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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Uma Paixão Chamada Livros, 7/40.


M*

09.02.16

Dia Sete

 

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Livro que não conseguiste acabar...       

 

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O desafio Uma Paixão Chamada Livros consiste em responder a quarenta questões sobre, tal como o título indica, livros. O desafio começa no dia 1 de Fevereiro, decorrerá nos dias úteis, sendo publicado às 15 horas. 

 

O amor pelos livros e pela leitura é partilhado nos blogues Magda PaisNathyJust SmileThe Daily MiacisMulaMiss FMarcianoAlexandraJPDrama QueenFatia MorCMAna RitaMJTeaCarla B.Neurótika WebbNoqeCaracolMorena e As Minhas Quixotadas onde podem consultar as suas escolhas literárias.

    

Uma Paixão Chamada Livros, 4/40.


M*

04.02.16

Dia Quatro

 

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Um livro que me desiludiu...

 

Um livro é, para mim, sinónimo de desilusão quando não o consigo concluir... quando não me cativa e simplesmente o abandono a meio da sua leitura. Porém, confesso que de todas as leituras que abandonei, a minha maior desilusão literária vai para...

 

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A Profecia de Istambul de Alberto S. Santos revelou-se um livro complexo e pesado. Alberto S. Santos não me era um desconhecido:  o meu primeiro contacto com este escritor foi através do livro O Segredo de Compostela, uma narrativa religiosa que adorei e me prendeu logo nas primeiras páginas. A escrita é um pouco complexa, com o uso recorrente a termos especiais (ou caros, como queiram...), e a temática gira em torno - tanto no primeiro livro, como no segundo livro mencionado - de aspectos religiosos mas, sinceramente, faltou-lhe qualquer coisa que me cativasse.

Li O Segredo de Compostela porque desde menina que desejo conhecer a cidade espanhola de Santiago de Compostela, a sua basílica e, em tempos, quis fazer o caminho de Santiago. Aliado a este meu pela cidade, o livro coloca em questão a identidade do santo enterrado na basílica de Compostela e, para mim, os temas religiosos cativam-me mais do que os policiais. Mas, confesso, se A Profecia de Istambul tivesse sido o meu primeiro contacto com Santos, certamente teria sido o último... e não sei se me aventurarei com A Escrava de Córdova.

 

Porém, se A Profecia de Istambul se revelou uma desilusão, outro escritor português também me desiludiu com o livro...

 

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O Retrato da Mãe de Hitler de Domingos Amaral esteve quase para merecer o destaque de ódio literário. A premissa do livro é boa e cativante porém, os diálogos improváveis entre avô e neto (mas, digam-me lá, alguém desse lado quer saber como é que o vosso avô desflorou a vossa avó?! isto é, obviamente, se o senhor se conseguir lembrar com todos os detalhes como o protagonista deste livro...) e as constantes cenas de sexo fizeram-me perder a vontade de ler este livro. Dei comigo a saltar parágrafos.

Li e gostei, do mesmo autor, Quando Lisboa Tremeu e, embora também neste livro existissem cenas de sexo, eram em menor número. Porém, nesta minha segunda aventura literária com Domigos Amaral, simplesmente detestei o livro, desiludindo-me... tinha tudo para dar certo e tornar-se um excelente livro, o Portugal de Salazar e a fuga de nazis por território português, mas perdeu-se o conteúdo numa narrativa estranha. 

 

Para terminar... um autor aclamado internacionalmente mas que a mim nada me diz,

 

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A Rapariga Que Inventou Um Sonho de Haruki Murakami. Não sou fã de contos, e o fez por curiosidade do título, provavelmente não foi a melhor escolha. Julguem-me - podem atirar-me pedras - mas não gostei do livro, não me cativou e perdi qualquer interesse no autor... é que este, ao contrário dos outros livros mencionados, foi o meu primeiro contacto com o autor, ou seja, eu não tinha qualquer expectativa. Creio que me fiquei pela página cem e o abandonei. 

É curioso. A complexidade de Haruki Marakami não me cativou mas adoro os livros de José Saramago...

 

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O desafio Uma Paixão Chamada Livros consiste em responder a quarenta questões sobre, tal como o título indica, livros. O desafio começa no dia 1 de Fevereiro, decorrerá nos dias úteis, sendo publicado às 15 horas. 

 

O amor pelos livros e pela leitura é partilhado nos blogues Magda PaisNathyJust SmileThe Daily MiacisMulaMiss FMarcianoAlexandraJPDrama QueenFatia MorCMAna RitaMJTeaCarla B.Neurótika Webb e Noqe, onde podem consultar as suas escolhas literárias.

