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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

36 | Coisas de blogger... ouve esta música.


M*

26.11.15

A Ana, do blogue De Repente Já Nos... 40!!!, desafiou-me para responder a uma série de questões relacionadas com músicas. Música é, tal como livros, algo essencial e importante, sem a qual não consigo viver. Parece simples... só que, na verdade e confesso-o, não o é. Bora descobrir as minhas respostas e sugestões musicais?

 

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1. Qual é a música que descreve melhor o teu estado de espírito? Porquê?

Questão de resposta complicada. Sou um bocadinho confusa. Não me entendo e, admito, não me sei definir. Mas, porque este é um desafio musical e exigem-se respostas musicais, identifico-me muito com esta música:

 

2. Preferes pop ou rock?

Pop. Não sou fã de musicas barulhentas... vou escutando rock mas não é algo que me cative. Sou fã das musicas ditas comerciais, daquelas famosas que passam na rádio, adoro musica espanhola e latina... e, sim, podem dizer que tenho péssimo gosto musical. Música é sempre música, independentemente do género. 

 

3. Que música te faz lembrar o amor?

Uma? Somente uma? Impossível! As músicas que me fazem lembrar o amor são...

Limito-me a estas cinco músicas, embora mais pudesse indicar. 

 

4. Que música te faz dançar?

Qualquer música latina ou brasileira... Enrique Iglesias, Chino y Nacho, Gente de Zona, Marc Anthony, Gustavo Santos. Ora escutem,

... não vos deu vontade de dançar?

O meu gosto pela música latina é, inevitavelmente, associado às raízes latinas... e eu adoro! 

 

5. Cantor e grupo português favoritos?

Adoro os cantores Diogo Piçarra, Tiago Bettencourt, António Zambujo e Carminho. Relativamente a grupos musicais: Xutos e Pontapés, Deolinda e Os Azeitona.

 

6. Qual é a tua opinião sobre espectáculos musicais? Se for positiva, diz-me a tua canção musical favorita.

Gosto imenso e tenho pena de não ter oportunidade de assistir a mais. Um dos espectáculos que jamais esquecerei, adorei e chorei de alegria foi assistir a James Morrison... simplesmente espectacular! Estava excitadíssima de felicidade!

 

26 | Na minha estante... A Contadora de Histórias.


M*

25.11.15

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  A Contadora de Histórias, da aclamada escritora Jodi Picoult, romance profundo e inesquecível, é uma viagem de encontro a um passado trágico e marcante de uma família judia nos campos de concentração da II Guerra Mundial. 

 

Sager Singer é jovem, inteligente, curiosa e, porém, extremamente marcada pelos traumas do passado e incertezas do futuro. A morte dita-lhe a profissão: padeira. Sager trabalha de noite, preparando o pão e os bolos para o dia seguinte numa pequena padaria, gerida por uma ex-freira católica e a sua única amiga, e de dia refugia-se no sono para fugir à solidão e à dor pela perda da mãe. A perda trágica da mãe, pela qual Sager se responsabiliza, torna-a membro de um grupo de apoio onde trava uma amizade improvável com o velho Josef Weber. 

 

Josef Weber, no alto dos seus noventa e muitos anos, não consegue ultrapassar a dor pela perda da esposa e, no entanto, não é a única morte que o marca. Elemento querido e reconhecido pelas suas actividades de apoio à da comunidade e aos jovens de Westerbrook, Josef esconde um terrível segredo... e um favor extraordinário a pedir a Sager.

 

Suponho que quando uma liberdade nos é retirada, reconhecemo-la como um privilégio e não como um direito.

 

Os protagonistas, deste livro, e de uma estranha e invulgar amizade, transformam-se no dia em que Josef revela o seu passado a Sager. A busca pela verdade e justiça, caminhará de mãos dadas com a traição, o amor e o perdão, um segredo que mudará a vida de Sager. No fundo, são histórias de vida dentro de outras histórias de vida que, rapidamente e surpreendentemente, se cruzam com a de uma judia sobrevivente do Holocausto e de um ex-alto dirigente de um campo de concentração nazi. 

