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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

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2M/12L | Persuasão de Jane Austen.


M*

26.02.16

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 Persuasão de Jane Austen é um romance sobre a ganância, a vaidade e a magoa das oportunidades perdidas.

 

A narrativa de Persuasão, a última obra acabada da escritora inglesa, desenrola-se em pleno século XIX e dá-nos a conhecer uma mulher de invulgar personalidade para a época. Crítica aos preconceitos sociais da época, às festas e luxos, Jane Austen joga com ilusões e persuasões à heroína do romance, envolvendo-nos numa escrita fluida e cativante. 

 

Sir Walter Elliot vive com as filhas Elizabeth e Anne em Kellynch-hall, casa familiar de décadas, até se ver obrigado a alugar a propriedade e mudar-se para Bath, para uma moradia mais pequena e modesta com as filhas. Sir Elliot nutre por Elizabeth, a filha mais velha, enorme carinho e cumplicidade porém, o tratamento é frio e distante relativamente à filha mais nova, Anne. É neste cenário de mudanças que Anne Elliot, de vinte e sete anos e sem grandes perspectivas românticas, decide passar uma temporada em casa da única irmã já casada, Mary, a filha do meio de Sir Elliot. No entanto, a vida surpreende Anne e leva-a a reencontrar um amor perdido...

 

Há tão pouca amizade verdadeira no mundo e, infelizmente (...) há tanta gente que se esquece de pensar nisso a sério antes de ser tarde de mais!

 

O capitão Frederick Wentworth é o novo inquilino, juntamente com os seus familiares, da casa familiar dos Elliot. Persuadida pela grande amiga Lady Russell e pelos seus familiares, oito anos antes, Anne termina o noivado com Frederick. O reencontro entre o par romântico de Persuasão é frio e distante, mostrando a magoa e dor de um amor perdido. Porém, à medida que o romance se desenrola, Anne liberta-se da influencia familiar e de Lady Russell, mostrando-se a força do seu carácter e personalidade. As peripécias vividas por ambos originará o aproximar da heroína ao seu amor perdido...

 

Persuasão é mais do que um romance, como já o mencionei anteriormente, é uma narrativa critica à sociedade dos luxos, festas, jantares e preconceitos. Um romance poderoso. Uma personagem feminina forte, dona de um coração sensato e bondoso, capaz de fazer frente ao socialmente bem aceite da época. É impossível não gostar de Persuasão e não ficar rendida à personalidade de Anne. 

 

Não se gosta menos de um lugar por se ter sofrido nele, a não ser que lá se tenha conhecido apenas sofrimento e só sofrimento...

 

É o segundo clássico literário que leio-o de Jane Austen. Comparando-o com Orgulho e Preconceito, atrevo-me a escrever que gostei mais de Persuasão, um romance onde as personagens principais mostram crescimento a cada nova página, uma maturidade distinta das personagens principais do primeiro. 

 

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Persuasão de Jane Austen foi a segunda leitura, o livro do mês de Fevereiro, no âmbito do desafio Doze Meses, Doze Livros. O objectivo deste desafio é ler um livro subordinado a uma temática particular. Fevereiro é o mês do Carnaval e da celebração do amor, por isso, o objectivo seria ler um romance romântico, uma comédia romântica ou um livro cómico/divertido. 

 

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Título Original: Persuasion, 1817
Autora: Jane Austen, Inglaterra
ISBN: 9789722636254
Páginas: 240
Editora: Civilização Editora, 2013
Sinopse:
Aos vinte e sete anos, Anne Elliot já não é uma jovem, e tem poucas perspetivas românticas. Oito anos antes, foi persuadida pela sua amiga, Lady Russell, a terminar o noivado com Frederick Wentworth, um comandante naval bem-parecido mas sem fortuna nem posição social. Aquilo que acontece quando os dois se voltam a encontrar é narrado de forma comovente no último romance que Jane Austen deixou completo.
Persuasão é uma sátira brilhante sobre vaidade e pretensão mas, acima de tudo, é uma história de amor onde se sente a mágoa das oportunidades perdidas.

O Regresso de Victoria Hislop.


