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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Oikos: a nova forma de comer fruta.


M*

09.05.16

Estou, presentemente e como já o mencionei aqui, a trabalhar em part-time como operadora de loja de uma grande cadeia de hipermercados. É, para lá daquilo que imaginava, um trabalho que estou a gostar muito embora, seja duro e desgastante - sim, mesmo a quatro horas diárias - fisicamente.

 

Quiçá pela hora a que início o trabalho ou talvez porque a secção onde habitualmente me encontro não exija contacto directo com o cliente - na prática, na hora de fazer comprar, todos nós sabemos quais os iogurtes que mais gostamos - a verdade é que ainda não me deparei com as ditas situações típicas, chatas e marcantes do trabalho em contacto com o cliente. Por outro lado, embora integrado num grupo de renome e importância nacional, a verdade é que o supermercado onde trabalho é pequeno e localizado numa vila pacata onde quase todos se conhecem.

 

No entanto, o que me levou a escrever este post não é sobre o trabalho em si mas sobre uma opinião, no mínimo, caricata com que fui confrontada um destes dias.

oiko3.jpg

Portanto, numa manhã, reponha eu aqueles iogurtes gregos da iokos, entretida nos meus pensamentos de reposição, quando uma senhora me questiona...

 

- Menina, bom dia! Olhe não há daqueles iogurtes gregos da marca X? (a marca X é, neste caso, a marca branca do hipermercado)

- Bom dia! Lamento, mas não chegou nada desses iogurtes que a senhora queria. Quiçá esta semana cheguem mais. 

- Oh que chatice e eu queria tanto desses e vocês nunca os têm.

- Pois. Mas, embora não seja a mesma coisa, pode levar destes, da oikos, que até estão em promoção...

- Hum! Menina, olhe, vou mesmo levar uns destes de morango e outro de amora. Sabe, é que se não levar iogurtes assim destes, de fruta, os meus filhos não comem fruta nenhuma... é a única forma de comerem fruta!

- Ah, compreendo!

 

Desconfio que, por vezes, o meu cérebro paralisa com os frios dos expositores de iogurtes e câmaras frigorificas dos ditos... aquilo não fazia qualquer sentido e, no entanto, limitei-me a concordar e a pensar em forma original de comer fruta. Enfim... as coisas que se aprenderem como repositora!

Dois meses de operadora de loja.


M*

04.04.16

Fiz, recentemente, dois meses de trabalho como operadora de loja numa grande cadeia de hipermercado da nossa praça. Não interessa qual e, aliás, como já devem ter percebido por este post. É um emprego a part-time, quatro horas diárias, onde a reposição e a gestão dos produtos são as minhas principais funções. Não sendo o meu primeiro emprego é, no entanto, um trabalho que abraço com satisfação e alegria. Confesso que, contrariamente ao que julgava inicialmente, gosto do que faço e, talvez pelo horário que realizo ou pela secção onde estou, tenho-me escapado de clientes chatos ou embirrentos. Quando se dirigem a mim é, habitualmente, para me questionarem sobre um produto qualquer que não encontraram... 

 

Longe de ser o meu emprego de sonho ou próximo das minhas habilitações literárias, a verdade é que a experiência abriu-me a esperança e embora acordar cedo seja um tormento, não me custa tanto porque é para algo que gosto. Como em qualquer local onde o número de trabalhadores seja elevado, existem intrigas e conversas paralelas que, maioritariamente, me passam ao lado ou simplesmente evito. A minha chefe desconfio eu, aparentemente, não vai muito à bola comigo e receio que possa colocar alguns entraves à possibilidade de progredir no trabalho. Enfim, pequenas coisas que, apesar de tudo, não estragam o sentimento que tenho pelo trabalho que faço. Por outro lado, admito que aqueles cinco minutos de conversa com alguns colegas resultam como uma terapia... 

 

HotSiteImage.jpg 

 

É, confesso, desgastante... sobretudo quando não temos colegas com quem dividir o trabalho. Opostamente ao que se julga, o trabalho de reposição não é tão simples quanto pareça: a responsabilidade pelas validades, o controlo dos preços e campanhas promocionais, bem como a máxima reposição dos produtos nos expositores é, resumidamente, tarefa rotineira e cansativa. E opto por não mencionar as tarefas em armazém. Há dias em que, apesar das quatro horas, sinto-me como que atropelada por um comboio... e ainda nem chegamos ao Verão que, segundo dizem, são os piores.

 

Não é o meu primeiro trabalho nem tão pouco o primeiro em contacto com o público. Mas, de entre os vários que já fiz, é provavelmente o que mais tenho gostado e aprendido. É uma constante aprendizagem: as responsabilidades inerentes à função, o contacto com os colegas, o relacionamento com as chefias, o apoio ao cliente. Acredito que já aprendi muito e sinto que cresço um pouco mais, a cada dia que passa... apesar das coisas menos boas resultantes deste trabalho, como dedicar-me menos à escrita e à leitura. Admito que adorava manter-me por aqui e, quem sabe, realizar um horário completo de oito horas...

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