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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Dia Trinta e Três. Personagem(ens) literária com a qual terias “one-night stand”.


M*

02.06.15

Luís Bernardo Valença

Equador

Miguel Sousa Tavares

 

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Jack

A Melodia do Amor

Lesley Pearse 

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___

 

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 O desafio literário foi-me sugerido pela Magda. A ideia é, durante quarenta e cinco dias, todos os dias, à mesma hora, falar-se sobre livros, respondendo às questões sobre o universo dos livros. O objectivo do desafio é simples: se por um lado, consiste numa de gostos e experiências sob o mundo dos livros, por outro, este desafio leva-nos-à a pensar e a reflectir sobre os livros que já lemos. Iniciado a 1 de Maio de 2015 e durante 45 dias, neste blog, falar-se-à maioritariamente de livro. Não se esqueçam de visitar a Magda e conhecer as suas escolhas literárias

Dia Trinta e Dois. Personagem(ens) literária com a qual terias uma relação amorosa estável.


M*

01.06.15

Quem, ao longo dos últimos dias têm acompanhado o blog e o desafio literário, sabe que um dos meus livros favoritos é,

 

A Sombra do Vento

Carlos Ruiz Zafón

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Daniel Sempere

 

...e, portanto, seria quase impossível não colocar o jovem Daniel como resposta à questão. Recordo-me de que, enquanto lia o livro, de imaginar o quanto desejava encontrar um Daniel para mim... alguém a quem cujo o olhar brilharia em escutar o meu nome. É, quiçá, das personagens masculinas mais fascinantes e inesquecíveis com que me deparei, uma das poucas que me fez pensar será que existirá um Daniel para mim?, que me fez invejar e desejar ser protagonista da história d' A Sombra do Vento. Quem já leu este livro sabe quão magnífica é o livro e, quem não leu, aconselho vivamente a sua leitura... confesso que, inicialmente, a leitura foi pesada e lenta mas, ao entrar mais e mais, a cada nova página, a seta da paixão por este livro, finalmente, me acertou.

 

A Sombra do Vento é, definitivamente, um dos livros que adoraria ver adaptado por nuestros hermanos à grande tela (e, se Daniel Sempere fosse interpretado por Mario Casas, melhor ainda)... aliás, toda a triologia d' O Cemitério dos Livros Esquecidos.

 

Porém, o mesmo pensamento de será que existem homens reais como este? não me ocorreu únicamente com Sempere mas, igualmente com...

 

Luís Bernardo Valença

Equador

Miguel Sousa Tavares

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E, ainda, com

 

Harry Potter

Harry Potter Saga

J.K. Rowling

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___

 

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 O desafio literário foi-me sugerido pela Magda. A ideia é, durante quarenta e cinco dias, todos os dias, à mesma hora, falar-se sobre livros, respondendo às questões sobre o universo dos livros. O objectivo do desafio é simples: se por um lado, consiste numa de gostos e experiências sob o mundo dos livros, por outro, este desafio leva-nos-à a pensar e a reflectir sobre os livros que já lemos. Iniciado a 1 de Maio de 2015 e durante 45 dias, neste blog, falar-se-à maioritariamente de livro. Não se esqueçam de visitar a Magda e conhecer as suas escolhas literárias

 

Os livros do mês de Abril.


M*

06.05.15

E As Montanhas Ecoaram

Khaled Hosseini

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- É uma coisa engraçada, Markos, mas as pessoas geralmente interpretam isso ao contrário. Pensam que vivem de acordo com aquilo que querem. Mas, na realidade, o que as guia é aquilo de que têm medo.

 

E As Montanhas Ecoaram leva-nos a sentir o amor sincero entre um irmão, Abdullah e a irmã de quem sempre tomou conta após a morte da mãe de ambos, Pari. O pai de Abdullah e Pari é obrigado a separar os irmãos, vendendo Pari a um casal abastado de Cabul, Afeganistão e, desta forma, continuar a manter a restante família. A cruel escolha tomada pelo pai, deixa nas vidas de Abdullah e Pari, um enorme sentimento de vazio. Porém, a vida prossegue e é, deste modo, que descobrimos histórias paralelas e secundárias de quem, de alguma maneira, lidou com os irmãos. E As Montanhas Ecoaram fala do amor entre irmãos mas, de escolhas e decisões que, em algum momento alteram o rumo das nossas vidas e de sentimentos em relação a um país em constante guerra e destruição, Afeganistão.

