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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Uma Paixão Chamada Livros, 22/40.


M*

01.03.16

Dia Vinte e Dois

 

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 Melhor(es) citação: descrição...

 

A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Zafón

- Acho que nada acontece por acaso, sabes? Que, no fundo, as coisas têm o seu plano secreto, embora nós não o entendamos. (...) Tudo faz parte de qualquer coisa que não conseguimos perceber, mas que nos possui.

 

E As Montanhas Ecoaram de Khaled Hosseini

- É uma coisa engraçada, Markos, mas as pessoas geralmente interpretam isso ao contrário. Pensam que vivem de acordo com aquilo que querem. Mas, na realidade, o que as guia é aquilo de que têm medo. Aquilo que não querem.

 

O Segredo de Compostela de Alberto S. Santos

Entendo melhor as tuas inquietações, quando dizes que és um buscador. A vida é uma contínua busca de algo que nos parece estar sempre à frente e que nunca alcançamos. Somos eternos insatisfeitos.

 

A Bibliotecária de Auschwitz de Antonio G. Iturbe

Ao longo da História, todos os ditadores, tiranos e opressores, fossem arianos, negros, orientais, árabes ou eslavos, fosse qual fosse a cor da sua pele, quer defendessem a revolução popular, os privilégios dos ricos, o primado de Deus ou a disciplina sumária dos militares, fosse qual fosse a sua ideologia, tiveram uma coisa em comum: todos, sem excepção, perseguiram os livros com uma sanha feroz. Os livros são perigosos, fazem pensar.

 

A Menina Que Fazia Nevar de Grace McCleen

Aprendi que nada é impossível, e que a única razão por que o parece ser é porque ainda não aconteceu.

 

D. Maria II de Isabel Stilwell

Maria respondeu à minha carta de felicidade. Diz-me o que o tio Leopoldo lhe recomendou como receita para um casamento feliz: não deixar nunca que uma noite passe sobre um mal-entendido ou uma zanga. Por mais insignificante que seja. Garante que é o que tem feito, com ótimos resultados. 

 

O Palácio da Meia Noite de Carlos Ruiz Zafón

Amadurecer não é mais do que o processo de descobrir que tudo aquilo em que acreditavas quando eras jovem é falso e que, por outro lado, tudo o que recusavas acreditar na tua juventude é o certo.

 

___

 

O desafio Uma Paixão Chamada Livros consiste em responder a quarenta questões sobre, tal como o título indica, livros. O desafio começa no dia 1 de Fevereiro, decorrerá nos dias úteis, sendo publicado às 15 horas. 

 

O amor pelos livros e pela leitura é partilhado nos blogues Magda PaisNathyJust SmileThe Daily MiacisMulaMiss FMarcianoAlexandraJPDrama QueenFatia MorCMAna RitaMJTeaCarla B.Neurótika WebbNoqeCaracolMorena e As Minhas Quixotadas onde podem consultar as suas escolhas literárias. 

Uma Paixão Chamada Livros, 21/40.


M*

29.02.16

Dia Vinte e Um

 

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Melhor(es) citações: diálogo...

 

| A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Zafón

- Lembra-se do Julián Carax, Jacinta?

- Lembro-me do dia em que a Penélope me disse que se ia casar com ele...

Femín e eu olhámo-nos, atómicos.

- Casar-se? Quando foi isso, Jacinta?

- No dia que a viu pela primeira vez. Tinha treze anos e não sabia quem era nem como se chamava.

- Como sabia então que se ia casa com ele?

- Porque o tinha visto. Em sonhos.

  

| Mil Sóis Resplandecentes de Khaled Hosseini

Para além da aldeia, para além do rio e dos regatos, Laila avistou montanhas, escalvadas e de um castanho-pó, e para além dessas, como para além de todas as coisas no Afeganistão, erguia-se o topo coroado de neve do Hindu Kush.

E por cima de tudo aquilo o céu, de um azul perfeito, imaculado.

