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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

Línguas estrangeiras.

As línguas nunca foram o meu forte. Nunca fui uma aluna exemplar com o inglês, era terrivelmente péssima, e nem o francês, língua pela qual sempre senti forte atracção, consegui mais do que uns meros suficientes (o chamado revés). A única língua na qual me destaquei, obviamente para lá do português, foi o espanhol. Teoricamente, seria a minha língua oficial, uma vez que nasci num país onde se fala espanhol mas, na prática, vivendo em Portugal desde os meus cinco anos de idade (tenho vinte e nove), a verdade é que o meu espanhol é mais o chamado portunhol, aquela mistura de português com espanhol, do que um espanhol fluente ou sem sotaque ou pronúncia. De resto, embora goste da língua italiana mas sem qualquer conhecimento para além do básico, como bambino ou ragazza, tenho um grande défice com as línguas. 

 

Este ano, por me ter candidatado a uma oferta de emprego onde o espanhol é requisito essencial, decidi investir nestas lacunas linguísticas. Preciso, claramente, de lutar contra estas falhas que talvez tenham influenciado negativamente ofertas de emprego a que me candidatei.

 

A primeira aposta é notoriamente com o espanhol. Eu entendo e compreendo muito bem a língua mas, na hora de falar, é mais do género "desenrasco-me"... o mesmo se aplica à escrita. Quando enviei o meu currículo a candidatar-me à vaga de emprego, fiz-o em espanhol recorrendo frequentemente ao "amigo google". Aproveitando o facto de morar próximo da fronteira com Espanha, decidi dar um saltinho até lá e adquirir dois livros na língua de "nuestros hermanos". Sim, a minha estratégia para aperfeiçoar o espanhol é ler mais na língua de Cervantes, ouvir músicas e assistir a séries cuja tradução esteja, escrita ou oral, em espanhol. E, claro, sempre que me for possível, quer no meu actual trabalho - como operadora de loja -, quer em casa - os meus pais ainda falam muito bem a língua -, tentar falar o máximo de espanhol. Acredito que estás opções me ajudaram a melhorar na primeira língua que aprendi. Afinal, as primeiras palavras que proferi, escrevi ou o primeiro livro que li foi em língua espanhola. O meu problema é, contudo, a escrita: não sei como treinar a escrita... o que me sugerem?

 

Quanto à língua inglesa, por agora, fica em stand-by... na verdade, qualquer outra língua. O meu foco é mudar de emprego e conseguir a vaga a que me candidatei em língua espanhol. Infelizmente, o facto de trabalhar por turnos rotativos, fins-de-semana incluídos, não ajudam a que consiga conciliar um curso com o trabalho. Provavelmente teria de optar por aulas particulares o que, de momento e por motivos financeiros, está totalmente fora de questão. No entanto e caso consiga realmente a vaga, será no inglês que investirei... porque quase todos os empregos pedem alguém que saiba relativamente bem inglês. O horário, sendo fixo, permite-me conciliar com um curso ou formações nocturnas. E, claro, à medida que conhecesse a língua de Shakespeare, aventurar-me nos livros. 

 

As minhas próximas leituras são, portanto, em língua espanhola...

 

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Albert Espinosa é a leitura de cabeceira e David Saflier a próxima leitura. 

Leituras de Abril.

O mês de Abril revelou-se um completo desatre literário. Não consegui iniciar e concluir nenhuma leitura. Terminei O Prisioneiro do Céu de Carlos Ruiz Zafón e iniciei leituras diversas que não terminei.

 

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No âmbito do desafio 12 Meses, 12 Livros onde cada mês é subordinado a um determinado tema, o mês de Abril deveria ser dedicado à leitura de uma adaptação cinematográfica de quem, porém, nunca cheguei a ultrapassar as primeiras páginas. Palmeras en la nieve de Luz Gábas foi a minha escolha. No entanto, talvez por se tratar de um romance histórico em língua espanhola ou, quiçá, por não ser a altura mais adequada para a sua leitura, a verdade é que não consegui desenvolver paixão por este livro. Coloquei-o, por acreditar que seria o melhor, um pouco de lado e deixei-me envolver no mistério d' O Homem Que Perseguia o Tempo de Diane Setterfield. A narrativa de Diane não foi, contudo, suficiente para me agarrar: ultrapassei a metade do livro sem que a história se tornasse mais cativante. Retomei a leitura de Palmeras en la nieve, na esperança de me enamorar por um romance histórico da era colonial espanhola... um fracasso. 

 

Acredito que um livro não deve ser lido por obrigação mas por prazer e com uma lista tão extensa de livros por ler, decidi-me a iniciar uma nova leitura. A Tomada de Madrid de Mário Silva Carvalho pareceu chamar-me mas, tendo em conta o último abando e desilusão literárias, optei por esperar uma altura mais propicia à sua leitura.

 

Nos últimos dias de Abril, depois dos fracassos literários, optei por ler uma autora que dificilmente me desilude: Lesley Pearse e A Promessa, o segundo volume da trilogia Belle. Coloquei-a, ainda assim, em segundo plano quando decidi, impulsivamente, comprar A Livraria dos Finais Felizes de Katarina Bivald. Uma escolha, contudo, acertada que me devolveu o reencontro com o entusiasmo literário perdido. É certo que o encontraria com Lesley Pearse mas fez-me bem arriscar numa escrita nova. Maio trouxe o final d' A Livraria dos Finais Feliz e o retomar d' A Promessa. 

