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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

Semana quatro em fotografias.

24 de 366

Organizar e limpar a estante dos livros e o cestinho dos filmes. 

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25 de 366

 Dias de inverno com sol e mar.

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 26 de 366

A gatinha mais meiga e fofa.

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27 de 366

Escrever ao som de uma música.

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28 de 366

Para o jantar... arepas!

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Descansar, ler e comer cereais.

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30 de 366

Pedi um pingo. Recebi um coração.

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O projecto 366 dias do meu ano em fotografias pode ser acompanhado no facebook e instagram do blogue e consiste, como o nome indica, em publicar uma fotografia do meu dia-a-dia. O resumo da semana será, salvo impossibilidade, publicado todos os domingos. 

Era da tecnologia... e da solidão.

Recentemente, numa viagem de comboio, dei por mim a observar os passageiros da minha carruagem. Grande parte da viagem fiz-a mergulhada na leitura mas, a dado momento, necessitei de parar e reflectir o que lia. Os meus pensamentos literários, tal como as imagens que visualizava da janela do comboio, rapidamente se dissiparam ao contemplar a carruagem, particularmente, duas amigas que se sentaram à minha frente. 

 

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Contei, pelos dedos, o número de homens e mulheres que não estavam agarrados às tecnologias. Uns estudavam, outros - como eu - liam, uma jovem desenhava e outros nada faziam, contemplando a vista, ou conversando com a pessoa com quem viajavam. A esmagadora maioria das pessoas naquela carruagem perdia-se no tablet ou smartphone, nos sons de novas conversas virtuais. 

 

Duas raparigas sentaram-se nos bancos vazios à minha frente. Poucas palavras trocaram entre si. Constatei que eram conhecidas porque uma, ao ver os bancos vazios, apressou-se a chamar a outra. Sentaram-se, sem nunca largarem o telemóvel, substituindo o silêncio da amizade naquele comboio com poucas palavras. Abandonaram-o sempre agarradas a ele. 

 

Noto-o cada vez mais: as conversas de outro tempo substituídas pela tecnologia.

 

 

Não me esquece que, em tempos e quando trabalhei num café no verão, um jovem casal de namorados que todos os dias ali ia, passava largas horas agarrados aos tablets, ora a jogar ora no facebook ora sabe-se lá no quê, trocando poucas palavras e poucos beijos. Reparei, nesse trabalho, que as conversas familiares parecem ameaçadas de morte. Os pais rapidamente se aborrecem das birras dos filhos, acalmando-os com tablets. A refeição é distante, poucas palavras trocadas, mãe e pai agarrados aos telemóveis topo de gama e filhos acalmados por tablets. Vejo disto demasiadas vezes isto acontecer... Grupos de amigos incapazes de largar os telemóveis, permitindo que o silêncio se abata sobre a mesa de café.

 

A era da tecnologia, e é inevitável não o reconhecer, trouxe as suas vantagens. Porém, as desvantagens, a morte lenta das conversas familiares e de amizade valerá a pena? Os tempos mortos deixaram de ser dedicados à leitura de um livro, jornal ou revista, ou a conversar com um desconhecido. Parece que temos medo de viver o real, largar o virtual e perder qualquer nova actualização, aventurar-se no presente e desconhecido.

 

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Recordo-me, apesar dos meus vinte e sete anos, ainda sou desse tempo, em que os telemóveis ou o tablet não ofuscava as conversas de café. Admito-o, por vezes, tenho saudades desse tempo livres. Dizem que, a cada dia, caminhávamos para a solidão, refugiando-nos na era da tecnologia... não poderia estar mais de acordo - e contra mim falo.

4/52S | As minhas citações preferidas são...

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Semana quatro: cinco citações - de livros, filmes, músicas ou a frase de um autor - que me marcaram e considero-as como as minhas preferidas.

 

   | Mario Benedetti, do poema No Te Rindas |

No te rindas que la vida es eso,
Continuar el viaje,
Perseguir tus sueños,
Destrabar el tiempo,
Correr los escombros,
Y destapar el cielo.

 

   | Carlos Ruiz Zafón, do livro A Sombra do Vento |

- Acho que nada acontece por acaso, sabes? Que, no fundo, as coisas têm o seu plano secreto, embora nós não o entendamos. (...) Tudo faz parte de qualquer coisa que não conseguimos perceber, mas que nos possui.

   | Simón Bolívar |

Para el logro del triunfo siempre ha sido indispensable pasar por la senda de los sacrificios. 

 

   | José Saramago |

 (...) afinal há é que ter paciência, dar tempo ao tempo, já devíamos ter aprendido, e de uma vez para sempre, que o destino tem de fazer muitos rodeios para chegar a qualquer parte (...).

 

   | Fernando Pessoa |

A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida.

Um mar de livros... estou a ler,

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