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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Os livros do mês de Fevereiro.


M*

05.03.15

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 Não há nada pior do que esperar pela morte.

 

 Queria muito escrever sobre este livro, sobre a história, sobre a protagonista mas, confesso, era como se as palavras me fugissem, como se nada do que eu escrevesse pudesse transmitir o quão belo e maravilhoso foi ler sobre Mary. 

 

Baseado na vida de Mary Broad - ou, Bryant, apelido de casada -, a filha humilde de pescadores, o livro de Lesley Pearse leva-nos à descoberta da Inglaterra do século XVIII onde, o roubo de um simples chapéu, o crime de Mary, pode levar à morte. Perdoado o castigo, Mary é obrigada a embarca, juntamente com outros condenados, no primeiro navio rumo à colonização da Nova Gales do Sul (ou, se preferirem, a colónia dos condenados ingleses). Nunca Me Esqueças sensibilizou-me pela relação próxima e humana que Mary estabeleceu com os indígenas, bem como de revolta e choque pelos relatos marcantes e desumanos da viagem de Mary e demais condenados e pela negligente atenção de Inglaterra para com os primeiros habitantes da colónia Nova Gales do Sul. É uma mulher avançada para a época, não se resignando ao papel social que é imputado às mulheres daquele século, lutadora e dona de um enorme sentido de amizade e justiça.

 

O livro é mais do que um romance: é uma viagem pela História (para mim, desconhecida), uma singela homenagem aos oficiais, soldados e criminosos da Primeira Frota que ajudaram a colonizar a Nova Gales do Sul. Acredito que, todos eles, onde quer que estejam, certamente se orgulharam da colónia, hoje país, em que se transformou a Nova Gales do Sul, a Austrália que conhecemos. 

 

Nunca Me Esqueças é muito mais do que uma história de amor. Aliás, capa e sinopse conduzem a uma ideia cor-de-rosa do livro... mal se fala em amor. Cai nesse erro, o de achar que o livro uma lamechice romântica mas, esqueçam, está longe de tal. Ainda assim, o título demonstra aquilo que sinto por este livro: que chamais poderei esquecerei Mary Broad.

  

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Acho que a definição de amor vai mudando à medida que o tempo passa, à medida que envelhecemos, que aprendemos mais e fazemos mais.

 

 O Outro Amor da Vida Dele é, na verdade, uma viagem aos segredos de uma família aparentemente perfeita. 

 

Pouco tenho a escrever sobre este livro. A verdade é que me custou um pouco a ler. Achei-o monótono mas, quiçá, tal se deva ao efeito que Nunca Me Esqueças exerceu sobre mim... quando se lê um livro tão bom, elevando a fasquia, o seguinte acaba por desiludir. Li, desta autora, A Filha da Minha Melhor Amiga e, comparando-os, este ficou aquém do que esperava. Se, por um lado, a história é dramática e nos envolve nos segredos de um diário, abordando temas como a prostituição, a morte e o poder dos segredos, por outro, faltou-lhe algo que não sei bem explicar o que foi... não me fez rir nem chorar e, provavelmente, foi isso que senti falta.

  

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- Às vezes as pessoas guardam as coisas dentro delas (...). - Até as pessoas que nos são mais próximas. Nunca as conhecemos verdadeiramente.

 

 A Confissão da Parteira é mais do que uma capa cor-de-rosa, trata-se de um livro que mexe pelas temáticas abordadas, pela escrita, pelas personagens. Diane Chamberlain cativa, prende e faz-nos rir com algumas confissões, assim como chorar porque, de facto, é uma história intensa e tocante. Sobre este livro, falei aqui.

  

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Assim que ele falou, ela abriu um sorriso amplo.

E quando Eleanor sorriu, algo se quebrou dentro dele.

Quebrava-se sempre.

 

 Eleanor & Park leva-nos a recordar os primeiros amores de adolescência, à inocência e amizade.

 

Eleanor é nova na escola, ruiva e gorda, veste-se de forma estranha. Park é um rapaz meio coreano, magro e solitário, que se esconde nos seus livros de banda desenhada e na sua música. Portanto, dois inadaptados aos olhos dos demais, companheiros de viagem no autocarro escolar que, num jogo de inocência, se tornam namorados. 

 

Rainbow Rowell escreveu uma história lindíssima, um tanto ou quanto lamechas para o meu gosto, mas cheia de magia e de sentimentos. É uma leitura leve que, embora não seja o meu caso porque tive paixões platónicas e o primeiro namorado já não era adolescente, nos leva a recordar com saudades o amor de adolescência e a deixar renascer aquela sentimento puro de inocência dos namoros jovens.

 

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- Falar é importante, é o que nunca devíamos deixar de fazer. Se árabes e judeus se esforçassem por se ouvirem mutuamente, por se porem na pele uns dos outros, as coisas seriam mais fáceis.

