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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Eu e os Filmes, 8/30.


M*

08.04.16

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Dia Oito

Não quero voltar a ver...

 

Um dos filmes que não tenciono, jamais ou tão pouco para o compreender, rever é aquele filme num bairro problemático da Catalunha com Javier Bardem... Biutiful, o nome do filme que, por fim, descobri e que desaconselho vivamente.

 

Não quero nem tenciono rever é, igualmente, As Cinquenta Sombra de Grey. Vi porque, como toda a gente e pelas mesmas razões que li o livro, era a novidade. Porém, a verdade é que o filme, tal como o livro, é fraco e caracteriza um romance baseado em ciúmes, obsessão e violência psicológica. Não é o pior filme que já vi, para isso o anterior cumpriu maravilhosamente bem o papel, uma vez que não lhe cheguei a conhecer o final, mas é um mau filme.

 

---

 

O desafio Eu e os Filmes iniciou-se a dia 1 de Abril, pelas 15 horas e conta com as participações de AlexandraMulaSofiaAna SofiaDrama QueenMafaldaMagdaJustSmileFatia MorJPAndy BloigGirl About TownRuteNathyAna Rita GarciaCaracolJoana e Bruxinha.

 

Vi as Sombras de Grey...


M*

13.04.15

e embora a minha posição sobre os livros se mantenha, tal como mencionei aqui, tenho de admitir que o filme mostra algo diferente. Confesso que não tinha grandes expectativas para o filme e, apesar de não me ter surpreendido pela negativa, esteve longe de me surpreender pela positiva. No filme, contrariamente aos livros, não é tão evidente o jogo de poder, controlo e obsessão de uma personagem sobre a outra. A adaptação cinematográfica mostra precisamente o oposto aos livros: é ela quem insisti, mostrando uma relação de consenso, um desejo mutuo e um romance invejável por grande parte das mulheres. Os ataques de ciúmes da personagem masculina são silenciados. É, na verdade, um homem sofrível graças aos seus traumas de infância que serve de justificação para aquilo que é e é ela quem parece iniciar o seu processo de transformação e ultrapassagem. Torna-se num romântico, aos olhos da maioria dos espectadores, ao aparecer junto da namorada, a vários quilómetros de distância. De facto, a adaptação de As Cinquenta Sombras de Grey teve o cuidado de mostrar exactamente aquilo que a maioria das mulheres deseja, indo de encontro às expectativas do público (ou, pelo menos, assim o suponho pelo que li na altura do seu lançamento) e, provavelmente, defraudando quem acusava os livros de machismo e sexismo. 

 

Mas, porque há sempre um mas e aproveitando o texto...

 

É-me incompreensível, em filmes e séries, a necessitar de expor a totalidade do corpo feminino. Sinceramente, esta é daquelas coisas que, para mim, nunca fez qualquer sentido... expor a totalidade do sexo feminino mas, o pudor, a vergonha e o preconceito leva-nos a evitar mostra a totalidade do sexo masculino. Pequenas grandes coisas contraditórias numa sociedade desigual. 

 

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Um última nota: quem me disse que o filme já estava disponível na internet foi a minha irmã mais nova, de dezassete anos. Aquando do lançamento e sem lhe falar da minha opinião, perguntei-lhe o que sabia ela do filme, visto que não leu um único livro e, a reposta dela é foi - digna de registo:

 

Um namorado chato, ciumento e controlador e uma gaja chata e que não sabe dizer não nem se defender. Ou seja, ele gosta de lhe bater e, se fosse comigo, levava por cima... 

 

Louvado seja quem Deus, o Destino, a Vida ou o que lhe quiserem chamar! O cómico da situação é que a garota não conseguiu parar de rir do início ao fim do filme... juro que não sei quais foram os motivos da galhofa. 

As Cinquenta Sombras de Grey ...


M*

12.02.15

... o filme (aparentemente) mais aguardo do ano está quase a rebentar mas as paródias com base nos trailleres já se multiplicaram. Eu, embora não esconda que deseje ver o filme mas não vá a correr a uma sala de cinema para o ver - pelos motivos que aqui expliquei -, seleccionei algumas das minhas paródias preferidas,

 

 

 

 

 

 

 

Não tencionava voltar a falar sobre as Sombras, talvez depois de ver o filme - quando o viesse e se me lembrasse -, mas admito que não resisti a partilhar estas paródias... divertidas e engraçadas. Contem-me tudo! Qual a vossa preferida? 

