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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Doze livros de dois mil e quinze.


M*

28.12.15

Dois mil e quinze, por diversos motivos, revelou-se um ano produtivo a nível de leituras. Li, contabilizado no Goodreads, cinquenta e cinco livros. A minha meta pessoal, segundo outros aspectos - porque a vida não se limita a livros -, era de vinte livros. Não leio para atingir metas ou completar desafios, leio pelo prazer de ler, pela companhia que me proporcionam. Não me canso de repetir e de o mencionar aqui que, para mim, livros são essenciais para o meu bem-estar, uma droga saudável, universos que conheço sem abandonar a vida real.

 

Mas... deixemos o blablabla, e falemos do que realmente importa: o meu top doze de melhores livros do ano.  

 

A ideia era publicar esta lista no início do próximo ano quando, de facto, dois mil e quinze tivesse terminado e não corresse o risco de encontrar um livro para acrescentar à lista depois da sua publicação. Porém, a verdade é que não pretendo iniciar nenhum novo livro antes do início de dois mil e dezasseis. Porquê? Simples: estou à espera de dois novos livros para a minha estante e que talvez só cheguem nos primeiros dias de Janeiro, dos quais um aguardo com enorme ansiedade e será a primeira leitura do ano que se avizinha - Guia Astrológico Para Corações Partidos (Sílvia Zucca), o tal que me está a deixar morta de curiosidade, e Quando Hitler Roubou o Coelho Cor-de-Rosa (Judith Kerr) - e, por fim, porque ainda não terminei os dois livros de contos, em língua espanhola, da saga A Seleção. É, portanto, com toda a segurança que posso publicar o meu top doze de melhores livros de dois mil e quinze. Não existe ordem de preferência; os livros apresentam-se pela ordem em que foram lidos...

 

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Top 12 dos Melhores Livros de 2015

 

 A Menina Que Fazia Nevar de Grace McCleen

 O Menino de Cabul de Khaled Hosseini

 Nunca Me Esqueças de Lesley Pearse

A Bibliotecária de Auschwitz de Antonio G. Iturbe

Perguntem a Sarah Gross de João Pinto Coelho

 Travessuras da Menina Má de Mario Vargas Llosa 

Jane Eyre de Charlotte Brontë

 Orgulho e Preconceito de Jane Austen

Viver Depois de Ti de Jojo Moyes

 A Contadora de Histórias de Jodi Picoult

saga A Seleção - A Seleção, A Elite e A Escolha (aguardo pela publicação, em Portugal, de A Herdeira) - de Kiera Cass

O Rapaz Que Venceu Salazar de Jacinto F. Matias

 

O ano que termina foi rico e variado em leituras: descobri os romances históricos de Lesley Pearse, aventurei-me na distopia de Kiera Cass, arrisquei nos clássicos, li mais escritores portugueses e três dos meus livros favoritos do ano relacionam-se com a temática da II Guerra Mundial (4, 5 e 10). Cada um destes livros tornou-se inesquecível pela forma como me cativou e empolgou na leitura. Livros que recomendo... sem hesitações, acreditando na energia das suas personagens e no poder da história por forma a cativar quem os lê.

 

Desejo, para o meu dois mil e dezasseis, novas e inúmeras aventuras e ser capaz de manter o ritmo da leitura... os restantes desejos guardo-os para mim. 

 

Para conhecerem os cinquenta e cinco livros que li em dois mil e quinze podem consultar a minha página no goodreads ou no facebook do blogue.

Uma tag de livros musicais.


M*

23.09.15

Roubei uma tag divertidíssima que mistura livros com música... precisamente duas coisas que tanto gosto e aprecio. 

 

Descobrir e realizar estas tags, para mim, é uma forma de dar a descobrir, de outra forma, os meus gostos literários e falar divertidamente sobre livros. Ora, a tag que eu hoje apresento e com a qual engracei foi roubada da Neuza, do youtube e blog Mil Folhas, e consiste em associar livros às diferentes categorias musicais.

 

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Posto isto, falamos sobre livros e estilos musicais...

 

Clássico. Um livro clássico.

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 O Monte dos Vendavais de Emily Brontë. Li-o este ano e adorei-o. É um livro marcante e poderoso. Uma história distinta e triste de um amor verdadeiro e impossível. 