- Que silêncio - murmurou Laila. Via ovelhas e cavalos minúsculos mas não conseguia ouvi-los balir nem relinchar.

- É isso que eu sempre recordo aqui de cima - concordou o Babi. - O silêncio. A paz. Quis que vocês sentissem isto. Mas também quis que vissem o património cultural do vosso país, meus filhos, que conhecessem o seu rico passado. Sabem, há coisas que eu posso ensinar-vos. Outras vocês aprendem em livros. Mas há coisas que, bem, têm de ser vistas sentidas.

 

| O Jogo do Anjo de Carlos Ruiz Zafón

Ergui o olhar para a imensidão do labirinto. 

- Como se escolhe só um livro entre tantos?

Isaac encolheu os ombros.

- Há quem prefira acreditar que é o livro que nos escolhe a nós... o destino, por assim dizer.

 

| A Menina Que Fazia Nevar de GraceMcCleen

O irmão Michaels respirou fundo. Depois, disse: 

- Judith, acho que te posso dizer com toda a certeza que não te vai acontecer nada antes de amanhã.

- Como é que sabe?

- Aquilo que estás a enfrentar é apenas medo - disse ele. - Não que o medo seja algo simples; o medo é o mais traiçoeiro de todos os inimigos. Mas acontecem-nos coisas boas, se o enfrentarmos.

- Não sei como é que alguma coisa boa pode surgir disto - repliquei. 

- Então, começa a olhar para as coisas de uma maneira diferente. Quando olhamos para as coisas de outro ponto de vista, é espantoso como problemas que pensávamos não ter solução desaparecem completamente. 

 

___

 

O desafio Uma Paixão Chamada Livros consiste em responder a quarenta questões sobre, tal como o título indica, livros. O desafio começa no dia 1 de Fevereiro, decorrerá nos dias úteis, sendo publicado às 15 horas. 

 

O amor pelos livros e pela leitura é partilhado nos blogues Magda PaisNathyJust SmileThe Daily MiacisMulaMiss FMarcianoAlexandraJPDrama QueenFatia MorCMAna RitaMJTeaCarla B.Neurótika WebbNoqeCaracolMorena e As Minhas Quixotadas onde podem consultar as suas escolhas literárias. 

O milagre dos livros.


M*

04.09.15

Livros. Mil e umas histórias, mil e umas personagens, mil e umas vidas. A eles lhes devo a capacidade de sonhar, de acreditar, de viver. Mil e umas viagens, a ânsia de uma nova vida viver, a vida como páginas de um novo capítulo. 

 

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Livros. No passado, nos períodos mais tristes da minha infância e adolescência, foi nos livros que encontrei a capacidade de sonhar. Foi neles que, nesses períodos em que não encontrava um apoio capaz de me ajudar, sonhei, viajei e conheci mil personagens. No passado, quando a vida segue trilhos distintos daqueles que imaginávamos, quando a esperança deixa de correr nas veias e na alma, quando não sabemos que caminho seguir ou como lidar com algo, foi graças aos livros que me reencontrei e me permiti salvar... porque, um dia, desacreditei, deixei de amar e sonhar, permiti-me deixar de lutar. E foi, no meio das páginas dos livros, que sonhei, amei, viajei, vivi e é, confesso, a cada nova página que vou folheando que me salvo a cada novo dia. 

 

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Livros. O milagre da leitura, incompreensível aos olhos de quem não conhece o passado, de quem não conhece a história, aquela que tanto desejamos apagar, do eu presente. Para ti, que não compreendes a paixão pelos livros, explico-te: os livros devolveram-me à vida e deles necessito como se de um alimento se tratasse. Livros. A eles devo a capacidade de novamente sonhar e acreditar, a sanidade mental, a ânsia de ler mais e mais, de viver mais para ler mais. É esta a importância dos livros. Uma espécie de droga contra a depressão, o desânimo, o desacreditar e ir sem regresso. Livros. O milagre dos livros...

13 | Dos outros... e do amor falhado.