As sombras do mobiliário...


M*

05.02.15

O mobiliário português está de parabéns. O grupo português Menina Design, que inclui as marcas Boca do Lobo, DelightFull, Koket e Brabbu, entrará num dos filmes mais aguardados dos últimos anos, As Cinquenta Sombras de Grey, através do mobiliário que decorará a casa do excêntrico milionário Christian Grey. Embora a minha opinião sobre o filme e livro de E.L.James não seja a mais positiva, deveria ser um orgulho ver que além mar reconhecem o design exclusivo e cosmopolita do grupo com sede em Rio Tinto, Porto. Mas não o é. Não é motivo de orgulho mas sim de revolta. Acima de tudo, os meus parabéns dirigem-se aos jovens que emprestaram os talentos à Menina Design. O que muitos desconhecem e certamente a Universal Pictures, produtora do filme, é que este grupo várias vezes foi acusado de se aproveitar de jovens estudantes ou recém licenciados das mais diversas áreas... as queixas são antigas mas, aparentemente, pouco ou nada se fez ou faz.

 

Infelizmente, a Menina Design não será a única a aproveitar-se de jovens recém licenciados em busca de uma oportunidade na área para a qual tantos anos estudaram. Como este grupo, vários outros enchem os cofres à custa de estagiários e de condições de trabalho precários, num silêncio aparentemente aprovador de quem nos governa. Ou, como menciona a plataforma Ganhem Vergonha no facebook, para denúncias de abusos laborais, quiçá as políticas de recrutamento tenham mudado e a Menina Design não contrate às dezenas... 

 

E, para quem duvida, aqui fica a reportagem realizada pela RTP e alguns links...  

 

 

E a menina, design?

Ganhem Vergonha! Menina Design

Menina Design Group, essa empresa de sonho!

Vendi o meu primeiro livro.


M*

05.02.15

Vendi o meu primeiro livro. Custou-me. Foi um tanto ou quanto doloroso. Sou uma pessoa agarrada aos livros. Mesmo quando não gosto ou são péssimos. É parvo, bem sei, se não gosto não vale a pena manter e roubar espaço na estante. Mas, sei lá, imagino que alguém, algum dia, me pede aquele preciso livro. Ou que, num futuro, seria um presente ideal. Ou que... sei lá, é-me difícil explicar. Livros, mesmo os piores, significam sempre qualquer coisa. O defeito é meu, que me afeiçoo a eles, que me custa a desfazer de tudo e sou uma autêntica acumuladora de livros, recordações e tralhas com significado.

 

Debati-me durante semanas sobre o destino de alguns não-livros, portanto, dos que não gostei. Já tinha pensado na opção de vender mas, para ser sincera, custa-me pedir um valor porque, na verdade, nunca sei quanto pedir por eles. Outra opção que ponderei foi o de doar; porém, alguns deles assinei com o nome e logo descartei esta hipótese - não é que seja algo relevante, mas não me apetece ter o meu nome nas mãos de sabe-se lá quem. Por fim e a opção que mais me agradava: trocar. Prática e simples. 

 

Porém, quando finalmente ganhei coragem para me desfazer de um dos vários livros, descobri que as candidatas à compra do segundo volume de As Cinquenta Sombras de Grey (e, os comentários dos leitores na wook ao livro? simplesmente assustador... tão assustador como a excitação para ver um filme onde o abuso e a violência estão tão presentes, disfarçados num falso romantismo!) não possuem uma lista para troca. E, assim, acabei por vender... para quê guardar um livro que nunca conclui e que, pelos mais diversos motivos já aqui explicados, me desagrada? 

 

Vendi o segundo livro de As Cinquenta Sombras de Grey. Custou, é verdade. Mesmo não gostando e apesar dos motivos é um livro que traduz memórias. Discussões com as amigas, os olhares de censura e as piadas maldosas de outros. Apesar de tudo, não me arrependo... o primeiro volume não segue os passos do segundo porque está assinado e tenho sérias dúvidas que alguém o queira assim. Mas, acima de tudo, não me arrependo porque, com o dinheiro da venda, mesmo que em segunda mão, virá para minha casa um livro que me despertou imensa curiosidade A Todos Os Rapazes Que Amei... porque, também eu já escrevi cartas a um rapaz que amei. 

 

Amanhã as Sombras abandonam a minha casa rumo a uma nova casa. Menos um não-livro na estante, mais uma leitura... e, quiçá, mais um livro.

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