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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

Sobre a mudança de hora.

As mudanças de hora, seja para a de verão ou para a de inverno, provocam-me sempre alterações ao sono. Sinceramente, detesto-as. Bastava um, não? Parece que não. Para quem não percebe a questão da mudança de hora, como eu, basta consultar este completíssimo artigo do jornal online observador... ficaram parvos com os factos desconhecidos! *

 

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 (in Sabe porque muda a hora? Esta história tem barbas.)

 

* (embora, confesse, que saltei algumas partes)

13 | Na minha estante... A Bastarda de Istambul.

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 A Bastarda de Istambul é uma viagem à descoberta da história de dois países intimamente interligados entre si. Mais do que um romance, Elif Shafak convida-nos a mergulhar na memória de quem sobreviveu ao genocídio arménio comentido pelo Império Otomano, entre 1915 e 1917. Com sabedoria, usando e abusando, Shafak recorre à ironia e sarcasmo para relembrar os crimes do passado. A Bastarda de Istambul é, a meu ver, uma espécie de critica a turcos e arménios. De um lado, um povo que finge nunca ter cometido os crimes e, aqueles que admitem a sua existência, parecem descartar-se dos mesmo porque aconteceram sob domínio de um Império e não da actual Turquia; do outro lado, arménios que, de geração em geração, alimentam sentimentos sob o massacre arménio passando aos mais novos e cem anos depois, as memórias das atrocidades de quem sobreviveu. É, igualmente, uma critica a um país divido entre a modernidade e a tradição, entre o Ocidente e o Oriente, bem como ao papel das mulheres naquele país.

 

Elif Shafark dá-nos a conhecer duas jovens oriundas de famílias distintas, cujos sentimentos se assemelham e de vidas intimamente interligadas. Aysa, uma jovem determinada e irreverente, nasceu e sempre viveu em Istambul, numa casa rodeada de mulheres. Na família Kazanci os homens, em virtude de uma misteriosa maldição, vivem até perto dos quarenta anos de idade. Portanto, Aysa cresceu numa família de mulheres com personalidades distintas, encerrando em si, segredos e mistérios. Armanoush, é a prima arménia-americana de Aysa, a enteada de um tio que nunca conheceu, Mustafa, uma jovem introvertida e apaixonada por livros que, um dia, decidi conhecer a outrora cidade da família. A chegada da prima, levará Aysa numa viagem ao passado secreto da família e à história que interliga arménios e turcos.

 

A Bastarda de Istambul, nomeado para o Orange Prize For Fiction, é o primeiro romance traduzido e publicado, em Portugal, de Elif Shafak. Nascida em 1971, em França, é das escritoras mais lidas na Turquia e aclamada pela critica como uma das escritoras mais originais. Formada em Ciências Políticas, a leccionar em universidades dos EUA, Reino Unido e Turquia, Shafak dá voz, nos seus livros, às mulheres, minorias e subculturas. Uma última nota sobre este livro e a sua escritora: em 2006, foi levada a tribunal por "denegrir a identidade turca" em virtude de algumas palavras utilizadas pelas personagens arménias, mas as acusações acabaram por ser retiradas.

 

O meu interesse e curiosidade por A Bastarda de Istambul nasceu graças às diversas notícias a que tive acesso, além de envolver conteúdo da história internacional e visão actual das sociedades mencionadas - sobretudo da turca. Em si, a sinopse não me despertou especial atenção mas, de facto, o marketing é uma arma poderosa... e, neste caso, ainda bem. De facto, Shafak escreve de forma original, irónica e sarcásticas, prende-nos a cada palavra, a cada frase e, rapidamente, conseguimos nutrir sentimentos de empatia pelas personagens; embora, exija especial leitura, pela temática e por saltar entre o presente e o passado. A capa é, para mim, uma das mais bonitas que vi em livros e, quanto ao título, considero que se enquadra perfeitamente na história... até porque, o final é surpreendente.

 

Por tudo isto, espero, sinceramente, que outros livros de Elif Shafak sejam traduzidos para português. Recomendo, por conseguinte, a leitura deste livro.

