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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Gestos que valem mil palavras,


M*

20.02.15

 

"Sou muçulmano. Sou rotulado de terrorista. Eu confio em ti. Confias em mim? Dá-me um abraço!"

 

* (retirado daqui)

Da história dela e dos meus medos.


M*

05.10.14

Eu não sabia os motivos, até à uns dias, quando por entre lágrimas e soluções, ela revelou que ele a traiu porque a atracção física já não existia. Uma relação de três anos que chega ao fim e em que, segundo ele, embora a ame, não sente atracção por um corpo demasiado cheio.

Ela chorava pelas duras palavras dele enquanto, nós, as amigas, a lhe dizíamos que era o melhor e que não podia deixar que aquelas palavras a afectassem. Como se fosse possível esquecer tais humilhantes palavras. Dizia que não conseguia viver sem ele e nós tentávamos convencer que um homem que a julga pelo aspecto físico não a merece. Se, em vez de usar as palavras e a traição, a tivesse ajudado a perder peso... mas não, ele optou pelo caminho mais fácil. Quantos não optam pelo caminho mais fácil? 

 Ela chorava como se o mundo fosse terminar naquele momento... e, no lugar dela, quem não o faria ou não sentiria o mesmo? Palavras duras que ficam gravadas na memória e medos que nascem deste final. Entre soluções, dizia que deveria ter tido mais cuidado, que a culpa era dela, que se desleixou... e nós, à procura das palavras correctas, dizimo-lhe que ela já era assim quando se conheceram. 

 Esta é a história de uma amiga cujo o factor 'excesso de peso' foi determinante (ou um mero argumento para fugir à culpa) para o fim de uma relação. Enquanto ela chorava foi-me impossível ignorar os meus medos. Também eu tenho medo de um dia viver o mesmo ou que o meu corpo não seja suficientemente atraente para que a vida me permita conhecer alguém... *

 

* (e, sobre este medo e a rejeição, uma experiência social)

E tu? Quando a vítima é um homem.


M*

25.05.14

Associamos, quase sempre, violência doméstica ao sexo feminino (inclusive, partilhei um vídeo sobre a forma como reagimos a uma cena de violência doméstica numa rua) Mas, e quando a vítima é um homem? Como reagíamos?

Primeiro, o homem no papel de agressor; depois, no papel de vítima. 
O vídeo acima pretende alertar a sociedade para a violência doméstica contra homens. A iniciativa aconteceu nas ruas de Londres, pela fundação ManKind Initiative, que luta pelo fim da violência doméstica. 
Na faculdade cheguei a abordar a temática da violência doméstica contra homens. Sim, ela existe: em moldes distintos à violência sobre mulheres, mas igualmente preocupantes. A principal conclusão a que chegamos: por muito trabalhado e esculpido que seja o corpo de um homem, quando o psicológico não combina com o físico, qualquer um se torna vítima dos medos. A este propósito, fica uma das reportagem sobre a temática, de vítimas masculinas em Portugal.
Porque ninguém sabe os medos e pânicos que carregamos dentro de nós e como reagiremos quando alguém os aprende e sabe como jogar com eles. Seja homem ou mulher. 
PS: no Reino Unido, 40% das vítimas de violência doméstica são homens.

E tu?


M*

14.05.14

O que farias para impedir uma mulher de ser agredida?

 

A ideia deste grupo é simples: uma experiência social que revela a forma como agimos perante uma determinada situação mais ou menos graves. Na experiência acima, o grupo procura mostrar a forma como muitos de nós reagiriam a uma cena de violência doméstica. Impõem-se, portanto, a pergunta: ignorar ou auxiliar?
O que fazer para acabar com a violência sobre mulheres?
Um vídeo para refelctir e partilhar. 

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