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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

No caminho de regresso a casa,


M*

15.09.17

depois de mais um dia de trabalho, qual não é o meu espanto e surpresa ao passar por um casal de idosos que passeava o seu cachorrinho num carrinho semelhante ao dos bebés. Tratando-se de um casal de idade avançada, compreendo o uso do carrinho, uma vez que os cães, mesmo os mais pequenos, são algo travessos e dados para a brincadeira, o que poderia originar problemas sérios, como uma queda. Admito, no entanto, que me senti algo chocada com a quantidade de novas invenções e formas de consumo em torno dos cães... e, claro, com a ideia de enfiar o pobre do animal num espaço fechado em vez do tradicional uso de coleira sem possibilidade de se movimentar ou cheirar. 

carrinho-cao.jpg

 

Resumindo... modernices de uma sociedade extremamente consumista.

Piropos.


M*

30.12.15

A última semana do ano de dois mil e quinze é marcada pela polémica em torno do piropo. A minha opinião é simples: sou a favor da criminalização. Porém, o ponto essencial a reter é, por toda a polémica gerada em torno da criminalização do piropo, a sua aprovação já valeu a pena e demonstra a sua importância. Por outro lado, é um alerta para a questão do assédio na rua às mulheres - e que, contrariamente aos inúmeros comentários por esta internet fora, atingem miúdas e mulheres, de qualquer idade, feitio, gorda ou magra, nacionalidade, religião, bonita ou feia, etc. -, é uma forma de consciencializar opiniões, procurar a mudança. É de pequenos passos que a mudança começa e qualquer mudança gera a sua polémica. 

 

piropos.jpg

Caetana.


M*

08.11.15

Conheci uma miúda com este nome... e não é a filha de uma famosa. Juro que não compreendo a necessidade de os pais colocarem nomes tão esquisitos aos filhos ou seguirem modas. Será que se lembram que depois da fase criança, passam à idade adulta e que o nome escolhido os acompanhará para todo o sempre? Caetana faz-me lembrar uma marca de automóveis. Os pais desta optaram por aderir à moda dos nomes esquisitos. 

Por falar em política,


M*

16.10.15

também tenho algo a dizer. Não é que a minha opinião seja qualquer coisa de relevante. Quem julga que vou escrever uma espécie de tese sobre o actual estado da política portuguesa, aconselho a parar precisamente agora a leitura.

 

A verdade é que eu nunca gostei de política. Fugi, na faculdade, sempre de disciplinas orientadas para a política ou leccionadas por professores demasiado politizados. A política é daqueles temas que, a par do futebol, evito debater. O único plano que me interessa da política é aquele que diz respeito aos aspectos sociais, ou seja, educação, família, cultura, envelhecimento, juventude e emprego. Reconheço, no entanto, que estás áreas não se dissociam das restantes. Sou, em resumo, mais uma jovem que não vê na política qualquer verdade ou interesse. 

 

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No entanto, também eu tenho algo a dizer sobre os últimos falatórios. Nada de especial. Uma opinião pessoal. Não gosto do homem do submarinos, Paulo Portas, nem do Coelho mentiroso. Pergunto-me, ainda hoje, como é que os portugueses voltaram a elege-los. Certamente, seguindo a linha de pensamento destes portugueses. E, juro, o meu voto nas últimas eleições não foi para estes senhores... Não gosto do António Costa. O homem não se decide. Não sabe o que quer. Hoje diz uma coisa, amanhã outra. Os três homens mencionados podem, muito bem, formar um partido político. Sofrem ambos do mesmo problema: mentir. Gosto da Catarina Martins. A mulher parece-me ter fibra e personalidade fortes. Aplaudo-lhe os discursos. É sangue novo na política, tendo conseguido unir um Bloco dividido. Confesso, simpatizo com esta geração de bloquistas. O Jerónimo de Sousa é, por seu turno, um avozinho com ideias um bocadinho utópicas a precisar de reforma... para bem do próprio partido. Para finalizar, o deputado do partido PAN-Pessoas, Animais e Natureza parece-me um ser alienígena... do pouco que já o ouvi falar, o senhor parece necessitar de uma dose de realidade. 

 

Por falar em política... aqui fica a minha opinião sobre os últimos acontecimentos nacionais. Nada de importante, apenas uma singela opinião. Em resumo, por falar em política, vai tudo dar ao mesmo... e foi isto que expliquei, ontem, a uma amiga partidária do JSD/PSD. 

Portugal, um país culturalmente caro.


M*

17.09.15

Um livro, uma ida ao teatro, uma entrada de museu, um bilhete de cinema são, em Portugal, caros e inacessíveis à maioria das carteiras. Portugal é um país culturalmente caro. E, atrevo-me a acrescentar, um país pobre. Uma ida ao teatro, um bilhete de cinema ou um concerto de música clássica não é extensível a todo o país. Quem mora, como eu, numa pequena vila no Norte de Portugal dificilmente, para evitar escrever nunca, o consegue alcançar. A cultura ficasse pelas cidades grandes, Lisboa e Porto. É inacessível à minha carteira e a quem, como eu, mora a vários quilómetros de distancia do Porto. 

 

Portugal é um país culturalmente caro e pobre. Reflexo, provavelmente, do legado da era Salazarista, a cultura continua a ser tida e olhada pela maioria dos governos como uma espécie de parente pobre e afastado, desprezado em relação às restantes áreas, da vida social. Investe-se, incentiva-se, promove-se pouco, quase nada, da área cultural. Um assassinato público à cultura em Portugal. 

 

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Os jovens não lêem. Os jovens não vão ao teatro. Os jovens não visitam museus. Os jovens, cada vez menos, assistem a filmes nas grandes salas de cinema. Os jovens, diz-se por aí, são culturalmente pobres. E, pergunto, num país onde se implementam este género de medidas à venda de livros e onde grande parte da cultura se passa nas grandes cidades de Lisboa e Porto, e, ainda assim, a preços astronómicos, querem que sejamos jovens culturalmente ricos, como? Mantenhamos a cultura pobre e cara. Promovam os reality show, futebol e novelas. 

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