M*

06.02.16

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 O Regresso de Victoria Hislop, numa escrita fluida, recorda-nos os horrores da Guerra Civil Espanhola e a forma como marcou a sociedade da época, através da família Ramirez. 

 

A jovem inglesa Sonia Cameron, a protagonista, vive um casamento de aparências com um bancário mais velho, filho de famílias ricas e gostos refinados. O marido, Jack, encontra na bebida o consolo para o desmoronar do casamento; Sonia apoia-se na amiga, Maggie, e na dança, a salsa, em que acidentalmente tropeça. A paixão pela dança leva as amigas a descobrirem a cidade espanhola de Granada, onde Sonia se deixará deslumbrar pela beleza e dramatismo do flamenco. Maggie é alegre e divertida procurando, em Granada, dançar e conhecer homens; Sonia, por seu lado, deixa-se deslumbrar pela beleza da cidade e sentimento de familiaridade da cidade, procura aventura-se à descoberta do passado histórico. É no café El Barril, através do velho dono do café, Miguel, que Sonia descobrirá o trágico passado da família Ramirez. 

 

Dividido em três partes, a primeira dá-nos a conhecer Sonia e o pai, Maggie e Jack e a relação complexa entre as personagens. A segunda e terceira parte remetem-nos para a conversa que Sonia e Miguel travam graças às imagens fotográficas que marcam as paredes do El Barril. Um toureiro e uma dançarina de flamenco são o mote que levam Miguel a recordar os trágicos e horríveis anos da Guerra Civil Espanhola... uma conversa que levará a protagonista a descobrir um passado que a liga a Granada. 

 

Quando a Segunda República foi declarada, uma das prioridades do novo governo foi assegurar-se de que toda a gente tinha a oportunidade de aprender a ler, e foi lançada uma campanha para erradicar o analfabetismo. (...) Ele sabia que o analfabetismos fazia das pessoas escravas (...). Ele sabia que a educação era uma força poderosa de libertação.

 

O Regresso, inicialmente, não me cativou. A primeira parte do livro achei-a previsível e aborrecida, descrevendo uma Sonia passiva e influenciável, uma Maggie leviana e doida, um Jack manipulador e típico snob. Não conhecia a escritora e sentia-me decepcionada. A segunda parte porém, devolveu-me a ânsia da leitura, tornando este livro um dos, até agora, livros favoritos. 

 

Victoria Hislop descreve a cidade de forma límpida e envolvente, como se de facto estivéssemos nas ruas estreitas granadinas ou a visualizar a beleza de Sierra Nevada. Faz-nos desejar conhecer, de facto e verdadeiramente, a cidade. Por outro lado e de forma apaixonada, Hislop conseguiu descrever a essência e o dramatismo do flamenco, incasável e muito visual. Eu, desde menina, sempre quis aprender flamenco - bem como a sevilhana - mas, através deste livro, uma das danças típicas do país vizinho afigura-se como uma dança difícil, emotiva e ao alcance de poucos... o que, de facto, é tremendamente verdade. 

 

Por vezes a dor é demasiado grande para chorar.

 

Todavia, se Granada e o flamenco foram tão magnificamente descritos, os relatos de Miguel a Sonia sobre a Guerra Civil Espanhola mostraram a dor inesquecível daqueles que viveram os anos que profundamente marcaram um país. Os sentimentos de medo e desconfiança, por vezes, de filhos contra pais e de irmãos contra irmãos, tão bem escritos, relatam o sofrimento que despedaçaram famílias e a divisão da sociedade entre apoiantes da República e os apoiantes de Franco. 

 

O Regresso de Victoria Hislop é um relato doloroso sobre uma guerra que dividiu um país, marcando gerações e a fuga de um povo para um país frio e preconceituoso, como França ou Inglaterra - e, inevitavelmente, associei a história e tratamentos dos refugiados espanhóis nos países mencionados, à actual crise de refugiados na Europa e à forma como os tratamos e olhamos. Um romance histórico que, apesar de alguns aspectos negativos (e dos quais opto por não escrever para evitar entrar em detalhes sobre os desenvolvimentos da narrativa), deixará saudades. Foi por abordar a temática da Guerra Civil Espanhola que o adquiri... e, ainda bem, ensinou-me tanto sobre este período negro da História de Espanha.

