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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 28 anos*

Um Mar de Pensamentos

1M/12L | Rainha Vermelha de Victoria Aveyard.

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 Rainha Vermelha de Victoria Aveyard foi a primeira leitura no âmbito do desafio literário Doze Meses, Doze Livros. O objectivo deste desafio é ler um livro subordinado a uma temática particular. O mês de Janeiro, por se ter celebrado, a seis, o dia de Reis, foi dedicado a Reis e Rainhas. O livro escolhido deveria falar sobre um Rei ou Rainha ou conter, no seu título, alguma das palavras mencionadas. 

 

Rainha Vermelha trata-se de uma distopia, uma viagem a uma sociedade invulgar, dividida entre si por Vermelhos e Prateados. É através do olhar de Mare, a jovem protagonista, que descobrimos o universo penoso dos Vermelhos. Considerados seres inferiores, os Vermelhos não possuem qualquer poder ou privilegio relativamente aos Prateados, seres donos de poderes especiais. O destino de Mare parece condenado a servir numa guerra que não é sua até que, acidentalmente, a jovem se cruza com um Prateado de bom coração. Salva do seu trágico destino, Mare descobre que é dona de um poder especial acessível somente à elite Prateada, o que a obrigará a ficar noiva de um dos filhos do Rei e a assumir uma nova identidade: a de uma princesa Prateada perdida. Mare não se limita a assumir a falsa identidade, arriscando a própria vida para lutar pelos direitos do povo Vermelho. Porém, o jogo de poder e luta pela igualdade não é a única batalha que a jovem Mare travará... 

 

Quem teria eu escolhido? Se nada disto tivesse acontecido, se o mestre de Kilorn não tivesse morrido, se a mão de Gisa não se tivesse partido, se nada tivesse mudado. Se. É a pior palavra do mundo.

 

Não é o meu género favorito ou habitual, embora já tenha lido e adorado outras distopias (nomeadamente a saga A Seleção de Kiera Cass e da qual adorei e aguardo ansiosamente pelo último livro, sendo uma distopia mais leve do que a de Victoria Aveyard, e As Filhas de Eva de Louise O'Neill), modo geral nunca senti interesse nestes livros. Porém, o burburinho em torno desta história despertou a curiosidade e a capa, simples, cativou-me e é em tudo correspondente à história narrada. 

 

Victoria Aveyard é dona de uma mente extremamente criativa. Numa escrita trabalhada mas sem excesso de palavras ou termos particulares, fluida e cativante, este livro surpreendeu-me. Esperava, admito, um pouco mais, tendo em conta as inúmeras opiniões fantásticas sobre o livro, mas não desiludiu. É diferente. No entanto, considerei-a uma leitura mais pesada, sobretudo comparada com a distopia de Kiera Cass, A Seleção, uma vez que os universos retratos são recheados de crueldade e malvadez (e menos marcado na saga A Seleção). Não posso, contudo, comparar Rainha Vermelha a outras distopias do género, como já o li, como Os Jogos da Fome ou O Complexo dos Assassinos, uma vez que nunca os li... embora me tenha despertado a curiosidade para eles.

 

A verdade não importa. Apenas importa aquilo em que as pessoas acreditam. 

 

Aguardo, morta de curiosidade, pela continuação da saga e aventura de Mare...

 

Gostei imenso e não me arrependo da escolha que tomei. Rainha Vermelha é um livro que recomendo a apaixonados por este género literário ou àqueles que desejam aventurar-se e explorar novas leituras.

 

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O segundo volume intitula-se Glass Sword, será publicado este ano nos EUA, mas sem data prevista de publicação em Portugal.

