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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 28 anos*

Um Mar de Pensamentos

Dois meses de operadora de loja.

Fiz, recentemente, dois meses de trabalho como operadora de loja numa grande cadeia de hipermercado da nossa praça. Não interessa qual e, aliás, como já devem ter percebido por este post. É um emprego a part-time, quatro horas diárias, onde a reposição e a gestão dos produtos são as minhas principais funções. Não sendo o meu primeiro emprego é, no entanto, um trabalho que abraço com satisfação e alegria. Confesso que, contrariamente ao que julgava inicialmente, gosto do que faço e, talvez pelo horário que realizo ou pela secção onde estou, tenho-me escapado de clientes chatos ou embirrentos. Quando se dirigem a mim é, habitualmente, para me questionarem sobre um produto qualquer que não encontraram... 

 

Longe de ser o meu emprego de sonho ou próximo das minhas habilitações literárias, a verdade é que a experiência abriu-me a esperança e embora acordar cedo seja um tormento, não me custa tanto porque é para algo que gosto. Como em qualquer local onde o número de trabalhadores seja elevado, existem intrigas e conversas paralelas que, maioritariamente, me passam ao lado ou simplesmente evito. A minha chefe desconfio eu, aparentemente, não vai muito à bola comigo e receio que possa colocar alguns entraves à possibilidade de progredir no trabalho. Enfim, pequenas coisas que, apesar de tudo, não estragam o sentimento que tenho pelo trabalho que faço. Por outro lado, admito que aqueles cinco minutos de conversa com alguns colegas resultam como uma terapia... 

 

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É, confesso, desgastante... sobretudo quando não temos colegas com quem dividir o trabalho. Opostamente ao que se julga, o trabalho de reposição não é tão simples quanto pareça: a responsabilidade pelas validades, o controlo dos preços e campanhas promocionais, bem como a máxima reposição dos produtos nos expositores é, resumidamente, tarefa rotineira e cansativa. E opto por não mencionar as tarefas em armazém. Há dias em que, apesar das quatro horas, sinto-me como que atropelada por um comboio... e ainda nem chegamos ao Verão que, segundo dizem, são os piores.

 

Não é o meu primeiro trabalho nem tão pouco o primeiro em contacto com o público. Mas, de entre os vários que já fiz, é provavelmente o que mais tenho gostado e aprendido. É uma constante aprendizagem: as responsabilidades inerentes à função, o contacto com os colegas, o relacionamento com as chefias, o apoio ao cliente. Acredito que já aprendi muito e sinto que cresço um pouco mais, a cada dia que passa... apesar das coisas menos boas resultantes deste trabalho, como dedicar-me menos à escrita e à leitura. Admito que adorava manter-me por aqui e, quem sabe, realizar um horário completo de oito horas...

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