Desilusões Literárias de 2015.


M*

14.12.15

O ano de dois mil e quinze está quase, quase, quase a terminar... pouco mais de meio mês para alterarmos a forma como escrevemos o último número das datas. Foi um ano recheado de leituras diversas e altos e baixos literários. O ano ainda não terminou mas o meu top seis de desilusões literárias de dois mil e quinze já está definido, e dificilmente sofrerá alterações...

 

Ler também é isto: descobrir que nem sempre nos identificamos com um livro. Cada livro possui vida própria, uma alma sentida através das personagens e, por vezes, por motivos distintos não nos identificamos com aquelas páginas, aquela escrita, aquelas histórias que outros leitores gostaram ou adoraram. Ler é isto mesmo: uma experiência de altos e baixos, com o qual nem sempre nos identificamos.

 

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Top Seis das Minhas Desilusões Literárias de Dois Mil e Quinze

 

   | Comecei a ler mas não consegui terminar... 

 

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O Circo dos Sonhos de Erin Morgenstern foi um dos poucos livros da minha estante que me enfeitiçou pela capa extraordinariamente bela (e, se algum dia tiverem oportunidade de ter este livro na mão, vejam a beleza das páginas interiores). A sinopse cativou-me mas, na verdade, o que me levou a comprar este livro, numa promoção da note.It, foi a beleza e simplicidade da capa. Conquistou-me. É uma das capas mais bonitas da minha estante, uma das minhas preferidas. Porém, os livros não se fazem de capas e, para mim, este livro tornou-se a minha primeira desilusão do ano. Li metade do livro, persisti e insisti na sua leitura arrastando-o durante vários meses, mas a verdade é que não consegui entrar na história. A escrita não é complexa mas desenvolve-se numa acção lenta - na minha opinião, extremamente lenta -, envolvendo diversas personagens. Encontro opiniões muito positivas a este livro em blogues ou canais de youtube... infelizmente eu não gostei. Quem sabe, um dia, consiga ler este livro... eu não perdi a esperança de, no futuro, ler e - porque não - até gostar deste Circo dos Sonhos. 

 

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O Retrato da Mãe de Hitler de Domingos Amaral foi um livro penoso de ler... quando dei por mim, estava a fazer uma leitura vertical da história, saltando partes que não me interessavam. Eu já tinha lido Domingos Amaral em Quando Lisboa Tremeu e gostei muito da escrita, das personagens e da história. Mas, neste retrato literário não consegui afeiçoar-me a nenhuma das personagens. Abandonei o livro quando faltavam umas cem a cento e cinquenta páginas do seu fim. Queria mesmo muito gostar deste livro e tinha tudo para ser uma bom história: a posição de Salazar e de Portugal aquando do final da II Guerra Mundial, a fuga dos criminosos nazis, as relíquias materiais de Hitler. No entanto, as conversas entre avô e neto sobre as aventuras sexuais do primeiro - como é que o senhor, em idade tão avançada, consegue lembrar-se de pequenos detalhes sexuais? - tornaram-se tema principal do livro, remetendo a fuga do nazi que consigo transportava o retrato da mãe de Hitler e outras relíquias para segundo plano. 

 

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Bala Santa de Luís Miguel Rocha ou, se tivesse começado por este livro, nunca mais teria lido nada deste autor...  ou talvez não. A verdade é que, em dois mil e catorze, tinha lido A Filha do Papa e adorei. A escrita, apesar da temática religiosa, era simples mas cativante, facilmente nos deixávamos seduzir pelas personagens. Bala Santa, onde Rocha expõem a tese de atentado perpetrado pela CIA, e outras agências secretas, ao Papa João Paulo II, considerei-a com ritmo lento e escrita excessivamente cuidada. Se este tivesse sido o meu primeiro livro do falecido escritor portuense, certamente que seria o último... e, na minha estante, ainda conto ler O Último Papa e A Mentira Sagrada. 

 

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A Rapariga Que Inventou Um Sonho de Haruki Murakami, leitura que abandonei nas primeiras páginas. Oiço falar maravilhas deste senhor - a Magda adorou-o e aconselhou-me a ler este livro - mas, confesso, considero a escrita demasiado complexa e exigente. É um livro que exige tempo e reflexão por forma a descobrir o significado de cada conto. Sim, este é um livro de contos. Talvez por se tratar de um livro de contos, talvez porque simplesmente não era a altura indicada, talvez porque comecei a ler Murakami pelo livro errado, a verdade é que este é uma das minhas desilusões de dois mil e quinze. Diz-se que Haruki Murakami é um daqueles autores de oito ou oitenta, ou seja, ou se gosta ou não se gosta, sem meios termos... e eu, sinceramente, não gostei.

