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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

É pedir muito?


M*

03.03.15

Não sei se sou eu que sonho demais, que exijo demais, que quero demais mas, às vezes, gostava que os dias fossem mais simples, mais coloridos, mais próximos daquilo que imaginei para os vinte e seis. Não estou a pedir muito, creio eu, bastava que algo de bom tomasse conta dos dias... uma viagem, uma amizade, um trabalho, um amor ou qualquer outra coisa que mudasse os dias de monotonia. É pedir muito?

Os filmes do mês de Fevereiro.


M*

02.03.15

 Ocho Apellidos Vascos

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 (avaliação: muito bom)

 

 Ocho Apellidos Vascos ou, em português, Namoro à Espanhola - a tradução para português, como é evidente, foge à realidade: oito apelidos bascos não só é tradição em terras de bascos com nos remete para os oito apelidos que diz ter o protagonista da história -, é uma comédia romântica como já não via à muito. Sucesso em terras de nuestros hermanos, o filme leva-nos a viajar entre a bela cidade de Sevilha e as paisagens deslumbrantes do País Basco. Ri-me do início ao fim com as atribuladas peripécias que envolvem os jovens Rafa (Dani Rovira), que nunca saiu de Sevilha e Amaia (Clara Lago), a basca com técnicas curiosas de sedução. Por outro lado, o filme reflecte os estigmas e conflitos na luta pela independência do País Basco. 

 

The Other Woman

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(avaliação: razoável)

  

A comédia romântica protagonizado por Cameron Díaz, no papel de Carly, leva-nos à viajar pelas relações extraconjugais. Quando Carly descobre que, Mark (Nikolaj Coster-Waldau), o seu namorado, afinal é casado, tenta fazer com que a sua desastrada vida pessoal regresse aos trilhos. Porém, o destino cruza-a com Kate (Leslie Mann), a esposa traída de Mark, descobrindo as fragilidades que as unem. A elas junta-se, mais tarde, Amber (Kate Upton), na vingança contra Mark, unindo as três mulheres numa amizade invulgar. 

 

Filme e argumento não são nada de especiais mas, ainda assim, é uma boa companhia para uma tarde descontraída e chuvosa de sábado.

 

O Jogo da Imitação

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(avaliação: excelente)

 

 Preciso de dizer algo sobre este filme? Simplesmente, adorei este filme! Para mim, Benedict esteve fabuloso na pele de Alan Turing, considerado o pioneiro dos computadores. 

 

O Jogo da Imitação leva-nos à Segunda Guerra Mundial e ao, até então, indecifrável código Enigma, que os nazi utilizam para comunicar os seus planos de ataque secretos. Alan e a sua equipa são os responsáveis pela sua descodificação, levando as tropas dos Aliados a vencer a Guerra. O filme inicia-se no Inverno de 1952 quando, a polícia é chamada a investigar um presumível assalto em casa de Alan, acabando por ser acusado de atentado ao pudor e, assim, se inicia este magnífico filme.

 

O Menino de Cabul

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(avaliação: muito bom)

 

 O Menino de Cabul é daquelas histórias que nunca se esquecem. Não vou escrever novamente sobre esta história porque, corro o risco de tornar repetitiva. Por conseguinte, sobre o livro, falei dele aqui e, sobre a adaptação a filme, aqui. Deixo, ainda assim e mais uma vez: primeiro leiam o livro e, só depois, com tempo e calma, vejam o filme. Acreditem em mim, o filme falham em grandes detalhes do livro.

 

3 Metros Sobre El Cielo

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(avaliação: excelente)

 

  Confesso: é a segunda vez que vejo este filme; mas, a verdade é somente esta: o filme é lindo, lindo, lindo! Mario Casas, o protagonista, é tentador e, admito, apaixonei-me: para além de excelente actor, é dono de uma beleza que não deixa nenhuma mulher indiferente. E, embora seja a segunda vez que vejo este filme, não consegui evitar umas lágrimas. Mas, sobre o filme...

