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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

3M/12L | Sonhos Proibidos de Lesley Pearse.


M*

02.04.16

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 Sonhos Proibidos de Lesley Pearse é uma narrativa intensa e dramática, história de coragem e sobrevivência de uma jovem mulher num universo onde jamais escolheu entrar. O ano de 1910 ficará marcado irremediavelmente na memória de Belle Cooper...

 

A jovem tem 15 anos e vive uma vida despreocupada e solitária. O jovem Jimmy é o seu primeiro amor, colorindo-lhe os dias solitários de amizade e sonhos. Inocente, ingénua e doce, Belle não se apercebe de que a casa onde vive é um bordel. Gerido pela personalidade forte e marcante da mãe e graças aos extremos cuidados da ama, Belle compreenderá, de forma marcante, a noção de bordel e prostituição. O assassinato de uma das jovens da casa, em que Belle presenciará o crime, mudará irremediavelmente o destino da adolescente.

 

Primeiro volume da trilogia Belle, Sonhos Proibidos é uma história tocante e comovente sobre o tráfico de crianças e mulheres para fins sexuais. A história de Belle viajará por França e EUA, mostrando os caminhos negros da prostituição forçada no início do século XX. É as memórias de infância da mãe e da ama, bem como a ingenuidade dos gestos de um primeiro amor de Jimmy, que Belle se agarrará para escapar às mãos do tráfico. A ingénua Belle torna-se, a cada nova página, numa Belle corajosa e determinada, fitando o traçado destino. 

 

Belle é, inevitavelmente, a narrativa de muitas Belles do século XXI. A narrativa de Lesley Pearse retrata um passado que, infelizmente, permanece no presente. A história dramatica de Belle, misturados à miséria e crime, representa histórias de vida reais não muito distantes de nós ou diferentes da narrativa. Uma história intensa, revoltante e desafiante porque, no fundo, o tráfico de crianças e mulheres para fins sexuais do inicio do século XX não se afigura tão diferente do praticado no século XXI...

 

Sonhos Proibidos é inspirador e empolgante, um dos melhores livros que já li da autora. Fã de Lesley Pearse desde Nunca Me Esqueças e depois de vários livros lidos da autora - Nunca Me Esqueças, Nunca Digas Adeus, De Amor e Sangue, A Melodia do Amor, Segue o Coração e Procuro-te -, o primeiro volume desta saga tornou-se num dos meus livros favoritos. A escrita da autora foge, um pouco, ao registo habitual, usando expressões e termos poucos usuais nos seus livros. No entanto, é uma narrativa que nos cativa e prende. 

 

Belle, enquanto personagem, representa a força e a coragem das mulheres para fugirem ao traçado destino... é impossível esquecer Belle, reencontrando-a em A Promessa, o segundo volume da saga.

 

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Lesley Pearse foi a minha escolha para o projecto 12 Meses, 12 Livros. O objectivo deste desafio é ler um livro subordinado a uma temática particular. O dia internacional da Mulher celebrou-se no dia 9 de Março e, como tal, o livro do mês deveria ser de uma escritora. A escolha não foi ingénua. Lesley Pearse é uma das minhas escritoras favoritas e Sonhos Proibidos, ao abordar a temática da prostituição e tráfico de crianças e mulheres relembra o quanto ainda necessitamos de mudar pela igualdade entre Mulheres e Homens.  

 

___

 

Título Original: Belle, 2011 (vol. 1)
Autora:
Lesley Pearse, Inglaterra
ISBN:
9789892321493
Páginas:
624
Editora:
Asa, 2012
Sinopse:

Londres, 1910.
Belle tem quinze anos e uma vida protegida. Graças aos cuidados da ama, ela nunca se apercebeu de que a casa onde vive é um bordel, regido com mão de ferro pela sua mãe.
Porém, a verdade encontra sempre maneira de se revelar... Para Belle, será no trágico dia em que assiste ao assassinato de uma das raparigas da casa. Ingénua e indefesa, ela fica à mercê do criminoso, que a rapta e leva para Paris, onde se inicia como cortesã.

Afastada do único lar que conheceu, a jovem refugia-se nas memórias de infância e acalenta o sonho de voltar aos braços do seu primeiro amor, Jimmy. 
Mas Belle já não é senhora do seu destino. Prisioneira da sua própria beleza, é alvo do desejo dos homens e da inveja das mulheres. Longe vão os anos da inocência e, quando é levada para a exótica e decadente cidade de Nova Orleães, ela acaba por apreciar o estilo de vida que o Novo Mundo tem para lhe oferecer. Mas o luxo e a voluptuosidade que a rodeiam não mitigam as saudades que sente de casa, e Belle está decidida a tomar as rédeas da sua vida. Um sonho que pode ser-lhe fatal, pois há quem esteja disposto a tudo para não a perder. No seu caminho, como barreiras fatais, erguem-se um continente selvagem e um oceano impiedoso.
Conseguirá o poder da memória dar-lhe forças para sobreviver a uma viagem impossível?

No Dia Internacional da Mulher,


M*

08.03.15

esqueçam os descontos, as florzinhas, os jantares e almoços, as sessões gratuitas no sítio xpto e toda aquela campanha comercial do dia. Proponho um exercício simples: às mulheres para reflectirem no tudo que ainda falta fazer e aos homens, no tanto que ainda nos falta mudar... porque, acredito que a igualdade só se atinge aquando homens e mulheres se unirem. 

 

No dia oito de Março, mulheres e homens relembrem as lutas do passado, num exercício simples de compreender a origem deste dia.

 

No dia oito de Março, mulheres e homens olhem os nomes das mulheres vítimas de violência domésticas. As do passado, reflectindo no presente, no futuro. Até quando iremos permitir que uma mulher, esposa, mãe, irmã ou filha morra às mãos de um homem que diz amá-la? Até quando iremos permitir que um filho ou filha fiquem marcados pela violência de um pai sobre a mãe? Até quando homem julgar-se-á dono da mulher ou acalentará a ideia de que lugar da mulher é na cozinha?

No dia oito de Março, mulheres e homens analisemos as desigualdades salariais, o assédio sexual no local de trabalho, a facilidade em arranjar trabalho quando se é pai de família porque, se é homem, certamente que não faltará ao trabalho para auxiliar um filho ou filha doente ou, tão somente, as dificuldades em alcançar cargos de chefia ou de poder político.

 

No dia oito de Março, mulheres e homens relembremos que nós somos donas do nosso corpo, que ser feminista não é desejar exterminar homens ou deixar crescer os pêlos das pernas e calemos o assédio sexual de rua num piropo disfarçado de elogio.

 

No dia oito de Março, mulheres e homens não esqueçamos que não é menos mulher quem não deseja ter filhos, quem usa um decote ou mini-saia não está a pedir nada nem tão pouco é seja lá o que for e, por fim, esqueçam o estereotipo da mulher perfeita, de cabelo liso, magra e em constantes dietas, sempre maquilhada. 

 

No dia oito de Março, neste dia, mulheres e homens relembrem: somos todos iguais, o que muda é a fisionomia do corpo. Relembremos que falta tanto por mudar, por fazer, por alterar. Neste dia sejamos capazes de esquecer o lado comercial e pensar, lutar, mudar. No dia oito de Março, faltam mil e uma coisas para atingirmos o patamar da igualdade. Somos mulheres em luta, ontem, hoje e amanhã, porque não mudamos em mil e umas coisas. Todos os dias são oito de Março.

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