 

A Contadora de Histórias é um romance magnifico, grandioso, realista, distinto. A história de Sager e Josef tocou-me pela escrita inconfundível e maravilhosa de Jodi Picoult mas, sobretudo, pelo outro lado... poucos foram os livros que li sobre os campos de concentração nazi que revelassem os sentimentos de quem os dirigia e vigiava.

 

Se os meteres todos no mesmo saco por serem alemães, como podes ser diferente quando eles nos metem a todos no mesmo saco por sermos judeus?

 

Surpreendente e soberbo, este romance publicado pela Bertrand Editora, revela o lado alemão e a forma como os seus jovens se deixaram contagiar pelas ideias nazis, os sentimentos possíveis de quem se uniu aos campos de concentração para assassinar idosos, homens, mulheres e crianças, acima de tudo, pela religião que seguem, mas igualmente pela etnia, sexualidade ou posição política. Não é, de todo, uma justificação ou desculpa para actos imperdoáveis é, no entanto, um alerta para a facilidade com que nos deixamos facilmente influenciar por preconceitos e discursos inflamados de ódio. 

 

Incrivelmente, não foi a coisa mais deprimente que alguma vez tínhamos visto: uma noiva, arrancada ao seu próprio casamento, separada do noivo e metida num transporte para Auschwitz.

Pelo contrário, deu-nos esperança.

Queria dizer que, independentemente do que acontecesse neste campo, por muitos judeus que eles continuassem arrebanhar e matar, continuava a haver mais judeus: a viverem vidas, a apaixonarem-se, a casarem, a partir do princípio de que o amanha chegaria. 

 

Invulgar e espantoso, A Contadora de Histórias é uma leitura de cortar a respiração, cativando-nos desde a primeira página à última. Adorei cada uma das personagens, cada particularidade, cada sentimento, cada história...

 

Dentro de cada um de nós existe um monstro; dentro de cada um de nós existe um santo. A verdadeira questão é qual deles alimentamos melhor, qual deles destruirá o outro.

 

Ler A Contadora de Histórias depois de Viver Depois de Ti, um livro extremamente marcante e que me deixou sob efeitos de uma ressaca literária, elevou a minha fasquia... mas não desiludiu, pelo contrário, surpreendeu, elevando as leituras seguintes a patamares difíceis de igualar. Na verdade, 2015 têm-se revelado um ano de leituras marcantes...

 

Jodi Picoult

Picoult1-dl_jpg_610x343_crop_upscale_q85.jpgNasceu em Nova Iorque, EUA, em 1966. Estudou Inglês e escrita criativa na Universidade de Princeton e publicou dois contos na revista Seventeen enquanto ainda era estudante. O seu espírito realista e a necessidade de pagar a renda levaram Jodi Picoult a ter uma série de empregos diferentes depois de se formar: trabalhou numa correctora, foi copywriter numa agência de publicidade, trabalhou numa editora e foi professora de inglês. Premiada com o New England Book Award, em 2003, pela totalidade da sua obra.

Dos cerca de vinte livros publicados por Picoult, apenas quinze se encontram traduzidos à língua portuguesa.

Eu, perante vós, me confesso ...


M*

21.11.15

... sob pena de condenação, acho piada aos bonequinhos do facebook. Já os usei. Dispensaria 'riso', 'alegria' e 'tristeza'. Bastava, para ser sincera, o botão de 'gosto' e 'não gosto'. Mas, não sendo o caso, também não desgosto. Considero-os uma forma diferente e pessoal de expressão. 

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É estranho,


M*

20.11.15

...e parte de mim compreende, mas é um bocadinho esquisito perguntar a um polícia a localização de uma avenida e este - na verdade, estes, visto que o polícia com quem falei perguntou a outro que, por sua vez, perguntou a um terceiro que, finalmente, identificou a avenida - desconhecer a dita... e, por sinal, uma avenida bastante movimentada.

 

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Compreendo que é difícil decorarem e localizarem os distintos nomes atribuidos a avenidas, ruas, travessas e afins. Mas, sei lá, quando ocorre uma ocorrência - um assalto, por exemplo - na rua X ou travessa Y eles consultam o mapa da cidade ou metem o nome no gps ou, ainda, pedem indicações à primeira pessoa que encontram?

