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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Confesso-me. Confesso-te.


M*

30.06.15

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Tenho medo que não sejas mais do que um sonho. Um amor belo que desejei, sonhei, desenhei. O simples desejo de ti e de ti necessitar. Não existes, bem sei e culpo-me por alimentar o sonho do oposto. Afinal, quem serias tu? Quem seriamos nós? Quiçá, a culpa resida em mim, na necessidade de mergulhar no desejo de te ter, na minha carência... e, porque não aprendi a ser só, jamais existiremos. 

 

Não te procuro mais, não te desejo mais, não te sonho mais. E, porém, é-me impossível. Provavelmente, afastando os nossos caminhos, continuarei a escrever-te... até ao dia em que os nossos caminhos se entrelacem e nos fundamos num abraço. 

 

Porque existem amores que nos devolvem, nos valorizam, nos ensinam e nos amam... preciso de ti.

 

Confesso-me. Confesso-te. 

 

Demoras muito?

Loucura.


M*

31.03.15

 Loucura... às vezes, sinto-me perto dela, de cometer uma qualquer loucura. Sinto-me cansada, aborrecida, farta. Preciso de respirar, de sentir que vivo, de coisas boas. Sinto que vou enlouquecer ou, provavelmente, já enlouqueci. Talvez, a realidade seja esta, a de tentar disfarçar a loucura em que sempre vive. E, não me digam que há quem viva pior do que eu... sei-o bem, não me esqueço mas, não posso nem quero carregar com o drama do mundo. Ou, por esta altura, não escreveria estas palavras...

 

Loucura... às vezes, sinto que não sei o que é viver na realidade. Quero o meu espaço, a minha casa, o meu mundo. Um trabalho e um amor e, porque não, viagens? Quero viver a vida que sonhei e não nesta permanente loucura que me leva às lágrimas. Um dia atrás do outro e sinto-me a afundar. E os sonhos que cancelei, congelei, apaguei porque, na verdade, nem sei o que quero... o tudo e o nada, o mundo, o céu e as estrelas. Abraços, beijos, sorrisos e um simples vai ficar tudo bem.

 

Loucura... um dia, esta loucura vai-me levar a mandar tudo e todos a outro mundo. Vou enlouquecer, sei-o disso, a menos que coisas boas comecem a acontecer... e, não me peçam para fazer sentido, quando nem eu mesma me entendo nesta loucura.

 

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Levo-te comigo.


M*

25.02.15

Presente em cada sonho. Nos dias que vivo, nos sons que escuto, nas cores que me rodeiam e pintam os meus olhos. Levo-te comigo. Na tristeza dos dias, nos sorrisos sinceros do presente, nos sonhos do amanhã. Levo-te comigo. Nos livros que partilho contigo, nos passos pelas ruas da vila, na ausência que sinto de ti. Sinto-te comigo. No frio que me barre a alma e o corpo, quando mergulho nos pensamentos do amanhã e te sinto num livro. Sinto-te comigo. Quando fecho os olhos invades sempre os meus sonhos, abraçando-me e sussurrando as palavras que ansiamos ouvir dos lábios um do outro.

 

Levo-te comigo. Sinto-te comigo. Que coisa tão traiçoeira, a solidão. Faz-nos sentir a presença de quem não conhecemos, quiçá, nem exista. Amo-te. Sem saber se existes. Amo-te e não consigo ver o teu rosto no cinzento dos sonhos. E, no meio destas parvoíces que para aqui escrevo, sinto-te e levo-te comigo. Solidão, quiçá sejas esse o teu nome... e, agora escrevo ao desconhecido e à solidão e julgo que estou a ficar louca.

 

E, no dia em que o destino juntar os nossos caminhos, será que te vou conhecer e sentir nas cores dos dias... para lá de um sonho? 

Dizem que,


M*

21.01.15

quando não conseguimos dormir à noite, é porque estamos acordados no sonho de alguém. A ser verdade, tenho a dizer-te que és o meu ladrão mais descarado. Roubas-me o sono para me teres nos teus sonhos. E, depois, quando me recupero, invades o meu sonho sem pedir qualquer permissão. É em ti que descanso e recupero o sono que me roubaste, enquanto me aconchegas em ti e brincas com os meus cabelos. Noutras noites, entras com pés silenciosos, quase nem te sinto, e abraças-me num abraço apertado, sussurras-me algo ao ouvido e... foges, deixas-me sozinha, quase nem dou por isso, tão silenciosamente como entraste. É estranho. Nunca sonhei com as cores, é sempre um mundo demasiado cinzento e, tu, chegas e dá-lhes um brilho especial. 