 

Khaled Hosseini é, definitivamente, um mestre na arte de contar histórias, dono de uma enorme criatividade, sensibilidade e fluidez de palavras, capaz de nos levar a reflectir e a imaginar os seus cenários. A minha opinião sobre este livro, aqui.

 

Nunca Digas Adeus

Lesley Pearse

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- Penso que a maior parte de nós se apaixona sempre pelo mesmo género de pessoas - respondeu Steven. - Mesmo sabendo qual vai ser o resultado.

 

Nunca Digas Adeus é uma viagem ao coração puro da amizade. Susan e Beth são amigas desde infância, separadas pela força do destino para, vinte e nove anos depois, o caminho de ambas se cruzar pelos piores motivos. Beth é uma mulher lindíssima, uma advogada de sucesso, colocada a defender uma mulher que assassinou, a sangue-frio, duas pessoas numa clínica médica. Susan é essa mulher que, numa tarde chuvosa de Outono, matou a recepcionista e o médico. Beth e Susan mal se reconhecem mas, a força da amizade e as lembranças daquelas férias de verão é poderosa e ambas embarcam na aventura dos segredos que levaram Susan a cometer tal atrocidade.

 

Nunca Digas Adeus é muito mais do que um romance sobre a amizade. Aborda temas sensíveis, como a violência doméstica, o alcoolismo, a escravatura infantil, a perde de um filho ou a violação sexual. As personagens longe de serem perfeitas, mostram-nos o lado humano de quem encerra em si traumas e medos e, a forma como luta para os ultrapassar. Um romance sensível, humano, carregado de emoções e sentimentos. A escrita é simples, cativante, viciante. Prende-nos. A cada nova descoberta, mais segredos vamos descobrindo. O final é surpreendente. 

 

É fácil conseguir-me identificar com Susan. Baixa, roliça, bonita mas não atraente, Susan é uma mulher de fraca auto-estima com quem facilmente partilho os sentimentos sobre o corpo e o sexo oposto...

 

Lesley Pearse, com este segundo livro que leio, conquistou-me. Tornou-se, marcadamente, uma das minhas escritoras favoritas.

 

Glória Mortal

J. D. Robb

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Ele tinha o maxilar esmurrado, sangue no casaco e um brilho no olhar. Ela perguntava-se se perdera o juízo. - Estamos aqui, espancados de morte, a abandonar o local do crime onde um de nós ou ambos podíamos ter ido desta para melhor, e pedes-me em casamento?

Ele voltou a passar o braço à volta da cintura dela e puxou-a. - É a altura perfeita.

 

Glória Mortal é um policial futurista com romance à mistura. Eva Dallas é a famosa tenente da polícia de Nova Iorque, encarregue de investigar a estranha e horrível  morte de uma famosa procuradora do ministério pública daquela cidade. Porém, a esta morte, outras mortes se sucedem e, a tenente Dallas vê-se envolvida numa teia de conspirações, segredos e poder. A minha opinião sobre esta leitura pode ser lida aqui

 

Equador

Miguel Sousa Tavares

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- É difícil de responder... a vida ensinou-me que a nossa capacidade de resistência e de sofrimento é sempre maior do que supomos.

 

Equador é uma viagem às ilhas de S. Tomé e Príncipe, da escravatura, das roças e da produção de cacau do início do século XX.

 

Luís Bernardo Valença é um jovem empresário lisboeta, solteiro e dotado de humanidade e inteligência. Sob a ideia de um falso humanismo, rapidamente compreende o jogo adoptado pelas potências estrangeiras, nomeadamente a Inglaterra, que procuram eliminar a concorrência portuguesa de cacau, alegando trabalho escravo nas ilhas. Porém, a realidade nas colónias portuguesas não é distinta de outras colónias europeias e, o jovem denuncia-o. É a denúncia de Luís Bernardo que leva o rei D. Carlos a convidar o jovem Valença a assumir o cargo de governador das ilhas de S. Tomé e Príncipe com o objectivo de conhecer a realidade sobre a escravatura na ilha e convencer o cônsul enviado por Inglaterra, igualmente para verificar o mesmo facto, de que a escravatura naquela colónia portuguesa é algo do passado. 

 

Luís Bernardo não existiu mas, a escravatura e exploração negra sim. Equador é um romance sensível e inesquecível, recheado de detalhes históricos sobre a vida naquela colónia portuguesa, numa escrita absorvente e cativante.

 

E As Montanhas EcoaramNunca Digas Adeus Equador são os meus destaques para o mês de Abril (ou seja, quase todos).

Livro, José e os cravos.


M*

25.04.15

Equador, Miguel Sousa Tavares.

