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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Uma Paixão Chamada Livros, 24/40.


M*

03.03.16

Dia Vinte e Quatro

 

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Top Cinco de Escritores Favoritos...

 

Confesso-me: os escritores masculinos parecem não predominar a minha estante. Considerava que lia, acima de tudo, livros de autores masculinos mas, graças a esta questão, descobri que preciso de mergulhar mais nas palavras dos homens. Não me foi fácil chegar a um top cinco de escritores favoritos e, na prática, os eleitos são aqueles que li mais do que um livro, adoro e se destacam num universo literário maioritariamente composto por escritoras. Resumidamente, estes são os escritores dos livros que possuo escrito por homens...

 

Khaled Hosseini

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Carlos Ruiz Zafón

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José Saramago

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Luís Miguel Rocha 

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Portanto, preciso de ler mais escritores masculinos...  Que autores me recomendam?

 

___

 

O desafio Uma Paixão Chamada Livros consiste em responder a quarenta questões sobre, tal como o título indica, livros. O desafio começa no dia 1 de Fevereiro, decorrerá nos dias úteis, sendo publicado às 15 horas. 

 

O amor pelos livros e pela leitura é partilhado nos blogues Magda PaisNathyJust SmileThe Daily MiacisMulaMiss FMarcianoAlexandraJPDrama QueenFatia MorCMAna RitaMJTeaCarla B.Neurótika WebbNoqeCaracolMorena e As Minhas Quixotadas onde podem consultar as suas escolhas literárias.  

 

Uma Paixão Chamada Livros, 3/40.


M*

03.02.16

Dia Três

 

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Livro que leste mais vezes...

 

Nunca tive o hábito da releitura. Sempre considerei que dada a minha longa lista de livros por ler, a necessidade de me aventurar em novos mundos literários, não me permitiam perder-me em releituras. Porém, pela ausência ou impossibilidade de adquirir novos livros, por obrigação ou simplesmente porque me marcou, conto cinco livros que li mais do que uma vez.

 

Os dois livros que reli mais vezes foram...

 

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O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry li-o em adolescente, reli-o no ensino secundário e voltei-o a reler na Universidade.... e julgo que não preciso de explicar o porquê. Curiosamente, só muito recentemente é que consegui comprar O Principezinho para a mim e incluí-lo à minha estante - a edição da imagem -, um livro comemorativo adquirido através da revista Visão e que eu considero lindíssima. Todas as vezes que o li tinha-o feito através de requisições na biblioteca ou por empréstimo de amigos. 

 

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 Memorial do Convento de José Saramago foi leitura obrigatório no meu 12.º ano do ensino secundário. Inicialmente, admito, detestei. No entanto, o facto de ter pequenos testes todas as semanas a capítulos pré-definidos pela professora, obrigaram-me a ler o livro e reler capítulos. Fui obrigada a ler, custou-me horrores iniciar-me em Saramago mas, no final, tornou-se um dos meus livros favoritos. Memorial do Convento levou-me a aventurar-me na leitura de Ensaio Sobre a Cegueira e Evangelho Segundo Jesus Cristo.

 

Como expliquei inicialmente, no passado, por falta de possibilidades económicas para adquirir livros diferentes dos indicados nas diversas disciplinas de licenciatura e mestrado, reli algumas histórias que adorei e me marcaram. Ou seja, quando não estava a ler livros para a Universidade, li e reli...

 

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 Para a Minha Irmã de Jodi Picoult é um dos meus livros preferidos. Li o livro duas vezes e o filme mais do que duas, sendo também um dos meus filmes favoritos. Li-o, pela primeira vez, em 2010. Um livro profundo, comovente e emocionante. Uma história de amor incondicional e um desfecho imprevisto. Uma leitura, para mim, obrigatória para amantes dos livros.

 

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Os Retornados: Um Amor Nunca Se Esquece de Júlio Magalhães é um livro simples e rápido de ler. Li-o em 2012.

