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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Uma Coluna de Fogo de Ken Follett.


M*

25.10.17

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 Uma Coluna de Fogo é, soube-o depois de já ter terminado a leitura, a continuação de outros romances do autor nomeadamente Os Pilares da Terra (volume 1 e 2) e Um Mundo Sem Fim (também volume 1 e 2). Nunca li o primeiro mencionado, somente os dois volumes de Um Mundo Sem Fim e embora este novo romance de Follett referencie personagens ou pequenos apontamentos daquela saga, a verdade é que Uma Coluna de Fogo não exige que se leia as sagas anteriores para se compreender a narrativa. Portanto, se decidirem aventura-se na saga de Kingsbridge, a cidade principal dos livros mencionados, não necessitam de ler os quatro primeiros livros para compreenderem Uma Coluna de Fogo. 

 

Kingsbridge é, em 1558, uma cidade a fervilhar de mudança. O jovem Ned Willard regressa, no Natal desse ano, a uma terra divida pela guerra e ódio religiosa: de um lado a Igreja Católica, do outro a Igreja Protestante. O medo reina e não existe espaço para ideias de tolerância, colocando em causa relações de amizade, lealdade, fé e amor. A tempestade religiosa que varre a cidade e Inglaterra coloca Ned no lado oposto ao da jovem com quem deseja casar, Margery Fitzgerald.

 

A trágica relação dos jovens e os ideias de tolerância de Ned, levam-no a desejar mudar e, por conseguinte, o jovem decide abraçar a vida política juntando-se à causa e ideias da jovem Isabel Tudor. Inteligente, determinada e de ideias religiosas tolerantes, a jovem Isabel torna-se rainha de Inglaterra e toda a Europa se vira contra ela. Perspicaz, a jovem rainha cria uma rede secreta de espiões, onde Ned se inclui, por forma a evitar guerras, conspirações para a assinar ou revoltas. 

 

É numa Europa a fervilhar que Ned abraça a causa da rainha Isabel e embarca em perigosas missões que o levam a viajar por França, Escócia e Espanha. Numa Europa mergulhada no caos e extremismo religioso, o romance de Ned e Margery parece condenado à medida que os anos os afastam em ideias opostas.

 

Uma Coluna de Fogo é uma viagem à Europa Medieval, das viagens dos descobrimentos às guerras que opõem cristãos a protestantes, da tortura e das fogueiras, de intrigas, revoltas e conflitos. É um livro recheado de factos históricos marcantes e personagens reais - aliás, o autor identifica as verdadeiras personagens, por países, no final do livro -, onde uma mensagem se evidencia com clareza: a batalha não se trava contra a tolerância mas contra os tiranos que querem impor os seus ideias, a qualquer custo. Um romance histórico tão vivo pela escrita simples e sem floreados do autor, recheado de intriga, amor e suspense, cujas personagens são descritas, mesmo as mais complexas, de forma acessível e com a qual rapidamente nutrimos, ou não, afeição. 

 

Uma Coluna de Fogo de Ken Follett é, sem dúvida, uma leitura obrigatória aos amantes de romances históricos.

 

___

Sinopse:

Natal de 1558. O jovem Ned Willard regressa a Kingsbridge, e descobre que o seu mundo mudou.

As velhas pedras da catedral de Kingsbridge contemplam uma cidade dividida pelo ódio de cariz religioso. A Europa vive tempos tumultuosos, em que os princípios fundamentais colidem de forma sangrenta com a amizade, a lealdade e o amor. Ned em breve dá consigo do lado oposto ao da rapariga com quem deseja casar, Margery Fitzgerald.

Isabel Tudor sobe ao trono, e toda a Europa se vira contra a Inglaterra. A jovem rainha, perspicaz e determinada, cria desde logo o primeiro serviço secreto do reino, cuja missão é avisá-la de imediato de qualquer tentativa quer de conspiração para a assassinar, quer de revoltas e planos de invasão.

Isabel sabe que a encantadora e voluntariosa Maria, rainha da Escócia, aguarda pela sua oportunidade em Paris. Pertencendo a uma família francesa de uma ambição brutal, Maria foi proclamada herdeira legítima do trono de Inglaterra, e os seus apoiantes conspiram para se livrarem de Isabel.

Tendo como pano de fundo este período turbulento, o amor entre Ned e Margery parece condenado, à medida que o extremismo ateia a violência através da Europa, de Edimburgo a Genebra. Enquanto Isabel se esforça por se manter no trono e fazer prevalecer os seus princípios, protegida por um pequeno mas dedicado grupo de hábeis espiões e de corajosos agentes secretos, vai-se tornando claro que os verdadeiros inimigos ? então como hoje ? não são as religiões rivais.