 

Prevejo, em breve, ler o livro subordinado à temática de Maio - mês do Trabalhador: um livro cujo o título seja sobre uma profissão - do desafio 12 Meses, 12 Livros: O Livreiro de Mark Pryor. Conto, igualmente, reler Viver Depois de Ti de Jojo Moyes... uma leitura conjunta.

Livros na mesa de cabeceira.

Três. O verão é, para muitos, tempo de férias, descanso e calma. Para mim, que trabalho nesta altura num café, é tempo de confusão, cansaço e cabeça feita num oito. Isto reflecte-se e provoca moças na leitura... acabam por ficar um bocadinho arrumadas. A verdade é que vou lendo mas procuro evitar todo o género de livros grandes, com conteúdo histórico ou histórias pesadas. No fundo, aproveito para ler exactamente aquilo que o verão das mil confusões me pede: leituras leves. Porém, comigo não foi isso que acontece, simplesmente porque a ansia e a curiosidade sobre um determinado livro é elevada ou a desilução com outro nos obriga a parar, e neste momento tenho três livros na minha mesa de cabeceira...

 

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Três livros na minha mesa de cabeceira é, segundo dizem na minha terra, a conta que deus fez. Ou, no fundo, sejam apenas dois livros. O primeiro livro que se encontra à semanas a requerer a minha atenção é O Retrato da Mãe de Hitler do escritor português Domingos Amaral.

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O livro foi-me emprestado pela Magda, do blogue StoneArt. Tenho como política ler o que não é meu e devolver assim que a leitura termine mas, porém, o certo é que o livro anda à dias, semanas, na mesa de cabeceira sem que lhe toque. O Retrato da Mãe de Hitler tinha tudo para ser um belo romance histórico, clarificando a posição de Portugal de Salazar face ao fim da II Grande Guerra e dos nazis alemães que usaram o país como rota de fuga. Todavia, o livro fica aquém das expectativas: diálogos pobres e improváveis entre neto e avô, abundância de relatos sobre sexo e abordagem fraca às aventuras e desventuras do nazi que guardava os tesouros de Hitler, incluindo o retrato de Klare, a mãe de Adolf. Li, de Domingos Amaral, Quando Lisboa Tremeu, romance histórico sobre o terramoto de 1755, e na época gostei da forma simples, clara e fluida como escrevia, bem como no que considerei tratar-se de um excelente trabalho de pesquisa. Porém, este segundo livro que leio dele revelou-se uma total desilusão... e, no entanto, poderia dar-se o caso de a desilusão se dar em virtude de não ter lido o primeiro volume Enquanto Salazar Dormia, mas o segundo livro claramente, pela prodigiosa capacidade de recordação do avô Jack, dispensa a leitura do primeiro. Não gosto de deixar livros inacabados mas, quando sinto necessidade de saltar frases ou páginas à frente, dificilmente conseguirei terminar o livro. Iniciei a leitura a dezasseis de julho e, todavia, até à presente data, não o voltei a folhear, lendo e vivendo outras aventuras literárias... sinceramente, nem sei se o voltarei a esta leitura nem sinto necessidade de o fazer. 

 

Na semana passada, a dia treze, comecei a ler O Tempo Entre Costuras da espanhola María Dueñas.

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É, tal como o anterior mencionado, um romance histórico passado entre terras espanholas, marroquinas e portuguesas, costurado sob o pano da Guerra Civil Espanhola e de uma Madrid que apoia a Alemanha Nazi da II Grande Guerra, dos enclaves de Tânger e Tetuán, e uma Lisboa que ainda não conheci. O Tempo Entre Costuras era daqueles livros que queria ler à muito tempo... mais ou menos desde que o meu irmão me falou na série que ele gostava de acompanhar. O livro foi adaptado a série por um canal espanhol, em 2013, e o meu irmão foi-lhe fiel seguidor. Portanto, desde essa altura que desejava ler o livro... e o entusiasmo cresceu quando li criticas positivas noutros blogues, e de entre elas a da JustSmile, sobre o livro. Não se trata, todavia e na minha  opinião, de um livro carregado de aspectos históricos. O Tempo Entre Costuras conta com o seu qb de detalhes históricos, não se tornando maçudo, numa escrita cuidada mas clara e fluida. Acabei por abandona-lo um pouco, essencialmente, porque me sinto cansada e sem me conseguir entregar devidamente à sua leitura. É uma leitura que merece tempo e dedicação e enquanto os dias cansativos se mantiverem, dificilmente serei capaz de me lhe dedicar o tempo que realmente merece. A curiosidade sobre o livro levou a melhor, à muito que o ansiava ler e o inevitável aconteceu... não consegui deixar para uma altura mais calma, sendo obrigada a uma pequena pausa. O Tempo Entre Costuras é, sem dúvidas, um romance histórico que vale a pena ser lido.

 

Por fim, recentemente, a catorze, optei por dar inicio à leitura de Arroz de Palma do brasileiro Francisco Azevedo.

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É, um livro pequeno, com cerca de trezentas páginas, capítulos pequenos e fáceis de ler, duas a três páginas, escritas numa mistura entre o português de Portugal e o português do Brasil. Arroz de Palma fala sobre família, a complexidade de um século na vida de uma família brasileira com sangue português, um prato de elaboração complexa... sim, Arroz de Palma é daqueles livros com sabores e cheiros, misturando culinária com sentimentos diversos. Não posso dizer que estou a adorar, uma vez que ainda estou muito no início, não ultrapassei as primeiras cinquenta páginas mas, posso afirmar que já me ri com as personagens e desentendimentos... 

Um mar de livros... estou a ler,

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