 

Numa tarde, recentemente, em que me dedicava à leitura de algumas páginas de Equador, um senhor interrompe-me a leitura, pedindo desculpas por roubar a minha atenção daquelas páginas. Levantei os olhos, deparando-me com um senhor de idade, mais de 60, vim a descobrir posteriormente, rosto marcado do tempo e um sorriso aberto. Sorri e respondi-lhe, com aberta sinceridade que, do que já tinha lido, estava a gostar embora pecando pelo excesso de descrição e falta de diálogos tornando-se penoso. Novo sorriso. Partilhamos a mesma opinião.

 

Sabe de quem é filho o Miguel? - pergunta-me, com alguma hesitação. 

 

Procuro na memória aquele nome bonito, de uma mulher que gostava, respondo, satisfeita por me recordar dela - Sim, é filho de Sophie de Mello Breyner. 

 

- E sabe quem é que ela foi? - pergunta-me o idoso, como que a tentar descortinar a minha cultura literatura. - Óbvio que sei, li livros dela! - respondo-lhe após uma pequena gargalhada. - Escritora. Poetisa. Gostava imenso d' A Menina do Mar.

 

Ele sorri, um sorriso rasgado de quem já viu e ouvi tanto e, diz-me - Sabe, eu convivi muitos anos com ela e com o pai do Miguel. Sabe quem ele era?

 

- Não, o pai não sei quem era mas, sobre a mãe, digo-lhe que é um privilegiado. Adorava tê-lá conhecido. 

 

Um olhar nostálgico apodera-se dele. Perde-se nas memórias. Sorri-me como se tivesse acabado de descobrir alguma coisa, lá no fundo da alma das lembranças.

 

- Chamava-se Francisco. Era um dos melhores advogados daquele tempo. Sabia que ele teve um papel fundamental na revolução do 25 de Abril? 

 

- Não, não sabia... - e deixo o velho senhor continuar a divagar, nas lembranças de uma revolução.

 

Misturado nos sons típicos de um café, as memórias daquele senhor levaram-me a viajar ao antes e durante da revolução de Abril e a conhecer um pouco do pai de Miguel Sousa Tavares. Falamos das prisões políticas, das restrições do dia-a-dia, da forçada emigração a que se viu levado aquele idoso, das histórias contadas daquele tempo e que relembro de escutar do meu professor de História... e, sobre o presente. Um pouco de política, de juventude e do papel importante da História. No espaço de pouco mais de meia hora, fomos do passado, ao presente, ponderando o futuro. Nunca conheceu o Miguel mas, foi graças a ele, a Equador, que viajei à era da revolução de Abril. José, o nome do idoso que me dá a conhecer uma história que eu não vivi.

 

Porque ler também é isto... pausa de uma viagem para embarcar noutra de histórias reais.

 

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O 25 de Abril que não vivi, não senti, das transformações que não recordo. O 25 de Abril que conheço dos livros e manuais escolares, das palavras dos meus professores de História, dos jornais e revistas. O 25 de Abril dos cravos e das revoluções, da liberdade e mudanças. 

 

Liberdade, palavra tão cheia de sentimentos, significado, importância. Para quem, como eu, nasceu no pós-Abril de 1974, provavelmente, tal como outras datas recheadas de História, pouco lhe diga. Mas, a verdade é que, sem os Franciscos, Sophies e Josés de 1974, quiçá o significado de liberdade fosse outro... ou, talvez a História se pintasse noutros tons. 

Livros,


M*

23.04.15

a cada novo livro, nas primeiras palavras, empreende-se uma nova viagem. Livros, são mais do que capa bonita, recheado de palavras e inúmeras folhas... são, na verdade, uma viagem, uma descoberta, um país, uma personagem, uma história, um sentimento. É tudo isto sem sair do conforto de um lar ou durante uma viagem de comboio, do barulho de um café ou do som solitário de um banco de jardim. Mergulhamos nas palavras, dançamos ao ritmo de cada nova página, descobrimos novas histórias, autores, personagens. 

 

Fui, sou, serei mil e uma personagens. Ontem rainha, hoje governador, amanhã uma filha. Sem sair do lugar, do conforto meu mundo, viajei até Barcelona do século dezanove, conheço Portugal de mil novecentos e seis e, amanhã, quem sabe, vá conhecer África. Ri-o, choro, amo, vivo, sonho, canto. Sou o eu em múltiplas personagens. 

 

E, neste dia mundial do livro, comemoro-o da melhor forma... a ler. Vesti o papel de governador e viajo até S. Tomé e Príncipe, na pele de Luís Bernardo... 

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... até já e, 

 

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