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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Quando o carteiro chega,


M*

20.09.17

as pessoas normais pensam sempre em contas. Já eu, pelo contrário, quando o carteiro chega só penso nos livros que encomendei e no quanto eu os desejava...

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Chegou, finalmente, a minha tão ansiada encomenda da Wook. Esperava-os desde o início do mês, mal soube do mais recentemente lançamento literário, e por eles fiz questão de escolher, depois de terminar Mulheres Sem Nome, um livro pequenito de ler: optei por A Sociedades dos Sonhadores Involuntários de José Eduardo Agualusa.

 

Eu estava em pulgas por ler estes dois livros,

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Um Mais Um é o mais recente lançamento literário de Jojo Moyes. Vitória - A Jovem Rainha é um daqueles livros que já namorava à alguns meses mas que aguardava a melhor oportunidade para o adquirir.

 

A questão que se coloca, agora, é: por qual é que começo? Provavelmente por Jojo Moyes. 

Voltei porque sentia saudades de,


M*

18.09.17

escrever,

partilhar a minha opinião sobre livros,

desabafar,

partilhar opiniões de tudo ou nada,

ler-vos.

Voltei porque sentia saudades de tudo isto e destes espaço que me diz tanto. Voltei e espero, na verdade, procuro não desaparecer... Gosto deste cantinho: do nome, do que escrevo, de quem me voltou a ler. Não é um recomeço, trata-se de continuar...

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Sobre o que foi feito de mim nos últimos meses pouco ou nada existe à acrescentar. Mantenho o mesmo trabalho como operadora de loja num hipermercado, o mesmo horário, funções e responsabilidades. Continua a não ser o meu emprego de sonho e definitivamente não será a minha escolha de vida, mesmo que me permita crescer profissionalmente, mas foi o que se arranjou. Obviamente que não desisti de lutar por mais e quase todos os dias consulto diversas ofertas de emprego e acredito que novas oportunidades surgiram.

 

 

Se a nível profissional nada parece ter mudado, o mesmo não posso escrever sobre o amoroso. Conhecia uma pessoa maravilhosa, por dentro e por fora, que tanto tem feito por mim. É o meu porto de abrigo, o meu apoio, alguém que não me deixa desistir dos meus sonhos e me aceita como sou, motivando-me a lutar e a acreditar em mim. Continuo a lutar contra os meus medos e fantasmas mas, ao lado dele, as coisas parecem mais fáceis... ele consegue sempre acalmar-me e ver o outro lado de tudo. A melhor coisa que me aconteceu nos últimos tempos... um ano e dois meses muito felizes.

 

A leitura, a minha outra paixão, ficou um pouco penalizada pelo meu trabalho. É verdade que o meu dia laboral termina cedo mas, também se inicia de madrugada, reflectindo-se na minha capacidade de leitura... demoro mais tempo a ler do que outrora. Não leio quatro ou cinco livros por mês mas sinto-me feliz por, quase todos os dias, me dedicar um pouco à leitura, antes de me deitar, e conseguir concluir um a dois livros por mês. Continuo, apesar das minha condicionantes, a ter muitos livros por ler e a não desistir de adquirir novos livros... é estúpido, bem sei, mas a paixão fala mais alto. 

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Por fim, para quem ainda se lembra, a minha irmã mais nova entrou no ensino superior o que me levou a mergulhar numa onda de nostalgia e saudades da minha vida académica.

 

E, agora sim para concluir, vou pintar o cabelo... 

Mulheres Sem Nome de Martha Hall Kelly.


M*

14.09.17

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 O romance de estreia de Martha Hall Kelly leva-nos à descoberta do Mundo mergulhado na era Nazi. Baseado em factos verídicos, Mulheres Sem Nome retrata a história de três mulheres cujo destinos se interligam num fio improvável. 

 

Caroline Ferriday vive nos EUA. Apaixonada pela cultura francesa, filha de pais importantes da sociedade nova-iorquina e voluntaria do Consulado Francês, vê o Mundo que conhece alterar-se quando Hitler invade a Polónia, em Setembro de 1939. A ânsia de ajudar o povo francês, levará Caroline a mudar a forma como olha os outros e o luxo. Independente, a socialite, arriscará o seu bem-estar financeiro para ajudar quem mais necessita.

