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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

1M/12L | Rainha Vermelha de Victoria Aveyard.


M*

25.01.16

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 Rainha Vermelha de Victoria Aveyard foi a primeira leitura no âmbito do desafio literário Doze Meses, Doze Livros. O objectivo deste desafio é ler um livro subordinado a uma temática particular. O mês de Janeiro, por se ter celebrado, a seis, o dia de Reis, foi dedicado a Reis e Rainhas. O livro escolhido deveria falar sobre um Rei ou Rainha ou conter, no seu título, alguma das palavras mencionadas. 

 

Rainha Vermelha trata-se de uma distopia, uma viagem a uma sociedade invulgar, dividida entre si por Vermelhos e Prateados. É através do olhar de Mare, a jovem protagonista, que descobrimos o universo penoso dos Vermelhos. Considerados seres inferiores, os Vermelhos não possuem qualquer poder ou privilegio relativamente aos Prateados, seres donos de poderes especiais. O destino de Mare parece condenado a servir numa guerra que não é sua até que, acidentalmente, a jovem se cruza com um Prateado de bom coração. Salva do seu trágico destino, Mare descobre que é dona de um poder especial acessível somente à elite Prateada, o que a obrigará a ficar noiva de um dos filhos do Rei e a assumir uma nova identidade: a de uma princesa Prateada perdida. Mare não se limita a assumir a falsa identidade, arriscando a própria vida para lutar pelos direitos do povo Vermelho. Porém, o jogo de poder e luta pela igualdade não é a única batalha que a jovem Mare travará... 

 

Quem teria eu escolhido? Se nada disto tivesse acontecido, se o mestre de Kilorn não tivesse morrido, se a mão de Gisa não se tivesse partido, se nada tivesse mudado. Se. É a pior palavra do mundo.

 

Não é o meu género favorito ou habitual, embora já tenha lido e adorado outras distopias (nomeadamente a saga A Seleção de Kiera Cass e da qual adorei e aguardo ansiosamente pelo último livro, sendo uma distopia mais leve do que a de Victoria Aveyard, e As Filhas de Eva de Louise O'Neill), modo geral nunca senti interesse nestes livros. Porém, o burburinho em torno desta história despertou a curiosidade e a capa, simples, cativou-me e é em tudo correspondente à história narrada. 

 

Victoria Aveyard é dona de uma mente extremamente criativa. Numa escrita trabalhada mas sem excesso de palavras ou termos particulares, fluida e cativante, este livro surpreendeu-me. Esperava, admito, um pouco mais, tendo em conta as inúmeras opiniões fantásticas sobre o livro, mas não desiludiu. É diferente. No entanto, considerei-a uma leitura mais pesada, sobretudo comparada com a distopia de Kiera Cass, A Seleção, uma vez que os universos retratos são recheados de crueldade e malvadez (e menos marcado na saga A Seleção). Não posso, contudo, comparar Rainha Vermelha a outras distopias do género, como já o li, como Os Jogos da Fome ou O Complexo dos Assassinos, uma vez que nunca os li... embora me tenha despertado a curiosidade para eles.

 

A verdade não importa. Apenas importa aquilo em que as pessoas acreditam. 

 

Aguardo, morta de curiosidade, pela continuação da saga e aventura de Mare...

 

Gostei imenso e não me arrependo da escolha que tomei. Rainha Vermelha é um livro que recomendo a apaixonados por este género literário ou àqueles que desejam aventurar-se e explorar novas leituras.

 

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O segundo volume intitula-se Glass Sword, será publicado este ano nos EUA, mas sem data prevista de publicação em Portugal.