 

   | Li até à última folha mas não gostei...

 

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A Profecia de Istambul de Alberto S. Santos. Li as mais de quatrocentas páginas deste livro na expectativa de me apaixonar pela história mas, por fim, nas últimas páginas descobri que tal não iria acontecer. É daqueles livros cuja história não recordo, apesar de o ter lido durante o mês passado. Alberto S. Santos não me era estranho. Li, em dois mil e três, O Segredo de Compostela e adorei... uma história que ainda hoje recordo. Conhecia a sua escrita cuidada e trabalhada. Mas, tal como o livro que encerra a lista, simplesmente não gostei da história. Um dia quero ler A Escrava de Córdova...

 

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A Solidão dos Números Primos de Paolo Giordano. Não gostei, simplesmente, deste livro. Não existe um motivo... achei-o lento, triste, penoso. Li-o mas, sei lá, olhem, não encaixei com a história. 

Ódios Literários: o outro lado dos livros.


M*

23.10.15

Um livro é recheado de páginas mágicas. Um livro é capaz de despertar mil e uma emoções em que o lê. Um livro, a cada nova página, possui poderes mil que nos provocam um sorriso ou uma lágrima. Ler é partilhar com as personagens pedaços de sentimentos, histórias, sonhos, viagens.

 

Um livro é capaz de tanta coisa... E, porém, nem sempre um livro nos marca pelo lado positivo. Nem sempre falamos do lado negativo de um livros. Todos nós temos os nossos ódios literários: uma personagem que não gostamos, um livro que detestamos ou um livro que julgamos adorar e acabamos a sentir o oposto por ele. É este lado que, por vezes, na verdade, tantas vezes, procuramos omitir ou esquecer, com receio de demonstrarmos que não gostamos de um livro, quando a amiga ou o Mundo o adoraram, ou sentir que respeitámos o trabalho de quem o escreveu. 

 

Hoje não vou falar do bom dos livros. Hoje vou falar-vos dos meus ódios literários... o outro lado dos livros que li*

 

Vamos brincar com os livros?

 

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   | Personagem masculina que menos gostei...

Theo de A Melodia do Amor, Lesley Pearse. 

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Theo, uma das personagens centrais do romance histórico da escritora britânica, é um carismático jogador de cartas que, na companhia de Jack e dos irmão Beth e Sam, embarca na aventura da Febre do Ouro de Klondike no Yukón, Canadá. Theo é, porém, para mim uma personagem desnecessária à história. Nunca deveria ter nascido... em nada contribui para o desenvolvimento os amigos, gerando problemas aos quais é incapaz de responder ou dar a cara. Personagem egoísta, individualista e perturbador, Theo foi a personagem que menos gostei de todos os livros que li, um elemento que não se justifica neste romance.

A Melodia do Amor foi um dos livros que menos gostei de Lesley Pearse, essencialmente porque embirrei com Theo.

 

   | Personagem feminina que menos gostei...

Admito que, contrariamente à personagem masculina, só depois de muito pensar, contemplar e folhear os meus livros é que encontrei uma personagem feminina que não gostei. Margo personagem importante do livro Cidades de Papel, do escritor John Green, foi uma das personagens femininas que menos gostei. Considero a Margo uma jovem mimada e irreflectida, embora aventureira e irreverente, que procura nas suas fugas chamar a atenção para si. Considero a aventura dos jovens amigos de Margo pela descoberta do seu paradeiro interessante, uma viagem sobre o valor da amizade e do amor, mas nunca consegui ganhar afeição à personagem principal feminina. 

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Reconheço que as adaptações cinematográficas nem sempre são as melhores porém, este não é o caso, reforçando o filme a minha opinião sobre a personagem.

 

   | O/A vilão/ã mais odiado/a...

Rashid, Mil Sóis Resplandecentes, Khaled Hosseini. 

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Mil Sóis Resplandecentes é um dos meus livros favoritos. É uma história de amor e amizade, uma ode à esperança e à luta constante pela vida. Rashid é o marido de Laila e Miriam, um homem agressivo, prepotente e mentiroso, capaz de recorrer a todas as formas de violência para subjugar as esposas à sua vontade e capricho. Um homem despido de sentimentos e compaixão, num Afeganistão vestido de medo e terror pela guerra e duas mulheres unidas por laços fortes de amizade em busca de paz e segurança para os filhos. 

 

   | Um livro que li de capa feia...