 

Kasia Kuzmerick é uma adolescente polaca cuja juventude é-lhe roubada quando decide mergulhar na resistência clandestina à ocupação de Hitler. A coragem e os ideias patrióticos de Kasia, porém, atiram-na para um campo de concentração, onde sofrerá as maiores dores e castigos horríveis. É, no entanto, essa coragem e vontade de vencer que a ajudará a sobreviver...

 

A jovem médica alemã Herta Oberheuser vê-se afundada numa teia de segredos e poder, num universo dominado por homens, às mãos do Regime Nazi. Ambiciosa, Herta decide responder a um anúncio para a posição de médico do Regime Nazi e acredita que este será o seu bilhete para a vida com que sempre sonhou. Porém, chegada ao campo de concentração, a jovem vê-se atirada para algo mais do que imaginava... 

 

A vida das três mulheres interliga-se quando Kasia é enviada para o campo de concentração de Ravensbruck, o campo de concentração nazi para mulheres.

 

Numa escrita acessível e de fácil leitura, Mulheres Sem Nome mexe com o/a leitor/a, sentindo os sentimentos, medos e ânsias das personagens, especialmente - e na minha opinião - de Kasia. Inicialmente, a personagem de Caroline parecia pouco relevante, não nutrindo especial interesse. Considerava a história de Caroline aborrecida e sem qualquer relevo no romance. No entanto, à medida que mergulhava mais e mais no livro, compreendi o papel de Caroline em todo o enredo, ganhando até alguma simpatia e carinho pela personagem. A personagem de Herta ficou à quem das minhas expectativas. Confesso que esperava um maior desenvolvimento da personagem. Ficam claros os motivos que a levam a trabalhar no Regime Nazi mas algo mais ficou por desenvolver. Kasia é, definitivamente, uma personagem à qual é impossível não se gostar. Corajosa, lutadora e leal, a jovem polaca demonstra uma personalidade marcada e irresistível. 

 

O que mais me surpreendeu no romance de Martha Hall Kelly foram as descrições de tradições polacas e a vida da Polónia no pós II Guerra Mundial. Um trabalho excepcional, que me revelou aspectos desconhecidos da cultura e história polaca. 

 

Mulheres Sem Nome é um romance arrebatador, ideal para aqueles/as que querem aprofundar a temática da II Guerra Mundial e do Regime Nazi, bem como para compreender o Mundo no pós-guerra.  

 

___

Sinopse:

Inspirado nas memórias verídicas de uma heroína da Segunda Guerra Mundial, este romance conta
-nos uma história de amor, redenção e de segredos que estavam escondidos há décadas. Vivendo na alta sociedade de Nova Iorque, Caroline Ferriday não tem mãos a medir com o seu cargo no consulado francês e um novo amor no horizonte. Mas o seu mundo muda para sempre quando o exercito de Hitler invade a Polónia em setembro de 1939 - e começa a ameaçar a França. No outro lado do oceano, Kasia Kuzmerick, uma adolescente polaca envolvida no movimento clandestino da resistência, pressente que a sua vida de adolescente despreocupada está a chegar ao fim. Num ambiente tenso e alerta, com vizinhos desconfiados, um passo em falso pode ter consequências terríveis.
Para a jovem médica alemã, Herta Oberheuser, um anúncio governamental parece-lhe a melhor oportunidade para construir a sua carreira e deixar a sua vida destruída para trás. No entanto, assim que é contratada dá por si emprisionada num universo de homens, dominado por segredos e pelo poder nazi. As vidas destas três mulheres entram em colisão quando o impensável acontece e Kasia é enviada para Ravensbrück, o conhecido campo de concentração nazi para mulheres. As suas histórias atravessam continentes - de Nova Iorque para Paris, Alemanha e Polónia - enquanto Caroline e Kasia lutam para trazer justiça àqueles que foram esquecidos pela História. 

 

Título original: Lilac Girls

Autor/a: Martha Hall Kelly

ISBN: 9789898866004

Edição ou reimpressão: Junho de 2017

Editor: Editora Minotauro

Idioma: Português

Páginas: 486

O Labirinto dos Espíritos de Carlos Ruiz Zafón.