 

 Dispara, Eu Já Estou Morto obriga-nos a viajar na História dos Judeus, no significado da religião e, acima de tudo, a reflectir sobre a guerra israelo-palestiniana. Julia Navarro demonstrar ter feito um excelente trabalho de pesquisa sobre os judeus, ajudando-nos a esclarecer ideias sobre os mesmo, bem como a compreender um dos conflitos que dura à décadas no Médio Oriente. Embora, de facto, o livro contenha alguns aspectos negativos e seja um pouco pesado em termos de nomes e acontecimentos, é leitura indicada para quem deseje conhecer mais sobre este conflito. Sobre este livro, escrevi aqui.

 

Nunca Me Esqueças e Dispara, Eu Já Estou Morto são os meus destaques do mês de Fevereiro

Os filmes do mês de Fevereiro.


M*

02.03.15

 Ocho Apellidos Vascos

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 (avaliação: muito bom)

 

 Ocho Apellidos Vascos ou, em português, Namoro à Espanhola - a tradução para português, como é evidente, foge à realidade: oito apelidos bascos não só é tradição em terras de bascos com nos remete para os oito apelidos que diz ter o protagonista da história -, é uma comédia romântica como já não via à muito. Sucesso em terras de nuestros hermanos, o filme leva-nos a viajar entre a bela cidade de Sevilha e as paisagens deslumbrantes do País Basco. Ri-me do início ao fim com as atribuladas peripécias que envolvem os jovens Rafa (Dani Rovira), que nunca saiu de Sevilha e Amaia (Clara Lago), a basca com técnicas curiosas de sedução. Por outro lado, o filme reflecte os estigmas e conflitos na luta pela independência do País Basco. 

 

The Other Woman

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(avaliação: razoável)

  

A comédia romântica protagonizado por Cameron Díaz, no papel de Carly, leva-nos à viajar pelas relações extraconjugais. Quando Carly descobre que, Mark (Nikolaj Coster-Waldau), o seu namorado, afinal é casado, tenta fazer com que a sua desastrada vida pessoal regresse aos trilhos. Porém, o destino cruza-a com Kate (Leslie Mann), a esposa traída de Mark, descobrindo as fragilidades que as unem. A elas junta-se, mais tarde, Amber (Kate Upton), na vingança contra Mark, unindo as três mulheres numa amizade invulgar. 

 

Filme e argumento não são nada de especiais mas, ainda assim, é uma boa companhia para uma tarde descontraída e chuvosa de sábado.

 

O Jogo da Imitação

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(avaliação: excelente)

 

 Preciso de dizer algo sobre este filme? Simplesmente, adorei este filme! Para mim, Benedict esteve fabuloso na pele de Alan Turing, considerado o pioneiro dos computadores. 

 

O Jogo da Imitação leva-nos à Segunda Guerra Mundial e ao, até então, indecifrável código Enigma, que os nazi utilizam para comunicar os seus planos de ataque secretos. Alan e a sua equipa são os responsáveis pela sua descodificação, levando as tropas dos Aliados a vencer a Guerra. O filme inicia-se no Inverno de 1952 quando, a polícia é chamada a investigar um presumível assalto em casa de Alan, acabando por ser acusado de atentado ao pudor e, assim, se inicia este magnífico filme.

 

O Menino de Cabul

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(avaliação: muito bom)

 

 O Menino de Cabul é daquelas histórias que nunca se esquecem. Não vou escrever novamente sobre esta história porque, corro o risco de tornar repetitiva. Por conseguinte, sobre o livro, falei dele aqui e, sobre a adaptação a filme, aqui. Deixo, ainda assim e mais uma vez: primeiro leiam o livro e, só depois, com tempo e calma, vejam o filme. Acreditem em mim, o filme falham em grandes detalhes do livro.

 

3 Metros Sobre El Cielo

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(avaliação: excelente)

 

  Confesso: é a segunda vez que vejo este filme; mas, a verdade é somente esta: o filme é lindo, lindo, lindo! Mario Casas, o protagonista, é tentador e, admito, apaixonei-me: para além de excelente actor, é dono de uma beleza que não deixa nenhuma mulher indiferente. E, embora seja a segunda vez que vejo este filme, não consegui evitar umas lágrimas. Mas, sobre o filme...

 

3 Metros Sobre El Cielo baseia-se num livro de Frederico Moccia e, mais uma vez, um sucesso de bilheteiras em terras de nuestros hermanos (e, vai-se lá saber porque... já disse que é um romance lindo?!). É uma história à Romeu e Julieta dos tempos modernos. H., como é conhecida a personagem de Mario Casas, é um rapaz rebelde e impulsivo, filho de uma família modesta, que adora viver no perigo das corridas ilegais de motos. Babi (Maria Valverde) é a filha de uma família de classe alta, inocente e educada segundo valores rígidos de moralidade. Quando o destino cruza os caminhos de ambos, H. e Babi, terão de lutar contra tudo e contra todos para viverem o amor que os une. 

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