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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

Uma Paixão Chamada Livros, 34/40.

Dia Trinta e Quatro

 

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 A importância da capa do livro...

 

Mentiria se escrevesse o oposto: a capa de um livro, para mim, é importante. Não sendo fundamental, a verdade é que, por vezes, uma bonita capa me seduz. Foi, mais do que eu realmente desejaria, a beleza de uma capa que me levou a ler um determinado livro. 

 

Por outro lado, embora seja um pouco contraditório, não considero que a capa seja totalmente importante na hora de escolher um livro. O relevante e o chamariz de um livro é, a meu ver, o título e a sinopse do mesmo. Por mais bela que a capa seja se, no entanto, não considerar o título e a sinopse cativantes, dificílmente comprarei determinado livro.

 

É, no fundo e por outro lado, o conteúdo e o valor da narrativa quem mais me cativam... já me deixei seduzir por capas lindíssimas mas cuja história detestei e, por oposição, li narrativas extraordinárias cuja capa considero feias e aquém da história. 

 

O Circo dos Sonhos de Erin Morgenstern foi um dos livros que me seduziu, acima de tudo, pela extraordinária beleza da capa (e, obviamente, pelo título). Porém, a beleza da capa em nada condiz com a narrativa, deixando-me profundamente desiludida. Por oposição, considero as capas dos livros Travessuras da Menina Má de Mario Vargas Llosa e Estrada da Noite de Kristin Hannah extremamente feias mas as narrativas são inesquecíveis e interessantes sendo, aliás, dois dos meus livros favoritos. 

 

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A capa é, resumindo e para mim, importante mas não um factor determinante na hora de comprar e ler um livro. 

 

___

 

O desafio Uma Paixão Chamada Livros consiste em responder a quarenta questões sobre, tal como o título indica, livros. O desafio começa no dia 1 de Fevereiro, decorrerá nos dias úteis, sendo publicado às 15 horas. 

 

O amor pelos livros e pela leitura é partilhado nos blogues Magda PaisNathyJust SmileThe Daily MiacisMulaMiss FMarcianoAlexandraJPDrama QueenFatia MorCMAna RitaMJTeaCarla B.Neurótika WebbNoqeCaracolMorena e As Minhas Quixotadas onde podem consultar as suas escolhas literárias.  

Doze livros de dois mil e quinze.

Dois mil e quinze, por diversos motivos, revelou-se um ano produtivo a nível de leituras. Li, contabilizado no Goodreads, cinquenta e cinco livros. A minha meta pessoal, segundo outros aspectos - porque a vida não se limita a livros -, era de vinte livros. Não leio para atingir metas ou completar desafios, leio pelo prazer de ler, pela companhia que me proporcionam. Não me canso de repetir e de o mencionar aqui que, para mim, livros são essenciais para o meu bem-estar, uma droga saudável, universos que conheço sem abandonar a vida real.

 

Mas... deixemos o blablabla, e falemos do que realmente importa: o meu top doze de melhores livros do ano.  

 

A ideia era publicar esta lista no início do próximo ano quando, de facto, dois mil e quinze tivesse terminado e não corresse o risco de encontrar um livro para acrescentar à lista depois da sua publicação. Porém, a verdade é que não pretendo iniciar nenhum novo livro antes do início de dois mil e dezasseis. Porquê? Simples: estou à espera de dois novos livros para a minha estante e que talvez só cheguem nos primeiros dias de Janeiro, dos quais um aguardo com enorme ansiedade e será a primeira leitura do ano que se avizinha - Guia Astrológico Para Corações Partidos (Sílvia Zucca), o tal que me está a deixar morta de curiosidade, e Quando Hitler Roubou o Coelho Cor-de-Rosa (Judith Kerr) - e, por fim, porque ainda não terminei os dois livros de contos, em língua espanhola, da saga A Seleção. É, portanto, com toda a segurança que posso publicar o meu top doze de melhores livros de dois mil e quinze. Não existe ordem de preferência; os livros apresentam-se pela ordem em que foram lidos...