M*

25.01.17

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O Labirinto dos Espíritos de Carlos Ruiz Zafón é o quarto e último livro da saga O Cemitério dos Livros Esquecido, onde se inclui os títulos A Sombra do Vento, O Jogo do Anjo e O Prisioneiro do Céu. Indistinto na ordem de leitura, a saga O Cemitério dos Livros Esquecidos gira em torno da cidade de Barcelona e de um misterioso cemitério de livros onde poucos conseguem entrar. Uma saga recheada de mistério e suspense, finais trágicos e descobertas importantes, amizade e amor e, sobretudo, de personagens que nos tocam a alma... e de livros. É, definitivamente, uma das minhas sagas literárias favoritas. 

 

Soube desde o princípio que queria viver entre livros e comecei a sonhar que um dia as minhas histórias poderiam acabar num daqueles volumes que tanto venerava. Os livros ensinaram-me a pensar, a sentir e a viver mil vidas. (p. 701)

 

Retomemos ao livro que intitula este post...

 

- Ficarias espantado se soubesses como procuramos sempre no futuro ou no presente as respostas que estão no passado. (p. 192)

 

O Labirinto dos Espíritos é sobre Alicia, a corajosa e persistente protagonista que nos desvenda os segredos de um Ministro da Educação corrupto, que tudo faz na ânsia de subir numa Espanha duvida pelo regime do General Franco e de, acima de tudo, se marcar como homem das letras. Alicia reencontra velhas personagens de outros livros, como David Martín e Isabella, interligando-as ao presente das personagens de Daniel, Fermín e o velho Sempere. Paralelamente às descobertas que unem as personagens dos quatro livros, Alicia dá início a uma descoberta macabra que marcará Espanha: a venda de crianças.

 

- O destino conhece-nos melhor do que nós nos conhecemos, Fermín. (p. 584)

 

É, O Labirinto dos Espíritos, aliás como todos os restantes, um livro muito bem elaborado e cativante, envolvendo-nos a cada virar de página. Numa escrita intuitiva e cativante, Zafón convida-nos a perdemos-nos mistérios de uma Barcelona sedutora e cativante que, admito e muito graças a esta saga, à anos me apaixona. É impossível não sentir afinidade e compaixão por Alicia, sentir saudades de Fermín, desejar conhecer o cemitério de livros e o seu velho guardião, apaixonarmos-nos por Daniel e viver a pele de Bea... 

 

- Ninguém triunfa sem antes fracassar - garantiu-me. (p. 812)

 

Foi por acidente - e ainda bem - que tropecei em A Sombra do Vento, um dos meus livros favoritos de todo o sempre e aquele que mais me marca - embora não o meu preferido que é O Jogo do Anjo - e hoje recomendo a leitura de toda a saga aos apaixonados por livros. Carlos Ruiz Zafón é, resumidamente, um dos meus escritores favoritos... Muchas gracias Zafón!

 

Conta ao mundo as nossas histórias e não esqueças que existimos enquanto alguém se lembra de nós. (p. 835)

 

___

 

Sinopse:

Na Barcelona de fins dos anos de 1950, Daniel Sempere já não é aquele menino que descobriu um livro que havia de lhe mudar a vida entre os corredores do Cemitério dos Livros Esquecidos. O mistério da morte da mãe, Isabella, abriu-lhe um abismo na alma, do qual a mulher Bea e o fiel amigo Fermín tentam salvá-lo.

Quando Daniel acredita que está a um passo de resolver o enigma, uma conjura muito mais profunda e obscura do que jamais poderia imaginar planta a sua rede das entranhas do Regime. É quando aparece Alicia Gris, uma alma nascida das sombras da guerra, para os conduzir ao coração das trevas e revelar a história secreta da família… embora a um preço terrível.

O Labirinto dos Espíritos é uma história eletrizante de paixões, intrigas e aventuras. Através das suas páginas chegaremos ao grande final da saga iniciada com A Sombra do Vento, que alcança aqui toda a sua intensidade, desenhando uma grande homenagem ao mundo dos livros, à arte de narrar histórias e ao vínculo mágico entre a literatura e a vida.