Na verdade, em vez de uma capa, vou optar por mencionar dois livros que li e adorei mas cujas capas considero feias. Portanto, são eles, Travessuras da Menina , do escritor peruano Mario Vargas Llosa e Estrada da Noite, da escritora norte-americana Kristin Hannah. 

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Não existe nenhum motivo especial para não gostar das capas.

O primeiro livro, a capa faz jus ao conteúdo do livro, uma história cujos protagonistas se vestem de irreverência e dor, uma história de amor com final triste e diferente. A capa considero-a simplesmente feia.

O segundo livro merecia mais trabalho de capa.  É um drama intenso e inesquecível sobre o valor da amizade, do amor, as dúvidas de uma mãe, a morte e o perdão. Na verdade, qualquer um dos livros de Kristin Hannah do Círculo de Leitores o merecia... capinhas mais feias!

 

   | A dupla de personagens que menos gostei...

Alice Jack, O Retrato da Mãe de Hitler, Domingos Amaral. Não gostei do livro e não gostei desta dupla, aliás, das personagens no seu todo. O livro é aborrecido. Não o cheguei a concluir. Peca pelos excessivos relatos sexuais da dupla de espiões a amantes Alice e Jack.

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O Retrato da Mãe de Hitler tinha tudo para dar certo... mas, para mim, simplesmente não deu.

 

   | Um livro que achei que não iria gostar e, no final, adorei...

O Tempo Entre Costuras, María Dueñas. 

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Quando iniciei a leitura d' O Tempo Entre Costuras achei que não iria gostar, essencialmente pela escrita e pela falta de diálogos. Não gosto de livros onde não existam diálogos. Fazem-me lembrar os livros académicos. Considerava a escrita demasiado cuidada e receava que entrasse em excessivos detalhes sobre costuras. No entanto, à medida que folheava o livro, a cada nova página, a cada nova aventura de Sira Quiroga, o ânimo e o gosto pelo livro aumentaram. É um livro que exige tempo e dedicação, pela escrita e detalhes históricos da Espanha do século XX, porém é uma aventura de amor e enganos fantástica. O final é diferente e deixou-me encantada. 

 

   | Um livro que pensei que iria adorar mas que, na verdade, me decepcionou...

Estava tentada a escolher A Melodia do Amor até me lembrar de um livro cuja capa maravilhosa e título me deixaram apaixonadas, porém profundamente decepcionada não tendo, inclusive, concluído o livro... O Circo dos Sonhos de Erin Morgenstern. 

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O Circo dos Sonhos é um livro de desenvolvimento lento - muito muito muito lento -, sendo precisamente este o meu motivo de abandono, recheado de personagens diversas, cuja escrita nos envolve numa áurea de mistério e magia. 

 

   | O final de uma saga mais decepcionante...

Não tenho o hábito de ler sagas de livros. É algo que não me cativa. Procuro ler livros individuais, ou seja, sem continuação. Li, no entanto, algumas trilogias como as de Carlos Ruiz Zafón, nomeadamente O Cemitério dos Livros Esquecidos e trilogia Neblina, os dois volumes de Um Mundo Sem Fim, de Ken Follett, e não terminei a saga Harry Potter. Das sagas completas referidas, o final que menos gostei foi a de Um Mundo Sem Fim.

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Esperava, simplesmente, um final distinto. Uma saga recheada de imprevisto, de constantes reviravoltas, teve um final previsível. 

 

   | O pior livro que já li...

Todos cuja leitura não conclui. Quando um livro não me cativa, após as merecidas insistências, simplesmente abandono a leitura, sem dramas. Nós, leitores, lemos um livro e um livro lê-nos. Quando tal não acontece, independentemente dos motivos, para mim torna-se um dos piores livros que li... a saber,

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   | O livro que está na moda, todos adoraram, mas tu não...

Prometo Falhar de Pedro Chagas Freitas e a saga Cinquenta das Sombras de Grey de E. L. James.

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 * (book tag adaptada das youtubers espanholas fly like a butterfly e Nube de Palabras)

Livros na mesa de cabeceira.


M*

17.08.15

Três. O verão é, para muitos, tempo de férias, descanso e calma. Para mim, que trabalho nesta altura num café, é tempo de confusão, cansaço e cabeça feita num oito. Isto reflecte-se e provoca moças na leitura... acabam por ficar um bocadinho arrumadas. A verdade é que vou lendo mas procuro evitar todo o género de livros grandes, com conteúdo histórico ou histórias pesadas. No fundo, aproveito para ler exactamente aquilo que o verão das mil confusões me pede: leituras leves. Porém, comigo não foi isso que acontece, simplesmente porque a ansia e a curiosidade sobre um determinado livro é elevada ou a desilução com outro nos obriga a parar, e neste momento tenho três livros na minha mesa de cabeceira...