 

- Como é que consegue estar tão bem-disposto o tempo todo? (...)

- Qual é a vantagem de se estar doutra maneira? - disse o velhote. (...) - O que podemos nós fazer? Nada. Estamos impotentes.

Antonio pensou por um momento antes de responder.

- Resistir? Escapar? - sugeriu ele.

- Tu sabes tão bem como eu o que acontece a alguém que faça isso. Eles são destruídos. Completamente - ele disse a última palavra com ênfase. O seu tom tinha mudado totalmente. - Para mim, trata-se de proteger o espírito humano - continuou. - Para outros será combaterem até ao último suspiro. A minha resistência a estes facistas é deixar-me ir, sorrir, mostra-lhes que eles não conseguem esmagar a minha alma, o meu próprio ser. 

 

Vale a pena ler O Regresso de Victoria Hislop... pela História, por Granada e pelo flamenco.  

 

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Título Original: The Return, 2008
Autora: Victoria Hislop, Reino Unido 
Tradução: Isabel Baptista 
ISBN: 9789722627412
Páginas: 460
Editora: Civilização Editora, 2008
Sinopse:
Cativante e profundamente comovente, o segundo romance de Victoria Hislop é tão inspirador como o seu romance de estreia e bestseller internacional, A Ilha.
Nas ruas calcetadas de Granada, sob as majestosas torres do Alhambra, ecoam música e segredos. Sónia Cameron não sabe nada sobre o passado chocante da cidade; ela está lá para dançar. Mas num café sossegado, uma conversa casual e uma colecção intrigante de fotografias antigas despertam a sua atenção para a história extraordinária da devastadora Guerra Civil Espanhola. 
Setenta anos antes, o café era a casa da unida família Ramirez. Em 1936, um golpe militar liderado por Franco destrói a frágil paz do país, e no coração de Granada a família testemunha as maiores atrocidades do conflito. Divididos pela política e pela tragédia, todos têm de tomar uma posição, travando uma batalha pessoal enquanto a Espanha se autodestrói.

O ano em que descobri as distopias.


M*

20.12.15

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Nunca me considerei fã de universos fantasiados. Preferia - sempre preferi - romances históricos, histórias bibliográficas ou livros que relatassem romances inspirados em vivências. Um pequeno toque de magia era o suficiente. O universo Harry Potter foi a minha única excepção - da qual permaneço fã. Evitei, sem saber exactamente o porquê, tudo o que terminava em 'ias', distopias, utopias, fantasias, portanto, tudo o que fosse impossível de acontecer na vida real. Talvez, porque, precisava de ler histórias que, no fundo, se assemelhassem à vida real, na qual me pudesse rever em distintas situações, com finais felizes, contrariamente a universos improváveis, fantasiados, irreais... ou talvez não fosse nada disto. A verdade é que não sei nem tão pouco encontrar um motivo para, durante anos, ter evitado o universo das distopias. O ano de dois mil e cinco, porém, revelou-se um ano de muitas leituras - mais de cinquenta livros lidos - e de novas descobertas literárias... as distopias. 

 

É, antes de continuar, importante esclarecer o significado de distopia. Por distopia entende-se como uma

Ideia ou descrição de um país ou de uma sociedade imaginários em que tudo está organizado de uma forma opressivaassustadora ou totalitáriapor oposição à utopia.

(in Dicionário Priberam)

 

Ouvi falar imenso da saga literária de Kiera Cass - blogues, canais de youtube, redes sociais literárias e a novidade chegava-me do Brasil e de Espanha - a verdade é que a escritora e o título da saga à muito que me perseguiam. Nunca tive interesse em ler a sagas de distopia como Divergente ou Os Jogos da Fome. A sinopse do livro e as diversas críticas positivas nunca me cativaram. Não vi os filmes. Considerava-os demasiado sombrios. E, no entanto, a curiosidade derrubou os receios, obrigando-me a ler o primeiro livro da saga de Kiera Cass, A Seleção.