 

3 Metros Sobre El Cielo baseia-se num livro de Frederico Moccia e, mais uma vez, um sucesso de bilheteiras em terras de nuestros hermanos (e, vai-se lá saber porque... já disse que é um romance lindo?!). É uma história à Romeu e Julieta dos tempos modernos. H., como é conhecida a personagem de Mario Casas, é um rapaz rebelde e impulsivo, filho de uma família modesta, que adora viver no perigo das corridas ilegais de motos. Babi (Maria Valverde) é a filha de uma família de classe alta, inocente e educada segundo valores rígidos de moralidade. Quando o destino cruza os caminhos de ambos, H. e Babi, terão de lutar contra tudo e contra todos para viverem o amor que os une. 

12 | Na minha estante... Dispara, Eu Já Estou Morto.


M*

01.03.15

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 Oitocentas e quarenta páginas depois e, confesso, as palavras escasseiam para descrever este Dispara, Eu Já Estou Morto. Não porque tenha sido o melhor livro que li até hoje mas, essencialmente, por tudo o que me obrigou a aprender.

 

Não é um livro fácil de ler, tão pouco de leitura leve ou simples. Dispara, Eu Já Estou Morto exige tempo, muita dedicação e uma especial atenção. É daqueles livros que deve ser saboreado a cada página. É, muito mais do que um romance, é uma viagem pela história de uma religião e fé, a dos Judeus. Dos progoms da Rússia czarista à II Guerra Mundial, das expulsões dos Reis Católicos em Espanha aos conflitos armados do presente no Estado de Israel.

 

Julia Navarro convida-nos a viajar pelas cidades São Petersburgo, Paris, Toledo, Jerusalém, Varsóvia e Berlim palco dos principais acontecimentos na vida de uma família judaica, os Zucker. Perseguidos na Rússia dos czares pela sua condição religiosa, os Zucker apenas querem viver, antes demais, como russos, fugindo ao estigma da fé. Porém, o destino brinca com os Zucker e, tal como outros milhares de judeus, a família vê-se obrigada a fugir para viver, primeiro para Paris e, posteriormente, para a Palestina. E, nesta nova terra, os judeus Zucker conhecem os Ziad, uma família de muçulmanos palestinianos. A vida das famílias funde-se em laços fortes de amizade onde, a religião parece ficar para segundo plano. Porém, mais uma vez, o destino brinca com os Zucker, através de uma série de acontecimentos que não podem controlar, reflexo das escolhas de quem os lidera, distanciando-os dos Ziad. 

 

Mais do que duas famílias em luta contra o destino, é o reflexo de tantos judeus, pela sobrevivência e por um pedaço de terra, onde possam viver sem serem perseguidos, humilhados, expulsos ou exterminados pela condição de serem judeus. Mas, é também a luta dos muçulmanos palestinianos pela terra onde sempre viveram. Dispara, Eu Já Estou Morto é, portante, um romance inesquecível sobre o conflito que divide à várias décadas israelitas e palestinianos. 

 

É impossível ficar indiferente ao romance de Navarro. Há momentos extremamente duros; como, por exemplo, os detalhes sobre a vivência nos campos de extermínio dos nazi... são, na verdade, verdadeiros murros no estômago - admito, tive de saltar texto para fugir às lágrimas. 

 

O romance de Julia Navarro está longe de ser perfeito, contando com alguns aspectos negativo. Por um lado, todo o desfilar de personagens: a dado momento do livro, tive de parar e reflectir sobre aquela personagem  - a origem religiosa, familiar ou a ligação às famílias - tornando-se difícil, a dada altura, criar afinidades com determinando homem ou mulher que, tão depressa entrava em cena como desaparecia. Por outro lado, o correr de momentos e nomes da História obrigam-nos a uma certa reflexão. Por fim, a estrutura narrativa, ora no presente ora no passado, também não ajuda.

 

Se, por um lado Dispara, Eu Já Estou Morto, está longe de ser um livro excelente, por outro, a obra da espanhola Julia Navarro é magnífica pela aprendizagem que nos obriga a fazer sobre o passado dos judeus mas, igualmente, pela reflexão sobre a luta dramática de homens e mulheres a um pedaço de terra onde viver em paz.  E, por tudo isto, ainda assim, recomendo a sua leitura. 

- (...) Sabes uma coisa, Ahmed? Parece-me absurdo que nós, os homens, lutemos por acreditar que o Deus ao qual rezamos é melhor do que o Deus dos outros.

* (mais informações sobre a autorora e o livro em Bertrand Editora; outras frases em Dos Meus Livros)

** (no Goodreadseste esquema sobre as famílias e personagens retatratas no livro)

Pág. 7/7

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