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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 28 anos*

Um Mar de Pensamentos

36 | Coisas de blogger... ouve esta música.

A Ana, do blogue De Repente Já Nos... 40!!!, desafiou-me para responder a uma série de questões relacionadas com músicas. Música é, tal como livros, algo essencial e importante, sem a qual não consigo viver. Parece simples... só que, na verdade e confesso-o, não o é. Bora descobrir as minhas respostas e sugestões musicais?

 

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1. Qual é a música que descreve melhor o teu estado de espírito? Porquê?

Questão de resposta complicada. Sou um bocadinho confusa. Não me entendo e, admito, não me sei definir. Mas, porque este é um desafio musical e exigem-se respostas musicais, identifico-me muito com esta música:

 

2. Preferes pop ou rock?

Pop. Não sou fã de musicas barulhentas... vou escutando rock mas não é algo que me cative. Sou fã das musicas ditas comerciais, daquelas famosas que passam na rádio, adoro musica espanhola e latina... e, sim, podem dizer que tenho péssimo gosto musical. Música é sempre música, independentemente do género. 

 

3. Que música te faz lembrar o amor?

Uma? Somente uma? Impossível! As músicas que me fazem lembrar o amor são...

Limito-me a estas cinco músicas, embora mais pudesse indicar. 

 

4. Que música te faz dançar?

Qualquer música latina ou brasileira... Enrique Iglesias, Chino y Nacho, Gente de Zona, Marc Anthony, Gustavo Santos. Ora escutem,

... não vos deu vontade de dançar?

O meu gosto pela música latina é, inevitavelmente, associado às raízes latinas... e eu adoro! 

 

5. Cantor e grupo português favoritos?

Adoro os cantores Diogo Piçarra, Tiago Bettencourt, António Zambujo e Carminho. Relativamente a grupos musicais: Xutos e Pontapés, Deolinda e Os Azeitona.

 

6. Qual é a tua opinião sobre espectáculos musicais? Se for positiva, diz-me a tua canção musical favorita.

Gosto imenso e tenho pena de não ter oportunidade de assistir a mais. Um dos espectáculos que jamais esquecerei, adorei e chorei de alegria foi assistir a James Morrison... simplesmente espectacular! Estava excitadíssima de felicidade!

 

26 | Na minha estante... A Contadora de Histórias.

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  A Contadora de Histórias, da aclamada escritora Jodi Picoult, romance profundo e inesquecível, é uma viagem de encontro a um passado trágico e marcante de uma família judia nos campos de concentração da II Guerra Mundial. 

 

Sager Singer é jovem, inteligente, curiosa e, porém, extremamente marcada pelos traumas do passado e incertezas do futuro. A morte dita-lhe a profissão: padeira. Sager trabalha de noite, preparando o pão e os bolos para o dia seguinte numa pequena padaria, gerida por uma ex-freira católica e a sua única amiga, e de dia refugia-se no sono para fugir à solidão e à dor pela perda da mãe. A perda trágica da mãe, pela qual Sager se responsabiliza, torna-a membro de um grupo de apoio onde trava uma amizade improvável com o velho Josef Weber. 

 

Josef Weber, no alto dos seus noventa e muitos anos, não consegue ultrapassar a dor pela perda da esposa e, no entanto, não é a única morte que o marca. Elemento querido e reconhecido pelas suas actividades de apoio à da comunidade e aos jovens de Westerbrook, Josef esconde um terrível segredo... e um favor extraordinário a pedir a Sager.

 

Suponho que quando uma liberdade nos é retirada, reconhecemo-la como um privilégio e não como um direito.

 

Os protagonistas, deste livro, e de uma estranha e invulgar amizade, transformam-se no dia em que Josef revela o seu passado a Sager. A busca pela verdade e justiça, caminhará de mãos dadas com a traição, o amor e o perdão, um segredo que mudará a vida de Sager. No fundo, são histórias de vida dentro de outras histórias de vida que, rapidamente e surpreendentemente, se cruzam com a de uma judia sobrevivente do Holocausto e de um ex-alto dirigente de um campo de concentração nazi. 