A batalha propriamente dita trava-se entre aqueles que defendem a tolerância e a concórdia e os tiranos que querem impor as suas ideias a todos, a qualquer custo.

 

Título Original: A Column of Fire

Autor: Ken Follet

ISBN: 9789722360845

Edição ou reimpressão: Setembro de 2017

Editor: Editorial Presença

Idioma: Português

Páginas: 768

19 | Na minha estante... A Mulher do Viajante no Tempo.


M*

16.08.15

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 A Mulher do Viajante no Tempo é uma viagem à descoberta do poder do amor de um amor intemporal. Henry e Clare, os protagonistas, vivem um amor instável e envolto nos caprichos de uma particularidade que faz deles um casal especial. Henry conhece Clare quando ele tem 28 anos e ela 20. Porém, Clare conhece Henry desde menina... o primeiro encontro de ambos acontece quando ela tem 6 anos e Henry é um homem adulto de 36 anos. Os encontros de Henry na infância e adolescência de Clare tornam-se frequentes, levando-a a conhecer desde menina aquele que será o homem da sua vida. Confusos? Poderia ser, contudo, à medida que viajamos na história de Henry e Clare, compreendemos a particularidade e inevitabilidade que une o casal. É que, tal como o título da obra o indica, Henry é um viajante no tempo. 

 

A obra relata, por um lado, o amor de Clare por Henry mas, igualmente, os problemas que Henry sente enquanto viajante no tempo... trata-se de uma doença que se revelou vantajosa a um dado momento da sua vida porém, revelou-se perigosa e para a qual ele gostaria de encontrar a cura.

 

Numa obra descrita de forma leva e não maçuda, Audrey Niffenegger explica-nos, numa narrativa bem conseguida - quase que acreditamos que, de facto, existiu alguém com esta doença -, o porquê de Henry viajar no tempo. A escrita é fluida e cativante. Niffenegger inicia cada nova viajem de Henry contextualizando-a, no tempo e na idade. Porém, as viagens no tempo de Henry obrigaram-me a, por vezes, confusas e obrigando-me a folhear algumas páginas atrás para reavivar as idades de Henry e Clare. 

 

- Clare? 

- Sim? - A minha voz está baixa e amedrontada.

- Sabes que te amo. Queres casar comigo?

- Quero... Henry. - Tenho uma sensação avassaladora de déjà vu. - Mas, sabes, na realidade... já casei.

 

A história de amor de Henry e Clare cativou-me, por um lado, pelo título apelativo, por outro, pela própria sinopse e pelo trailler de adaptação à grande tela do livro. Adquiri a obra aquando de uma campanha da editorial Presença e é, sem dúvida, uma história de amor fascinante. As histórias que inicialmente parecem pequenos nadas sem sentido na vida de Henry, revelam-se essenciais na evolução do livro, justificando os caminhos estranhos da obra. 

 

A Mulher do Viajante no Tempo é uma viagem inesquecível e brilhante, uma narrativa mágica, um amor belo e improvável.  

 

- Não quero mais ninguém.

- Óptimo.

- Henry, dá-me apenas uma pista. Onde moras? Onde nos conhecemos? Em que dia?

- Uma pista: Chicago.

- Mais.

- Tem fé. Está tudo ali, à tua frente. 

- Somos felizes?

- Somos, com frequência, loucamente felizes. E também somos muito infelizes por razões que nenhum de nós pode evitar. Como estarmos separados.

- Isso significa que todo o tempo que estás aqui, agora, não estás comigo, então?

- Bem, não é exactamente assim. Posso acabar por perder apenas dez minutos. Ou dez dias. Não existe nenhuma regra a esse respeito. É isso que torna as coisas difíceis, para ti. E às vezes também me encontro em situações perigosas e volto para ti maltratado e confuso, e tu preocupas-te por minha causa quando parto. É como seres casada com um polícia. 

 

Diálogos de Henry e Clare.

Falta-me ver o filme. Quero muito ver o filme. Preciso muito de ver como ficou a adaptação e de reencontrar as personagens deste romance que tanto gostei. Infelizmente, ainda não consegui assistir à adaptação do romance de Henry e Clare.

 

 

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Audrey Niffenegger

Nasceu nos EUA, em 1963. É artista plástica e escritora. Professora no Columbia College Chicago Center for Book and Paper Arts, onde ensina escrita criativa e técnicas de impressão e de encardenação de luxo. A Mulher do Viajante no Tempo é o seu primeiro romance, publicado em 2003 e vencedor dos prémios British Book Award e Exclusive Books Boeke Prize. Para além desta obra publicou, em 2009, Her Fearful Symmetry / Uma Inquietante Simetria - publicado pela Editorial Presença - e, em 2013, Raven Girl ainda sem tradução e publicação em Portugal.

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