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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 28 anos*

Um Mar de Pensamentos

O Labirinto dos Espíritos de Carlos Ruiz Zafón.

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O Labirinto dos Espíritos de Carlos Ruiz Zafón é o quarto e último livro da saga O Cemitério dos Livros Esquecido, onde se inclui os títulos A Sombra do Vento, O Jogo do Anjo e O Prisioneiro do Céu. Indistinto na ordem de leitura, a saga O Cemitério dos Livros Esquecidos gira em torno da cidade de Barcelona e de um misterioso cemitério de livros onde poucos conseguem entrar. Uma saga recheada de mistério e suspense, finais trágicos e descobertas importantes, amizade e amor e, sobretudo, de personagens que nos tocam a alma... e de livros. É, definitivamente, uma das minhas sagas literárias favoritas. 

 

Soube desde o princípio que queria viver entre livros e comecei a sonhar que um dia as minhas histórias poderiam acabar num daqueles volumes que tanto venerava. Os livros ensinaram-me a pensar, a sentir e a viver mil vidas. (p. 701)

 

Retomemos ao livro que intitula este post...

 

- Ficarias espantado se soubesses como procuramos sempre no futuro ou no presente as respostas que estão no passado. (p. 192)

 

O Labirinto dos Espíritos é sobre Alicia, a corajosa e persistente protagonista que nos desvenda os segredos de um Ministro da Educação corrupto, que tudo faz na ânsia de subir numa Espanha duvida pelo regime do General Franco e de, acima de tudo, se marcar como homem das letras. Alicia reencontra velhas personagens de outros livros, como David Martín e Isabella, interligando-as ao presente das personagens de Daniel, Fermín e o velho Sempere. Paralelamente às descobertas que unem as personagens dos quatro livros, Alicia dá início a uma descoberta macabra que marcará Espanha: a venda de crianças.

 

- O destino conhece-nos melhor do que nós nos conhecemos, Fermín. (p. 584)

 

É, O Labirinto dos Espíritos, aliás como todos os restantes, um livro muito bem elaborado e cativante, envolvendo-nos a cada virar de página. Numa escrita intuitiva e cativante, Zafón convida-nos a perdemos-nos mistérios de uma Barcelona sedutora e cativante que, admito e muito graças a esta saga, à anos me apaixona. É impossível não sentir afinidade e compaixão por Alicia, sentir saudades de Fermín, desejar conhecer o cemitério de livros e o seu velho guardião, apaixonarmos-nos por Daniel e viver a pele de Bea... 

 

- Ninguém triunfa sem antes fracassar - garantiu-me. (p. 812)

 

Foi por acidente - e ainda bem - que tropecei em A Sombra do Vento, um dos meus livros favoritos de todo o sempre e aquele que mais me marca - embora não o meu preferido que é O Jogo do Anjo - e hoje recomendo a leitura de toda a saga aos apaixonados por livros. Carlos Ruiz Zafón é, resumidamente, um dos meus escritores favoritos... Muchas gracias Zafón!

 

Conta ao mundo as nossas histórias e não esqueças que existimos enquanto alguém se lembra de nós. (p. 835)

 

___

 

Sinopse:

Na Barcelona de fins dos anos de 1950, Daniel Sempere já não é aquele menino que descobriu um livro que havia de lhe mudar a vida entre os corredores do Cemitério dos Livros Esquecidos. O mistério da morte da mãe, Isabella, abriu-lhe um abismo na alma, do qual a mulher Bea e o fiel amigo Fermín tentam salvá-lo.

Quando Daniel acredita que está a um passo de resolver o enigma, uma conjura muito mais profunda e obscura do que jamais poderia imaginar planta a sua rede das entranhas do Regime. É quando aparece Alicia Gris, uma alma nascida das sombras da guerra, para os conduzir ao coração das trevas e revelar a história secreta da família… embora a um preço terrível.

O Labirinto dos Espíritos é uma história eletrizante de paixões, intrigas e aventuras. Através das suas páginas chegaremos ao grande final da saga iniciada com A Sombra do Vento, que alcança aqui toda a sua intensidade, desenhando uma grande homenagem ao mundo dos livros, à arte de narrar histórias e ao vínculo mágico entre a literatura e a vida.

 

Título: O Labirinto dos Espírito, volume IV

Autor: Carlos Ruiz Zafón, Espanha

ISBN: 9789896578497

Editor: Editorial Presença, 2016

Páginas: 848

 

Neve no Algarve... e no Norte?

Não me deu - ainda - para tirar fotografias à temperatura do meu automóvel para provar o frio que faz na minha zona mas, tenho de confessar que, não estou a achar piada nenhuma a nevar no Algarve e na zona mais a norte de Portugal só podemos rapar um frio de rachar sem mais nada para nos animar... e eu a pensar que iria finalmente, pela primeira vez e sem sair da terra, ver e sentir neve. 

Reciclar, reutilizar, reaproveitar.

Não sou, nem nunca fui, muito dada às artes manuais. Porém, a verdade é que se eu tivesse mais tempo, dinheiro e paciência dedicar-me-ia a reutilizar e reaproveitar materiais e objectos que tenho por casa. Gosto mas não é o meu passatempo favorito.

 

Volta e meia, contudo, a vontade de transformar pequenos objectos do quotidiano apodera-se de mim e é nessas alturas que não volto costas ao chamamento... e eu já andava à algum tempo com vontade de mexer em materiais sem vida ou graça que, cedo ou tarde, acabariam no lixo. 

 

O primeiro objecto que decidi reciclar foi um daqueles frascos de vidro para a cevada. Transformei-o, depois de lhe arrancar o papel, no pote onde guardo os meus marcadores de página. Era, todavia, um pote sem qualquer piada, demasiado simples que decidi dar-lhe um novo colorido. Precisei de cola-quente e flores artificias... e, voilá, um novo frasquinho para os meus marcadores de livros,

 

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O segundo objecto que transformei foi uma moldura que adquiri em Espanha e à qual não tinha dado conta de que estava partida na parte traseira - naquelas coisitas de fechar as molduras e cujo nome não sei. Precisei, para lhe dar uma nova vida, de cartolina com glitter que comprei numa loja de chineses, cola-quente e molas pequenas para decoração...

 

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Confesso, no entanto, que a ideia inicial não era esta mas ficou igualmente castiço.

 

Gastei, no total, cerca de meia hora e menos de um euro - para comprar a cartolina. Reaproveitei pequenas coisitas que andavam perdidas cá por casa (a joaninha e o ursinho) e colori um bocadinho o meu quarto - no caso da moldura-recado, e a estante - no caso do frasco para marcadores de livros.

Retomar.

Vou, ou na verdade já algum tempo que o fazia, retomar a saga pela busca de um emprego. Não me sinto totalmente satisfeita no meu trabalho de operadora de loja, embora não o desgoste ou me sinta mal, mas a pressão imposta, a possibilidade de não renovação do contracto e a necessidade de novos voos ditam a que arrisque uma nova aventura. Estou, presentemente, no meu último contracto de trabalho e, aproveitando as minha actual situação de férias, ando a pesquisar trabalhos na zona e arredores. A saga é retornar às pesquisas quase diárias nos motores de busca, aos emails, às entregas em mão do currículo, às impressões, à necessidade de reactivar a minha inscrição no centro de emprego... e manter a esperança de um amanhã diferente.

 

Não será fácil porque a realidade dita que a zona e arredores onde vivo não é favorável a trabalhos mais qualificados mas é minha vontade não precisar de passar novamente pelo estatuto de desempregada... veremos o que me reserva o futuro.

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