 

Ponderei, para esta categoria, o clássico que ando a ler, Jane Eyre, escrito pela irmã de Emily, Charlotte Brontë. Porém e embora possa assegurar, com toda a certeza e sem receio de arrependimento, de que será um dos meus livros clássicos favoritos, ainda não terminei a leitura de Jane Eyre.

 

Rock. Um livro com uma personagem irreverente. 

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 Travessuras da Menina Má de Mario Vargas Llosa. Associei, automaticamente, este livro à categoria. O livro conta-nos a história de amor louco de Ricardo, um jovem apaixonado e ingénuo, por Lily, a menina má, uma jovem ousada e invulgar. A paixão travessa de ambos inicia-se em Lima, no Peru, ainda crianças mas manter-se-à por grande parte da vida adulta de ambos, tomando diferentes cidades, como França, Inglaterra, Japão e Espanha, testemunho desta paixão louca. Lily é uma personagem que desperta desprezo, pela forma como trata o seu eterno apaixonado Ricardo, irreverente, travessa, distinta da todas as personagens femininas que li e à qual, no final, ainda não sabemos se conseguimos gostar dela ou perdoar-lhe as travessuras.

 

Jazz. Um livro que aborde a temática do racismo. 

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 Deste Lado da Luz de Colum McCann. É o único livro que, julgo eu, aborde para lá do superficial a questão do racismo. Quase todos os livros que li quando abordam esta questão, fazem-no sem grandes referencias, pequenas menções. Porém, para esta categoria, não necessitei de uma reflexão marcante sobre as leituras que fiz... este é, definitivamente, um livro que fala sobre o racismo, preconceito e vidas marcantes. É, na minha opinião, um dos livros mais pesados que li. Uma leitura cruel sobre os abusos e a crueldade do ser humano para com os seus semelhantes. McCann não se limita a narrar uma história, com tanto de falso como de verdadeiro, obriga-nos a reflectir no que somos e no que seriamos se as nossas vidas se assemelhassem às descritas no livro. Deste Lado da Luz é uma viagem no tempo e das transformações, onde a história da cidade de Nova Iorque se cruza com a história pessoal das personagens. Problemas sociais, raciais e económicos misturam-se com problemas mentais. Os anos avançam, as gerações também mas, nem por isso, o livro se torna mais leve. Porém, ainda assim, um livro que recomendo vivamente.

 

Folk. Um livro que aborde tradições.

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 Arroz de Palma de Francisco Azevedo. Não posso dizer que se trate de um livro que aborde marcadamente tradições. Porém, existe algo de peculiar e tradicional nesta história. É, em primeiro lugar, um livro sobre uma família muito tradicional, com raízes em Viana do Castelo e a quem a falta de oportunidades, no início do século XX, obrigada a mudar para terras do Brasil. Por isto, facilmente associe este livro à categoria musical folk. Por outro lado, apesar dos anos se passarem, a família crescer e se adaptar às mudanças, olvidando a tradição portuguesa e interiorizando tradições brasileiras, existe um elemento que interliga as várias gerações: o arroz da tia Palma. É um livro divertidíssimo, apesar da escrita misturar inúmeras expressões brasileiras, de várias gerações da mesma família... a família é um prato de difícil confecção.

 

Pop. Um livro que chegue às massas.

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 Prometo Falhar de Pedro Chagas Freitas. Queria e procurei cair no habitual cliché mas, evidentemente, não encontrei mais nenhum livro para esta categoria. Pensei em escolher a saga d' As Sombras de Grey mas, mais uma vez, é um livro mais do que falado e eu estou farta dele. Este idem... não gostei, é chato, aborrecido, um livro recheado de frase clichés que, para mim, qualquer um conseguiria escrever numa noite mais inspirada. Porém, como ainda mora cá em casa, em vias de ir para outra qualquer estante foi, indiscutivelmente, a minha escolha. 

(li Eleanor & Park, a escolha para esta categoria da Neuza porém, pessoalmente, nunca a incluiria nesta categoria.)

 

Hip-Hop. Um livro que seja uma crítica social.