 

Por fim, mais recentemente, ando a reler um dos meus livros favoritos de todo o sempre... e uma leitura imprescindível para qualquer amante de livros,

 

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 A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Zafón, lido em 2013... a releitura mais recente.

 

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O desafio Uma Paixão Chamada Livros consiste em responder a quarenta questões sobre, tal como o título indica, livros. O desafio começa no dia 1 de Fevereiro, decorrerá nos dias úteis, sendo publicado às 15 horas. 

 

O amor pelos livros e pela leitura é partilhado nos blogues Magda PaisNathyJust SmileThe Daily MiacisMulaMiss FMarcianoAlexandraJPDrama QueenFatia MorCMAna RitaMJTeaCarla B.Neurótika Webb e Noqe, onde podem consultar as suas escolhas literárias.

Uma tag de livros musicais.


M*

23.09.15

Roubei uma tag divertidíssima que mistura livros com música... precisamente duas coisas que tanto gosto e aprecio. 

 

Descobrir e realizar estas tags, para mim, é uma forma de dar a descobrir, de outra forma, os meus gostos literários e falar divertidamente sobre livros. Ora, a tag que eu hoje apresento e com a qual engracei foi roubada da Neuza, do youtube e blog Mil Folhas, e consiste em associar livros às diferentes categorias musicais.

 

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Posto isto, falamos sobre livros e estilos musicais...

 

Clássico. Um livro clássico.

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 O Monte dos Vendavais de Emily Brontë. Li-o este ano e adorei-o. É um livro marcante e poderoso. Uma história distinta e triste de um amor verdadeiro e impossível. 

 

Ponderei, para esta categoria, o clássico que ando a ler, Jane Eyre, escrito pela irmã de Emily, Charlotte Brontë. Porém e embora possa assegurar, com toda a certeza e sem receio de arrependimento, de que será um dos meus livros clássicos favoritos, ainda não terminei a leitura de Jane Eyre.

 

Rock. Um livro com uma personagem irreverente. 

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 Travessuras da Menina Má de Mario Vargas Llosa. Associei, automaticamente, este livro à categoria. O livro conta-nos a história de amor louco de Ricardo, um jovem apaixonado e ingénuo, por Lily, a menina má, uma jovem ousada e invulgar. A paixão travessa de ambos inicia-se em Lima, no Peru, ainda crianças mas manter-se-à por grande parte da vida adulta de ambos, tomando diferentes cidades, como França, Inglaterra, Japão e Espanha, testemunho desta paixão louca. Lily é uma personagem que desperta desprezo, pela forma como trata o seu eterno apaixonado Ricardo, irreverente, travessa, distinta da todas as personagens femininas que li e à qual, no final, ainda não sabemos se conseguimos gostar dela ou perdoar-lhe as travessuras.

 

Jazz. Um livro que aborde a temática do racismo. 

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 Deste Lado da Luz de Colum McCann. É o único livro que, julgo eu, aborde para lá do superficial a questão do racismo. Quase todos os livros que li quando abordam esta questão, fazem-no sem grandes referencias, pequenas menções. Porém, para esta categoria, não necessitei de uma reflexão marcante sobre as leituras que fiz... este é, definitivamente, um livro que fala sobre o racismo, preconceito e vidas marcantes. É, na minha opinião, um dos livros mais pesados que li. Uma leitura cruel sobre os abusos e a crueldade do ser humano para com os seus semelhantes. McCann não se limita a narrar uma história, com tanto de falso como de verdadeiro, obriga-nos a reflectir no que somos e no que seriamos se as nossas vidas se assemelhassem às descritas no livro. Deste Lado da Luz é uma viagem no tempo e das transformações, onde a história da cidade de Nova Iorque se cruza com a história pessoal das personagens. Problemas sociais, raciais e económicos misturam-se com problemas mentais. Os anos avançam, as gerações também mas, nem por isso, o livro se torna mais leve. Porém, ainda assim, um livro que recomendo vivamente.