 

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Três livros na minha mesa de cabeceira é, segundo dizem na minha terra, a conta que deus fez. Ou, no fundo, sejam apenas dois livros. O primeiro livro que se encontra à semanas a requerer a minha atenção é O Retrato da Mãe de Hitler do escritor português Domingos Amaral.

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O livro foi-me emprestado pela Magda, do blogue StoneArt. Tenho como política ler o que não é meu e devolver assim que a leitura termine mas, porém, o certo é que o livro anda à dias, semanas, na mesa de cabeceira sem que lhe toque. O Retrato da Mãe de Hitler tinha tudo para ser um belo romance histórico, clarificando a posição de Portugal de Salazar face ao fim da II Grande Guerra e dos nazis alemães que usaram o país como rota de fuga. Todavia, o livro fica aquém das expectativas: diálogos pobres e improváveis entre neto e avô, abundância de relatos sobre sexo e abordagem fraca às aventuras e desventuras do nazi que guardava os tesouros de Hitler, incluindo o retrato de Klare, a mãe de Adolf. Li, de Domingos Amaral, Quando Lisboa Tremeu, romance histórico sobre o terramoto de 1755, e na época gostei da forma simples, clara e fluida como escrevia, bem como no que considerei tratar-se de um excelente trabalho de pesquisa. Porém, este segundo livro que leio dele revelou-se uma total desilusão... e, no entanto, poderia dar-se o caso de a desilusão se dar em virtude de não ter lido o primeiro volume Enquanto Salazar Dormia, mas o segundo livro claramente, pela prodigiosa capacidade de recordação do avô Jack, dispensa a leitura do primeiro. Não gosto de deixar livros inacabados mas, quando sinto necessidade de saltar frases ou páginas à frente, dificilmente conseguirei terminar o livro. Iniciei a leitura a dezasseis de julho e, todavia, até à presente data, não o voltei a folhear, lendo e vivendo outras aventuras literárias... sinceramente, nem sei se o voltarei a esta leitura nem sinto necessidade de o fazer. 

 

Na semana passada, a dia treze, comecei a ler O Tempo Entre Costuras da espanhola María Dueñas.

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É, tal como o anterior mencionado, um romance histórico passado entre terras espanholas, marroquinas e portuguesas, costurado sob o pano da Guerra Civil Espanhola e de uma Madrid que apoia a Alemanha Nazi da II Grande Guerra, dos enclaves de Tânger e Tetuán, e uma Lisboa que ainda não conheci. O Tempo Entre Costuras era daqueles livros que queria ler à muito tempo... mais ou menos desde que o meu irmão me falou na série que ele gostava de acompanhar. O livro foi adaptado a série por um canal espanhol, em 2013, e o meu irmão foi-lhe fiel seguidor. Portanto, desde essa altura que desejava ler o livro... e o entusiasmo cresceu quando li criticas positivas noutros blogues, e de entre elas a da JustSmile, sobre o livro. Não se trata, todavia e na minha  opinião, de um livro carregado de aspectos históricos. O Tempo Entre Costuras conta com o seu qb de detalhes históricos, não se tornando maçudo, numa escrita cuidada mas clara e fluida. Acabei por abandona-lo um pouco, essencialmente, porque me sinto cansada e sem me conseguir entregar devidamente à sua leitura. É uma leitura que merece tempo e dedicação e enquanto os dias cansativos se mantiverem, dificilmente serei capaz de me lhe dedicar o tempo que realmente merece. A curiosidade sobre o livro levou a melhor, à muito que o ansiava ler e o inevitável aconteceu... não consegui deixar para uma altura mais calma, sendo obrigada a uma pequena pausa. O Tempo Entre Costuras é, sem dúvidas, um romance histórico que vale a pena ser lido.

 

Por fim, recentemente, a catorze, optei por dar inicio à leitura de Arroz de Palma do brasileiro Francisco Azevedo.

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É, um livro pequeno, com cerca de trezentas páginas, capítulos pequenos e fáceis de ler, duas a três páginas, escritas numa mistura entre o português de Portugal e o português do Brasil. Arroz de Palma fala sobre família, a complexidade de um século na vida de uma família brasileira com sangue português, um prato de elaboração complexa... sim, Arroz de Palma é daqueles livros com sabores e cheiros, misturando culinária com sentimentos diversos. Não posso dizer que estou a adorar, uma vez que ainda estou muito no início, não ultrapassei as primeiras cinquenta páginas mas, posso afirmar que já me ri com as personagens e desentendimentos... 

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