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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Postcrossing: dos postais e das estatísticas.


M*

04.04.15

Postcrossing... em cinco meses de viagens, reuni vinte e dois postais de diferentes partes do Mundo e tantos outros foram enviados. Portanto, tal viagem traduz-se em muitos quilómetros,

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A cada nova visita à caixa de correio é uma aventura recheada de expectativas quando descubro um, dois, três ou mais postais e, de desilusão, quando se passam dias sem receber nada. Roubei as chaves à minha mãe e ganhei o hábito de todos os dias, religiosamente, ir à caixa do correio... e, embora saiba que é impossível receber um postal ao fim-de-semana, dou por mim a cair no erro. 

 

Os meus pais perguntam-me qual a piada de enviar e receber postais, de gastar dinheiro em pedaços de papel e, embora lhes tente explicar, não conseguem entender a alegria de ver algo estranho, diferente e inesperado no meio da pilha de contas para pagar e publicidade. Não compreendem nem entendem que é sempre possível aprender algo novo num simples pedaço de cartão, mesmo quando esse postal contêm breves palavras, descobrir uma nova cidade, um bocadinho do Mundo. 

 

E, desde a última publicação, a vinte e quatro de março, eis os mais recentes membros da colecção,

 

Alemanha

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Bielorrússia

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 Polónia

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 Da Vinci Cat enviado por um menino de onze anos.

 

Holanda

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 um cartão trabalhado pela Lilian e que me levou a conhecer Anton Franciscus Pieck.

 

Rússia

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e, porque merece ser partilhado,

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 um bilhete de autocarro!

 

Canadá

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de uma apaixonada pelos livros e pela cidade do Porto.

 

E, para finalizar, porque não partilhar as minhas estatísticas? A plataforma vai contabilizando o total de postais desde a minha data de inscrição, a onze de novembro de dois mil e catorze, até ao presente mês. A linha vermelha representa os postais enviados e a azul, os postais recebidos; já o gráfico circular mostra qual a origem dos postais que recebi, destacando-se a Alemanha, seguido dos EUA e da Rússia.

Captura de ecrã 2015-04-3, às 23.34.04.jpg

Por fim, a tabela geral onde constam todos países com quem troquei postais, tanto enviados como recebidos, e o  tempo dos mesmos. 

Captura de ecrã 2015-04-3, às 23.35.00.jpg

Evidentemente que, para a contagem dos dados anteriores, não entraram este,

Captura de ecrã 2015-04-3, às 23.48.01.jpg

dizem que Rússia e China são países cujos postais demoram mais tempo a chegar... curiosamente, o mesmo não se verifica no envio. Mas, tenho esperança que o postal chegue à menina chinesa de dezasseis anos... nem que passem mais de cem dias, como vim a descobrir por alguns elementos registados na plataforma e num grupo de facebook. Tal, segundo eles, devesse ao sistema de distribuição dos países, com zonas remontas e não à localização em si. 

 

Talvez algum dia me canse de fazer postcrossing mas, enquanto esse dia não chega, vou-me divertindo... enviar e receber, aprender e dar a conhecer. 

Do IEFP,


M*

02.04.15

sobre caricata e absurda situação de renovar um cartão de cidadão... ou, a data do mesmo.

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Recentemente recebi uma convocatória por parte do centro de emprego onde constava a necessidade de actualizar os dados da minha ficha para, segundo eles, conseguirem satisfazer o meu pedido (ahahahahahahahaha, tão cómicos... em cinco anos, fui chamada uma vez para me falarem de um possível estágio na minha área - outra anedota para, um dia, contar - e zero vezes para formações, apesar de já ter várias vezes, manifestado o interesse). E, assim, numa manhã de Março, apanhei o autocarro com destino ao centro de emprego mais próximo. Pelo caminho e, embora, saiba que eles nunca o querem porque, é tudo informatizado - segundo eles -, parei numa papelaria para imprimir o currículo actualizado e o entregar - não fosse, alguma alma se lembrar. No centro de emprego entreguei a carta-convocatória ao recepcionista que, meia hora depois (era uma quinta-feira e, por norma, o centro de emprego onde estou inscrita é mais rápido do que às segundas-feiras, onde toda a gente, quer da cidade quer das aldeias e vilas, vai a correr), me mandou subir ao segundo piso, acompanhada de um outro senhor de muitos anos. Chegamos a uma pequena sala, onde fomos recebidos por uma senhora simpática mas quase sem vida (tão sem sal, tão cansada apesar de ainda nem ser meio-dia) e onde mal nos conseguíamos movimentar, pedindo-nos para nos sentarmos - o senhor ao meu lado, mais duas nas nossas costas. Vira-se para mim e diz-me,

 

   - Preciso do seu cartão de cidadão. 