 

Folk. Um livro que aborde tradições.

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 Arroz de Palma de Francisco Azevedo. Não posso dizer que se trate de um livro que aborde marcadamente tradições. Porém, existe algo de peculiar e tradicional nesta história. É, em primeiro lugar, um livro sobre uma família muito tradicional, com raízes em Viana do Castelo e a quem a falta de oportunidades, no início do século XX, obrigada a mudar para terras do Brasil. Por isto, facilmente associe este livro à categoria musical folk. Por outro lado, apesar dos anos se passarem, a família crescer e se adaptar às mudanças, olvidando a tradição portuguesa e interiorizando tradições brasileiras, existe um elemento que interliga as várias gerações: o arroz da tia Palma. É um livro divertidíssimo, apesar da escrita misturar inúmeras expressões brasileiras, de várias gerações da mesma família... a família é um prato de difícil confecção.

 

Pop. Um livro que chegue às massas.

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 Prometo Falhar de Pedro Chagas Freitas. Queria e procurei cair no habitual cliché mas, evidentemente, não encontrei mais nenhum livro para esta categoria. Pensei em escolher a saga d' As Sombras de Grey mas, mais uma vez, é um livro mais do que falado e eu estou farta dele. Este idem... não gostei, é chato, aborrecido, um livro recheado de frase clichés que, para mim, qualquer um conseguiria escrever numa noite mais inspirada. Porém, como ainda mora cá em casa, em vias de ir para outra qualquer estante foi, indiscutivelmente, a minha escolha. 

(li Eleanor & Park, a escolha para esta categoria da Neuza porém, pessoalmente, nunca a incluiria nesta categoria.)

 

Hip-Hop. Um livro que seja uma crítica social.

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Ele Está de Volta de Timur Vermes. Um livro humorístico, irónico, divertido, critico, sarcástico. Adolf Hitler acorda num terreno baldio de uma Alemanha no ano 2011. Olha em redor e não encontra uma cidade em ruínas, nem bombardeiros a riscar os céus; em vez disso, descobre ruas limpas e organizadas, povoadas de turcos, milhares de turcos. E gente com aparelhos estranhos colados ao ouvido. Assim começa o romance de Timur Vermes. Numa Alemanha multirracial e onde uma mulher, Angela Merkel, governa o destino do país, na era do euro e da crise, dos reality shows e da internet, Adolf Hitler regressa... e ninguém vê nele uma ameaça. É recebido de braços abertos por uma televisão alemã, desejosa de aumentar as audiências. A sociedade vê nele um palhaço inofensivo, embora se trate de um homem impulsivo, mal-disposto e agressivo. Ninguém recorda os crimes odiosos e monstruosos do passado. Batem-lhe palmas. Ingénuo em relação às novas tecnologias e às mudanças da sociedade alemã, Hitler planeia o seu regresso através da televisão. Porém, através dos seus dotes de oratória e ar de palhaço inofensivo, o ex-líder alemão vai divulgando as suas ideias xenófobas e racistas... O regresso de Adolf Hiltler é, através do olhar de Vermes, perturbantemente cómico. Não consegui deixar de rir, apesar de reconhecer a delicadeza do tema. Trata-se uma sátira não só política mas, também social, nomeadamente, à sociedade alemã e às sociedades da tecnologia. 

  

Gospel. Um livro que retrate fé ou religião.

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 A Menina Que Fazia Nevar de Grace McCleen. Um livro que aborda os perigos do fanatismo religioso, no olhar ingénuo e doce de uma menina, Judith. Bullying, solidão, amor, e esperança são outros dos dos ingredientes que tornam este livro um dos mais especiais e inesquecíveis que li. Uma leitura intensa, uma viagem na montanha russa dos sentimentos, onde choramos e sorrimos com a pequena Judith. Uma leitura que recomendo àqueles que acreditam e aos que não acreditam; aos judeus, cristãos, muçulmanos, ateus ou agnósticos.