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Ele Está de Volta de Timur Vermes. Um livro humorístico, irónico, divertido, critico, sarcástico. Adolf Hitler acorda num terreno baldio de uma Alemanha no ano 2011. Olha em redor e não encontra uma cidade em ruínas, nem bombardeiros a riscar os céus; em vez disso, descobre ruas limpas e organizadas, povoadas de turcos, milhares de turcos. E gente com aparelhos estranhos colados ao ouvido. Assim começa o romance de Timur Vermes. Numa Alemanha multirracial e onde uma mulher, Angela Merkel, governa o destino do país, na era do euro e da crise, dos reality shows e da internet, Adolf Hitler regressa... e ninguém vê nele uma ameaça. É recebido de braços abertos por uma televisão alemã, desejosa de aumentar as audiências. A sociedade vê nele um palhaço inofensivo, embora se trate de um homem impulsivo, mal-disposto e agressivo. Ninguém recorda os crimes odiosos e monstruosos do passado. Batem-lhe palmas. Ingénuo em relação às novas tecnologias e às mudanças da sociedade alemã, Hitler planeia o seu regresso através da televisão. Porém, através dos seus dotes de oratória e ar de palhaço inofensivo, o ex-líder alemão vai divulgando as suas ideias xenófobas e racistas... O regresso de Adolf Hiltler é, através do olhar de Vermes, perturbantemente cómico. Não consegui deixar de rir, apesar de reconhecer a delicadeza do tema. Trata-se uma sátira não só política mas, também social, nomeadamente, à sociedade alemã e às sociedades da tecnologia. 

  

Gospel. Um livro que retrate fé ou religião.

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 A Menina Que Fazia Nevar de Grace McCleen. Um livro que aborda os perigos do fanatismo religioso, no olhar ingénuo e doce de uma menina, Judith. Bullying, solidão, amor, e esperança são outros dos dos ingredientes que tornam este livro um dos mais especiais e inesquecíveis que li. Uma leitura intensa, uma viagem na montanha russa dos sentimentos, onde choramos e sorrimos com a pequena Judith. Uma leitura que recomendo àqueles que acreditam e aos que não acreditam; aos judeus, cristãos, muçulmanos, ateus ou agnósticos.

 

Bossa Nova. Um livro simples e leve. 

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 A Rapariga de Papel de Guilaume Musso. É um livro simples, leve, fofinho, com uma capa linda! Adorei este livro. Cativou-me desde a primeira página. Fala-nos de amor e de amizade. Tom é um famoso escrito de Los Angels caído em desgraça: álcool, drogas e excessos tornam-se os novos companheiros do escritor. A paixão louca pela bela pianista Aurore determinam o caminho trilhado por Tom. Porém, a chegada de Billie, uma personagem dos livros de Tom que afirma ter caído no mundo real de uma frase incompleta do escritor, abalará a vida do escritor e ambos embarcaram na viagem da amizade e paixão. 

 

R&B. Um livro nostálgico.

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 Memorial do Convento de José Saramago. É uma escolha peculiar mas, para mim, este livro leva-me a embarcar nas memórias do meu tempo de ensino secundário e das perícias das aulas de português. Poderia ter optado por outro livro, todavia, não tanto pela história em si mas, acima de tudo, pelo que este livro representa para mim, uma fase da minha adolescência feliz, não poderia deixar de o escolher. 

 

Fado. Livro de um autor português.

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 Perguntem a Sarah Gross de João Pinto Coelho. Uma leitura recente. Um livro marcante e viciante. É difícil não se deixar cativar por este livro. Viajamos, na escrita de Pinto Coelho, à Polónia antes da chegada dos nazis e da instalação de um dos campos de concentração mais mortiferos, Auschwitz-Birkenau. 

 

Latina. Um livro escrito por alguém da América Latina ou passado naquela zona. 

 Por ser, como tenho referido diversas vezes no blogue, uma amante de música latina, resolvi incluir esta categoria à tag livros musicais.

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 La Isla Bajo El Mar de Isabel Allende. A escritora chilena escreveu um romance histórico poderoso e marcante sobre a escrava negra Zarité, vendida aos nove anos a um francês, dono de uma das maiores plantações de cana-de-açúcar das Antilhas e de quem, anos mais tarde, acaba por se tornar amante. Zarité, através do seu olhar, dá-nos a conhecer a vida de sofrimento e escravatura do povo negro. Confesso, todavia, que não me recordo detalhadamente da história. O meu livro está escrito em espanhol e, apesar de me ser uma língua familiar, este foi-me particularmente complicado de ler: tratava-se de um livro de bolso (e eu não sou fã desta versão, especialmente contendo letras pequenas), numa altura de pouca maturidade literária e cuja escrita achei um pouco difícil... li esta história à uns seis ou sete anos. 

