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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

No país dos estágios...

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Se, por um lado, um estágio pode ser algo realmente benéfico e de aprendizagem, por outro, estágios produzem sentimentos confusos de frustração e esperança. Eu, pessoalmente, ainda não consegui definir se realmente são úteis para o futuro profissional que ambiciono. A verdade é que, durante a Universidade, enquanto estudante de Sociologia, lamentava-me pela fraca vertente profissional do curso. Criticava e, inclusive demonstrei-o junto de alguns professores, a forte componente teórica do curso que, pouco útil seria para um futuro próximo. No percurso da minha formação académica, realizei dois estágios curriculares que, embora longe de serem verdadeiras fontes de aprendizagem, revelaram-se bastante úteis. É, sobretudo nesta fase, enquanto estudantes, que acredito na utilidade de um estágio. Não daqueles estágios-fantochada-vamos-meter-o-estagiário/a-a-fazer-o-que-não-queremos-como-servir-cafés-e-tirar-fotocópias... quando, num estágio, somos obrigados a colocar em prática as aulas.

 

Porém, finalizada a minha formação superior, procurei afastar-me de estágios, procurando um emprego. Rapidamente percebi que, sem qualquer experiência à excepção daqueles dois estágios que pouco valorizava o meu magro currículo profissional, dificilmente encontraria algo a que apelidar de emprego estável - ou trabalho, é-me igual. Assim, candidatei-me a mais um estágio onde, independentemente do meu empenho, não "fiquei" porque a empresa já tinha mais duas estagiaras e preferia-as a contratar efectivamente. Os três curtos meses, onde recebi uns meros cento e cinquenta euros - acreditei, apesar do valor, que seria uma mais valia profissional -, serviram para conhecer uma área distinta à minha e, como as chefes fizeram notar, realizando os trabalhos que elas não queriam.

 

Findo terceiro estágio, procuro novo estágio, desta feita ao abrigo dos estágios para as autarquias locais. Esta semana desloquei-me vários quilómetros para estar presente numa entrevista de estágio. Como eu, mais de vinte jovens, entraram e saíram daquela Câmara Municipal, para uma vaga que, anteriormente esteve preenchida por uma minha ex-colega de curso e, antes dela, por outra estagiaria. E, assim se vive em Portugal, de estágio em estágio... 

 

Infelizmente, este é o país dos estágios. Finaliza-se um, procura-se outro. No fundo, é disto que vivem as estatísticas, aqueles que nos governam, as empresas que contratam. Durante um ano, estamos ocupados, desaparecemos das estatísticas do desemprego... trata-se, no fundo, de uma medida que em nada promovem o emprego real. É benéfico para quem contrata porque, parte ou a totalidade, não lhes sai da contabilidade e, recebem regalias. E, afinal, para que raio servem os estágios? Supostamente, deveria servir para adquirir a tal experiência que, várias vezes escutei, ainda não tinha... sinceramente, não sei quantos estágios necessitarei para adquirir tal maturidade profissional. Uma colega, tal como eu, vai no quarto estágio: dois curriculares, um a nível de autarquia local e, presentemente, um profissional - para o IEFP. E, quando já não conseguir fazer mais estágios, será que finalmente conseguirá o tal ansiada estabilidade profissional? Já terá adquirido experiência e maturidade? Será que as empresas mostraram interesse neles ou, como já me disseram, serviu para passar o tempo porque, no fundo, não se faz nada num estágio? Pois, é o que veremos...

Eu, M*, aqui me confesso...

... nunca fui a uma festa de S. João nem andei com martelinhos ou fiz lançamento de balões de ar quente. Não aprecio sardinhas. É isto. Uma vergonha, suponho...

 

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Livros: os meus critérios na hora de comprar.

Livros. Uma paixão, fonte de conhecimento e descobertas, uma companhia. Livros. E, na hora de comprar um novo companheiro, eis-me num enorme dilema...

 

Quem me conhece, onde moro, sabe que sou uma amante de livros. Raramente saiu-o de casa sem a companhia de um livro, muitas vezes levo-o na mão e, é sempre muito provável encontrar-me a ler. Posto isto, recentemente, alguém me perguntou que critérios utilizo na hora de escolher uma nova viagem literária. A verdade é que, durante muito tempo, antes de consolidar esta paixão - sim, porque todas as paixões passam por fases - simplesmente comprava porque alguém me recomendava o livro ou porque o livro me despertará a curiosidade. Li-a, essencialmente, porque ouvirá falar bem daquele livro, ou alguém o mencionará, e lá o trazia para casa. Existiu, igualmente, uma fase em que eram os títulos ou as capas quem principalmente me chamavam a atenção. Foi, assim, desta forma, sem conhecer o autor ou ler críticas, que acabei a tropeçar num dos meus livros favoritos, A Sombra do Vento. Mais tarde, em casa de um amigo, deparei-me com a colecção pessoal dos seus livros de Carlos Ruiz Zafón e, foram as críticas dele que me incentivaram a ler os restantes livros... e, ainda bem!