 

Bossa Nova. Um livro simples e leve. 

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 A Rapariga de Papel de Guilaume Musso. É um livro simples, leve, fofinho, com uma capa linda! Adorei este livro. Cativou-me desde a primeira página. Fala-nos de amor e de amizade. Tom é um famoso escrito de Los Angels caído em desgraça: álcool, drogas e excessos tornam-se os novos companheiros do escritor. A paixão louca pela bela pianista Aurore determinam o caminho trilhado por Tom. Porém, a chegada de Billie, uma personagem dos livros de Tom que afirma ter caído no mundo real de uma frase incompleta do escritor, abalará a vida do escritor e ambos embarcaram na viagem da amizade e paixão. 

 

R&B. Um livro nostálgico.

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 Memorial do Convento de José Saramago. É uma escolha peculiar mas, para mim, este livro leva-me a embarcar nas memórias do meu tempo de ensino secundário e das perícias das aulas de português. Poderia ter optado por outro livro, todavia, não tanto pela história em si mas, acima de tudo, pelo que este livro representa para mim, uma fase da minha adolescência feliz, não poderia deixar de o escolher. 

 

Fado. Livro de um autor português.

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 Perguntem a Sarah Gross de João Pinto Coelho. Uma leitura recente. Um livro marcante e viciante. É difícil não se deixar cativar por este livro. Viajamos, na escrita de Pinto Coelho, à Polónia antes da chegada dos nazis e da instalação de um dos campos de concentração mais mortiferos, Auschwitz-Birkenau. 

 

Latina. Um livro escrito por alguém da América Latina ou passado naquela zona. 

 Por ser, como tenho referido diversas vezes no blogue, uma amante de música latina, resolvi incluir esta categoria à tag livros musicais.

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 La Isla Bajo El Mar de Isabel Allende. A escritora chilena escreveu um romance histórico poderoso e marcante sobre a escrava negra Zarité, vendida aos nove anos a um francês, dono de uma das maiores plantações de cana-de-açúcar das Antilhas e de quem, anos mais tarde, acaba por se tornar amante. Zarité, através do seu olhar, dá-nos a conhecer a vida de sofrimento e escravatura do povo negro. Confesso, todavia, que não me recordo detalhadamente da história. O meu livro está escrito em espanhol e, apesar de me ser uma língua familiar, este foi-me particularmente complicado de ler: tratava-se de um livro de bolso (e eu não sou fã desta versão, especialmente contendo letras pequenas), numa altura de pouca maturidade literária e cuja escrita achei um pouco difícil... li esta história à uns seis ou sete anos. 

Dia Quarenta. Autor/a(s) cujo talento invejo.


M*

09.06.15

Inveja é, para muitos, uma palavra negativa, como se estivesse carregada de ciúmes. Para mim, o significado de inveja assume um lado negativo e, evidentemente, um lado positivo. O negativo é lógico, facilmente perceptível e tema para outra conversa  mas, a inveja positiva é, para mim, aquele talento que eu não me importaria de ter mas  que, evidentemente, fico contente por saber que ele existe. Compreensível? Um dia, quem sabe, retomo o pensamento.  

 

Portanto, pudesse eu ter algum talento e, amaria ser dona do talento de...

 

Khaled Hosseini

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 Nasceu em Cabul, Afeganistão, em 1965. A sua família encontrava-se em Paris quando, em 1980, se deu a invasão soviética, tendo pedido asilo político aos EUA, onde o autor vive actualmente. Formado em Biologia e Medicina, publicou em 2003 o seu primeiro livro, O Menino de Cabul, que rapidamente se tornou um enorme sucesso a nível internacional. Nesse ano, com 38 anos, regressou ao Afeganistão e a Cabul, onde diz ter-se sentido "um turista no seu próprio país" - sentimento bastante patente nos seus livros.

