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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

14 | Na minha estante... E As Montanhas Ecoaram.


M*

17.04.15

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 E As Montanhas Ecoaram, mil novecentos e cinquenta e dois. Numa pequena aldeia no Afeganistão, Saboor é um pai que um dia se vê a braços com uma das mais duras decisões da sua vida: vender a filha mais nova, com três anos, Pari, a um casal abastado de Cabul. Para continuar a sustentar a restante família, Saboor empreende a mais dura das viagens na companhia dos dois filhos, Pari e Abdullah, o irmão que sempre tomou conta da menina desde a morte da mãe de ambos. A viagem e consequente separação dará lugar a um permanente vazio na vida de Pari e Abdullah.

 

Khaled Hosseini convida-nos a viajar no tempo e a reflectir nas consequências das escolhas que, em algum momento, somos obrigados a fazer. Pari, toma para si o papel principal nesta viagem familiar uma vez que, sendo tão nova, as lembranças das origens e de Abdullah são substituída por um permanente vazio, para o qual não encontra respostas. Todavia, o autor não se limitou a escrever sobre o destino dos irmãos Pari e Abdullah. Criando histórias paralelas de quem com eles, de alguma maneira privou, Hosseini pinta-nos um mosaico de sentimentos: dos afegãos que partiram, de afegãos que ficaram e de daqueles que, não tendo nascido afegãos, procura mudar a realidade e o destino de país tão fatalmente marcado. E, foi tão fácil identificar-me com os sentimentos das personagens no que toca ao país de nascimento/país onde vivem...

 

Numa escrita fluida, dinâmica, criativa e clara, E As Montanhas Ecoaram, leva-nos a construir imagens vivas dos cenários imaginados de Khaled Hosseini. Porém, depois de Mil Sóis Resplandecentes e O Menino de Cabul (opnião: aqui), E As Montanha Ecoaram, deixou-me um pouco desiludida. A verdade é que, embora tenha ficado impressionada e seja um aspecto positivo do texto, as histórias secundárias nascidas da mente de Hosseini deixam perder um pouco da história dos irmãos, especialmente de Abdullah, tornando a leitura um pouco cansativa... demoramos vários capítulos até nos reencontramos com os irmãos porque, pelo meio, saltamos de histórias secundárias em histórias secundárias, da narrativa presente à narrativa passada. Embora um pouco aborrecida, rendi-me a Pari, Abdullah e restantes personagens... até porque, não existe uma personagem boa ou má, um herói ou vilão, todos são somas de resultados. 

 

Khaled Hosseini, com este livro, consagrou um lugar especial no meu coração, enquanto escritor, tornando-se um dos meus favoritos. Não só me levou a conhecer mais sobre o Afeganistão, a sua história e gentes, como a reformular a ideia que tinha daquele país e a viajar numa realidade tão distinta. É, de facto, um excelente escritor e aguardo ansiosamente por um próximo livro. 

 

 É uma coisa engraçada, Markos, mas as pessoas geralmente interpretam isso ao contrário. Pensam que vivem de acordo com aquilo que querem. Mas, na realidade, o que as guia é aquilo de que têm medo. Aquilo que não querem.

 

Khaled Hosseini

Nasceu em 1965 em Cabul, no Afeganistão. A sua família encontrava-se em Paris quando em 1980 se deu a invasão soviética, tendo pedido asilo político aos EUA, onde o autor vive atualmente. Formado em Biologia e Medicina, publicou em 2003 o seu primeiro livro, O Menino de Cabul, que rapidamente se tornou um enorme sucesso a nível internacional. Em 2006, Hosseini foi nomeado Embaixador da Boa Vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. Em 2007 lançou Mil Sóis Resplandecentes, que a Presença publicou na coleção «Grandes Narrativas». O seu mais recente romance, E as Montanhas Ecoaram, foi vendido para 42 países. 

 

E As Montanhas Ecoaram venceu, em 2013, o prémio Goodreads Choice Awards na categoria de melhor ficção.

 

(mais informações sobre o livro e autor em Editorial Presença)

(frases em Dos Meus Livros)

Filme | O Menino de Cabul


M*

15.02.15

Foi, por mero acaso que, ao entrar no warestuga, um comentário me despertou a atenção. Nem sou pessoa de dar atenção aos comentários que aparecem na página principal mas, ontem e vá-se lá saber o que me deu, decidi que iria seguir os comentários até encontrar um filme do meu agrado. Não precisei de muito, bastou-me aquele, apenas um me cativou e assim, sem esperar, terminei o dia dos Namorados com a adaptação de um dos meus livros favoritos,

 

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O primeiro romance do escritor afegão-americano Khaled Hosseini, O Menino de Cabul, publicado em dois mil e três, é um dos meus preferidos - e, sobre o livro, falei aqui. Mais do que o valor e importância da amizade, o livro de Hosseini é uma lição de amor, lealdade e perdão. Uma história comovente e sensível sobre duas crianças, de classes sociais distintas, num Afeganistão em mudança.