 

___

 

Título Original: Red Queen, 2015 / série Rainha Vermelha I

Autora: Victoria Aveyard, EUA

Tradução: Teresa Martins de Carvalho

ISBN: 9789896378486

Editora: Saída de Emergência, 2015

Páginas: 352

Sinopse: O mundo de Mare, uma rapariga de dezassete anos, divide-se pelo sangue: os plebeus de sangue vermelho e a elite de sangue prateado, dotados de capacidades sobrenaturais. Mare faz parte da plebe, os Vermelhos, sobrevivendo como ladra numa aldeia pobre, até que o destino a atraiçoa na própria corte Prateada. Perante o rei, os príncipes e nobres, Mare descobre que tem um poder impensável, somente acessível aos Prateados.
Para não avivar os ânimos e desencadear revoltas, o rei força-a a desempenhar o papel de uma princesa Prateada perdida pelo destino, prometendo-a como noiva a um dos seus filhos. À medida que Mare vai mergulhando no mundo inacessível dos Prateados, arrisca tudo e usa a sua nova posição para auxiliar a Guarda Escarlate - uma rebelião dos Vermelhos - mesmo que o seu coração dite um rumo diferente.
A sua morte está sempre ao virar da esquina, mas neste perigoso jogo, a única certeza é a traição num palácio cheio de intrigas. Será que o poder de Mare a salva... ou condena?

Guia Astrológico Para Corações Partidos de Silvia Zucca.


M*

05.01.16

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 Guia Astrológico Para Corações Partidos despertou a minha curiosidade pelo título, depois de o ter visto numa livraria, tornando-se a minha companhia de ano novo. Quem julga que irá encontrar um guia específico sobre astrologia, compatibilidades amorosas e de signo ou estratégias para ultrapassar os desígnios dos astros, o melhor será escolher outro livro. 

 

Alice, trinta anos, um emprego instável e em risco de o perder, nunca acreditou nos signos. Solteira, não por opção, a busca por um amor que a complete afigura-se, à sonhadora e dramática personagem principal, uma aventura complexa de encontros e desencontros. Balança de signo, o destino da jovem cruza-se com o excêntrico Tio, que a introduz no universo da astrologia.

 

Tio incentiva-a a sair e envolver-se com um homem cujo mapa astral seja compatível com o de Alice, na esperança de que tal evite novos desgostos amorosos e a encaminhe na busca da sua metade perfeita. Inicialmente, Alice mostra-se céptica. Porém, um novo desgosto e o medo da solidão leva-a a seguir as ideias peculiares de Tio.

 

É, deste modo, que Silvia Zucca nos dá a conhecer os signos da astrologia e as características mais evidentes de cada um, assim como os diversos géneros de homens, qualidades e defeitos. Inevitavelmente, associamos as personagens masculinas do livro a algum ex-namorado, amigo ou conhecido da vida real. 

 

Por outro lado, o livro fenómeno de Silvia Zucca não se limita a falar de amor, homens e signos. É mais do que um romance no feminino, abordando temas contemporâneos que afecta homens e mulheres, como a solidão, a amizade, a família e o trabalho. 

  

A capa é, a meu ver, brilhante e em tudo condiz com o livro e a temática. 

  

É fácil deixar-se envolver por Guia Astrológico Para Corações Partidos: Alice conquistará qualquer leitor/a, pelos momentos cómicos onde, em algumas passagens, facilmente nos rememos; bem como pela escrita envolvente da escritora. Um romance cómico marcado pela diferença, capaz de cativar os amantes da astrologia ou os leitores mais exigentes. A lição de Guia Astrológico Para Corações Partidos de Silvia Zucca é sublime, mostrando-nos que não devemos jamais desistir dos nossos sonhos... mesmo que o universo pareça conspirar contra nós. 

 

É, resumidamente, uma leitura que recomendo (e certamente não se arrependeram)!