 

Título: O Labirinto dos Espírito, volume IV

Autor: Carlos Ruiz Zafón, Espanha

ISBN: 9789896578497

Editor: Editorial Presença, 2016

Páginas: 848

 

Os meus livros de 2016.


M*

06.01.17

Não li, em 2016, tanto quanto desejei nem tão pouco tanto como no ano anterior. Porque, por um motivo ou por outro, o peso do trabalho, do cansado dos dias ou da apatia para a leitura ditaram que o ano que terminou não fosse tão recheado de leituras. Li, segundo o Goodreads, 26 livros - embora três não tenha chegado a concluir -  contra 55 do ano anterior, cumprindo a meta estabelecida de 20 leituras. Não são, no entanto, estes valores que importam mas sim as leituras que me marcaram em 2016... e são cinco os livros favoritos (e sem qualquer ordem de preferência),

 

O Rouxinol

Kristin Hannah 

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O Rouxinol é o relato marcante e inesquecível de duas irmãs francesas no decorrer da II Guerra Mundial. Um romance histórico sobre a invasão alemã de 1939 a territórios franceses e que é simultaneamente uma homenagem à bravura, coragem e força das mulheres pela sobrevivência e resistência.

 

Duas irmãs unidas pela dor e perda, separadas pela guerra e pela forma como a encaram. Vianne acredita que o mais correcto será aceitar os nazis, Isabelle acredita no oposto.

(opinião)

 

Uma Praça em Antuérpia

Luize Valente

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É, arrisco-me a escrever, um dos livros que mais me marcou e surpreendeu. É, igualmente, um livro sobre a II Guerra Mundial, na perspectiva de duas irmãs portuguesas cujos destinos é marcado pelos "e ses" e pequenos detalhes... 

 

A história inicia-se na voz de Olívia que, contemplando uma velha e antiga fotografia de uma família, revela à neta Tita o terrível segredo que guarda na alma e no coração. Olívia é, no alto dos seus 80 anos, uma bem sucedida empresária portuguesas em terras brasileiras que, por fim, revela a história da sua irmã gémea, Clarice... e a sua própria história de vida. Clarice e Olívia, irmãs nascidas no Norte de Portugal, sempre foram inseparáveis. Porém, o início da II Guerra Mundial e a perseguição aos judeus, uma vez que Clarice é casada com um jovem judeu pianista, marcará o trágico destino da irmãs e respectivas famílias.

(opinião)

 

As Serviçais

Kathryn Stockett

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O romance de estreia de Kathryn aborda a década de sessenta e a segregação racial nos EUA. Um livro sobre três mulheres distintas, unidas pela vontade e necessidade de combater o preconceito baseado na cor, recheado de humor, amizade e esperança.

 

Um projecto clandestino, marcado pelo perigo, unirá as três mulheres... é a necessidade de combaterem o preconceito racial e sociais, que as sufocam, que mudará o destino d' As Serviçais.

(opinião)

 

A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert

Joel Dicker

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É de um livro que este livro fala... e do assassínio de uma jovem. Um romance policial recheado de mistérios, capaz de nos envolver desde a primeira página, levando-nos a achar que descobrimos a verdade sobre o caso Harry Quebert quando, inesperadamente, um detalhe muda o rumo das suspeitas...

 

Confia em Mim

Lesley Pearse

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É, arrisco-me a escrever, um dos livros mais marcantes e chocantes de Lesley Pearse. Confia em Mim relata-nos a história de duas irmãs inglesas a quem a vida cedo demais se revela dura. Perdem, ainda meninas, a mãe e o pai é condenado pela morte suspeita da mãe. Entregues aos cuidados de irmãs religiosas num orfanato inglês, as irmãs vivem marcadas pelas regras e punições severas. Porém, acreditando num novo recomeço e melhor futuro, as irmãs aceitam integrar um programa que as levará à Austrália e a uma vida que profundamente as marcará.

 

Os livros que marcaram o meu 2016 podem ser visualizados em goodreads ou pela tag leituras 2016. 

 

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