 

Em 2006, Hosseini foi nomeado Embaixador da Boa Vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. Em 2007 lançou Mil Sóis Resplandecentes. O seu mais recente romance, E as Montanhas Ecoaram, foi vendido para quarenta e dois países. Os três livros de Khaled Hosseini venderam mais de 40 milhões de exemplares em todo o mundo. E As Montanhas Ecoaram venceu, em 2013, o prémio Goodreads Choice Awards na categoria de melhor ficção.

 

Os livros relembram um Afeganistão livre de bombas e pensamento mais liberal, o antes da invasão soviética e dos talibãs e o sentimento de quem se viu obrigado a abandonar o país onde nasceu...

 

Julia Navarro

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 Nasceu em Madrid, Espanha, em 1953. Jornalista de profissão, Navarro cimentou a sua carreira na imprensa escrita, rádio e televisão. Escreveu obras de teor político e, em 2004, publicou o primeiro romance, A Irmandade do Santo Sudário, atingindo os primeiros lugares de venda um pouco por todo o mundo; o segundo romance, A Bíblia de Barro, publicado em 2005, consolidou o êxito junto do público e da crítica. As duas obras juntas venderam, até à presente data, mais de dois milhões de exemplares, publicados em mais de vinte e cinco países (como Coreia, Japão ou China).

 

No ano de 2007, publicou O Sangue dos Inocentes, em 2010, Diz-me Quem Sou - livro que aguarda a minha leitura - e, o mais recente romance, em 2013, Dispara, Eu Já Estou Morto - opinião aqui.

 

Os seus romances traduziram-se em conceituados prémios. A adaptação do primeiro romance, A Irmandade do Santo Sudário, foram vendidos, encontram-se em fase de produção para adaptação a cinema. 

 

José Saramago

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 Nasceu na aldeia de Azinhaga, Golegã, em 1922 e, dispensa quais quer apresentações. Autor de mais de 40 títulos, Saramago é dos um dos escritores portugueses mais conhecidos em todo o Mundo - e, quem não souber quem é este grande senhor da escrita nacional, faça favor de ir ao amigo google -, Prémio Camões, 1995, e Prémio Nobel da Literatura, 1998. Faleceu em 2010, na ilha de Lanzarote, Espanha. 

 

Jodi Picoult

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 Nasceu em Nova Iorque, EUA, em 1966. Estudou Inglês e escrita criativa na Universidade de Princeton e publicou dois contos na revista Seventeen enquanto ainda era estudante. O seu espírito realista e a necessidade de pagar a renda levaram Jodi Picoult a ter uma série de empregos diferentes depois de se formar: trabalhou numa correctora, foi copywriter numa agência de publicidade, trabalhou numa editora e foi professora de inglês. Premiada com o New England Book Award, em 2003, pela totalidade da sua obra.  

 

Dos cerca de vinte livros publicados por Picoult, apenas quinze se encontram traduzidos à língua portuguesa e, destes apenas li quatro, a saber: Para A Minha IrmãTudo Por AmorNo Seu Mundo e o mais recente Tempo de Partir; encontro-me a ler o meu quinto livro dela, Ilusão Perfeita.

 

Vive em New Hampshire com o marido e os três filhos. 

 

Carlos Ruiz Zafón

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 Nasceu em Barcelona, Espanha, em 1964. O seu primeiro romance, O Princípe da Neblina, publicado em 1993, vendeu mais de cento e cinquenta mil exemplares em Espanha, conquistou o prémio Edebé. Posteriormente, publicou mais quatro romances, dirigidos ao publico juvenil, O Palácio da Meia-NoiteAs Luzes de Setembro e Marina. Porém, foi com A Sombra do Vento, publicado em 2001, que o escritor espanhol se tornou uma revelação literária. O livro foi traduzido em mais de trinta línguas e publicado em mais de quarenta países, bem como finalista em vários concursos literários espanhóis. Em 2008 publicou, O Jogo do Anjo, o segundo livro da saga O Cemitério dos Livros Esquecidos e, mais recentemente, o último livro da trilogia, O Prisioneiro do Céu

 

Os livros de Carlos Ruiz Zafón fazem dele um dos escritores contemporâneos espanhóis mais bem sucedido, com obras publicadas em mais de quarenta países e trinta línguas. A Sombra do Vento vendeu, desde o ano da sua publicação, mais de 6.5 milhões de exemplares.