 

Dizem que quando não conseguimos dormir à noite, é porque estamos acordados no sonho de alguém. A ser verdade, o que sonhas tu quando me levas para os teus sonhos? 

 

Dizem que... e, a ser verdade, quero-te aqui... abraçar, tocar, sentir e beijar todos os dias e não em meros sonhos. Não quero estar nos teus sonhos. Não te quero mais nos meus. Quero saber quem és, como és, de onde és e se sonhas com uma viagem de comboio pela Europa. Quero o sonho real, pintado pelos dias ao teu lado. Não quero mais sonhos cinzentos nem um rosto tão familiar que, verdadeiramente, desconheço. Quero-te aqui. Por quanto tempo ainda continuaremos a sonhar um com o outro?

Presentemente,


M*

18.01.15

sou a única pessoa na família que não namora. E, se aos irmãos juntarmos alguns primos próximos entre os dezassete e os trinta anos então, a conclusão é ainda preocupante: sou mais velha e a solteirona de um grupo com oito a nove pessoas. 

 

Para mim isto não é problema nem incomodo. Admito que, no intimo e em alguns dias é um problema, naqueles em que me sinto mais sozinha mas, maioritariamente, nem penso muito no tema (ok, escrevo por aqui mas, nem é assim tão frequente). Na verdade, para os demais, ser-se solteira aos vinte e seis anos parece ser mais dramático e deprimente do que para mim mesma. Diz-se que, se nesta idade não aproveito a vida para namorar, não sabem quando o irei fazer... como se, namorar tivesse algum limite de idades. Esta e outras ideias são bastante recorrentes quando o tema de conversa é o meu estado civil e, porém, a mim preocupa-me mais o estado profissional... e, se por ventura eu mencionar que gosto de estar assim, solteira, ou por simples opção, alguma alma dirá que minto! 

 

Bom, adiante...

 

A minha irmã mais nova namora, o meu irmão começou a namorar à uns meses, um primo de vinte anos namora à quase dois anos, outro que vai a caminho de um ano e outra que parece andar a namorisca, entre o vai e não vai. Portanto, tendo em conta o meu estado actual, todos tentam dar o seu ar de graça falando de um amigo ou de um vizinho que é solteiro e bom rapaz. Com os meus primos, as bocas passam-me ao lado, o problema é com os irmãos: já pensaste no T.? agora esta solteiro e é simpático! ou o T. é precisamente o namorado ideal para ti: faz tudo o que tu queres sem levantar muitos problemas! ou, ainda, o T. trabalha e ganha bem!... o disco repete-se a qualquer hora do dia e, só com dois berros é que se calam (ok, posso estar a exagerar um bocadinho... mas só um pouco!). Sim, ele é de facto giro e engraçado e, provavelmente, daria um bom namorado (embora ele seja, como se costuma dizer, bom demais para mim) mas, não me apetece um namoro arranjado. (epah, que esquisita!) A ideia de alterar o meu estado civil parece ser tão importante para eles que, aparentemente, já mandaram umas boquinhas junto do moço... mas, pelo que entendi, não achou grande piada (é bem feita!).

 

Aparentemente para os demais, é crime estar solteira com esta idade (qual desgraça!). Preocupam-se mais do que eu mesma. Ok, é claro que eu não me importaria de estar com alguém... acredito que ninguém quer passar a vida sozinho e, a mim, a solidão assusta-me mais do que imaginam. Mas, apesar disso, a verdade é que, neste momento, nem é o que mais me preocupa. Aliás, aos demais e independentemente da idade, o estado civil de alguém parece fazer muita comichão. Expliquem-me lá, qual o problema de ser uma solteirona de vinte e seis anos... e, não vou escrever muito sobre o facto de ser gordinha e de frases constante como se não emagreceres é normal que não encontres ninguém blablabla (isto é, gordinhos não podem namorar)... mais um aspecto em que, o alheio parece preocupar-se mais.

 

Desconfio que, muitos dos que falam sobre os estados civis alheios se esqueceram que, antes, bem antes de se envolverem com alguém, também estiveram solteiros... ou, como costumo dizer, as vossas relações andam assim tão aborrecidas para desejarem tratar do meu estado civil?

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