 

A Contadora de Histórias é um romance magnifico, grandioso, realista, distinto. A história de Sager e Josef tocou-me pela escrita inconfundível e maravilhosa de Jodi Picoult mas, sobretudo, pelo outro lado... poucos foram os livros que li sobre os campos de concentração nazi que revelassem os sentimentos de quem os dirigia e vigiava.

 

Se os meteres todos no mesmo saco por serem alemães, como podes ser diferente quando eles nos metem a todos no mesmo saco por sermos judeus?

 

Surpreendente e soberbo, este romance publicado pela Bertrand Editora, revela o lado alemão e a forma como os seus jovens se deixaram contagiar pelas ideias nazis, os sentimentos possíveis de quem se uniu aos campos de concentração para assassinar idosos, homens, mulheres e crianças, acima de tudo, pela religião que seguem, mas igualmente pela etnia, sexualidade ou posição política. Não é, de todo, uma justificação ou desculpa para actos imperdoáveis é, no entanto, um alerta para a facilidade com que nos deixamos facilmente influenciar por preconceitos e discursos inflamados de ódio. 

 

Incrivelmente, não foi a coisa mais deprimente que alguma vez tínhamos visto: uma noiva, arrancada ao seu próprio casamento, separada do noivo e metida num transporte para Auschwitz.

Pelo contrário, deu-nos esperança.

Queria dizer que, independentemente do que acontecesse neste campo, por muitos judeus que eles continuassem arrebanhar e matar, continuava a haver mais judeus: a viverem vidas, a apaixonarem-se, a casarem, a partir do princípio de que o amanha chegaria. 

 

Invulgar e espantoso, A Contadora de Histórias é uma leitura de cortar a respiração, cativando-nos desde a primeira página à última. Adorei cada uma das personagens, cada particularidade, cada sentimento, cada história...

 

Dentro de cada um de nós existe um monstro; dentro de cada um de nós existe um santo. A verdadeira questão é qual deles alimentamos melhor, qual deles destruirá o outro.

 

Ler A Contadora de Histórias depois de Viver Depois de Ti, um livro extremamente marcante e que me deixou sob efeitos de uma ressaca literária, elevou a minha fasquia... mas não desiludiu, pelo contrário, surpreendeu, elevando as leituras seguintes a patamares difíceis de igualar. Na verdade, 2015 têm-se revelado um ano de leituras marcantes...

 

Jodi Picoult

Picoult1-dl_jpg_610x343_crop_upscale_q85.jpgNasceu em Nova Iorque, EUA, em 1966. Estudou Inglês e escrita criativa na Universidade de Princeton e publicou dois contos na revista Seventeen enquanto ainda era estudante. O seu espírito realista e a necessidade de pagar a renda levaram Jodi Picoult a ter uma série de empregos diferentes depois de se formar: trabalhou numa correctora, foi copywriter numa agência de publicidade, trabalhou numa editora e foi professora de inglês. Premiada com o New England Book Award, em 2003, pela totalidade da sua obra.

Dos cerca de vinte livros publicados por Picoult, apenas quinze se encontram traduzidos à língua portuguesa.

Eu, perante vós, me confesso ...

... sob pena de condenação, acho piada aos bonequinhos do facebook. Já os usei. Dispensaria 'riso', 'alegria' e 'tristeza'. Bastava, para ser sincera, o botão de 'gosto' e 'não gosto'. Mas, não sendo o caso, também não desgosto. Considero-os uma forma diferente e pessoal de expressão. 

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É estranho,

...e parte de mim compreende, mas é um bocadinho esquisito perguntar a um polícia a localização de uma avenida e este - na verdade, estes, visto que o polícia com quem falei perguntou a outro que, por sua vez, perguntou a um terceiro que, finalmente, identificou a avenida - desconhecer a dita... e, por sinal, uma avenida bastante movimentada.

 

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Compreendo que é difícil decorarem e localizarem os distintos nomes atribuidos a avenidas, ruas, travessas e afins. Mas, sei lá, quando ocorre uma ocorrência - um assalto, por exemplo - na rua X ou travessa Y eles consultam o mapa da cidade ou metem o nome no gps ou, ainda, pedem indicações à primeira pessoa que encontram?

 

Enfim. Sendo a terceira vez que experimento esta situação, envolvendo agentes da autoridade, começo a compreender os motivos da demora quando ocorre uma qualquer ocorrência...

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