 

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Título Original: Red Queen, 2015 / série Rainha Vermelha I

Autora: Victoria Aveyard, EUA

Tradução: Teresa Martins de Carvalho

ISBN: 9789896378486

Editora: Saída de Emergência, 2015

Páginas: 352

Sinopse: O mundo de Mare, uma rapariga de dezassete anos, divide-se pelo sangue: os plebeus de sangue vermelho e a elite de sangue prateado, dotados de capacidades sobrenaturais. Mare faz parte da plebe, os Vermelhos, sobrevivendo como ladra numa aldeia pobre, até que o destino a atraiçoa na própria corte Prateada. Perante o rei, os príncipes e nobres, Mare descobre que tem um poder impensável, somente acessível aos Prateados.
Para não avivar os ânimos e desencadear revoltas, o rei força-a a desempenhar o papel de uma princesa Prateada perdida pelo destino, prometendo-a como noiva a um dos seus filhos. À medida que Mare vai mergulhando no mundo inacessível dos Prateados, arrisca tudo e usa a sua nova posição para auxiliar a Guarda Escarlate - uma rebelião dos Vermelhos - mesmo que o seu coração dite um rumo diferente.
A sua morte está sempre ao virar da esquina, mas neste perigoso jogo, a única certeza é a traição num palácio cheio de intrigas. Será que o poder de Mare a salva... ou condena?

Semana três em fotografias.

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Quem adivinha por onde andei?

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Jantar de pizza... feita por mim!!!  

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'Quando pensares em desistir...'  

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Porque novos livros nunca são demais...

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Costa Rica em Portugal. Recebi, como troco, está moeda. Perdi cinquenta cêntimos mas ganhei uma nova moeda para a minha colecção. 

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Experiências culinárias: panquecas de banana com chocolate. 

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O projecto 366 dias do meu ano em fotografias pode ser acompanhado no facebook e instagram do blogue e consiste, como o nome indica, em publicar uma fotografia do meu dia-a-dia. O resumo da semana será, salvo impossibilidade, publicado todos os domingos. 

A ironia do desemprego.

O senhor recrutador do Lidl considerou que o meu perfil profissional não se encaixava no de uma operadora de loja. A senhora da Adecco achou que não me enquadrava como comercial. Os senhores de um call-center em língua espanhola optaram por não me entrevistar. Na verdade, não me foi dada a hipótese de me apresentar profissionalmente, numa entrevista, às vagas referidas. 

 

O irónico disto tudo é que trabalhei, durante anos, e vou trabalhando, num café/pastelaria/restaurante, fui formadora, fiz diversos voluntariados e falo (quase, um pouco enferrujado, é verdade) fluentemente espanhol, entre outras coisas. É certo que tenho aspectos que me penalizam, formação superior, mas considerava que tinha o perfil (mais ou menos) indicado para a vaga a que me candidatei... só que não.

 

Sinto-me a saturar. É desgastante acordar, visualizar dezenas de vagas de trabalho, enviar e adaptar os currículos às vagas e, no final, nenhuma resposta receber ou indicarem que não sirvo para determinada vaga. Não sonho, desisti, de acreditar que trabalharia na minha área ou semelhante. Envio vários currículos, diariamente, para diferentes vagas. Procuro na minha zona e em zonas onde tenho amigos e familiares. Nada. Absolutamente nada. 

 

Desistir não é opção. No jogo que é o desemprego, o de sorte ou azar, a auto-estima começa a manifestar-se negativamente... sinto-me esgotada, a questionar-me se será problema meu ou se o meu currículo possui falhas.

 

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Provavelmente ir à bruxa seria uma excelente ideia... começo a acreditar em maus-olhados e bruxedos.

Segunda semana de 2016... em fotografias.

Quem me acompanha pelo facebook e instagram do blogue notou que tenho andado em passeio, por outra terra que não a minha, ausente da minha zona de conforto. O blogue passou a semana meio que paradito, uma vez que não tinha acesso à internet, usando ocasionalmente os dados móveis do meu telemóvel e, em consequência, as imagens que marcaram a minha segunda semana de dois mil e dezasseis só hoje podem ser publicadas. Praticamente uma semana depois, mas mais vale tarde do que nunca, aqui fica o registo fotográfico da minha semana,

 

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Em dia de chuva reencontrei, por fim, as minha botas castanhas. 

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A simplicidade de um final de dia em mil tons de Inverno. 

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Os sabores venezuelanos em Portugal.

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Música para a alma.

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Hoje é o dia certo para...

 

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As saudades que eu tinha de viajar em comboio.  

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Noite entre amigos. 

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Café dos reencontros.

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