 

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A Seleção de Kiera Cass - na verdade, toda a saga - deixaram-me em ressaca literária. Os livros seguintes souberam-me a pouco e, talvez por isso, tornando-se desilusões literárias - neste caso, os livros foram A Profecia de Istambul e A Solidão dos Números Primos, nos quais depositei esperanças de alivio para a minha ressaca. Quando me iniciei na descoberta de America, em A Seleção, estava longe de imaginar a ansiedade que me provocaria, lendo o primeiro livro em cerca de dois dias, e deixando-me em sofrimento pela continuação, com A Elite e A Escolha. Não me queria despedir de nenhuma das personagens. Queria mais. A necessidade de não abandonar as personagens levou-me a comprar, mesmo que em língua espanhola - via amazon.es e uma vez que não encontrava os contos completos nos sites portugueses -, dois pequenos livros de contos sobre personagens secundárias. A saga criada por Cass não terminou com A Escolha ou os livros de contos. A Herdeira é o quarto volume - e, segundo sites do Brasil, deverá existir um quinto volume - e eu estou louca por ler... contra todas as minhas primeiras expectativas.

 

Não sou fã de colecções. Não goste de esperar pelas continuações que, cedo ou tarde, acabo por perder o interesse. Mas, descobri os livros de Kiera Cass tarde e isso revelou-se uma vantagem: permitiu-me ler os três volumes seguidos, não deixar as personagens cair em esquecimento por intermédio dos contos e, em breve, dar seguimento ao quarto volume. A saga é de leitura fácil e cativante, numa escrita envolvente. A minha primeira distopia tornou-se inesquecível! 

 

Kiera Cass não foi a minha única distopia de dois mil e quinze...

 

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As Filha de Eva de Louise O' Neill, distopia sobre mulheres. O livro é, contrariamente à primeira distopia, sombria e negativa, mostrando as mulheres como objectos, nascidas unicamente para servir os interesses masculinos. A vida destas mulheres termina quando a beleza envelhece, quando deixam de ser férteis ou ultrapassam o peso ideal, sendo esta a premissa do livro... exigisse que sejam magras, perfeitas e belas. A história das filhas de eva é-nos contada por Freida, uma jovem incapaz de se considera bela, obcecada pela perfeição mas facilmente manipulável, ingénua e fraca. O destino das filhas de eva é sombrio e, quando uma delas começa a engordar, a trama toma contornos perturbáveis. Uma crítica social perspicaz, altamente recomendável.

 

Rainha Vermelha de Victoria Aveyard é, para o ano que se avizinha, a próxima distopia que pretendo ler. 

 

O ano de dois mil e quinze foi o ano em que descobri as distopias... e ainda bem! 

Desilusões Literárias de 2015.


M*

14.12.15

O ano de dois mil e quinze está quase, quase, quase a terminar... pouco mais de meio mês para alterarmos a forma como escrevemos o último número das datas. Foi um ano recheado de leituras diversas e altos e baixos literários. O ano ainda não terminou mas o meu top seis de desilusões literárias de dois mil e quinze já está definido, e dificilmente sofrerá alterações...

 

Ler também é isto: descobrir que nem sempre nos identificamos com um livro. Cada livro possui vida própria, uma alma sentida através das personagens e, por vezes, por motivos distintos não nos identificamos com aquelas páginas, aquela escrita, aquelas histórias que outros leitores gostaram ou adoraram. Ler é isto mesmo: uma experiência de altos e baixos, com o qual nem sempre nos identificamos.

 

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Top Seis das Minhas Desilusões Literárias de Dois Mil e Quinze

 

   | Comecei a ler mas não consegui terminar... 