 

Presentemente, estes critérios ainda assumem um peso importante na hora de comprar um novo livro embora, não sejam os únicos... A espontaneidade com que seleccionava livros, provocaram-me alguns desgostos literários e, numa fase, a afastar-me destes. Portanto, no que toca a trazer novos elementos para a já longa lista de livros em espera, pesam os seguintes critérios, sem qualquer ordem preferencial:

Capa. A verdade é que, não consigo negar o oposto, a capa é dos primeiros chamariz para pegar num livro. Obviamente que, outros critérios contam na hora de comprar aquele livro mas, se a capa me chamar a atenção na imensidão de livros, certamente que será meio caminho andado para uma possível compra. 

 

Título. O título do livro é, muitas vezes, uma porta aberta para decifrar o conteúdo de um livro ou, igualmente, para captar a atenção de quem lê. Confesso que, já comprei e li livros meramente pelo título e, como em qualquer paixão, já me desiludi e surpreendi.

 

Autor. Adoro aventurar-me na descoberta de novos autores. Porém, a verdade é que, depois de algumas desilusões com escritores desconhecidos, optei por ter mais em conta quem escreve, bem como a algumas...

 

Linhas do livro. Normalmente, opto por ler as primeiras linhas de um capítulo para, sobretudo quando o autor me é desconhecido, perceber se gosto da escrita. Folhei e leio linhas, ao qual associo outro critério, a...

 

Sinopse. Nem sempre as sinopse são favoráveis a um livro. Quando comprei o livro Nunca Me Esqueças de Lesley Pearse, a sinopse não captou totalmente a minha atenção. Comprei-o pelo motivo que indicarei mais à frente mas, se fosse pela sinopse, nunca teria lido o livro. Nunca lerá nada de Lesley Pearse e, pela capa, título e sinopse, avaliei-o como um livro lamechas e cor-de-rosa. No entanto, o livro tornou-se um dos meus favoritos e a sinopse está longe de valorizar verdadeiramente a história...

 

Recomendações/críticas. Tento evitar recomendações embora, tal não significa que não leia um livro porque me tenha sido recomendado. Há, por exemplo, o Perguntem a Sarah Gross de João Pinto Coelho, recomendado pela Magda, que me anda a deixar com a pulga atrás da orelha. Somos todos distintos e, portanto, o que para mim é um mau livro, para outro alguém é um excelente livro. Exemplo disso foi Mataram o Sidónio! de Francisco Moita Flores em que, a Magda gostou e recomenda e eu, nem por isso... 

 

Género literário. Sou apaixonada por romances históricos é, logo, fácil de perceber que são dos livros que mais habitam a minha estante, que mais compro e leio. Tal não significa que não leia outros género literários mas, na dúvida, são os romances históricos que vencem...

 

Preço. Adoptei, roubando a ideia da Nathy, a política de só comprar livros abaixo dos dez euros... embora, se o livro me ficar a doze euros e for algo que procure à imenso tempo, seja bastante flexível. Índice Médio de Felicidade de David Machado era daqueles livros que queria faz muito tempo, desde uma qualquer reportagem que virá na televisão - como podem ler, sou bastante flexível com as recomendações/críticas... desde que me captem a atenção - e, quando o encontrei numa feira do livro por aproximadamente doze euros, deixei a política dos dez euros de lado e trouxe-o comigo. Sem culpas. 

 

Grupos em segunda mão no facebook. Na hora de comprar um livro, sobretudo quando o preço ultrapassa o meu valor, pergunto-me se será fácil de o comprar num grupo em segunda mão de facebook, se já o vi por lá. Procurei, durante muito tempo, por este meio, Arroz de Palma de Francisco Azevedo, sem qualquer sucesso. Por isso, quando o vi numa feira do livro a aproximadamente onze euros, não lhe resisti... sabia que, era uma das minhas poucas chances de o ter comigo. E, obviamente, todos os critérios anteriores se aplicam às compras em segunda mão embora, nestes casos, pese também o estado do livro (se está ou não riscado).

 

Outro critério meu é, definitivamente, a quantidade de livros que reclamam a minha atenção e o tempo que terei para lhes dedicar... neste momento tenho mais de vinte livros por ler e, contrariamente à maioria nesta época de Verão, faltará tempo para lhes dedicar, visto que estou a trabalhar.

 

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Portanto, na hora de comprar um novo livro, eis os meus vários critérios... bom, confesso que, às vezes mando os critérios às ortigas e compro um livro pelo prazer de comprar um novo livro. Sem culpas ou receios. Só porque sim. 

Um mar de livros... estou a ler,

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