22 | Na minha estante... Perguntem a Sarah Gross.


M*

03.09.15

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 Perguntem a Sarah Gross é um livro sensível, uma viagem pela História da Polónia e dos Judeus naquele país, um livro invulgar. 

 

1968. Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura, procura num dos colégios mais elitistas dos EUA, o St. Oswald's, o refúgio para o esquecimento de um segredo terrível que marcará toda a sua existência. O colégio é dirigido pela carismática e misteriosa Sarah Gross, uma mulher de personalidade forte e sentido de justiça, por quem Kimberly nutrirá grande amizade e carinho. Porém, quando a pacatez do colégio é marcado pela tragédia, abalando a vida de todos, Kimberly embarcará na aventura ao passado, ao lado mais negro da História do século XX, à vida que Sarah Gross escondeu de todos. 

 

Perguntem a Sarah Gross é um livro com tanto de sensível como de invulgar. É um livro para quem, como eu, se sente atraído por um dos períodos mais negros e que tantos milhões de inocentes vitimou, contando a história da cidade de Oshpitzin, na Polónia, onde se instalou um dos piores campos de concentração, Auschwitz-Birkenau.

 

Há muito que a Grande Sinagoga e a Igreja da Virgem Maria se olhavam com complacência por cima dos telhados de Oshpitzin. Era ali que Sarah Gross aprendera a ser feliz. Mas eles chegaram e mudaram tudo. Até o nome da cidade. Auschwitz? Que raio era Auschwitz?

 

O livro de João Pinto Coelho é cativante difícil de abandonar. A cada nova página, a cada novo capítulo, mais desejava conhecer de Perguntem a Sarah Gross. É misterioso, numa escrita envolvente, imaginamos cenários distintos de vida para Kimberly e Sarah que, no final, ficam aquém do que imaginamos. O livro inicia-se lento e recheado de detalhes, quiçá o único aspecto negativo a apontar, mas rapidamente evoluí, dando-nos a conhecer o drama doloroso que envolve as personagens. Criativo e inesquecível, quem lê Perguntem a Sarah Gross dificilmente a esquecerá, ou abandonará o livro, um murro no estômago sobre a crueldade humano e a capacidade de perdoar.

 

E, depois, havia a fome...

Como se descreve a fome em Auschwitz?

Por palavras? Haveria que as inventar, primeiro.

 

A par d' A Bibliotecária de AuschwitzPerguntem a Sarah Gross tornou-se um dos meus livros preferidos sobre a temática do Holocausto Judeu e sem receio ou margem para dúvidas, são dois dos livros que recomendo a novos e velhos, mulheres e homens, ateus e crentes, ocidentais e orientais... pela forma tocante, inesquecível e sensível como um relata um pedaço da História cruel do Mundo. Setenta anos depois não podemos, simplesmente, deixar cair no esquecimento História tão negra e perturbante.

 

(...) mesmo após o relato detalhado que acabara de ouvir, continuaria sem saber como se sofria em Auschwitz. Como era o frio, a fome ou o medo. Talvez um dia o glossário da humanidade acrescentasse essas entradas novas. Até lá, restava a colecção de gestos como aquele; de alguém que nada tem e se agarra a uma colher ferrugenta como se da própria vida se tratasse. 

 

João Pinto Coelho

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João Pinto Coelho nasceu em Londres em 1967. Licenciou-se em Arquitetura em 1992 e viveu a maior parte da sua vida em Lisboa. Passou diversas temporadas nos Estados Unidos, onde chegou a trabalhar num teatro profissional perto de Nova Iorque e dos cenários que evoca neste romance. Em 2009 e 2011 integrou duas ações do Conselho da Europa que tiveram lugar em Auschwitz (Oswiécim), na Polónia, trabalhando de perto com diversos investigadores sobre o Holocausto. No mesmo período, concebeu e implementou o projeto Auschwitz in 1st Per-son/A Letter to Meir Berkovich, que juntou jovens portugueses e polacos e que o levou uma vez mais à Polónia, às ruas de Oswiécim e aos campos de concentração e extermínio. A esse propósito tem realizado diversas intervenções públicas, uma das quais, como orador, na conferência internacional Portugal e o Holocausto, que teve lugar na Fundação Calouste Gulbenkian, em 2012. Perguntem a Sarah Gross é o seu primeiro romance.

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