 

___

 

Título Original: Guida Astrologico Per Cuori Infranti, 2015

Autor: Silvia Zucca, Itália

Tradução: António Fournier

ISBN: 9789896650162

Páginas: 560

Editora: Suma de Letras, 2015 

Sinopse: Com 30 anos, solteira (não por escolha) e com um emprego que oferece poucas perspectivas, Alice encontra um jovem actor convencido que conhece o secreto para o sucesso: a astrologia. Ainda que céptica, decide tentar e começa a sair com homens de signos do zodíaco compatíveis com o seu. Pouco a pouco, Alice descobre que talvez o verdadeiro amor não esteja sempre escrito nas estrelas… 

Um romance divertido, sexy e cheio de esperança.

Filmes do mês de Janeiro.


M*

10.02.15

Nunca fui de ver muitos filmes. Porque não gosto de filmes de terror, nem violentos, nem extremamente fantasiados. Sou, aliás, como em vários aspectos de mim e dos meus dias, muito esquisita. E, verdade seja dita, não sei apreciar filmes. Sou, como dizia o meu ex-namorado quando se referia ao meu gosto musical, um tanto ou quanto comercial... quanto maior a publicidade em redor de um filme, tanto melhor e é certo que, cedo ou tarde, o irei ver. Por outro lado, não sei ver quando os filmes são de péssima produção. Quase nunca lhes noto grandes falhas. Um filme, para mim, é sempre bom desde que a história seja boa. O resto, aquelas coisas que todos notam mas que eu nunca vejo, não me interessam. Por exemplo, já li que o filme A Teoria de Tudo possui uma série de falhas mas, para mim e na minha opinião, o filme é lindo e não lhe encontro falhas nenhumas.

 

Contrariamente aos livros, os filmes nunca foram presença constante nos meus dias... e, de facto, desde que terminaram as minhas longas viagens de autocarro entre a vila onde moro e a cidade onde estudei, à um ano e alguns meses, que poucos ou nenhuns filmes vi. E, se a tudo isto acrescentarmos os factores preço e distância, por mais que me interesse um filme, não me posso dar ao luxo de o assistir numa sala de cinema... e, portanto, ou são colocados em sites online, como o warestuga, ou não os vejo - isto, é claro, se o meu interesse pelo filme não desaparecer e me lembrar do dito. 

 

Por isso, propôs-me a ver, no mínimo, cinco filmes por mês. A ideia surgiu-me depois de ver Se Eu Ficar, na noite de passagem de ano e, findado o mês de Janeiro, contei com seis filmes...  

 

Se Eu Ficar

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(avaliação: muito bom)

 

Gone Girl

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(avaliação: bom)

 

A Teoria de Tudo

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(avaliação: excelente)

 

The Grand Budapest Hotel

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(avaliação: razoável)

 

Invencível

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(avaliação: excelente)

 

 Sex Tape

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(avaliação: bom) 

 

Se Eu Ficar, A Teoria de Tudo e Invencível foram, de facto, os mais marcantes. Histórias distintas mas marcantes, cada um de um jeito diferente.

 

A história de Stephen William Hawking, em A Teoria de Tudo, sensibilizou-me e será jamais esquecida. A doença, esclerose lateral amiotrófica, é-me familiar. Conheci e convivi com uma Mulher, com um enorme M, que sofria com a doença. Apesar de tudo e tal como é retratado no filme, encarava a vida de uma forma surpreendente, mesmo nos piores momentos da doença. Nunca, perante os filhos ou os demais, demonstrou fraqueza ou tristeza... sei que escondia o que sentia pelos filhos, porque sabia que sofriam por ela e pela cada vez mais limitada condição. Junto dela, os problemas nada significavam, fazia-nos sentir pequeninos perante a imensidão da alegria e boa-disposição com que nos recebia, disposta a ouvir o que nos entristecia. 

 

Enquanto há vida, há esperança.

A Teoria de Tudo

*Leituras do mês de Janeiro.