 

Presentemente a viver em Los Angeles, EUA, Zafón trabalha num novo romance e escreve roteiros para cinema.  

 

Lesley Pearse

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 Nasceu em Rochester, Inglaterra, em 1945. Numa dessas minhas aventura literárias descobri Lesley Pearse, através de Nunca Me Esqueças. Uma das escritoras mais vendidas em Portugal, Lesley Pearse nasceu na Inglaterra, país onde os seus romances são dos mais vendidos e a sua obra está traduzida em mais de trinta línguas. A vida da própria escritora é uma grande fonte de inspiração para os seus livros, onde os sentimentos e as suas experiencias de vida transformam as personagens mais vivas e humanas... quer esteja a escrever sobre a dor do primeiro amor, crianças indesejadas e maltratadas, adopção, rejeição, pobreza ou vingança, uma vez que conheceu tudo isto em primeira mão. Ela é uma lutadora, e a estabilidade e sucesso que atingiu na sua vida deve-os à escrita. As suas três filhas, os netos, os cães e a jardinagem trouxeram-lhe uma grande felicidade.

 

A morte da mãe, com apenas 3 anos, em circunstâncias trágicas, opera a primeira grande mudança na vida de Lesley: ela e o irmão mais velho são colocados separadamente em sombrios orfanatos, uma vez que o pai se encontrava em serviço militar. Três anos mais tarde, o pai regressa, casado com uma ex-enfermeira, reunindo os irmãos e, acrescentando-lhes mais dois novos irmãos adoptivos. A família torna-se família de acolhimento. Lesley abandona a casa da família aos 16 anos para se tornar ama e viver em estúdios cheios de humidade. Consequência da falta de afecto e necessidade constante de procura por amor, leva-a a escolhas e decisões erradas em relação ao sexo oposto: com apenas 20 anos casa-se, um casamento de curta duração. Conhece o segundo marido, um músico e escreve o primeiro romance, Georgia, inspirado na vida do segundo marido, nas discotecas e no estilo de vida da época. A primeira filha de Lesley nasce nesta altura mas, graças à vida de ambos, o segundo casamento termina quando a criança tinha quatro anos. Do terceiro casamento nascem mais duas meninas e uma vida feliz: Lesley toma conta crianças, escreve contos e gere uma loja de presentes. Porém, a recessão dos anos 90, fecha-lhe a loja, deixando-a atolada em dívidas, o orgulho ferido e um casamento de dezoito anos terminado.

 

“A escrita foi a minha salvação”, afirma a romancista. “Tara, o meu segundo livro, foi finalista do Romantic Novel of the Year Award e eu sabia que ia no bom caminho.”

 

Segue o Coração, publicado em 2007, sobre a história americana, consagrou-a como escritora de romances históricos. O conhecimento adquirido através do desenvolvimento daquele livro, onde leu mais de duzentos livros, entre viagens e visitas a museus, levou-a a escrever sobre a corrida ao ouro americano, em A Melodia do Amor. Dos cerca de vinte livros publicados em Inglaterra, apenas nove se encontram traduzidos a português - e, destes, li três (Nunca Me Esqueças, Nunca Digas Adeus e A Melodia do Amor) e, em breve, Segue o Coração

 

___

 

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 O desafio literário foi-me sugerido pela Magda. A ideia é, durante quarenta e cinco dias, todos os dias, à mesma hora, falar-se sobre livros, respondendo às questões sobre o universo dos livros. O objectivo do desafio é simples: se por um lado, consiste numa de gostos e experiências sob o mundo dos livros, por outro, este desafio leva-nos-à a pensar e a reflectir sobre os livros que já lemos. Iniciado a 1 de Maio de 2015 e durante 45 dias, neste blog, falar-se-à maioritariamente de livro. Não se esqueçam de visitar a Magda e conhecer as suas escolhas literárias

Dia Seis. Livro(s) que leste mais vezes.