 

Enfim. Sendo a terceira vez que experimento esta situação, envolvendo agentes da autoridade, começo a compreender os motivos da demora quando ocorre uma qualquer ocorrência...

25 | Na minha estante... Viver Depois de Ti.


M*

10.11.15

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 Viver Depois de Ti é uma história delicada, uma reflexão sobre a vida, um livro tocante.

 

Lou Clark sabe imensas coisas. É uma jovem invulgar, prática, divertida. Adora o seu emprego como empregada de mesa e sabe que não está apaixonada pelo namorado de longa data. Não possui grandes sonhos ou planos de vida. Will Traynor sempre foi um jovem activo, dinâmico, inteligente. Uma vida profissional agitada, amante dos desportos radicais e sedutor, Will têm grandes planos para a sua vida, até àquela trágica manhã... quando um acidente o atira para os braços da dependência de terceiros. Ele sabe que não quer viver assim, sem sonhos, liberdade ou dependente de terceiros e sentimentos de pena. O que, no entanto, nem Will nem Lou sabem é que os seus caminhos se cruzaram. O desemprego de Lou e a dependência de Will fará com que o destino dos jovens se encontrem e, em somente seis meses, as certezas de cada e a forma como encaram a vida alterem. 

 

Ouvi falar muito sobre este livro. As críticas positivas, emotivas, marcantes, despertaram a minha curiosidade... E, confesso, poucos livros me abalaram tanto quanto este. Na verdade, poucos livros me marcaram tão profundamente como este. Foi demasiado fácil colocar-me na pele dos protagonistas e compreender os seus sentimentos e escolhas. Chorei e ri alto no aconchego do meu quarto, sorri e evitei as lágrimas em público. Um livro capaz de me fazer reflectir sobre as minhas próprias escolhas... desejar largar tudo e viver tão intensamente como as personagens nos incentivam. 

 

A escrita de Jojo Moyes é mágica, simples, envolvente:  temas sensíveis e delicados são apimentados com um toque de humor, reflexão e informação. Adorei cada uma das personagens: a serenidade do Will e o temperamento jovial, alegre e inteligente de Lou. 

 

Viver Depois de Ti é um livro intenso, uma história que me acompanhará ao longo da minha vida, uma história impossível de esquecer. Poderia continuar a escrever tanto sobre este livro e tinha mesmo que escrever sobre ele... mas, o melhor que posso escrever é recomendar a sua leitura. Ninguém consegue ficar indiferente a este livro. Só quem lê Viver Depois de Ti compreender as mil emoções que este livro despertou em mim. Uma leitura obrigatória.

 

Tu só tens uma vida. É o teu dever vivê-la o máximo possível.

 

_ Um livro em filme...

Viver Depois de Ti encontra-se em fase de adaptação à tela do cinema. A MGM adquiriu os direitos cinematograficos sobre o livro, o guião é trabalhando pela prórpia Jojo Moyes em colaboração com outros roteiristas. Contará com as interpretações de Emília Clarke, d' A Guerra dos Tronos, e de Sam Claflin, d' Os Jogos da Fome, nos papeis principais de Lou e Will. 

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A estreia do filme, nos EUA, está marcada para Junho de 2016, não existindo ainda uma data de estreia para Portugal. 

 

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Jojo Moyes (resumo via wook)

Jojo Moyes nasceu em 1969 e cresceu em Londres. Estudou Jornalismo e foi correspondente do jornal The Independent até 2002, quando publicou o seu primeiro romance, Retrato de Família, e resolveu dedicar-se à escrita a tempo inteiro. Foi uma das poucas autoras a ganhar por duas vezes o prémio Romantic Novel of the Year, primeiro com Foreign Fruit (2003) e com A Última Carta de Amor (2010). Do catálogo da Porto Editora constam já os romances Silver Bay - A Baía do DesejoUm Violino na NoiteRetrato de FamíliaA Última Carta de Amor e Viver Depois de Ti.

 

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