M*

26.08.15

O amor é um universo simples. Porém, nós, enamorados e não enamorados, complicamos o simples... porque viver descomplicadamente parece aborrecido. O mais triste do amor é quando ele termina assim,

 

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O mais triste do amor é quando ele termina e mil e umas palavras ficam por dizer... O mais triste do amor é quando queremos que alguém fique e não somos capazes de o dizer. O mais triste do amor é viver com este e se eu lhe tivesse dito para ficar, para não desistir e lutar por nós, o que seriamos hoje? O amor é feito de palavras e quando as palavras nos falham, é triste viver com os sentimentos de um amor falhado.  

20 | Na minha estante... A Rapariga de Papel.


M*

20.08.15

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 A Rapariga de Papel é uma viagem à descoberta do poder da amizade e do renascer de um novo amor. Tom Boyd é um famoso escritor de Los Angels caído em desgraça. O fim da relação amorosa com a famosa e bela pianista Aurore, mergulha Tom numa espiral de excessos, trocando a escrita por álcool e drogas. Porém, o bloqueio criativo de Tom e o seu universo de auto-destruição termina quando, numa noite de tempestade, uma mulher linda e completamente nua lhe aparece na sala de sua casa. Billie diz ser uma das personagens literárias de Tom, caída no mundo real por um erro de impressão do seu último romance. A chegada desta misteriosa mulher obrigará Tom a entrar numa divertida aventura, cuja finalidade é bastante simples: Billie ajuda Tom a reconquistar Aurore e este, por sua vez, escreve o último romance da sua trilogia para que ela possa regressar às páginas dos livros. O desenrolar das páginas e viagens mostram-nos, por um lado, o valor e o poder de amizade e, por outro, o outro lado da vida de Tom e que fizeram dele um dos escritores mais famosos e queridos da América de Guillaume Musso.

 

A Rapariga de Papel foi a minha primeira leitura de Guillaume Musso e, confesso, adorei... para dizer a verdade, nem sei como explicar os motivos que me levaram a gostar tanto deste livro! É simplesmente delicioso e faz-nos desejar entrar pelas páginas do livro. Uma agradável surpresa. No fundo, a história de Musso não é invulgar, pelo contrário mas, a forma como está estruturada e o pequeno toque de magia, conferem ao romance a diferença que me apaixonou. Confesso que faz algum tempo que não lia uma história simples, enternecedora e que me deixa-se visivelmente apaixonada. 

 

A nossa liberdade constrói-se sobre aquilo que os outros ignoram da nossa existência.

 

Numa escrita simples e absorvente, Musso leva-nos numa viagem criativa, densa, recheada de pequenas reviravoltas que fazem sofrer os protagonistas e leitores e cujas personagens, ricamente estruturadas, desejamos um final feliz e facilmente nos identificamos. É um livro - e sei que me estou a repetir - delicioso, cativante, surpreendente. Fiquei rendida à escrita deste livro, às personagens e às pequenas frases que compõem cada capítulo. E, já mencionei que acho a capa fenomenal? Não? Fica a indicação! É uma capa mágica, tal como mágico é a história do livro. 

 

Guillaume Musso, através d' A Rapariga de Papel, ganhou uma nova leitora... certamente que, em breve, me reencontrarei com este escritor.

 

Para que servirão os livros, se não nos resgatarem para a vida, se não nos levarem a dela beber com maior avidez?

Henry Miller in Guillaume Musso, A Rapariga de Papel

 

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Guillaume Musso

Escritor e professor de economia. Nasceu em 1974 e descobriu a literatura aos dez anos, idade em que decidiu que um dia haveria de escrever livros. Inspirado pela cidade de Nova Iorque, onde viveu aos dezanove anos e travou conhecimento com viajantes de todo o mundo, regressou à sua França natal para estudar Ciências Económicas. É hoje um dos autores franceses preferidos pelo grande público. Oito dos seus doze livros encontram-se traduzidos para língua portuguesa. 

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