M*

06.05.15

Confesso: não tenho por hábito reler livros. O vício da leitura, de ler com regularidade, cresceu nos últimos dois ou três anos. Nos anos anteriores, entre a licenciatura e o mestrado, a necessidade de leitura ficou guardado numa espécie de caixa, na mesma onde guardo as coisas mais importantes. Na época, os textos e livros académicos eram mais do que suficientes para "matar" um pouco o meu desejo de leitura, o chamado ler por necessidade. Ainda assim, volta e meia sentia necessidade de ler por prazer e, tendo sempre o dinheiro contado, procurei reler alguns livros, sendo eles,

 

Para A Minha Irmã

Jodi Picoult

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 Li-o umas duas vezes. Vi a adaptação para cinema umas três vezes. Definitivamente, depois de ler cinco livros de Picoult este, é de longe, o meu preferido desta escritora norte-americana. Primeira leitura em 2010.

 

Memorial do Covento

José Saramago

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 Uma vez que, tratando-se de leitura obrigatória no ensino secundário e tinha pequenos testes semanais sobre os capítulos, reli-os várias vezes na ânsia de não perder pequenos detalhes. Lido em 2006.

 

Os Retornados: Um Amor Nunca Se Esquece

Júlio Magalhães

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 Li-o duas vezes. Não me recordo ao certo porque motivo o comprei... talvez pelo tema, talvez pelo título, talvez pelo nome de quem o escreveu. Mas, o que é certo é que gostei imenso deste livro, de leitura leve e simples. Longe de ser um dos melhores romances de época que li, Júlio Magalhães convida-nos a conhecer, numa escrita absorvente e delicada, a dolorosa Ponte Aérea de 1974 e 1975, entre Angola e Portugal. Joana, a protagonista desta história, tinha tudo para ser uma advogada promissora mas, o sonho vira realidade e, a jovem torna-se naquilo que sempre quis ser: hospedeira de voo. É, num voo sobrelotado, que o destino de Joana se cruza com o de Carlos Jorge, um homem perturbado pelo retorno forçado a Portugal. Através do olhar de Joana e Carlos, conhecemos o drama de dois países: de um lado, Angola, a braços com movimentos independentistas que semeavam a morte e a guerra, do outro, Portugal, onde a revolução de Abril de 1975 produzia mudanças e consequências. E, é neste espiral de mudança que, os retornados da maior Ponte Aérea portuguesa abandonam casa, empregos e amigos. Lido em 2012.

 

O Principezinho

Antoine de Saint-Exupéry

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 Não me recordo em que ano o li mas, relembro-me de o ter lido e relido com a minha irmã mais nova. Uma história intemporal, verdadeiramente encantadora e inesquecível.

 

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 O desafio literário foi-me sugerido pela Magda. A ideia é, durante quarenta e cinco dias, todos os dias, à mesma hora, falar-se sobre livros, respondendo às questões sobre o universo dos livros. O objectivo do desafio é simples: se por um lado, consiste numa de gostos e experiências sob o mundo dos livros, por outro, este desafio leva-nos-à a pensar e a reflectir sobre os livros que já lemos. Iniciado a 1 de Maio de 2015 e durante 45 dias, neste blog, falar-se-à maioritariamente de livro. Não se esqueçam de visitar a Magda e conhecer as suas escolhas literárias

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