Armanoush tinha a sensação de que sob as constantes objecções da tiazinha Varsenig às suas leituras se encontrava uma preocupação mais estrutural, se não primordial: um instinto de sobrevivência. Simplesmente não queriam que ela brilhasse demasiado, que se destacasse do rebanho. Escritores, poetas, artistas e intelectuais foram os primeiros dentro do millet arménio a serem exterminados pelo antigo governo otomano. Tinham-se livrado primeiro dos "cérebros" e só depois começado a extraditar os restantes - os leigos. Como muitas famílias arménias na diáspora, ali a são e salvo mas nunca totalmente à vontade, os Tchakhmakchian sentiam-se simultaneamente eufóricos e humilhados quando uma das suas crianças lia demasiado, pensava demasiado, desviava-se demasiado da normalidade.

 

* (mais sobre o livro em Editorial Presença

** (outras frases em Dos Meus Livros)

16 | Coisas de blogger... desafio musical.

Diz que andamos numa onda de desafios e, para escrever verdade, confesso, são sempre bem-vindos. Uma vez que o amigo sapinho blogs nos levou o inspira-me, temos sempre os desafios para quem, como eu, às vezes não sabe exactamente sobre o que escrever ou simplesmente não lhe apetece numa qualquer fase - e eu, como talvez já devem ter percebido, sou de fases e vontades. Ora, depois deste blablabla passemos ao que realmente interessa: o desafio musical lançado pela minha querida e simpática Miss Ana, do blogue De Repente Já Nos 40!!! que, basicamente consiste em escolher cinco músicas em cinco categorias distintas... e, portanto, agora é que vocês ficaram a conhecer o meu péssimo - dizem - gosto musical.

 

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5 Músicas Que Me Deixem Tristes

 

Eu Sei, Papas da Língua 

Mentira, João Pedro Pais

A Quién Quiero Mentirle, Marc Anthony

Nada Quer Perder, Conchita

Another Love, Tom Odell 

 

Julguei que seria mais difícil realizar esta categoria mas, a verdade, é que se revelou uma das mais fácies. As escolhas devem-se a pessoas ou a momentos mais negativos na minha vida. A última de Tom Odell, por exemplo, foi a que estava a ouvir quando decidi atirar uma carta que escrevi para o meu ex-namorado e que atirei ao mar.

 

5 Músicas Que Me Alegram

 

Happy, Pharell Williams

You're Never Fully Dressed Without a Smile, Sia

Sing, Ed Sheeran

Cuando Me Enamoro, Enrique Iglesias y Juan Luis Guerra

Morena, Tiago Bettencourt & HMB

 

Confesso: foi uma das mais difíceis. As categorias que parecem ser as mais simples, quase sempre, se revelam as mais difíceis. Teria enumerado várias, novas e recentes, entre portuguesas, espanholas, italianas e latinas mas, pronto, ficam estas.

 

5 Músicas Que Me Dão Vontade de Dançar

 

Ai Se Eu te Pego, Michel Teló

Y Yo Sigo Aqui, Paulina Rubio

Livin'La Vida Loca, Ricky Martin

Ave María, David Bisbal

Bailando, Enrique Iglesias com Luan Santana

 

Cinco? Pronto... eis um top cinco de músicas para dançar. Definitivamente, para mim, a música latina é a melhor opção para dançar e dançar... e não foi propriamente fácil. 

 

5 Músicas Que Me Fazem Sonhar

 

Tu e Eu, Diogo Piçarra

Hero, Enrique Iglesias

Bad Day, Daniel Powter

Por Uma Noite, Klepht

Me Quiero Enamorar, Jesse & Joy 

 

Dificilmente escolheria outras... tinham de ser estas porque, todas elas, de algum modo transmitem sentimentos ou desejos que tenho. Recorro a elas, sempre que preciso de levantar voo para o universo dos sonhos e não os deixar fugir.

 

5 Músicas Que Me Marcaram

 

Beautiful, Christina Aguilera

I'm Like A Bird, Nelly Furtado

Não Há Estrelas No Céu, Rui Veloso

Maria Maria, Carlos Santana

Please Don't Stop The Rain, James Morrison

 

Não Há Estrelas No Céu porque foi das músicas mais importantes e marcantes da minha adolescência, assim, como as restantes e Please Don't Stop The Rain porque a cantei, no meu terrível inglês, quando assisti ao seu concerto em Portugal (ele é fantástico!).

 

(e, sim, podem dizer que tenho mau gosto musical, pior do que a minha irmã mais nova... mas, olhem, é música.)

Um mar de livros... estou a ler,

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