 

Poucas são as adaptações que se conseguem manter o mais fiel possível ao livro. Adaptado para às salas de cinema, pelas mãos do cineasta Marc Forster, em dois mil e sete, O Menino de Cabul captou a essência do livro, embora esteja longe de ser a melhor adaptação. Os actores não são os melhores, bem como a caracterização de duas das personagens, assim como todo o resto, como a montagem e os vários cortes ao livro. Mas, nem tudo é mau. O filme captou a essência do livro, mostrando o valor da amizade; as crianças que deram vida a Amir e Hassan foram excelentes; preocupação com os diálogos; e, os cenários são fantásticos. 

 

Um livro é diferente de um filme. O Menino de Cabul merecia uma melhor adaptação mas, ainda assim, é um filme que vale a pena ver. Para quem já leu o livro de Hosseini, apesar dos aspectos negativos, é um filme que recomendo, afeiçoando-nos ainda mais à história de Amir e Hassan e tornando-os, livro e filme, inesquecíveis.  Para quem ainda não leu, primeiro o livro... ou correm o risco de perder detalhes importantes à história. 

 

O Menino de Cabul vale a pena conhecer... 

 

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* (uma nota final parva: achei este actor muito atraente)

10 | Da minha estante... O Menino de Cabul.


M*

26.01.15

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 O Menino de Cabul é uma viagem inesquecível sobre a amizade, a lealdade e o perdão. Um livro marcante, numa escrita sensível e tocante.

 

Khaled Hosseini convida-nos a conhecer a cidade de Cabul e a sociedade afegã, através de Amir, o narrador e protagonista, antes da invasão soviética, dos talibãs e dos rockets. Numa viagem pela infância e adolescência de Amir, reflectimos sobre aquilo que hoje é o Afeganistão, um país que deixou de existir, as consequências devastadoras das políticas e sucessivas guerras que o país atravessou. 

 

Amir e Hassam, duas crianças unidas pela mesma ama de leite, cujas vidas se distanciam. Amir é o filho de um respeitado e sábio mercador de Cabul, frequenta a escola, lê livros e escreve histórias; Hassam é filho do criado da casa, analfabeto, quem prepara o pequeno-almoço de Amir e lhe trata da roupa da escola. Hassam nutre por Amir um sentimento de enorme lealdade, incapaz de mentir e sempre pronto a encobrir todas as diabruras de Amir. Hassam é corajoso e dono de um coração generoso. Amir, por sua vez é, numa primeira análise, considerado um menino mimado, egoísta e cobarde, que reivindica para si a atenção e se aproveita da amizade e lealdade de Hassam. O destino de ambos manter-se-à unido até a tragédia e a atitude cobarde de Amir ditar rumos de vida distintos. Amir muda-se com o pai para os EUA, num momento de mudança no Afeganistão, Hassam permanece. Porém e quando julgava que o passado estava enterrado em Cabul, o destino de Amir mostra-lhe o caminho da reconciliação e rendição com um passado que tanto o atormenta. 

 

Khaled Hosseini não é uma novidade para mim; tal como no primeiro livro que li, Mil Sóis Resplandecentes (opinião aqui), o autor possui o dom de prender o leitor, da primeira à última palavra, e de incentivar a conhecer a história do Afeganistão - em Mil Sóis Resplandecentes a componente sociopolítica afegã é, para mim, mais aprofundada, conciliando-o com as narrativas das personagens. Ler as palavras deste escritor afegão é, na verdade, uma leitura vibrante, extrema e cativante, que despertar inúmeros sentimentos. Cada livro é inesquecível e poderoso.

 

O Menino de Cabul tornou-se num dos meus livros favoritos, uma leitura recomendável e marcante, uma ode à liberdade, amizade e perdão. Khaled Hosseini um autor a acompanhar, um dos meus favoritos, onde descobrimos o melhor e o pior do mundo afegão - faltando-me ler E As Montanhas Ecoaram.

 

Por fim, refira-se que, em 2007, O Menino de Cabul, foi adaptado a filme.

 

(mais informações sobre o livro em Editorial Presença)

(frases do livro em Dos Meus Livros)

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