproveitando o texto...

 

É-me incompreensível, em filmes e séries, a necessitar de expor a totalidade do corpo feminino. Sinceramente, esta é daquelas coisas que, para mim, nunca fez qualquer sentido... expor a totalidade do sexo feminino mas, o pudor, a vergonha e o preconceito leva-nos a evitar mostra a totalidade do sexo masculino. Pequenas grandes coisas contraditórias numa sociedade desigual. 

 

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Um última nota: quem me disse que o filme já estava disponível na internet foi a minha irmã mais nova, de dezassete anos. Aquando do lançamento e sem lhe falar da minha opinião, perguntei-lhe o que sabia ela do filme, visto que não leu um único livro e, a reposta dela é foi - digna de registo:

 

Um namorado chato, ciumento e controlador e uma gaja chata e que não sabe dizer não nem se defender. Ou seja, ele gosta de lhe bater e, se fosse comigo, levava por cima... 

 

Louvado seja quem Deus, o Destino, a Vida ou o que lhe quiserem chamar! O cómico da situação é que a garota não conseguiu parar de rir do início ao fim do filme... juro que não sei quais foram os motivos da galhofa. 

3 | Postcrossing,


M*

27.01.15

da Petra,

IMG_20150127_213135.jpg

 Alemanha

 

E, ao abrir a caixa de correio, deparei-me com este bonito postal.

 

O postcrossing, que por diversas vezes escrevi, mais não é do que uma troca de postais com pessoas de vários pontos do planeta. É uma partilha e um passatempo que me rouba um enorme sorriso sempre que abro a caixa de correio.

 

Hoje, 27, chegou o terceiro, depois de uma viagem de mais de mil e quatrocentos quilómetros. Amanhã, de mim, parte um bocadinho da minha vila com destino à Holanda. 

Postais,


M*

21.11.14

sempre gostei de postais. Tenho postais de cariz religioso que, todos os Natais e Pascoas, as catequistas faziam questão de oferecer; postais das cidades ou vilas por onde andei; postais cheios de recordações e História; postais com animais oferecidos pela National Geographic (dos tempos em que a revista trazia um brinde); postais com plantas, flores e desenhos ou os simples postais das empresas com que o meu pai negociava e que, a cada ano, recebia um diferente. Quase todos guardei numa grande gaveta do quarto que durante anos partilhava com a minha irmã mais nova (não a gaveta, mas o quarto), a chamada gaveta das memórias - para além de postais, guardava mil e uma pequenas coisas, como fotografias, desenhos, bilhetes de comboio ou cinema, qualquer coisa que, em algum momento, me tivessem feito feliz (a minha mãe baptizou-a de gaveta das tralhas, uma vez que não via utilidade em guardar tralha). Sempre gostei de guardar coisas. Durante anos coleccionei postais de todas as formas, cores e feitios mas, se tivesse de escolher os meus preferidos, seriam estes,

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recheados de História, memórias de um tempo distante, que nunca vivi mas que sempre fascinou e seduz. É, simultaneamente estranho e maravilhoso olhar para algumas destas cidades, ruas ou pontes que tão bem conheço, e contemplar o passado olhando-as no presente... ou, às desconhecidas, pela beleza do postal. Sou uma apaixonada por História. Pelo passado que nos relatam nas salas de aula e pelo passado que ninguém menciona e que se aprende através de postais, memórias, filmes, livros bibliográficos ou romances (com uma pitada de fantasia e outra de realidade). O passado, para muitos é uma tédio, para mim, uma fonte para entender quem somos, como somos e para onde vamos (como dizia um dos meus professores universitários que leccionava História)

 

Com as mudanças na minha vida, como a ida para a Universidade ou as obras feitas nos quartos, a gaveta desapareceu e muitos dos meus postais perderam-se.

 

Regressando à ideia dos postais e colocando a minha paixão pela História de parte, descobri um site onde os utilizadores podem partilhar postais. Chama-se Postcrossing. A ideia é dar uso às caixas de correio para lá das habituais cartas com contas para pagar e de publicidade. O projecto partiu de um português a morar na Alemanha cansado de receber sempre as mesmas cartas, sendo a surpresa o ingrediente principal. Enviar um postal e receber um postal que pode vir de qualquer parte do mundo, sem nunca contarmos ou prevermos é, simplesmente, fantástico! Depois, basta registar o postal no site para que os restantes utilizadores o possam ver e continuar a partilhar postais... Eu já me inscrevi e, embora o site esteja na língua de Shakespeare e da Rainha Victoria (culpa do livro que ando a ler e que estou, numa palavra, a amar) e não seja grande entendedora, lá vou fazendo o esforço para escrever e ler em inglês (também sou preguiçosa e, portanto, uma força de me obrigar a relembrar e de treinar). Tudo em nome deste bichinho engraçado que são os postais. Postais são

 

mensagens curtas e simples, ilustradas com uma imagem que mostra uma pequena janela para outro ponto do mundo.

 

O meu primeiro postal parte hoje; destino: Alemanha. Quando receber o primeiro, logo o partilho por aqui...

 

 

* (os postais da imagem fazem parte da Colecção Selos e Postais de Portugal: três séculos de História dos CTT e, sinceramente, não me recordo como os coleccionei... mas são lindíssimos e sobreviveram às mudanças e a minha irmã!)

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