 

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O Circo dos Sonhos de Erin Morgenstern foi um dos poucos livros da minha estante que me enfeitiçou pela capa extraordinariamente bela (e, se algum dia tiverem oportunidade de ter este livro na mão, vejam a beleza das páginas interiores). A sinopse cativou-me mas, na verdade, o que me levou a comprar este livro, numa promoção da note.It, foi a beleza e simplicidade da capa. Conquistou-me. É uma das capas mais bonitas da minha estante, uma das minhas preferidas. Porém, os livros não se fazem de capas e, para mim, este livro tornou-se a minha primeira desilusão do ano. Li metade do livro, persisti e insisti na sua leitura arrastando-o durante vários meses, mas a verdade é que não consegui entrar na história. A escrita não é complexa mas desenvolve-se numa acção lenta - na minha opinião, extremamente lenta -, envolvendo diversas personagens. Encontro opiniões muito positivas a este livro em blogues ou canais de youtube... infelizmente eu não gostei. Quem sabe, um dia, consiga ler este livro... eu não perdi a esperança de, no futuro, ler e - porque não - até gostar deste Circo dos Sonhos. 

 

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O Retrato da Mãe de Hitler de Domingos Amaral foi um livro penoso de ler... quando dei por mim, estava a fazer uma leitura vertical da história, saltando partes que não me interessavam. Eu já tinha lido Domingos Amaral em Quando Lisboa Tremeu e gostei muito da escrita, das personagens e da história. Mas, neste retrato literário não consegui afeiçoar-me a nenhuma das personagens. Abandonei o livro quando faltavam umas cem a cento e cinquenta páginas do seu fim. Queria mesmo muito gostar deste livro e tinha tudo para ser uma bom história: a posição de Salazar e de Portugal aquando do final da II Guerra Mundial, a fuga dos criminosos nazis, as relíquias materiais de Hitler. No entanto, as conversas entre avô e neto sobre as aventuras sexuais do primeiro - como é que o senhor, em idade tão avançada, consegue lembrar-se de pequenos detalhes sexuais? - tornaram-se tema principal do livro, remetendo a fuga do nazi que consigo transportava o retrato da mãe de Hitler e outras relíquias para segundo plano. 

 

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Bala Santa de Luís Miguel Rocha ou, se tivesse começado por este livro, nunca mais teria lido nada deste autor...  ou talvez não. A verdade é que, em dois mil e catorze, tinha lido A Filha do Papa e adorei. A escrita, apesar da temática religiosa, era simples mas cativante, facilmente nos deixávamos seduzir pelas personagens. Bala Santa, onde Rocha expõem a tese de atentado perpetrado pela CIA, e outras agências secretas, ao Papa João Paulo II, considerei-a com ritmo lento e escrita excessivamente cuidada. Se este tivesse sido o meu primeiro livro do falecido escritor portuense, certamente que seria o último... e, na minha estante, ainda conto ler O Último Papa e A Mentira Sagrada. 

 

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A Rapariga Que Inventou Um Sonho de Haruki Murakami, leitura que abandonei nas primeiras páginas. Oiço falar maravilhas deste senhor - a Magda adorou-o e aconselhou-me a ler este livro - mas, confesso, considero a escrita demasiado complexa e exigente. É um livro que exige tempo e reflexão por forma a descobrir o significado de cada conto. Sim, este é um livro de contos. Talvez por se tratar de um livro de contos, talvez porque simplesmente não era a altura indicada, talvez porque comecei a ler Murakami pelo livro errado, a verdade é que este é uma das minhas desilusões de dois mil e quinze. Diz-se que Haruki Murakami é um daqueles autores de oito ou oitenta, ou seja, ou se gosta ou não se gosta, sem meios termos... e eu, sinceramente, não gostei.

 

   | Li até à última folha mas não gostei...

 

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A Profecia de Istambul de Alberto S. Santos. Li as mais de quatrocentas páginas deste livro na expectativa de me apaixonar pela história mas, por fim, nas últimas páginas descobri que tal não iria acontecer. É daqueles livros cuja história não recordo, apesar de o ter lido durante o mês passado. Alberto S. Santos não me era estranho. Li, em dois mil e três, O Segredo de Compostela e adorei... uma história que ainda hoje recordo. Conhecia a sua escrita cuidada e trabalhada. Mas, tal como o livro que encerra a lista, simplesmente não gostei da história. Um dia quero ler A Escrava de Córdova...

 

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A Solidão dos Números Primos de Paolo Giordano. Não gostei, simplesmente, deste livro. Não existe um motivo... achei-o lento, triste, penoso. Li-o mas, sei lá, olhem, não encaixei com a história. 

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