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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

O lado ruim de lavar o carro ...


M*

16.02.16

... é que descobrimos que aquelas marcas pretas que julgávamos não serem mais do que sujidade, na verdade, são estranhos riscos e dos quais, almas distraídas, não fazemos ideia de como lá foram parar.

 

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Era tão mais feliz quando permanecia na inocência de achar que aqueles riscos eram sujidade.

Confesso-me ...


M*

07.01.16

... sou uma azelha na condução e tenho por defeito confundir direita com a esquerda mas, nunca, em todos os últimos meses de condutora regular fiz uma rotunda pelo lado de fora quando pretendo sair na terceira saída. Confuso? Pois. A mim também me faz confusão a forma como a maioria do pessoal faz as rotundas. É assim tão difícil seguir está regra, 

 

 

Regras simples que, aparentemente, a maioria é incapaz de interiorizar. Não fosse eu tão cuidadosa e, quiçá, o estrago fosse maior... 

A estranha sensação de conduzir para a liberdade.


M*

31.07.15

Nunca gostei de conduzir. Não sou, de todo, a melhor condutora do mundo. Não sei estacionar o carro na lateral. Não gosto de fazer ultrapassagens nem de rotundas. Porém, a verdade é que, apesar de não gostar de conduzir e não ser a condutora mais experiente ou confiante, existe uma estranha liberdade em conduzir. Quando me aborreço ou sinto que estou prestes a dar em louca, saio-o de casa e pego no carro para conduzir largos minutos. Vou até à cidade, contemplo a praia na noite escura ou, simplesmente, deixo-me passar algumas horas sentadas no café na companhia de um livro. Conduzo à noite quando, na zona onde moro, o volume parece ser menor... e, quando o meu dia-a-dia não exige mais de mim. Cantarolo, desafinadamente, as músicas que me acompanham na rádio. Imagino-me a viajar sem destino ou rumo. Sonho, enquanto conduzo e sem nunca abandonar os olhos da estrada, mil e um cenários distintos à minha realidade. Existe uma estranha e perversa sensação de liberdade em conduzir à noite... e é esta a sensação de liberdade que me faz conduzir. 

 

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Conversas entre irmãos.


M*

22.04.15

Por falar em conduzir, contei ao meu irmão que, ontem, ao final do dia, meti-me no ovo kinder, juntamente com a minha irmã, aventurando-nos no meio das aldeias, por caminhos apertados, estranhos e recheados de buracos. Expliquei-lhe que, embora não tenha apanhado nenhum susto ou trânsito, constantemente imaginava o momento em que outro carro me aparece-se e eu, assustada, fosse espetar o ovo kinder contra um muro, numa valeta ou no meio do monte. Ele, que é simplesmente um amor de irmão, responde-me,

 

- E depois? O ovo kinder têm seguro contra todos os riscos. 

 

Ah! É sempre útil saber. Já o posso espetar contra o primeiro muro! Mas, porque não me quis ficar, perguntei-lhe,

 

- Olha lá, o ovo kinder pode ter seguro mas, nós podemos ir parar ao hospital! Que raio de irmão que fomos arranjar!

- E? São vocês as duas. É da maneira que deixo de vos aturar enquanto estiverem no hospital... é que vocês são cá umas chatas! 

 

Portanto, a esta frase, responde-lhe a minha irmã,

 

- É bom saber, maninho. Quando fores parar ao hospital, também não te faço nenhuma visita ou, se for obrigada, ainda levas umas chapadas onde mais te doer. É só para avisar!

 

Pronto, é isto. Já pensamos em destruir o ovo kinder e hospitais. A conversa não se ficou por aqui, foi agressiva e feia - ainda assim, estamos todos bons de saúde e com todos os membros no sítio - mas, dá para entender a carga elevada de parvoíce que sofremos. Definitivamente, somos mesmo irmãos... ou não. 

Conduzir,


M*

21.04.15

definitivamente, detesto conduzir. É, para mim, um momento angustiante, de suores, medos e calafrios. O automóvel é bom, como o das escolas de condução - a gasóleo - mas eu, embirro com o bicho. Portanto, de cada vez que pego no meu ovo kinder - designação atribuída ao carro por ser um daqueles bichos pequenitos, de duas portas e quatro lugares - é como se estivesse a ser conduzida para a sala da enfermaria e, consequentemente, agulhas e injecções - quiçá, seja uma comparação ridícula mas, a verdade é que ambos produzem sentimentos semelhantes.

 

A verdade é que, tenho a carta de condução desde dois mil e sete mas só, à coisa de uns meses, é que recomecei a conduzir. Os longos anos de paragem, pelas longas ausências de casa em virtude da Universidade e pela falta de um carro disponível nos regressos a casa, fazem com que paragens e consequentes pontos de embraiagem e estacionamentos, sejam um verdadeiro tormento. Definitivamente não são para mim. O meu irmão tenta explicar-me - tenta, ele jura e eu acredito - mas, o moço não têm paciência para as explicações que, para ele, são simples... ou seja, desatamos os dois aos berros.

 

Mas, aquilo que mais me assusta na estrada, na condução, são os chicos-espertos da estradas, homens (na qual se incluí o chico-esperto do meu irmão) e mulheres que conduzem como se todos os que andam na estrada tivesse obrigação de saber conduzir à anos, conduzir a elevadas velocidades e fazer manobras estranhas... bolas, está malta não teve receio quando, nas primeiras vezes, se meteu num carro enquanto condutor? Será que não se lembram do que sentiram e das asneiras que cometeram nos primeiros tempos de condução? É que, senhores e senhoras, na estrada há gente como eu, com falta de prática e excesso de medo... Portanto, da próxima vez que se encontrem com as apelidadas lesmas/burros da estrada lembrem-se: provavelmente será alguém a dar os quilómetros na estrada.

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