 

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Top 12 dos Melhores Livros de 2015

 

 A Menina Que Fazia Nevar de Grace McCleen

 O Menino de Cabul de Khaled Hosseini

 Nunca Me Esqueças de Lesley Pearse

A Bibliotecária de Auschwitz de Antonio G. Iturbe

Perguntem a Sarah Gross de João Pinto Coelho

 Travessuras da Menina Má de Mario Vargas Llosa 

Jane Eyre de Charlotte Brontë

 Orgulho e Preconceito de Jane Austen

Viver Depois de Ti de Jojo Moyes

 A Contadora de Histórias de Jodi Picoult

saga A Seleção - A Seleção, A Elite e A Escolha (aguardo pela publicação, em Portugal, de A Herdeira) - de Kiera Cass

O Rapaz Que Venceu Salazar de Jacinto F. Matias

 

O ano que termina foi rico e variado em leituras: descobri os romances históricos de Lesley Pearse, aventurei-me na distopia de Kiera Cass, arrisquei nos clássicos, li mais escritores portugueses e três dos meus livros favoritos do ano relacionam-se com a temática da II Guerra Mundial (4, 5 e 10). Cada um destes livros tornou-se inesquecível pela forma como me cativou e empolgou na leitura. Livros que recomendo... sem hesitações, acreditando na energia das suas personagens e no poder da história por forma a cativar quem os lê.

 

Desejo, para o meu dois mil e dezasseis, novas e inúmeras aventuras e ser capaz de manter o ritmo da leitura... os restantes desejos guardo-os para mim. 

 

Para conhecerem os cinquenta e cinco livros que li em dois mil e quinze podem consultar a minha página no goodreads ou no facebook do blogue.

Ódios Literários: o outro lado dos livros.

Um livro é recheado de páginas mágicas. Um livro é capaz de despertar mil e uma emoções em que o lê. Um livro, a cada nova página, possui poderes mil que nos provocam um sorriso ou uma lágrima. Ler é partilhar com as personagens pedaços de sentimentos, histórias, sonhos, viagens.

 

Um livro é capaz de tanta coisa... E, porém, nem sempre um livro nos marca pelo lado positivo. Nem sempre falamos do lado negativo de um livros. Todos nós temos os nossos ódios literários: uma personagem que não gostamos, um livro que detestamos ou um livro que julgamos adorar e acabamos a sentir o oposto por ele. É este lado que, por vezes, na verdade, tantas vezes, procuramos omitir ou esquecer, com receio de demonstrarmos que não gostamos de um livro, quando a amiga ou o Mundo o adoraram, ou sentir que respeitámos o trabalho de quem o escreveu. 

 

Hoje não vou falar do bom dos livros. Hoje vou falar-vos dos meus ódios literários... o outro lado dos livros que li*

 

Vamos brincar com os livros?

 

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   | Personagem masculina que menos gostei...

Theo de A Melodia do Amor, Lesley Pearse. 

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Theo, uma das personagens centrais do romance histórico da escritora britânica, é um carismático jogador de cartas que, na companhia de Jack e dos irmão Beth e Sam, embarca na aventura da Febre do Ouro de Klondike no Yukón, Canadá. Theo é, porém, para mim uma personagem desnecessária à história. Nunca deveria ter nascido... em nada contribui para o desenvolvimento os amigos, gerando problemas aos quais é incapaz de responder ou dar a cara. Personagem egoísta, individualista e perturbador, Theo foi a personagem que menos gostei de todos os livros que li, um elemento que não se justifica neste romance.

A Melodia do Amor foi um dos livros que menos gostei de Lesley Pearse, essencialmente porque embirrei com Theo.

 

   | Personagem feminina que menos gostei...

Admito que, contrariamente à personagem masculina, só depois de muito pensar, contemplar e folhear os meus livros é que encontrei uma personagem feminina que não gostei. Margo personagem importante do livro Cidades de Papel, do escritor John Green, foi uma das personagens femininas que menos gostei. Considero a Margo uma jovem mimada e irreflectida, embora aventureira e irreverente, que procura nas suas fugas chamar a atenção para si. Considero a aventura dos jovens amigos de Margo pela descoberta do seu paradeiro interessante, uma viagem sobre o valor da amizade e do amor, mas nunca consegui ganhar afeição à personagem principal feminina. 

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Reconheço que as adaptações cinematográficas nem sempre são as melhores porém, este não é o caso, reforçando o filme a minha opinião sobre a personagem.

 

   | O/A vilão/ã mais odiado/a...

Rashid, Mil Sóis Resplandecentes, Khaled Hosseini. 