M*

09.02.15

O mês de Janeiro terminou e, com ele, cinco livros. Na verdade, entre o final de Janeiro e o presente dia nove, já li mais dois, mas estes não contam para a estatística de Janeiro - um comecei-o a ler no final do mês, terminando-o a dois de Fevereiro, portanto, ficou de fora. Cinco, julgo que é um bom número, sem pressas nem exageros. E, assim sendo, aqui ficam os meus livros de Janeiro,

 

Quando Estiveres Triste, Sonha

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Elisabeth Berg

 

Um livro sobre mulheres unidas pelo sangue, amor e guerra. O romance gira em torno de três irmãs de uma família norte-americana, diferentes entre si, nas personalidades, nos sonhos e nas esperanças e nas cartas que trocam com aqueles que partiram para combater na II Guerra Mundial. Sentadas à mesa da cozinha, Louise escreve ao noivo, Kitty ao homem por quem anseia receber um pedido de casamento e Tish aos homens que conhece nos bailes. Não é mais um livro sobre relatos da guerra é, acima de tudo, uma história sobre os que ficam.

 

O livro é de leitura leve e simples embora, lá para meio do livro, se torne repetitivo. Centrando-se nas cartas, cada carta torna-se mais do mesmo, sem acrescentar movimento ou novidade. Poderia acrescentar o excesso de patriotismo - algo que me desagrada -, mas tendo em conta o país, EUA, e a época, não o posso definir como algo negativo. Acaba por mostrar a máquina de propaganda empreendida pelo governo da altura para convencer milhares de jovens a entrar nas fileiras do exercito e manter o espírito de esperança nos que ficam. O final e a reviravolta que a vida das irmãs sofre acaba por ser inesperado e surpreendente. 

 

Um Mundo Sem Fim II

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 Ken Follet

 

Li, o primeiro volume, em meados de Novembro e aguardava ansiosamento pelo segundo volume. Incentivada pela Magda, que maravilhosamente falava deste autor e movida pela minha própria curiosidade, descobri em Um Mundo Sem Fim, uma leitura intensa e envolvente. Recheado de surpresas e reviravoltas, no segundo volume, encontrei os protagonistas, Caris e Merthin, por quem facilmente nos identifamos e nutrimos carinho e uma Inglaterra do século XIV abraços com a Peste Negra. Ken Follet trabalhou profundamente na história, não descurando nada e abordando temas como a Igreja e as relações entre os seus elementos, a sexualidade, o casamento, apimentado por intrigas, ódios e mortes. 

 

No Seu Mundo

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 Jodi Picoult

 

Um jovem com síndrome de Asperg. Um crime. Uma mãe desesperada. Um irmão esquecido.  Um dos livros que mais gostei do mês de Janeiro e que dele falei aqui... por me levar a conhecer mais a doença e porque Jodi Picoult é absorvente e cativante. 

 

A Menina Que Fazia Nevar

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 Grace McCleen

 

Fanatismo religioso, bullying, solidão, imaginação, amor, e esperança são alguns dos ingredientes que tornam este livro um dos mais especiais e inesquecíveis que li. Uma leitura intensa, uma viagem na montanha russa dos sentimentos, onde choramos e sorrimos com a doce inocência de uma criança. Uma leitura que recomendo àqueles que acreditam e aos que não acreditam; aos judeus, cristãos, muçulmanos, ateus ou agnósticos.

 

Mais sobre a minha opinião, aqui.

 

O Menino de Cabul

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Khaled Hosseini

 

O escritor afegão possui o dom da escrita e de nos levar numa viagem pelos sentimentos. Uma leitura marcante sobre a amizade, a lealdade e o perdão. O Menino de Cabul é, tal como o anterior, um dos livros mais interessantes que do mês de Janeiro e, provavelmente, do ano.

 

O autor escreve um livro sensível, tendo partilhado a minha opinião sobre o livro aqui

 

* (com alguns dias de atraso, é verdade, mas é algo que pretendo fazer todos os meses... mesmo com atraso.)

** (acho que vou tentar fazer o mesmo com os filmes, se me recordar dos que vi...)

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