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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

O milagre dos livros.


M*

04.09.15

Livros. Mil e umas histórias, mil e umas personagens, mil e umas vidas. A eles lhes devo a capacidade de sonhar, de acreditar, de viver. Mil e umas viagens, a ânsia de uma nova vida viver, a vida como páginas de um novo capítulo. 

 

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Livros. No passado, nos períodos mais tristes da minha infância e adolescência, foi nos livros que encontrei a capacidade de sonhar. Foi neles que, nesses períodos em que não encontrava um apoio capaz de me ajudar, sonhei, viajei e conheci mil personagens. No passado, quando a vida segue trilhos distintos daqueles que imaginávamos, quando a esperança deixa de correr nas veias e na alma, quando não sabemos que caminho seguir ou como lidar com algo, foi graças aos livros que me reencontrei e me permiti salvar... porque, um dia, desacreditei, deixei de amar e sonhar, permiti-me deixar de lutar. E foi, no meio das páginas dos livros, que sonhei, amei, viajei, vivi e é, confesso, a cada nova página que vou folheando que me salvo a cada novo dia. 

 

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Livros. O milagre da leitura, incompreensível aos olhos de quem não conhece o passado, de quem não conhece a história, aquela que tanto desejamos apagar, do eu presente. Para ti, que não compreendes a paixão pelos livros, explico-te: os livros devolveram-me à vida e deles necessito como se de um alimento se tratasse. Livros. A eles devo a capacidade de novamente sonhar e acreditar, a sanidade mental, a ânsia de ler mais e mais, de viver mais para ler mais. É esta a importância dos livros. Uma espécie de droga contra a depressão, o desânimo, o desacreditar e ir sem regresso. Livros. O milagre dos livros...

20 | Na minha estante... A Rapariga de Papel.


M*

20.08.15

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 A Rapariga de Papel é uma viagem à descoberta do poder da amizade e do renascer de um novo amor. Tom Boyd é um famoso escritor de Los Angels caído em desgraça. O fim da relação amorosa com a famosa e bela pianista Aurore, mergulha Tom numa espiral de excessos, trocando a escrita por álcool e drogas. Porém, o bloqueio criativo de Tom e o seu universo de auto-destruição termina quando, numa noite de tempestade, uma mulher linda e completamente nua lhe aparece na sala de sua casa. Billie diz ser uma das personagens literárias de Tom, caída no mundo real por um erro de impressão do seu último romance. A chegada desta misteriosa mulher obrigará Tom a entrar numa divertida aventura, cuja finalidade é bastante simples: Billie ajuda Tom a reconquistar Aurore e este, por sua vez, escreve o último romance da sua trilogia para que ela possa regressar às páginas dos livros. O desenrolar das páginas e viagens mostram-nos, por um lado, o valor e o poder de amizade e, por outro, o outro lado da vida de Tom e que fizeram dele um dos escritores mais famosos e queridos da América de Guillaume Musso.

 

A Rapariga de Papel foi a minha primeira leitura de Guillaume Musso e, confesso, adorei... para dizer a verdade, nem sei como explicar os motivos que me levaram a gostar tanto deste livro! É simplesmente delicioso e faz-nos desejar entrar pelas páginas do livro. Uma agradável surpresa. No fundo, a história de Musso não é invulgar, pelo contrário mas, a forma como está estruturada e o pequeno toque de magia, conferem ao romance a diferença que me apaixonou. Confesso que faz algum tempo que não lia uma história simples, enternecedora e que me deixa-se visivelmente apaixonada. 

 

A nossa liberdade constrói-se sobre aquilo que os outros ignoram da nossa existência.

 

Numa escrita simples e absorvente, Musso leva-nos numa viagem criativa, densa, recheada de pequenas reviravoltas que fazem sofrer os protagonistas e leitores e cujas personagens, ricamente estruturadas, desejamos um final feliz e facilmente nos identificamos. É um livro - e sei que me estou a repetir - delicioso, cativante, surpreendente. Fiquei rendida à escrita deste livro, às personagens e às pequenas frases que compõem cada capítulo. E, já mencionei que acho a capa fenomenal? Não? Fica a indicação! É uma capa mágica, tal como mágico é a história do livro. 

 

Guillaume Musso, através d' A Rapariga de Papel, ganhou uma nova leitora... certamente que, em breve, me reencontrarei com este escritor.

 

Para que servirão os livros, se não nos resgatarem para a vida, se não nos levarem a dela beber com maior avidez?

Henry Miller in Guillaume Musso, A Rapariga de Papel

 

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Guillaume Musso

Escritor e professor de economia. Nasceu em 1974 e descobriu a literatura aos dez anos, idade em que decidiu que um dia haveria de escrever livros. Inspirado pela cidade de Nova Iorque, onde viveu aos dezanove anos e travou conhecimento com viajantes de todo o mundo, regressou à sua França natal para estudar Ciências Económicas. É hoje um dos autores franceses preferidos pelo grande público. Oito dos seus doze livros encontram-se traduzidos para língua portuguesa. 

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