 

Entrego-lhe e começa a debitar os meus dados pessoais: morada, telemóvel, email, nacionalidade e afins. Devolve-me o cartão de cidadão e diz,

 

   - Acabei. Chamei-a aqui porque o seu cartão de cidadão tinha caducado no ano anterior e precisávamos de saber a data do actual.

 

Como? Só podem estar a gozar! Viro-me para a senhora e digo-lhe,

 

   - E, já que estou aqui, não quer actualizar o resto da ficha ou vai-me chamar daqui a um mês para o fazer? 

 

Diz-me que sim e começo a disparar os pequenos trabalhos que fiz. Não mostra interesse em saber mais sobre eles, em desenvolver. Fica a saber o básico. Antes de abandonar a sala e o centro de emprego, pergunto-lhe o que devo fazer para me candidatar a estágios no âmbito do PEPAL e, no caso de conseguir algum, o que fazer a seguir.

 

   - Se a menina conseguir um estágio PEPAL basta enviar um email a dizer que está a fazer estágio.

 

Ahahahah! Desculpem? Eu ouvi bem? Para dizer que estou a fazer estágio, já posso enviar email mas, por uma data, tenho me deslocar ao centro de emprego quando, bastava um email ou uma mensagem a pedir uma fotocópia do cartão. Na era da informática, gastei cinco euros no autocarro - dinheiro dos meus pais porque, sendo recém-licenciada, não recebo qualquer apoio - e perdi uma manhã quando num minuto, poderia ter enviado uma fotocópia para email da senhora. E, para não comentar o facto de os meus dados ficarem expostos para quem quisesse ouvir... 

 

Malta do IEFP: há computadores e, nós, jovens, sabemos usar! Upa! Upa! Acordem! Modernizem-se! 

Chocolate e sexo: quinze razões.


M*

01.04.15

A internet é, de facto, uma arma genial. Volta e meia descobrem-se estudos e teorias formidáveis que, regra geral, não lembram ao diabo, como se costuma dizer. Portanto, numa das minhas navegações virtuais, acabei por tropeçar numa teoria bastante engraçada: quinze razões para preferir o chocolate ao sexo. E, embora a teoria seja aplicada, essencialmente, às mulheres, uma vez que, segundo um estudo, apenas 9% das mulheres concordam que sexo é uma das coisas mais difícis de viver sem, e 22% preferem o chocolate; considero que serve para ambos... basta ser-se apaixonado por chocolate. Bom, depois do blablabla, passemos às quinze razões:

 

     Quinze razões para preferir o chocolate ao sexo

  1. O chocolate satisfaz mesmo quando amolece.
  1. Pode comer chocolate no carro sem ser interrompida pela polícia.
  1. Pode comer chocolate à frente de todos.
  1. Se morder com força, o chocolate não grita nem protesta.
  2. O chocolate não protesta por ser comido muito depressa.
  1. Não tem que mentir ao chocolate.
  2. Pode comer chocolate em qualquer dia da semana.
  1. Um bom chocolate e fácil de se encontrar.
  1. Nunca se é «muito jovem» ou «muito velha» para comer chocolate.
  1. Quando come chocolate os vizinhos não ouvem.
  1. O tamanho do chocolate não importa, apenas o prazer que ele proporciona.
  2. Coma chocolate à vontade: nunca vai engravidar.
  1. Não precisa de usar preservativo para comer o chocolate.
  1. Ninguém termina um casamento por falta de chocolate.
  2. Não precisa de esperar cerca de meia-hora para comer outro chocolate.

 

Dos quinze aspectos, o ponto oito e doze são, para mim, do melhor. O bom chocolatinho, de facto, é fácil de achar e encontra-se na prateleira de um qualquer supermercado e, embora não engravide, abusar no consumo pode levar a sintomas semelhantes. No seu todo, a teoria está bastante boa e fiável. Mas, o melhor é, ainda assim, juntar prazer dos dois: não me refiro a brincar com o chocolate durante o acto em si mas, sim, comer muito e fazer muito... e, é claro, com juizinho e medida que, tudo o que é em excesso, também é prejudicial.

 

* (retirado de Supa Woman | De eles para elas)

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