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Mil Sóis Resplandecentes é um dos meus livros favoritos. É uma história de amor e amizade, uma ode à esperança e à luta constante pela vida. Rashid é o marido de Laila e Miriam, um homem agressivo, prepotente e mentiroso, capaz de recorrer a todas as formas de violência para subjugar as esposas à sua vontade e capricho. Um homem despido de sentimentos e compaixão, num Afeganistão vestido de medo e terror pela guerra e duas mulheres unidas por laços fortes de amizade em busca de paz e segurança para os filhos. 

 

   | Um livro que li de capa feia...

Na verdade, em vez de uma capa, vou optar por mencionar dois livros que li e adorei mas cujas capas considero feias. Portanto, são eles, Travessuras da Menina , do escritor peruano Mario Vargas Llosa e Estrada da Noite, da escritora norte-americana Kristin Hannah. 

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Não existe nenhum motivo especial para não gostar das capas.

O primeiro livro, a capa faz jus ao conteúdo do livro, uma história cujos protagonistas se vestem de irreverência e dor, uma história de amor com final triste e diferente. A capa considero-a simplesmente feia.

O segundo livro merecia mais trabalho de capa.  É um drama intenso e inesquecível sobre o valor da amizade, do amor, as dúvidas de uma mãe, a morte e o perdão. Na verdade, qualquer um dos livros de Kristin Hannah do Círculo de Leitores o merecia... capinhas mais feias!

 

   | A dupla de personagens que menos gostei...

Alice Jack, O Retrato da Mãe de Hitler, Domingos Amaral. Não gostei do livro e não gostei desta dupla, aliás, das personagens no seu todo. O livro é aborrecido. Não o cheguei a concluir. Peca pelos excessivos relatos sexuais da dupla de espiões a amantes Alice e Jack.

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O Retrato da Mãe de Hitler tinha tudo para dar certo... mas, para mim, simplesmente não deu.

 

   | Um livro que achei que não iria gostar e, no final, adorei...

O Tempo Entre Costuras, María Dueñas. 

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Quando iniciei a leitura d' O Tempo Entre Costuras achei que não iria gostar, essencialmente pela escrita e pela falta de diálogos. Não gosto de livros onde não existam diálogos. Fazem-me lembrar os livros académicos. Considerava a escrita demasiado cuidada e receava que entrasse em excessivos detalhes sobre costuras. No entanto, à medida que folheava o livro, a cada nova página, a cada nova aventura de Sira Quiroga, o ânimo e o gosto pelo livro aumentaram. É um livro que exige tempo e dedicação, pela escrita e detalhes históricos da Espanha do século XX, porém é uma aventura de amor e enganos fantástica. O final é diferente e deixou-me encantada. 

 

   | Um livro que pensei que iria adorar mas que, na verdade, me decepcionou...

Estava tentada a escolher A Melodia do Amor até me lembrar de um livro cuja capa maravilhosa e título me deixaram apaixonadas, porém profundamente decepcionada não tendo, inclusive, concluído o livro... O Circo dos Sonhos de Erin Morgenstern. 

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O Circo dos Sonhos é um livro de desenvolvimento lento - muito muito muito lento -, sendo precisamente este o meu motivo de abandono, recheado de personagens diversas, cuja escrita nos envolve numa áurea de mistério e magia. 

 

   | O final de uma saga mais decepcionante...

Não tenho o hábito de ler sagas de livros. É algo que não me cativa. Procuro ler livros individuais, ou seja, sem continuação. Li, no entanto, algumas trilogias como as de Carlos Ruiz Zafón, nomeadamente O Cemitério dos Livros Esquecidos e trilogia Neblina, os dois volumes de Um Mundo Sem Fim, de Ken Follett, e não terminei a saga Harry Potter. Das sagas completas referidas, o final que menos gostei foi a de Um Mundo Sem Fim.

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Esperava, simplesmente, um final distinto. Uma saga recheada de imprevisto, de constantes reviravoltas, teve um final previsível. 

 

   | O pior livro que já li...

Todos cuja leitura não conclui. Quando um livro não me cativa, após as merecidas insistências, simplesmente abandono a leitura, sem dramas. Nós, leitores, lemos um livro e um livro lê-nos. Quando tal não acontece, independentemente dos motivos, para mim torna-se um dos piores livros que li... a saber,

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   | O livro que está na moda, todos adoraram, mas tu não...

Prometo Falhar de Pedro Chagas Freitas e a saga Cinquenta das Sombras de Grey de E. L. James.

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 * (book tag adaptada das youtubers espanholas fly like a butterfly e Nube de Palabras)

Um mar de livros... estou a ler,

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